segunda-feira, 27 de junho de 2011
o idiota vidrado
lhe digo, minha amiga, meu amigo,
não seja um midiotizado,
mais um hipnotizado.
ser e nada
adversários
mergulho no silêncio profundo e fecundo,
para a morte que aduba a terra na qual nasce a planta,
o coletivo de um mito
tudo é uma mentira,
que eu minta também
o medo, a raiva e a tristeza
de dimensões alucinantes
só a humildade pode com ela,
uma humildade que de tão imensa não pode ser humilde...
aquela de que nunca serei capaz.
adeus, heróis mortos,
mártires do nada
satanás pede asilo,
que não seja entre os monoteístas,
os reis da derrogação
sexta-feira, 8 de abril de 2011
a vida rola, a vida louca, a vida agora.
queria só avisar, o assédio moral me fez surtar um surto devastador, mas nada irei apagar.
abs!
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
"Mind Games Forever"
Pensei em fazer uma música que usasse a palavra "tevilusão" uma fusão entre tevê e ilusão, que conserva angum sentido transparente, mas não começou daí, estava conversando com deus, ou talvez delirando como esquizofrênco que sou (talvez possa ser o diabo, sei lá), e se ele enviaria uma chuva em cima de mim, claro, chuva pode purificar, mas pode também destruir os documentos que eu carrgava, ou causar resfriado, romanticamente, chuva é legal, faz chhhhiiii, faz vir, faz chatear, chiiii, e faz onomatopéia também.
mas eu fiquei filosofando em cima de unidades discretas, universo contínuo, e realidade descontínua, ora, quer dizer, então, Ô QUÊ? brother, vc pensa nisso? que utilidade tem isso? simples, dá sentido à minha insanidade e só, por isso já bastava.
então, eu pensei em probabilidades, vou a sp na segunda e pensei, se deus quiser ser cruel comigo vai chover hoje e segunda na minha cabeça e me deixar enxarcado, seria assim num universo de 4 possibilidades, chuva segunda e hoje, chuva só hoje, chuva só segunda, e pronto lá vai, são quatro (pra que um supercomputador no INPE, oras:O), então fui além, pois já caiam raras gotas do céu, um chuvisco tenso daqueles que a gente fica esperando o pior, cara eu tinha guarda chuva, mas sabe que esses eficiente instrumento só nos protege do cinturão pra cima, né... alterei a leitura para um universo maior, o chuvisco aumentava hoje, o chuvisco diminuia hoje, o chuviso ficaria igual hoje, quer dizer, andar pode estimular o cérebro, diz a pesquisa dessa entidade abstrata e autônoma no nosso corpo, né, tevilusão?o cérebro. o universo voou para seis unidades, aí eu compliquei, pensei no limite em algum ponto do meu percurso, haveria lá uma unidade discreta em que eu e a chuva nos encontraríamos? unidade discreta é o instrumento principal pelo qual o ser humano interage com o mundo para transformá-lo, quer dizer que não dá pra encontrar o ponto zero, mas dá para medi-lo e chegar perto, pois o universo é um contínuo, não veio numerado, sabe aquele teorema do carinha atleta que perde uma corrida para a tartaruga? então, esse, ele aceita a condição de correr sempre a metade da distância percorrida, e de metade em metade ele entra numa espiral e nunca chega ao final do percurso...
o que isso tem a ver com a loucura? olha a loucura só atinge quem tem medo dela, viu? quem não consegue imaginá-la, sacou? é que a realidade é composta de espaçoes descontínuos, nós não podemos saber tudo, alguém aí sabe quando irá morrer? sabe? aí por causa disso muitos são os que fazem de conta que sabem tudo, preferem ignorar as descontinuidades, por não conseguirerm administrar os fluxos do pré-consciente, aí é mais saudável se defender e criar a ilusão de segurança, simples não?
mas, e a música? não vai sair hoje,.. estou em bloqueio compositivo, quer dizer, eu fugi do fato de que não dá pra determinar o ponto exato em que a chuva ia me pegar, ainda aqui do lado um sertanejo ficou rindo do meu cabelo, que é longo, e eu ainda uso piranha, não é cor-de-rosa, não tem brilhinhos, mas é uma piranha, e sabe como esses sertanejos são preconceituosos, quase fiquei nervoso, pensei em ou nunca mais me irritar com isso ou cortar o cabelo, é mais fácil nao me irritar com isso:O) no caso ele fuugia do fato de que a obra em que ele trampava arrebentou o cano da sabesp e água limpa aos montes desperdiçada, como agua da chuva, tipo assim, não sou comediante, mas não vou me incomodar com isso de rirem do meu visual, tinha um rio na minha rua, sem chuva, xii:O)
segunda-feira, 1 de março de 2010
Taça Acústica
Música juntos?
Músico quero,
Música fé,
Música já,
Música pra saborear
Nesse cálice tropical.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Dois Humores
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Editorial de Paulo Leminski (1979)
Nem Tudo Foi Feito para Ser Dito
O fim da censura é o fim da arte me explico a morte da censura representa a morte da arte da literatura do teatro do cinema me explico a expressão artística é sempre a superação de obstáculos falta de tempo falta de papel preço de filme virgem ausência de bons profissionais burrice de editores sub-desenvolvimento da população analfabetismo toda a sorte de barreiras a expressão artística é uma corrida com barreiras quanto mais barreiras mais sublime a performance do criador é contra as pedras do caminho que o criador afia suas armas aprimora seus truques jorge luís borges disse brincando uma coisa muito séria ao dizer que era a favor da censura porque ela obrigava os escritores a serem sutis está tudo aí nos longos dec~encios da ditadura de salazar os jornalistas portugueses desenvolveram técnicas maravilhosas de dar notícias nas entrelinhas havia até um periodista luso que conseguia condensar artigos de fundo numa simples reticência outro concentrava sua malícia no ponto de interrogação do qual extraía todos os efeitos que queria hoje com a abolição da censura essa idade de ouro estilística do jornalismo dalém-mar acabou com apermissão de dizer tudo abertamente muitos dos melhores profissionais portugueses perderam seu emprego para reles escrevinhadores que falam tudo pão-pão-queijo-queijo obstáculos são necessários para o florescimento da arte e do pensamento e para que maior obstáculo que a censura? um obstáculo real palpável como um cassetete um par de algemas uma mordaça uma venda nos olhos não um obstáculo subjetivo abstrato como uma dor de cabeça um desânimo uma mediocridade ao instituir a censura os estados autoritários estão pensando no futuro da arte dando aos artistas um motivo para viver e criar superar os obstáculos impostos pela censura eis a mais alta tarefa a que pode se propor um criador e como fazê-lo sem censura? um verdadeiro criador não se contenta apenas com a censura externa essa irrelevante a censura que se manifestasob a forma de cortes nos filmes apreensão de edições prisões
a verdadeira cesura é a censura interiorizada chamada auto-censura além de poupar trabalho aos censores profissionais a auto-censura dá ao artista a deliciosa sensação de estar burlando a lei e de estar dizendo mais quando diz menos o verdadeiro criador deve portanto já levar a rádio-patrulha no coração é o maior dom que um estado ordeiro pode ofertar a seus súditos
a censura traz ainda outros benefícios estéticos o silêncio por exemplo os artistas amantes do barulho e do ruído vão protestar mas o silêncio além de demonstração de sabedoria é um dos mais belos momentos da criação pode haver música sem silêncio? impossível o silêncio é a metade de toda a melodia som silêncio som silêncio som silêncio os sons são imperfeitos uns feios outros desarmônicos outros estridentes só o silêncio é perfeito inalterável eterno como um diamante quanto mais silêncio na música de um povo mais bela sua música agora me digam quem pode produzir um silêncio tão integral quanto a censura? só os ingratos não enxergam nem ouvem
obrigando os criadores aos silêncio a censura lhes proporciona mais tempo para refletir meditar amadurecer há muitos artistas afobados que têm uma idéia e já querem mostrá-la a todo mundo sob a forma de canção livro filme a censura está aí para ajudar esses artistas imediatistas a dar tempo ao tempo rever posições podar arestas dessa forma a censura evita que obras menos acabadas saiam à luz dando uma falsa impressão da arte do país mesmo que a obra demore a aparecer que são quarenta anos na vida da arteque é eterna e se projeta em direção ao infinito?
os artistas reclamam da censura como pretexto para não produzirem obras válidas e fortes não só não entendem de arte tanto quanto a censura mas o que é pior não entendem as implicações sociopolíticas da criação artística o artista é responsável perante seu povo representá-lo pelo aparato estatal que garante a estabilidade das instituições
como governar e administrar bem um país com um bando de intelectuais e artistas sem trato com as sutilezas da vida pública gritando filmando escrevendo que vivemos sob uma tirania que o país é o quintal das multinacionais que tem gente morrendo debaixo do pau nas cadeias que o país é um campo de concentração que a miséria dos operários serve para financiar a prosperidade o whisky escocês e o caviar dos ricos que os índios são mortos para abrir caminho ao investidor estrangeiro que a especulação imobiliária degrada o espaço vital e a qualidade de vida das cidades e outras balelas que só servem para denegrir no exterior a imagem do país que no fundo só busca um caminho autônomo para desenvolver uma democracia relativa sob o sacro binômio desenvolvimento e segurança? só uma arte sob a censura severa é verdadeiramente participante e engajada porque responsável social e coletivamente
agora vá embora o doutor vem vindo e se eu não esconder essa papelada toda ele vai ver que eu ando lendo jornais de novo
P. Leminski
Sanatório São Judas Tadeu Pavilhão ********
Editorial Classificado como Ouro no 4o. Anuário do Clube de Criação de São Paulo (1979)
Diretor de Arte: Oswaldo Miranda
Redator: Paulo Leminski
Fotógrafo: Arquivo
Veículo: Diário do Paraná
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Biopoder e Psiquiatria hoje
OBS.: Compilação de tweets da série "Biopsiquiatria Hoje"
1. restabelecer a saúde está em desuso, vender, comprar e fazer consumir medicamentos é só o que se faz...
2. qualquer um pode ser internado por quebrar um copo, melhor maneira de censurar hoje, não é "não tenho nada com isso"
3. a prática psiquiátrica é tão secreta que é impossível questionar uma internação fútil, também não há como defendê-la
4. violência (nos outros) é valida em nome da "saúde" e da "ciência"
5. o garoto vai mal na escola, não estuda com mais afinco, toma ritaline, não é mais questão disciplinar, é genética(!)
6. tratamento = comprimidos
7. a história da pessoa entra por um ouvido e sai pelo outro do psiquiatra
8. a vida que era domínio dos artistas e poetas agora é dos psiquiatras, aqueles estão ensimesmados no próprio umbigo
9. nenhum compromisso com o aperfeiçoamento da comunidade humana (valores humanos, vida e voz interior)
10. não considera a função da linguagem na existência da loucura, falsa projeção de que remédios dão conta de tudo
11. a situação psicossocial é ignorada
12. remédios como instrumento de controle social
13. poderosos interesses da indústria farmacêutica
14. tendência de se medicalizar tudo
15. gestão faramacológica de problemas em pessoas comuns
16. criação de tendência de consumo desecessários de medicamentos
17. novo colonialismo, colonizando o corpo humano, agora se colonizam as pessoas, crianças e adultos
18. utopia da saúde pefeita
19. categorização das pessoa pelos gens que possui
20. total apoio da mídia corporativa
21. pessoa que age pelos própios referenciais se vê órfã de apoio social, ou se sujeita às padronizações, ou se está só
22. não conseguindo atender emocional/te às situações se recorre às drogas que são soluções (lícitas ou não e médicas)
23. fantasia (sensação) de domínio de si perante os desafios do cotidiano
24. irresponsabilidade da sociedade em relação à doença mental (contexto psicossocial)
25. transferência da responsabilidade da sociedade em relação a doença mental para os fármacos
26. anulação da espontâneidade
27. incapazes agora são os que não têm saúde
28. a perda da saúde é culpa da pessoa que a perdeu, ela é a única responsável por não ter podido mantê-la
29. quem não se encaixa nos padrões de perfeição corporal e espiritual é considerado "de vontade fraca"
30. acredita-se que as pessoas merecem as doenças que contraem (!)
31. doentes são alvo de repulsa moral e ostracismo social
32. ninguém tem mais sentimentos, agora o que se tem são serotonina, dopamina, dosagem de medicamentos, etc..
33. remédios para se ter e manter a identidade pessoal (!)
34. tentativa de impedir a profusão de novos territórios existenciais (controle)
35. interrupção dos processos de subjetivisação
36. identidade não pode mais existir
37. as pessoas não são mais pessoas, na psiquiatria genética, elas são apenas sintomas: o doente passa a ser a doença
38. biopoder, individualizar de acordo com a exigência do poder ou dar uma indentidade preconcebida, um rótulo
39. a indústria farmacêutica cria um medicamento, então a Sociedade Americana de Psiquiatria cria uma doença para ele
40. psiquiatras se gabam de recursos bioquímicos, mas não possuem um exame bioquímico que verifique a doença mental
41. a psiquiatria biológica não considera o aperfeiçoamento e auto-aperfeiçoamento da pessoa, só o medicamento corrige
42. direitos à personalidade são atropelados na prática desses consultório e na economia dessa indústria farmacêutica
43. psiquiatras em nome da saúde e da medicina têm carta branca para ferir direitos à personalidade
44. não sustenta a democracia
45. drogas que prejudicam o pensamento interior, os loucos não têm o direito de pensar, para os médicos isso não existe
46. o risco da eugenia
47. analfabetismo das emoções, remédios cuidam de tudo
chamar os outros de louco dá a ilusão ao agressor de ser dono da outra pessoa.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
O que eu não gosto na tevê (compilação)
1. é uma mídia que ainda está engatinhando
2. parece que tudo lá é de graça! muito estranho!
3. não dá pra comentar, rsrs, rsrs, broadcasting é unidirecional,
4. tudo tão espostado! parecem donos da verdade!
5. lições...lições de moral, lições de estilo de vida, lições de gosto, enfim,..tão cheia de lições
6. pessoas bonitas fingindo que são acessíveis,
7. pessoas bonitas que não são nada a mais que isso
8. propagandinhas metidas à engraçadas, à sábias, à poéticas e à descontraídas, mas intragáveis
9. fim da criatividade e do conteúdo por causa da ditadura dos índices do IBOPE
10. sem exceções, ficar maquinando um jeito de vc se sentir mal, feio, inferiorizado ou com medo
11. é muito 'reaça'!
12. é personalista, dá muita importância aos atributos da pessoa, e nenhuma ao trabalho e à obra em si
13. é maniqueísta, separa o mundo em bem e mal, e não compreende circunstâncias
14. julga todo mundo e não aceita ser julgada
15. é convencional e covarde
16. adora causar comoção (isso vai longe, rsrs)
17. quanto pior, melhor
18. tem um monte de gente sem personalidade para copiá-la, segui-la e obedecê-la
19. muito cacique pra pouco índio
20. textos ruins
21. condiciona um modo de sociabilização insalubre e intolerante
22. consumidores são gente, não-consumidores são ignorados, ou são transformados em vítimas
23. o protagonismo é autoritária e violentamente reservado para os grandes consumidores, ai de quem ousar desafiar
24. manipulação da opinião pública com objetivos eleitoreiros (eleger quem vai beneficiá-la)
25. quer entrar em todos os espaços da vida privada de quem a assiste desatento, sem pedir licença, basta ligá-la
26. pensa estar acima da lei
27. raras vezes cumpre a função e a responsabilidade social, a qual é obrigada pela CF
28. desrespeita com frequência a CF (Constituição Federal) para que esse desrespeito pareça coisa muito "normal"
29. para ajudar, exige submissão
30. para educar, doutrina politicamente
31. não gostar de mim, mas quem começou foi ela! (rsrs) afinal eu gostava da tela, até perceber o modo dela me ver
32. reinvidinca o que não concede, liberdade de expressão
33. oligopólio
34. adora chamar todo mundo de bandido e corrúpto, como se fosse ilibada
35. adora uma vítima, quando pobre, adora celebrar protagonistas, qundo ricos, recíproca não ocorrente
36. vencedores merecem bajulação, perdedores, satanização
37. ofensa à inteligência
38. gosta de perseguir, excluir e marginalizar pessoas
39. é manipuladora
40. é bucéfala
41. é megalomaníaca
pronto, cansei de ver defeitos na tevê, mas não esperem que eu procure as qualidades de quem tem o mercado nas mãos, embora esteja tão aquém da igualdade de oportunidades e da livre-iniciativa...
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Fiquei Besta
Primeiro grande desastre na história da aviação em que todos sobreviveram, hoje, no rio Hudson em NY. Legal.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Feliz Ano Novo!
Sei que não há nada eterno e duradouro sob o sol, de qualquer forma, feliz dois mil e novo!
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Rsrs...
Eu coloco rsrs como sinal de risos depois de uma mensagem bem-humorada apenas para sinalizar que é uma piada.
Não se trata de rir da própria graça, mas talvez seja como rir de si próprio.
Natal
Outro dia havia uma pessoa na minha casa, convidada de minha mãe, para a qual eu dava algumas dicas de como usar o micro-computador, essa pessoa me disse que não tinha um micro e algum tempo depois eu fiquei levemente jururu com isso.
Acho que é o contrário da inveja, pois ao invés de eu ficar contente com o fato do tipo "eu tenho e você não tem", eu fiquei um pouquinho triste, ora quem inveja é quem deseja ser invejado, não?
Acho que eu desejo que as pessoas com quem eu convivo fiquem bem e consigam tudo o que desejam, não desejo mal a elas, nem desejo que percam o que tem, muito menos conspiro para que isso aconteça.
Sabem, eu não quero roubar, não quero ser roubado, nem quero isso próximo a quem me é próximo.
FELIZ NATAL!
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
semente
sem violência,
o solo é bão, mas tem quem guarde em geladeiras...
...estou fora dos conformes, isso não mudará, primeiro porque eu gosto de estar, segundo porque não posso me adaptar, é minha limitação.
sábado, 16 de agosto de 2008
Um Sonho
Estava eu no fichódromo comprando três fichas prateadas me lembrando de como são as crianças da igreja, quando tive uma visão na qual uma voz me perguntou:
_Se você quiser eu lhe faço voltar a ser criança novamente para viver tudo aquilo outra vez, mas você deve me fazer uma coisa, você quer?
_Eu quero, mas... ...o que... ...o que... ...eu tenho que fazer?
E a voz me respondeu:
_Amadureça!
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Os Passos
Um homem estava caminhando na rua solitária e distraidamente, quando um outro o aborda encapuçado e armado:
Isso é um assalto! Diz ele apontado o revolver carregado, me dê seus passos! ele diz.O caminhante atônito responde se o que ele quer não seriam seus sapatos!?...
Não me desafie, responde o assaltante, eu quero seus passos, e é agora!!? imobilizado o caminhante vacila e BAM! cai morto no chão...
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Transcriação de Alphaville, Forever Young
Dançar com encanto,
Dançar por um tanto,
O céu não espera, mas ficamos olhando,
Querendo o melhor,
Mas esperando o pior,
Você vai estourar a gente, ou não?
Nos deixe morrer cedo,
Ou viver pra sempre,
Não temos o poder,
Mas também pra que ter?
Deitados na lama,
Porque tudo passa.
Canções de caras tristes.
Você pode antecipar que venceu a corrida?
E deixar o sol abençoar sua vida,
Louvar a alegria,
Viver em sintonia,
Canções de homens doidos.
| Pra sempre jovens
| Queremos ser pra sempre jovens
| Por que você deseja ser?
| Pra sempre? pra sempre?
| Pra sempre jovens
| Queremos ser pra sempre jovens
| Por que você deseja ser?
| Pra sempre jovem?
Alguns são das marés,
Outros são do fogo,
Alguns vivem a sonhar,
Outros vivem do jogo,
Cedo ou tarde, todos se vão,
porque envelhecer, então?
Difícil envelhecer sem uma causa,
Eu não quero acabar cavalo doente.
Diamantes são jovens ao sol,
E diamantes são pra sempre.
Muitas aventuras não acontecem hoje,
Muitas alegrias caem do azul,
Muitos desejos ardem ao sol,
Deixe acontecer...
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Blog a Quem Pega no Pé...
já há pessoas que se lhe pegam em boa hora, fazem tudo pra lhe ficar ruim,
evito gasto desnecessário de energia com o segundo grupo,
por que deixar os outros maus, irmão?
Confissão
o que me traz mais ciúmes, o que mais temo perder, o que mais quero, o que mais me acalma, o que mais me acalanta, é o amor à inspiração.
ultra-romântico, não?
não almejo nem a uma amada, só a inspiração!
absurda e inteiramente, direto ao assunto!
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Scrap a um amigo
tenho uns exercícios mentais que desenvolvi para a composição, e funcionam, eu os praticava no tempo das melhores canções... e me lembrei deles!
ainda mais agora que descobri o que realmente me bloqueava: afobação, impaciência.mas do que temer, a música não vai fugir de mim! as habilidades eu não vou perder!
basta pegar o violão e deixar meu texto, meu som e minha alma chegarem, e com muita calma deixar fluir.
mesmo nas canções mais vivas e alegres!
está voltando, eu sinto!
ontem e trasanteontem sonhei com pianos, um rock'n roll num piano velho quebrado e desafinado, e um jazz num piano bom, com outro piano.
anteontem acordei cantando um funk forte...
tá por aí, sem pressinha, sem pressa e sem pressão!
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quinta-feira, 5 de junho de 2008
Ventos de Mudança
Não digo que há algo de novo, nem verdejante remessa de ar, mas outro ser inconsistente que se faz assim, sem saber, sem ir, sem rir, sem escrever, só. Sua alma esteve incontavelmente em segurança de ambos, pior, está rejuvenescendo para não deixar o você de todo o lugar aprisioná-lo.
Decrescer é mais uma vez ao contrário, como sempre foi, ilustre noturno de sabão que se expões ao vento lancinante de régios verões perdidos no tempo em instâncias naturais de cores frustrantes, mas sobretudo vivas, em emergência silenciosa antes do poente. e depois do viver.
Sabe que não, sabe que é, sabe misantropos sensos parnasianos de escrever com prazer sem sentir o fluir do tempo, ou das idéias de absurdos morcegos que vieram-me em pesadelos, limpam meus pesares com discórdia infinita em verso sem se iludir com o pensamento cartesiano.
sem convencer, sem desfalecer, sem saber, sem sentir, sem se olhar, sem nada de mais que não esteja agora perdido nas entranhas algures. Aonde não sei? De onde será? Não mais hipótese, agora eu em singela harmonia de vazio, se nada há, nada será, assim confortável nas alturas de uma torre em ruínas pronta para se reconstruir só.
Antes eu sabia, agora, o que seria?
nada
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sábado, 17 de maio de 2008
Tem que Nada
tem que ser contemporâneo
tem que ser inteligente
tem que ser inovador
tem que aprender
tem que contribuir
tem que suar
tem que trabalhar duro
tem que ganhar dinheiro
tem que fazer sucesso
tem que ser esperto
tem que acrescentar algo
tem que educar também
tem que contribuir pra sua época
tem que agradar ao público
tem que existir público
tem que dar audiência
tem que ter audência
tem que ser lido
tem que ser ouvido
tem que ser compreendido
tem que ser legal
tem que ter poder
tem que obedecer
tem que aceitar
tem que dizer o "sim" esperado
tem que dizer o "não" esperado
tem que adular
tem que resistir
tem que ser alegre
tem que ser positivo
tem que enobrecer
tem que enriquecer
tem que haver crítica
tem que respeitar a crítica
tem que despresar a crítica
tem que ajudar os outros
tem que entrar pra história
tem que ter conteúdo
tem que trabalhar a obra
tem que apreciar o belo
tem que ceder ao feio
tem que agradar
tem que se sobressair
tem que acordar
tem que dormir
tem que conseguir patrocínio
tem que patrocinar
tem que estar na mídia
tem que acreditar na mídia
tem que ter respeito da sociedade
tem que falar a respeito
tem que esperar
tem que realizar
tem que crescer
tem que ensinar
tem que sofrer para aprender
tem que ser mais forte
tem que suportar
tem que pagar as contas
tem que ter uma casa
tem que alugar uma
tem que se apresentar na rua
tem que consumir
tem que mostrar que é melhor
tem que reconhecer quem é melhor
tem que fazer a social
tem que transar algo
tem que transar alguém
tem que parecer inteligente
tem que escrever muito para parecer inteligente
tem que escrever pouco para parecer criativo
tem que ter orkut
tem que ter my space
tem que ter um blog
tem que estar plugado à web
tem que conquistar espaço
tem que ter uma profissão
tem que ser mais
tem que viver mais
tem que viver pouco
tem que ser jovem
tem que saber muito
tem que saber mais
tem que se atualizar
tem que se acomodar
tem que mostrar que tá na luta
tem que ser o maior
tem que ser o melhor
tem que estar com o maior
tem que estar com o melhor
tem que sorrir
tem que estar bem
tem que estar mal
tem que chorar
tem que ser normal
tem que ser benevolente
tem que ser f**
tem que ser diferente
tem que ser reconhecido
tem que se repetir
tem que usar no máximo n caracteres
tem que ser feliz
tem que ter tudo
tem que ser tudo
tem que ser algo
tem que ser alguém
tem que ter sorte
tem que agradar
tem que se destacar
tem que merecer
tem que se anular
tem que ter medo
tem que amar
tem que ser amado
tem que corresponder
tem que tanta coisa...
...que no final
tem é que nada.
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sexta-feira, 9 de maio de 2008
Tabu
entre o sim e o não existe vários 'talvezes'.
Mas por que é pertinente falar em maniqueísmo quando se fala em tabu?
Porque no autoritarismo não se discute se algo é proibido ou obrigatório, simplesmente se deve aceitar a calar a boca.
Mas entre o obrigatório e o proibido existe o facultativo, aonde se faz escolhas, se aceita-se, ou se recusa-se.
Geralmente o poder não quer discutir os tabus, por que existindo pontos indiscutíveis o poder continua sendo o poder, continua no domínio, e continua lucrando.
Quero chamar a atenção só para o fato que o autoritarismo pode existir mesmo fora de ditaduras, como o totalitarismo de mercado, ou a auto-censura da mídia, ou mesmo em ambientes sem diálogo e entendimento em família.
Assim os Tabus são ferramentas de poder, de submeter pessoas.
...
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Quanto aos Tabus
por que eu penso que alguém satanizado ou ligado a algo satanizado, sofre muita intolerância, e tem a tendência de se tornar violento, em conseqüência, não por causa,
não que ele ceda à tendência...
mas satanizar algo ou alguém é fomentar a violência.
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Sexo é Tabu?
Tabu é fazer sexo se quiser, e não fazer se não quiser.
Tabu é falar em respeito na questão do ato sexual.
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Cotação do Amor (A Mídia)
Hoje é a mídia que diz qual a cotação de mercado simbólico do amor, e quem ama ou enxerga o amor de forma diferente está errado automaticamente. Assim aqueles que pensam segundo a cartilha veiculada tem mais acesso à sociabilidade, ao mercado, à política etc... aqueles que divergem podem até ser considerados malucos, como eu que estou trazendo esse meu pensamento à tona.
Mercado simbólico é algo que estou inventando agora para representar o significado dos conceitos e sua mobilidade segundo quem tem mais razão, seja por poder, seja por dinheiro, por habilidade.
Conceitos como corrupção, democracia, cooperação, auxílio passam a ter valores cada vez menos abranjentes, menos eficientes e mais medíocres para que sejam encaixados no padrão informal da mídia.
Claro que essa formatação de cartilha obedece parâmetros e planejamentos que incluem até quem deverá ser o próximo prefeito, governador ou presidente, porque quem utilizar de uma linguagem diversa poderá até ser submetido a ostracismo, que é uma espécie de exclusão, só que uma esclusão deliberada e sem motivo aceitável hoje. Ilegal até.
Alguns assunto são até transformados em tabus, ou seja, assuntos que não podem nunca serem veiculados na mídia, tal como perseguição política, abuso econômico, indução da mídia, lista negra no mercado de trabalho, alguns preconceitos, estigmas etc... Ou mesmo a mídia (Imprensa eletrônica, Imprensa Televisiva, Tele dramaturgia, Pauta de Revista, Viés na informação, Publicidade...) constrói intencionalmente os tabus que são os assuntos, perspectivas e pessoas que não podem ser veiculados. Isso é feito de forma inteligente.
Isso obedece a lógida de que se não aparecer na mídia, não existe, desde opiniões até acontecimentos e assuntos. Ou seja alguns significados não tem ações nessa "bolsa de valores".
Estou fazendo uma lista completa dos tabus da mídia. Um dia publicarei nesse blog.
Tendo em vista que existe esse monopólio cognitivo, concordo com quem acredita que devia existir um "Organização Mundial da Mídia", como existe uma Organização Mundial do Comércio.
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sábado, 3 de maio de 2008
Nada a Declarar
sou maluco,
no bom e no mal
sentido
que o só-coisas-boas
não me venha
iludir
com sua insuficiência.
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sábado, 26 de abril de 2008
Sacrossanta Publicidade
Queria só dizer que em 95% da publicidade a gente trabalha muito, ganha pouco, e não é reconhecido pelo que criou. Muitas vezes fica-se esperando um futuro reconhecimento, que não chegará. Propaganda enganosa. Sem falar da insalubridade.
Traduzindo: Publicidade se resume em trabalhar-se 16 horas por dia inclusive fim-de-semana feriados, ganha-se 300 dólares/mês para isso, e não é dito quem realmente encontrou o conceito e idealizou a criação. Um monte de promessinhas. Sem falar da insalubridade.
Fui claro?
Sem esquecer que devemos nos submeter à fofoca, e praticando difamação. Eu ia esquecer o caixa dois!
Para depois a ABAP posar de arauta da democracia, que rididículo...
Vamos ver quem banca a "liberdade de expressão"!
Sem mais, prefiro meu blog na ficção.
(Obs.: escrevi dólares por que está em queda, e quando o real estiver em queda eu não vou corrigir este blog)
tchau!
Anúncios de Cerveja (Eu sou adulto)
Acontece que, por causa do excesso de exposição desses produtos na mídia, o tamanho da desfeita na recusa de se consumir essa bebida alcoólica é tanta que ninguém se sente confortável em recusar "só um copinho" de cerveja, ou algo assim.
Os chatos de plantão ficariam meio acuados...
Então o espaço da diversão fica completamente tomado pelos bebedores que, protegidos por milhões de reais em mídia, se sentem no direito de empurrar a "breja" a quem quer que seja.
Se fosse proibida a veiculação de propaganda de cerveja, seria permitido que eu bebesse minha laranjada em paz. No autoritarismo da cerveja é heresia recusá-la.
Obs.: Eu sou adulto.
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quinta-feira, 17 de abril de 2008
Como falar sobre morte com as crianças?
Cristian Korny
http://www.radarcultura.com.br/node/14429
Fumo, Álcool e Drogas Ilicitas
Quero dizer que o fumo e o álcool não fazem antônimos com as drogas ilícitas, mas estão no mesmo nivelamento, ou seja, são ilícitos também, só não há lei que proíba seu uso, mas a constituição prevê restrições legais à sua divulgação, assim, que tal se anunciasse o álcool apenas nos seus pontos de venda, e em determinados horários?
Ocorreu que na redação do texto de defesa da propaganda de bebidas alcoólicas, foi preciso um conceito que excluísse as outras drogas, mas que são igualmente drogas.
Ilícitas ou não.
Se eu me confundi, houve um motivo. e o motivo é manter o faturamento das empresas de comunicação em detrimento da saúde da população.
Mesmo que para isso se crie uma confusão.
Pois, com os anúncios de cerveja, o valor do segundo que é vendido na televisão é bem mais valorizado, é bem mais alto, e conseqüentemente o lucro também, por haver uma procura maior. Por existirem um número maior de empresas interessadas na compra de espaço publicitário.
Economês básico: quando aumenta a procura por um produto, e a oferta não pode aumentar, então aumenta o preço do produto. O produto que é oferecido aí é o tempo de exibição para um filme publicitário, a oferta é o tempo que a emissora tem disponível, esse se aumentar prejudica a audiência, e a procura é dada pelo número de empresas interessadas em ver seu anúncio veiculado.
Quanto mais empresas, maior o preço, mais lucro.
Não sou contra o lucro, mas acredito em produtos mais importantes econômico-tecnologicamente do que a cerveja.
E o Estado que arque com os custos na saúde pública...
Esses que ganham muito com o mercado de compra e venda de espaços publicitários são minoria, e nem sequer precisam dos serviços do Estado para se preocuparem com isso.
Repito, nem tudo que é legalizado é lícito, porque quando me refiro a lícito estou ampliando a ambrangência moral da questão.
Uma explicação para quem não souber: a publicidade que aparece na televisão para que qualquer um possa ver, desde crianças até idosos, é paga pela empresa que produz o objeto anunciado, e o seu preço é definido pela duração desse anúncio comercial e pela procura de espaço disponível na mídia por quem deseja anunciar, e o valor de cada segundo é mais ou menos o de um apartamento de classe média.
não é pouco não.
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terça-feira, 8 de abril de 2008
A Engenhoca
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quarta-feira, 2 de abril de 2008
Propaganda de Drogas Lícitas
Quando eu vejo um, eu sempre leio a frase:
"Fique doente, tome remédios"
E não adianta a frase hipócrita:
"Se os sintomas persistirem, o médico deverá ser consultado"
nem adianta o Ministério da Saúde advertir... ...que não gosto de tomar remédios.
Remédios, Drogas Lícitas, e Drogas Ilícitas
Na verdade eu vejo assim: Alcool e fumo são drogas ilícitas, maconha, cocaína, herína, crack são drogas ilícitas também. As drogas ilícitas nós dividimo em legais e ilegais, isso todos sabem quais são devido ao esforço de mídia nesse sentido. O alcool e o fumo são legais, a maconha, a cocaína, etc são ilegais. Uma coisa são drogas Ilícitas legais, e outra são drogas ilícitas ilegais.
As drogas lícitas são aquelas receitadas nos consultórios médicos, e fabricadas pela indústria.
Sabe como é, nesse esforço de mídia com relação aos traficantes, que são aqueles que vendem "drogas", não se pode chamar remédios de "drogas" senão pega mal para a indústria farmacêutica e para os médicos, então se faz distinção entre remédio e drogas, pois a comunicação que começou mal feita, não pode ser modificada para não ocasionar consciência dos métodos de comunicação da indústria da informação influenciando a opinião pública. Assim segue-se reiterando dessemantização. Tudo para manipular.
Mas está errado, as drogas dos médicos também são drogas.
Lembrando que o LSD foi criado para ser remédio, mas hoje é ilícito e ilegal.
A água é indicada para febres prolongadas e gripes, assim, nesse caso é um remédio.
A maconha, nos EUA, está sendo receitada como tranqüilizante e estimulante de apetite, nesse caso é remédio.
O eter é remédio, mas é usado como droga, assim como a morfina para alguns viciados nela. São drogas lícitas usadas de maneira ilegal.
Ou seja, ser ou não ser remédio depende da forma e da finalidade de seu uso. Ser ou não ser droga depende da origem, do efeito e das conseqüências. Ser ou não ser lícita ou ilícita depende do dano à saúde. Ser ou não ser ilegal, depende da lei.
O que a mídia não faz para manter um discurso errado, só para não ter prejuízo em sua influência junto a sociedade, parece coisa pouca, mas imagine uma manipulação dessas em temas como psiquiatria, então se pode calar pessoas só com um rótulo, desconfirmando-as por motivação política, ameaçãndo-as de isolamento. Excluido-as do debate, da participação e da vida. O que vai contra a constituição do país.
Lembrando de que existe CAPS para doença mental. Vai uma política do PSDB e do DEM nesse caso, ou será só lavagem cerebral para caçar constestação?
Não se fala em cura psiquiátrica...
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Código Nulo: O Processo de Dessemantização e suas Finalidades
Dessemantização I. Uma Introdução
A pertinência em relação à Linha de Pesquisa deve-se à descrição de um mecanismo simples e habitual utilizado pelo discurso midiático para manter o controle sócio-político de populações, porém esse mecanismo de dessemantização tem muita influência na produção de sentido delas, e tem também uma contribuição na estruturação do ethos midiático, o quarto bios descrito por Muniz Sodré em sua "Antropológica do Espelho", que consiste em uma esfera de vida surgida decorrente da presença da mídia na contemporaneidade. Uma presença que toma para si a capacidade de desejar dos cidadãos, mas nem sempre é responsável pelo contexto histórico tão caros a existência dos mesmos. Controle que é mantido, muitas vezes, sem um contra-controle o que limite, perfazendo assim uma situação institucionalmente perigosa. O Contra-controle é um conceito tomado do behaviorismo metodológico que consiste em afirmar que para cada controle aceito naturalmente em uma determinada contingência deve existir um contra-controle que, por sua vez, limite o primeiro.
Dessemantização II. O Objeto
O problema da pesquisa é o desaparecimento do significado de um conceito frente ao jogo de interesses ao qual uma população é exposta quando procura atender a sua própria demanda comunicativa. Tabu é uma palavra polinésia, que segundo Stephen Ullmann, foi introduzida em língua inglesa por Cook, e consta uma pertinente bibliografia na obra de Ullmann acerca desse conceito. A palavra designa tanto algo sagrado como algo proibido, ou perigoso. A pertinência se dá devido ao funcionamento desse conceito:
"O tabu é de vital importância para o pesquisador porque impõe uma interdição não apenas sobre certas pessoas, animais e coisas, como também sobre seus nomes. Na maioria dos casos, ainda que não em todos, a palavra submetida ao tabu será abandonada e um substituto inofensivo, um eufemismo será introduzido para chamar o vazio. Nisto se entranhará com freqüência um ajuste na significação da palavra substituta, e deste modo o tabu é uma causa importante nas mudanças de semânticas."
A palavra exemplo escolhida para essa pesquisa foi a palavra corrupção devido ao caos que esse conceito referenciou como resultado da disputa explícita e evidente entre a mídia e as instituições do país no último biênio. Recentemente tem-se omitido essa palavra pelo excesso de confusão acerca dela, sendo esquecidos os valores aos quais dela seria o conteúdo, e o sentido original ou alegado dela passou para segundo plano tornando-se uma espécie de grito de guerra carente de denotação, cabendo a ele apenas uma função conotativa. Poderíamos cercar o significado de outro termo, como, por exemplo apagão que foi tomado recentemente em disputa clara em um sintagma com aéreo, em oposição ao objeto de uma disputa eleitoral passada, exemplos não faltariam para uma tal jornada de pesquisa linguística mais específica.
Este estudo se torna relevante pela necessidade de se comunicar especificamente um significado ou outro acerca de conceitos de civilização que são fundamentais para o seu desenvolvimento no tempo histórico, e para colocar-se em perspectiva a luta histórica, ao invés de transformá-la em algo excludente e privado de conteúdo ou expressão cuja meta única é chegar ao final de processos eleitorais periódicos visando apenas seus interesses sócio-econômicos particulares satisfeitos, em desprezo à coisa pública.
Esta tese se torna original devido a uma suposta identificação precisa do ponto fraco da politica comunicacional privada, e demandando conseqüentemente uma imposição pública nos pontos específicos de operação da dessemantização no contexto social para que a comunicação se destine realmente à utilidade pública, muito além da caça a hackers, tão somente, da internet.
Dessemantização III. Teoria de Referência
Entretanto, em comunicação, quando se tem um emissor, um receptor e uma mensagem a ser transmitida por um canal, em se falando minimalisticamente, é necessário que se estabeleçam procedimentos teóricos (desde que se tem operado um estudo mais sistemático de comunicação) para se assegurar que o sentido seja interpretado, o mais fidedignamente possível, quanto ao resultado almejado pelo emissor da mensagem, logo o estudo da dessemantização é pertinente. Este sentido pode ser ampliado para interesses mais universais como cidadania, sociedade, história, e civilização, mesmo que não estejamos pressupondo um significado para qualquer conteúdo midiático.
Toda a comunicação tem um aspecto conteúdo e outro aspecto relação (Duarte Marques), significa afirmar que seu aspecto conteúdo pode ser modificado, segundo certas limitações, em outro conteúdo próximo ao primeiro. A esse fenômeno dá-se o nome de extensão (Ullmann) do significado a medida que cada vez mais coisas ele possa representar. Quando o significado é onerado excessivamente, o mesmo tende a desaparecer dando lugar a outro significado, como por exemplo a palavra Vossa Mercê e a palavra Você sem a formalidade alçada por aquela. Podem surgir novas significações de acordo com a extensão do sentido. Questiona-se a mídia devido à força comunicativa que ela tem. Por outro lado reconhece-se a possibilidade da mídia internet de poder diluir segundo uma população maior os efeitos gerais da mídia como um todo.
A Competência Linguística (Duarte Marques) do espectador perceber, aprender e apreender o significado das formas linguísticas, adaptado aqui pela capacidade de apropriar-se se uma proposição (Skinner), que é o sentido resultante da interação de dois significados para um indivíduo em seu Comportamento Verbal (Skinner). E ainda, levando em consideração, o conceito de caráter como aspecto do ethos comunicativo que significa, por sua vez, o ambiente que envolve o sujeito e também o conjunto habitual de suas atitudes. A dessemantização pertence a esfera conotativa da linguagem, e sua ação é quase um golpe sobre a a esfera denotativa, aonde o valor conotativo construído ao longo do tempo passa quase a ser a própria esfera denotativa. Pertinente se lembrar que em alguns veículos temos além do texto, a imagem, e muitas vezes a imagem em movimento, mas o texto, ao ser apresentado juntamente, com a imagem "ancora" o sentido dela, impõe os limites significativos dela.
Faz-se ressalva à diferença entre palavra e refente, a palavra é um termo genérico que compreende semântica, sintática, fonética e morfologia, referente é um termo que faz oposição, em Skinner, ao significado. Neste Projeto tem-se procurado utilizar adequadamente ambos os conceitos. Skinner por sua vez se utiliza de dois conceitos diversos para o comportamento verbal, que é o conceito de proposição e de sentença, que resumidamente significa que a proposição surge entre as sentenças que são produzidas de acordo com o significado que os sujeitos lhes atribui. Já o termo significante é o que faz oposição em Saussure ao significado, e não envolve contingências dos sujeitos como se dá em Skinner. Saussure ainda conceitua como sistema a inter-relação entre significante e significado, assim como o faz também Watzlawick. No entanto, este último faz uso do termo estrutura que é estranho a Saussure, mas antes é familiar à Jacobson. Aquele se utilizava apenas do conceito de significado, já Hjemlev dividia o significado em conteúdo e expressão. Para o estruturalismo, estrutura é o conjunto de faces de um objeto que não pode ser alçado por inteiro, só em partes. Na gramática gerativa, existem desempenho e competência, o primeiro se refere a eficácia de um texto, o segundo se refere à eficiência dos termos. Podem ser comparados latu senso com parole e performance de Saussure, respectivamente. O termo langue que significa língua, um produto social, se complementa à linguagem que é o conjunto de estruturas possíveis, já a utilização concreta é a fala, a língua se situaria entre os dois, mas contemplaria o Comportamento verbal Criativo (Skinner) enquanto Constelação Semântica seria privado de criatividade e com limites bastante fixados e imobilizados. Assim nesse projeto fez uma ligeira apropriação do sentido de Campo Semântico para fazer emergir o mecanismo de processo de formação de Tabus, a Dessemantização.
Toda essa comparação e situação epistemológica é resultado da comparação bibliográfica consultada para o presente projeto, foi preferível descrever amplamente sem entrar em pormenores específicos de aonde foi encontrado, autor obra, para facilitar a exposição, deixando a tarefa para depois.
Em Ullmann, pode-se justificar que a mídia não conseguiria executar o processo de dessemantização, por que a "Natura non facit saltus"(A natureza não dá saltos), qualquer que seja a mudança de sentido que uma palavra pode sofrer segundo a produção de Tabus deve haver sempre uma conexão entre o significado velho e o novo. O processo de modificação por dessemantização em é tanto mais possível, quanto menos concreto for o seu significado, quanto mais conceitual e mais genérico for o objeto que o denomina. Algumas tribo indígenas que possuem uma palavra para cada tipo de pássaro, enquanto um termo apenas genérico para todos os pássaros não existe. Desta maneira: existe uma palavra para um pássaro que é azul, outra palavra para um pássaro que é verde, mas nenhuma palavra para o conjunto genérico "pássaros". Da mesma maneira em alguma culturas não existe um significante que referencie liberdade, por exemplo, por ser um conceito abstrato. Para concluir, é tanto mais difícil dessemantizar um significante que identifique um pássaro azul, com bico, e algumas cores, conforme sua especificidade, do que uma palavra que não possui referencial concreto e consensual como a palavra corrupção. Ou seja, uma fonte de imprecisão é o caráter genérico de algumas palavras.
De Ullmann se retirou um importante conceito para este Projeto de Pesquisa, que é "um problema esquivo mas crucial a influência da linguagem sobre o pensamento", ou hipótese de Sapir-Wholf , Bacon também investigou nessa direção ao afirmar a tirania das palavras: "Os homens imaginam que suas mentes têm o domínio da linguagem, mas sucede que a linguagem é que governa suas mentes", que é um traço característico da influência da língua sobre o pensamento. Um exemplo capital se encontra na Obra "Semãntica, Introdução à Ciência do Significado" daquele autor:
"A relatividade da distinção das cores ajuda a explicar o comportamento de certos pacientes que sofrem de afasia, cujas reações às provas de cores foram tão irregulares que, no princípio, foram diagnosticados como daltônicos. Não havia, no entanto, nada de errôneo em seu sentido de cores, senão que haviam esquecido o nome das cores, e com elels haviam perdido a capacidade de ordenar suas sensações e dispô-las em um modelo significativo."
Existe na obra ainda um tópico sobre os artifícios fonéticos que poderia ser pertinente à crítica de modulação de voz quando um conceito "candidato" a Tabu é citado oralmente na programação como um todo.
Ainda na obra se Stephen Ullmann se encontrava a importância do Campo Semântico e a descrição de seu funcionamento na teoria da linguagem, que o autor retirou de Saussure para apresentar em sua obra. A Competência Linguística (Duarte Marques) do falante é limitada conforme se limita seu Campo Semântico (Saussure em Ullmann), devido a restrição de sua Contingência Verbal (Skinnner).
Em Mattelart, citando Katz, a mídia é um "mestre de cerimônias" que nos diz não o que devemos pensar, mas em quê se deve pensar, deduz-se daí que essa declaração implicaria em um avanço da semântica sobre a sintaxe, e resultam conceitos da relação sintagmática entre termos semânticos, resultando por sua vez uma semântica inesperada do aspecto sintático. Se de um lado temos a comunicação como ato verbal isolado, consciente e voluntário (Skinner), temos por outro lado a comunicação como processo social permanente que integra múltiplos modos de comportamento (Watzlawick). Em ambos os modos pode-se vislumbrar os desdobramentos no aspecto lexical de populações como decorrência da eufemistização de instituições, com a fabricação de premissas de Terceira Ordem pela mídia visando o processo eletivo. Ainda em mattelart, citando Katz:
"A influência da mídia é limitada (a seletividade dos receptores constitui obstáculo), não pode ser direta (pois existem intermediários como o meio, o canal), não pode ser imediata (pois o processo de influência requer tempo).
Dessa seletividade de que estamos falando quando se supõe que a mídia não diz o que pensar mas em que pensar, pois seria obrigatória a inexistência de obstáculo como a seletividade se receptores. No entanto, essa citação demonstra por que deve ser paulatina, lenta e estratégica a eufimistização de alguns referentes na mídia. As Premissas de Terceira Ordem são citadas em Watzlawick, e comparando-as com o que Skinner identificou como Contingência Verbal, esse é resultado dessa comparação: O hábito de adquirir informação pela mídia ocasiona a capacidade de tolerar ou não tolerar mudanças em contingências verbais, sendo que o seu pensamento passa a se limitar pelo verbal e não-verbal veiculados pela mídia, lembrando que o texto sempre ancora a imagem (Gestalt). Campo Semântico é a quantidade de associações que uma palavra permite que a língua estabeleça ao redor de seu sentido. "A partir de saturação do sentido por operação metonímica queimando etapas entre significados, e encurtando as distâncias para facilitar a rápida intuição de coisa já sabida"(M. Esnault em Ullmann), assim toma-se conhecimento da ocorrência de conteúdos subentendidos que podem ser pulados sem serem citados, mas já pré-estabelecidos em uma Constelação Semântica da qual o sujeito tem conhecimento, e se pode já projetar o surgimento de outras operações metonímicas com desenvolvimento "pejorativos ou evolutivos"(Ullmann). Tal operação por sintagma em palavras Tabus, saturam o sentido da palavra, frase ou sentença, e é como se a palavra fosse "pulada". Assim se interdita o significante com a oneração excessiva de seu significado, que é uma extensão ou Tabu de seu significado, apesar da repetição de seu significante no discurso da mídia. Desta maneira o código mantem-se nulo, e o feito limitador do Campo Semântico limita o pensar do sujeito. Pode-se observar que a palavra com seu sentido difuso e enevoado serve de "moeda" de negociação entre as empresas de veiculação e quem ambiciona o poder, mas não se pode afirmar que este seja um processo simples, direto e rápido, lembrando a citação de Katz, antes deste parágrafo. Mas, mesmo assim, a mídia consegue se apresentar como o portador mais qualificado do conhecimento. Já o Tabu constituído não se soluciona jamais, o que representa uma anti-pedagogia tecnológica. Assim não se pode utilizar, de maneira elucidativa, um Tabu, porque o significante não remete à um conceito claro.
Decidiu-se que seria mais pertinente ao escopo psicológico desse Projeto que se mostrasse a proximidade comparativa de duas escolas academicamente afins, que são o Behaviorismo Metodológico de B.F. Skinner e a Escola da Palo Alto de Paul Watzlawick.
Para isso se faz necessário lembrar que as teorias da Escola de Palo Alto são aplicáveis ao sujeito mesmo quando não há um veículo de intermediação, como um material ou canal, mas esta teoria acrescenta no sentido de que existe limites à comunicação e complementa às posições do behaviorismo que aceita que ocorra canais com entre os sujeitos que estabelecem comunicação entre si. Segundo Watzlawick e colaboradores não há comunicação isolada, ou seja se "b" influencia "a", então conseqüentemente "a" influencia "b", e se constitui sempre uma operação de dois sentidos, a comunicação. Ao se considerar que a linguagem como um sistema aberto, se observa uma limitação inerente à mídia, pois o Campo Semântico não poderia ser rígido, e não o é, mas disso se tem consciência quando se procura influenciar pessoas, ou massas, senão a Publicidade e Propaganda não teriam razão de ser. Acontece que no sistema de broadcast ainda é um pouco mais controlável, mas no sistema de redes digitais o conteúdo se torna mais volátil. Um sistema aberto é Global, isso significa que tem duas propriedades intrínsecas: Não-sumatividade e Não-unilateralidade. O sistema aberto é não-sumativo por que não pode ser desprezada a possibilidade do Campo Semântico se realinhar de outra forma, produzindo novos significados não controláveis, e sem unilateralidade, porque "b" influencia "a" e "a" influencia "b" enquanto este está influenciando "a", como já foi explicitado. A Escola de Palo Alto deixou em aberto a existência de uma mídia entre ambos, mas se aplicarmos a perspectiva ad infinitum, mostra-se desnecessária a existência de mídia entre ambos, uma suposição bastante ambiciosa que se faz mais pertinente deviso aos sistemas de rede se comunicação (P2P, web, internet, vida cotidiana, entidades sociais, entidades cidadãs). Assim fica caracterizada a circularidade natural entre os sistemas de comunicação, sendo necessário sempre contextualizar os sujeitos para compreender a interação deles com seu contexto, seu caráter, seu ethos midiático. Segundo a Escola de Palo Alto existem três modos de comunicação: Mensagem, Interação e Padrão que agem em um sistema. O padrão comunicativo é linear, o que pode ser pertinente às redes, assim:
Relato => Agente => Ordem
O sistema de interações entre indivíduos pode-se afirmar que é o resultado do conjunto de proposições possíveis em uma língua. O behaviorismo é útil, assim, ao estabelecer o conceito de contra-controle, que se pode visualizar ao se apresentar no modelo teórico, assim se procura desqualificar a tentativa da mídia de estabelecer controle com processos de formação de Tabus, se colocando como obstáculo temporário ao fortalecimento das instituições em oposição aos interesses individuais. A mídia, ao fomentar Premissas de Terceira Ordem, se mostra como um agente eficaz e poderoso, com suas contingências surgindo de paradoxos, e ao estabelecer as contingências na fronteira dos paradoxos, que é a formatação de tabus, pois o tabu é um paradoxo semântico, nada mais, estabelece os limites da vida privada. A Premissa de Terceira Ordem é descrita por Watzlawick e corroborada pelo comportamentalismo de Skinner, tal premissa é simplesmente o limite em que os seres vivos estão circunscritos, e que não conseguem ultrapassar sem viver uma espécie de terror. Deduz-se que além de ineficiente a insistência midiática de se manter com a produção de tabus, também é um sério risco à saúde das instituições, da sociedade e até mesmo da própria mídia.
Em Skinner, sobre o Comportamento Verbal Criativo:
"No comportamento verbal, como em todo comportamento operante, formas originais de resposta são suscitadas por situações as quais uma pessoa não foi anteriormente exposta... ...há processos comportamentais que ocasionam mutações... ...Assim devemos buscar: Um Ambiente construtivo, e não uma mente construtiva... ...o pensamento criador preocupa-se grandemente com mutações... ..diferentes história podem conduzir a diferentes cenários e novas respostas"
Dessemantização IV. Os Objetivos
Um objetivo geral é contribuir para a ciência da comunicação desvelando um mecanismo de produção de sentido, de limitação de significado e de suposta manipulação de informações, levando em consideração que a vida midiática é uma realidade, e assim precisa de ajustes que a tornem o mais pública possível.
Dessemantização V. Os Procedimentos Metodológicos
Antes de expor as generalidades da pesquisa, deve-se expor alguns conceitos: Tem-se língua como produto social, conjunto de convenções e sistema de signos em potencial, a fala é uso individual, momentâneo e concreto da língua. A dessemantização ou eufemistização produz influência sobre a língua do indivíduo, mas decorre desdobramentos sobre a fala dele. Isso é o que se procura observar na futura pesquisa de campo.
A pesquisa tem três questionamentos básicos sobre a significação da audiência em relação à mensagem significada. Os três elementos de pesquisa devem ser auferidos segundo uma população e apresentados em seqüência, para que se possa observar melhor o efeito geral das questões. A finalidade dessas questões é verificar o processo de formação de Tabus pela mídia para públicos diferenciados segundo as suas fontes de informação. Uma auferição sistêmica.
O primeiro item é referente ao posicionamento do público mediante a aquisição de informação, que indagará qual a fonte principal de informação sobre o termo dessemantizado escolhido: corrupção. A questão seria em que tipo de mídia (tv, rádio, jornais, web), em qual delas essa palavra foi mais vista, ouvida ou lida. O segundo item a ser indagado seria a escolha entre cinco conceitos inerentes à palavra corrupção segundo autores e circunstâncias históricas diferentes, e sendo uma das alternativas vazia de sentido, mas estilisticamente semelhante a um texto eufemístico. Este seria referente à conceituação da população. O terceiro item seria relativo a comparação realizada pela população com o termo corrupção, ao se oferecer alternativas curtas dessa palavra em contextos impertinentes, mas próximos, conforme conceituação intencionada e calculadamente difusa, à semelhança estilística da sua utilização dessemantizada. Esse questionário de pesquisa é composto por questões interdependentes.
O objetivo dessa pesquisa é observar a segurança ontológica (Sodré), dos sujeitos expostos à mídia. A Segurança Ontológica seria o território verbal que o sujeito precisa defender para que defenda também sua capacidade de compreender o mundo e de se situar na realidade, é o princípio que o governa, na direção de fazê-lo encontrar um sentido no meio difuso do Tabu. O sujeito seria o suporte da razão (nous) que é a "esfera do humano" somada "às suas relações histórico-culturais aonde aquela reina onipotente garantida pela tecnologia" (Sodré). A Segurança Ontológica seria o limite aceitável de sua Contingência Verbal (Skinner), e o Campo Semântico, ou Constelação Semântica (Ullmann), seriam, metaforicamente falando, as gôndolas de onde o sujeito pode ou não pode retirar significados para seu uso diário. Esse desdobramento aqui descrito é o ambiente em que a dessemantização se faz presente, e necessária.
Assim o ethos midiático se constitui pormenorizadamente como limite da existência pós-moderna, preestabelecendo as proposições (Skinner) que são permitidas por uma "língua dentro da língua", ou seja um Campo Semântico (Saussure, em Ullmann), em onde o sujeito, com maior ou menor competência, com maior ou menor desempenho (gerativismo linguístico), produzirá os sentidos necessários a sua vida social e política. A dessemantização seria um "casuísmo linguístico", que preside um quarto bios, a vida midiática, e conforme relembrado e apercebido por Muniz Sodré, o quarto âmbito existencial após os três que são: a vida política, a vida contemplativa e a vida prática, de acordo com a civilização grega. Estudar a dessemantização é investigar uma maneira estratégica de produção de sentido.
Ainda sobre o conceito de Opinião Pública, que é aquela opinião que passou por sondagem, é possível colocar sob o crivo dessa denominação uma pesquisa sobre dessemantização, o que acresceria algum valor a este Projeto de Pesquisa, e algum inusitado caráter ao termo Opinião Pública.
Nessa metodologia convém acrescentar uma ampliação da pesquisa bibliográfica para a interpretação e consideração mais profunda do conceito de semântica aplicado à comunicação, bem como investigar mais profunda e bibliograficamente o conceito pressuposição semântica tido como preciso pois, se há dessemantização, logicamente se deriva que haja também uma semântica que seja a mais pertinente a determinada situação teórica e conjunção de conceitos. Aprofundando também o estudo aplicado ao projeto da validação da relação entre os conceitos da Escola da Palo Alto e o behaviorismo metodológico em relação à eufimistização.
Dessemantização VI. As Considerações Finais
A última consideração ruma em direção da solução específica a ser proposta para minimizar os efeitos dos processos de dessemantização na mídia, e as finalidades a que se presta essa postura de interesses. A solução é a meta-comunicação se fazendo presente, antes da auto-censura deve estar a auto-crítica, para que não deixemos impossibilitada a existência de diálogo político entre as partes de uma disputa, eleitoral ou não. Como resultado desse processo vemos agentes políticos sem a menor possibilidade de utilizar esta ou aquela palavra por causa de um tabu, que afasta da discussão nacional os conceitos mais cruciais e necessários para o desenvolvimento de uma nação.
Dessemantização VII. Referências Bibliográficas
Castells, M., A Sociedade em Rede, A Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura, vol I, Paz e Terra, 1999
Kotler, P., Marketing para o Século XXI, Futura, São Paulo, 1999.
Marques, M. H. D., Iniciação à Semântica, Jorge Zahar, São Paulo, 2003
Mattelart, A. e M., História das Teorias da Comunicação, Loyola, São Paulo, 2006.
Skinner, B.F., Sobre o Bahaviorismo, Cultrix, São Paulo, 2006
Sodré, M., Antropológica do Espelho, Uma Teoria da Comunicação Linear e em Rede, Vozes, Petrópolis, 2002
Ullmann, S., Semántica, Introducion to the Science of Meaning, Oxford, Ed. Aguilar, 1962
Watzlawick, P., Beavin, J.H., e Jackson, D. D., Pragmática da Comunicação Humana, Cultrix, São Paulo, 1981.
Xavier, I., O Discurso Cinematográfico, Paz e Terra, São Paulo, 2005
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Lamento
tentarei a partir de agora ser mais artista e menos documentarista.
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vou buscar outros caminhos, por gostar de novos caminhos.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
O Medo, A Humildade e a Esperança
Percebi, talvez, o que significasse temor em Deus. Percebi também que esse medo, é em última instância, o medo da morte.
Acontece que temos um medo natural por estarmos nos arrastando pelo mundo. É esse medo que leva à raiva, pode levar ao ódio, pode levar à soberba, pode levar à violência, à ambição desmedida, etc... Acontece que só existe um remédio que é natural para enfrentar esse medo impedindo que ele se torne desespero: a humildade. A esperança por sua vez só pode existir na presença dela. E se existe algo que é realmente justo pedir ao senhor é o medo, para que possamos exercitá-la. O pedir medo equivale a pedir sabedoria, pois esse medo permite que a humildade vinge em nosso coração, e desta forma o temor a deus faz possível o germinar da alegria, da sabedoria, da longanimidade, e por aí se vai.
Logo, se há um sentimento realmente honesto para se realizar é o medo, ou o temor em deus.
E se tem algo que faça um pessoa progredir e ser feliz é postura, só a humildade que vem do medo traz essa postura. Medo sincero e puro de violência ou de morte.
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Transcriação de Aleyster Crawley
"Do what thou wilt shall be the whole of the Law"
é ou há de ser, vai ser da lei que é
"love is the law, love under will"
o amor é a lei, amar em desejo
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quinta-feira, 21 de junho de 2007
Os Golfinhos e a Música
O sistema comunicativo dos golfinhos, reduzido a movimentos e sons melódicos simultaneamente demonstram que eles se relacionam através de uma linguagem musical.
Assim como os seres humanos se comunicam também sem palavras, às vezes, os animais marinhos dispensando as palavras vivem literalmente em suas comunidades marinhas por intermédio da melodia e do movimento.
Os significados são entendidos de imediato, mas não são retidos, através de sons análogos uns aos outros, mesmo que cada um deles não tenha significado isoladamente, quando emitidos em conjunto com outros sons e movimentos, o significado se constitui como resultado da inter-relação sintática.
Assim a dança e a melodia que nós tão bem conhecemos, mas não nos limitam, essas categorias, sons, movimentos e melopéias são os limites das linguagens dos golfinhos.
Os nossos limites são mais amplos.
Como se a linguagem pudesse ser reduzida à estrutura lógica, sem os respectivos termos lógicos, sem o aspecto mais minimalista da linguagem, que são as palavras, e mesmo assim a comunicação dos animais se consuma perfeitamente. Ou seja, serve perfeitamente à sua finalidade.
Sem reflexão, agindo sem pensar, vivendo por brincadeira, e mesmo assim resolvendo as questões sociais de sua comunidade. Assim são os golfinhos.
http://mitopoiesis.memebot.com/cristian/
sexta-feira, 1 de junho de 2007
Algo que eu quis entender em 1992
Subtítulo: Ódio Incontrolável (e só)
dois fatos importantes acerca de Charles Mason:
- Invadiu uma festa e assassinou várias pessoas, inclusive a esposa do cineasta Roman Polansky, o que conferiu àquele uma certa fama.
- Tinha alguma aptidão artística, fazia música, uma das quais foi gravada pelo Guns'n Roses em seu último disco.
A referência do grupo musical ao personagem real de Mason instiga que não é suficiente se fazer arte para se ter distinção entre real e imaginário, bem e mal, certo e errado.
Existe no vídeo-clipe da canção estranged um apelo claro em se falar da própria arte, arte falando da arte, tecnicamente: metalinguagem, jogos sem fim e finalidades do jogo no real e no imaginário.
E de se falar em quais são os limites e finalidades reais da Arte, um assunto quase proscrito da mídia. Se fala em dividir conhecimento artístico com os menos afurtunados, mas não se trata do assunto arte como linguagem ou comunicação, e como tal limitado o seu uso-fruto.
E para tal se usou da imagem do 'serial-killer' em uma camiseta para remeter à dois dos maiores enigmas da arte, a saber: loucura e violência.
Remeteu ao tema, não por intermédio de uma metáfora no clipe, mas durante a gravação de uma apresentação do grupo, pois desta maneira fala acerca de uma realidade, de um trabalho, e acerca de um jogo. remetendo desta maneira ao tema, se fala da comunicação, e não com a comunicação. Paradoxalmente.
Mason, como é muito comum, entre artistas e não artistas, não tinha grande capacidade para simbolizar o que "fazia" na realidade, e suas conseqüencias, em poucas palavras: detinha pouca sensibilidade.
Temas muito presentes na vida de quem quer que seja que deseje produzir arte.
A propósito: este interlocutor adotou a premissa de que o vídeo clipe da música Estrenged (Guns and Roses) é uma obra-de-arte.
quinta-feira, 24 de maio de 2007
Restabelecimento Parcial da Saúde
veja você:
Acho que está certo.
Queria lembrar:
das estrelas, estelar,
dos anjos, angelical,
das musas, musical:
http://mitopoiesis.memebot.com/cristian/
Atenção a este blog:
uma atitude (passada) em resistência à loucura:
http://mitopoieycom.blogspot.com/
um dia desses descreverei a (boa) nova.
quinta-feira, 26 de abril de 2007
O Ar
quinta-feira, 12 de abril de 2007
Perfil Mutante I
acho que está certo.
queria lembrar:
das estrelas, estelar.dos anjos, angelical,das musas, musical.
e se não me engano:
all mine musikisses, ou las minas "musiquices" + desenhos...
http://mitopoiesis.memebot.com/cristian/
minha música é tudo o que eu gostaria de ser, e não sou!
e um blog aonde pretendo terminar uma história pessoal, antes de iniciar outro:
http://mitopoieycom.blogspot.com/
a propósitos:
:) eu tenho muito mais a aprender do que a ensinar.
Musikisses ou musiquices
1. Olvidado - San Juan de la Cruz
2. Llama de Amor Viva - San Juan de la Cruz
3. Um Dia Amor - Autoria Própria
4. Queria lhe falar - Autoria Própria
5. A Beleza - Autoria Própria
6. Galáctica - Autoria Própria
7. Logan - Autoria Própria
8. Isto não Queria - minha versão para Meat Loaf (Two Out o Three ain't Bad.
Existem ainda muitas mais que não gravei, que lançei ao vento, que perdi e que me subtraíram...
E eu creio que se me dedicar à musica por profissão, ainda escreveria ainda mais e melhores canções!
Oh Ser Supremo, elemento máximo da harmonia, da melodia, do rítmo, da improvisação, da interpretação e do palco, derrube estes muros e grades que me encerram o meu projeto de vida e as correntes que me prendem à Vil Censura!
E eu nem sei o seu nome! nem posso pronunciá-lo!
quando irado, me enfureço, quando triste, rezo, quando alegre canto!
:*
mas saibam, que as canções dos outros sempre são melhores! pois a vida de outra pessoa nos parece melhor que a nossa!
sexta-feira, 16 de março de 2007
O que aprendi... + Foto
quinta-feira, 1 de março de 2007
Tentando ser Espontâneo
Agradeço ao veículo citado!
vou fingir que não sei que tal locupletação não foi feita por donos dos meios de comunicação mais ricos e influentes do país, e fingir que ninguém induz ninguém nem à loucura ou ao suicídio por meio de uma política de estado, vou fingir também que são honestos os acusadores, e não existe auto-censura na apregoada "liberdade de experessão" das empresas e veículos da comunicação mais ricos do país. Nada contra a riqueza, mas riqueza com razão e justeza.
quero fingir tudo isso para continuar a escrever meu folk alegre, gótico e musical.
sem mais por enquanto, sem planos para escrever, sem rascunho e sem querer identificar as estratégias de indução da opinião pública para interesses políticos deste ou daquele acionista das mesmas empresas, e que misteriosamente são eleitos toda a santa eleição que se passa, apesar deles... ....apesar das ameaças de agressão, apesar de ter sido amarrado, apesar de ter minha honra transformada em piadas, eu vou tentar ser feliz novamente!
e não vai ser nenhum neo-nazi-fasci-stalinismo jovem que vai me por medo, ou me intimidar a me sujeitar a toda a mentirada que se tornou a Mídia Brasileira, um instrumento de poder político-eletivo a serviço de homens e de leis que interesseam exclusivamente à eles, e não um instrumento de informação, e utilidade pública propriamente dita, para dar sustância aos jovens, ou aos pobres...
->Odeio esses textos sem síntese ou objetividade, mas estou me aquecendo... verborrágico, mas é o que se deixa expressar.
->Não garanto me motivar para escrever novamente.
->Texto ruim, mas sincero, texto que busca uma maturidade no centro do isolamento.
->Isolamento que recuso a aceitar que decorra de minhas atitudes, isolamento que serve de exemplo para que nada e ninguém mais faça oposição a sei lá como chamar o sistema, a mídia, "eles", o poder econômico, o poder de estado, a sociedade totlitária, pouco importa, mas aceite o papel aviltante que você tem, para não ficar igual a mim.
Estou cansado dessa maldição.
Hoje, eu consigo explicar muita coisa que nunca acreditei ser possível sua explicação, e sei que um dia explicarei toda esta tentativa confusa de ser espontâneo.
Até já!



