quinta-feira, 11 de julho de 2019

Três Versões.

1. (política)
minha pobreza tal é,
que lhe dou de boa-fé,
algo que você já tem,
pois com toda gente vem

asas da imaginação
pra na vida dar sentido,
e nunca mais ser excluído,
sair dessa condição,

não apenas um documento,
certidão de cidadão,
mas ter reconhecimento,
abrigo, água e pão.

2. (afetiva)
minha pobreza tal é,
que, para esse menino,
tão amado e pequenino,
tão miúdo e severino,

eu dou de boa-fé,
asas da imaginação
para o amor e a invenção,
a imagem do Pai, criação.

2. (afirmativa)
minha pobreza tal é,
que lhe dou de boa-fé,
algo que você já tem,
pois que com a gente vem

são asas da imaginação,
para a vida ter sentido,
para ser mais destemido,
imagem do pai, criação.

terça-feira, 18 de junho de 2019

minha pobreza tal é

direitos não posso dar,
matéria de conquistar,
dinheiro não devo ter,
viver, matar ou morrer.

ninguém vai na caridade,
a gente quer dignidade
pra manter nosso lar,
pra si mesmo se cuidar.

ói, meu presente melhor
está dentro, num segredo,
que ouvido quase sem medo
abre os portais do amor.

agarra aqui tuas asas,
as asas da imaginação
cicatrizando o coração,
ferido por rasas guarras.

coração de suor vendido,
sem tua força de marido,
ali de recém-nascido,
serás, enfim, redimido.

pow, acorda coração alado!
e voa-voa, vai ao nosso lado,
muitão cheião de emoção,
até o talo transbordado.

voz a voz encantado,
no fim, sempre tem um sim,
simplesmente assim,
porque nunca teve fim.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Louco.

estou louco
grito ainda que rouco
tanto no muito
quanto no pouco
mais um erro
ou outro berro
sou ofensa
seu xingamento
na diferença
de pensamento
sou o que é pior
mas ninguém é pior
que ninguém
me xingam que não
tenho razão
quando razão ninguém tem

domingo, 9 de junho de 2019

Terraplanagem.

Não vejo problema em se sentir mais confortável com a Terra ser plana. O problema é impor que apenas o universo euclidiano é real, e que os universos cósmico e atômico não existem, só por que não se pode vê-los.

Bipolar.


O louco chamou o bêbado de bêbado, o bêbado disse que ele estará sóbrio amanhã, mas o louco não estará lúcido amanhã. Esse é o problema, o louco não tem escolha de não ser louco, mas o bêbado bebe por que quer. O bêbado pode escolher não beber, mas bebe. Ambos precisam de atenção psicossocial. Em que país estamos?

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Versão para o português (v.3) da canção de "Hallelujah" (Leonard Cohen).

Em segredo soa aos ouvidos meus
Davi arpejar e agradar a Deus
E você crê em música, não crê?
E vai assim, o quarto, o quinto
O menor caindo, o maior subindo
Um frustrado rei compondo aleluia!

|aleluia, aleluia
|aleluia, aleluia

Sua fé tão forte que será provado
Então a viu nua ali do telhado
Tão bela à luz da lua lhe traiu
Humilhando-o, amarrou-o numa cadeira
Deixando-o ali sem eira nem beira
E dos seus lábios arrancou o aleluia!

(|)

Um tempo em que pude saber
O que trazia dentro do seu ser
Agora não mo mostra mais, não é?
E eu me lembro quando entrei em si
E o Santo Espírito também aqui
E à cada sopro um brilho de aleluia!

(|)

Eu disse "eu já estive aqui"
Pela Terra e dando voltas nela
Eu fora muito só sem sabê-la
Mas vi sua bandeira em manto de glória
E seu amor marchar vitória
Cruel e solitário aleluia!

(|)

Você diz "usou meu nome em vão"
Pois nem eu sei seu nome, irmão
Mas, se o fiz, o que é isso pra você?
Há uma faísca acesa em cada vogal
E não me importa se levou a mal
O roto e o esfarrapado aleluia!

(|)

Talvez haja um deus maior
Mas tudo o que eu aprendi do amor
Foi como atirar em quem me feriu
Não é um choro em frente à cruz
Nem como se entregar à luz
É frio e despedaçado aleluia!

(|)

Fiz o que pude, e não foi o bastante
Eu nem sentia naquele instante
Foi verdade, eu não quis lhe enganar
E mesmo assim caído no chão
E bem em frente ao deus da canção
Nada pra cantar, só aleluia!

G Em
G Em
C Am G
G C D
Em C D
D   Em

|C Em C G-D-G

sábado, 6 de abril de 2019

Severinho Rapsódia Cabralina

o meu nome é Severino
não tenho outro de pia
como há muitos severinos
filhos de mãe Maria
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias

severa
se vira
severinha
severina

aprendi a ladainha
na descida vila a vila
como as muitas vilas grandes
e também as pequeninas
um rosário de continha
co’a estrada como linha
um rosário de continha
co’a estrada como linha

para o homem que retira
morte ativa e até festiva
vida não correspondida
só a vida severina
defendida mais vívida
morte e vida severina
defendida mais vívida
morte e vida severina

nunca esperei tal coisa
digo a vossas senhorias
retirei-me sem cobiça
para defender mi’a vida
fujir da velhice antes
de inteirar trinta
mínima
diferença
mata
agreste ou caatinga
alcancei esta medida
peço pouco mais ainda
alcancei esta medida
peço pouco mais ainda

Severino retirante
deixe agora que lhe diga
não sei da pergunta antes
que resposta lhe daria?
as palavras não alcançam
o que é presença viva
as palavras não alcançam
o que é presença viva

sábado, 9 de março de 2019

robot-menino

pulando amarelinha
indo do inferno ao céu
uma criança sozinha
girando no carrocel

pular cama-de-gato
ciranda-cirandinha
caça grilo no mato
vibra com joaninha

uma criança sozinha
faz trança de cardaço
solta pipa no céu
voa até o espaço

joga bola de gude
roda pião no chão
no tempo que pode
sonhar uma canção

mas hoje o que há?
presa num computador
não vê o tempo passar
nem aprende o que é amor

não dá chance ao acaso
deixa a vida controlada
com processador ligado
e a criança desligada

dia do amigo (soneto)

para celebrar o dia do amigo
um camarada com quem não brigo
algumas coisas devo tolerar
algumas vezes devo castigar

algumas coisas relevo, não ligo
sei que é bom separar o joio do trigo
eu o defendo, ele me defende
assim a nossa amizade é decente

uma amizade viva na tristeza
uma amizade na felicidade
na pobreza e na riqueza

junto pra tudo na amizade
estou contigo, meu amigo
pois é meu amigo de verdade

sábado, 15 de dezembro de 2018

Brainstorm.

de noia em noia até a metanoia

debaixo do tempo tem um tempo
depois do destino outro destino
e eu aqui no seu mecanismo
de quebra-corações em massa
as flores perderam o aroma
as raízes estão sem chão
as vidas sem raízes nem asas
ó abre alas para o pólen passar
o medo e seu perfume
espalhados pelas coisas por aí
hoje não quero rimar
hoje não sei o que fazer
todo dia é importante
mais uma armadilha sua
senhor grande irmão
com seu olho gordo
me vigiando
e concretando
e bloqueando
e impedindo
e indo indo indo
nesse chão morto de asfalto
mais uma armadilha sua
o furo intolerável que busco
dia a dia manhã a noite
a cada dia de novo e de novo
não sei como terminar
esse poema em linha reta
o fingido fingidor
fingindo que finge fingir
calculando os ganhos
engolindo as perdas
hoje não tem métrica
o ritmo sumiu
e eu nem consigo
brainstorm vomitado no papel
papel social
papel de ator
e documentos de papel
não posso carregar
o que não me aceita

tempo contente que vai sempre em frente

tempo sutil com seus detalhes mil

tempo maluco do meu relógio cuco

tempo ruim que vai chegar ao fim

Fazendo Rituais.

vou lhe falar das coisas tais
e eu aqui fazendo rituais

por fora das questões legais
e eu aqui fazendo rituais

mergulhamos todos anormais
e eu aqui fazendo rituais

embaralhados somos virtuais
e eu aqui fazendo rituais

sem resposta a homens e animais
e eu aqui fazendo rituais

perdemos todos os nosso ideais
e eu aqui fazendo rituais

sem noção das civilizações atuais
e eu aqui fazendo rituais

perdemos mesmo correndo atrás
e eu aqui fazendo rituais

não sabemos o que ficou pra trás
e eu aqui fazendo rituais

de tudo o que a saudade nos traz
e eu aqui fazendo rituais

enfim, estes versos pra nuca mais
de uma poesia de tempo jamais
e eu aqui fazendo rituais

Coisas com Palavras.

você vem e vai
chega e some
entra e sai
serve e come
assim sem nome
você vem e vê
tira e dá
vence e tem
aqui e lá
ali e acolá
faz mal
às vezes bem
você é alguém
que não posso ser
que não posso ver
que não ouso ver
que não ouso ser
tudo o que sumiu
também o que surgiu
sujeira e limpeza
feiura e beleza
alegria e tristeza
tudo isso
com certeza
são coisas com palavras
sobre a mesa.

Céu Azul.

céu azul
noite fria
hemisfério sul
hoje em dia
folha seca
vida verde
linha reta
muita sede
esse vazio
poeta vadio
conserta portas
muda as rotas
folhas mortas
tempo de estio
buscando estilo
achou motivo
pra terminar
isso aquilo
comida a quilo
frete abismo
só sabido
que foi lido
sabido o
esquecido
simples assim
acabou

Segredo, sucesso, sossego e sagrado.

Eu tenho medo
é desse sossego
tudo revirado
parado e atrasado
e nem é segredo
tampouco revelado
um tipo de limbo
nem lá nem cá
somos mortos-vivos
é preciso falar
mas poucos são ouvidos
massa hipnotizada
todos calados
eu tenho medo é desse sossego
alguns mal-falados
de fatos mal-vistos
atos palavreados

eu tenho medo
é deste sossego
ideias não mudam nada
é preciso fazer algo
o fazer, este horizonte
se descolou da vida
e estamos esperando
espera desesperada
e não acontece nada
ou acontece o de sempre

eu tenho medo
é deste sossego
que nem é mais segredo
que nem é mais sagrado
nada além de degredo
um outro arremedo
me apontando o dedo
para esse apego
que nem é mais segredo
que nem á mais sagrado
que nem é mais sossego
o desejo mais secreto

Black Fraude.

Black Fraude
tudo pela metade
do dobro do preço
quem tem amigo
quem não tem
não merece apreço

Black Fraude
tudo pela metade
do dobro do preço
eu estou contigo
vou sem bem
nada disso careço

Black Fraude
tudo pela metade
do dobro do preço
no tempo antigo
e hoje também
de tudo me despeço

Black Fraude
tudo pela metade
do dobro do preço
eu lhe convido
a ficar zen
tal qual mereço
ficar sem bens
então me despeço

Black Fraude
tudo pela metade
do dobro do preço
com migo sem tigo
o joio e o trigo
faça o que digo
senão dá tropeço
e como dá

faltando um pedaço também.

está faltando um pedaço
na sala cheia de móveis
eu sei, não sou de aço
minhas partes não são imóveis
meu sonho no espaço
vazio no seio dos mundos
eu sei, este meu destroço
por um coração vagabundo
está faltando um destino
ou coração com espinhos
ou paredes duras e lisas
preso nelas, paralizado
nesse buraco vazio
para encher de coisas
uma fresta que espio
um ramo de rosas
rosas pequenas
amarrada à antenas
atada à suas penas
tudo isso é apenas
a liberdade que foi embora
já passou da hora
é difícil lá fora
não sei como sobreviver
na situação de rua
grande medo
ou segredo
num degredo
na vida nua

eotavali.

estava ali perdido
sem saber o que fazer
sofrendo sem alívio
onde há mais prazer
sei que sem horizonte
o ontem e o hoje defronte
víveres aqui ali
me repetindo
me exaltando
me esvaindo
explodiu todo
o implodido
tudo fodido
nada espero

terça-feira, 2 de outubro de 2018

#EleNão

Contra a Privatização das Universidades Públicas.

Eu sei que neste blogue eu faço muitas críticas à ECA-USP. Mas minha intenção sempre foi a de que a vida de quem ingressasse nela, mesmo sendo marginalizado pela sociedade, como eu fui, tivesse uma vida um pouco menos difícil.

Vou resumir o que ocorreu:

Quando entrei na ECA-USP criaram lá uma regra: Ninguém é de Ninguém. Mas, esta regra não valia para todos, valia apenas a quem era de fora da sociedade. Eu, por exemplo. E, se ninguém é de ninguém, imagine qualquer direito autoral, ou seja, dependia de quem criasse algo, ele teria ou não teria sua titularidade respeitada. Não tive, a regra valia só pra mim.

Aquele estômago da indústria cultural me digeriu por completo, de maneira que nada sobrou pra contar a história. Era um laboratório de marketing, do qual ninguém me perguntou se eu queria fazer parte do experimento.

Mas, não era instituído formalmente pelas regras da universidade, era feito por fora, com a participação de alguns professores, mas não todos.

É isso. Ainda retomo esse blogue, contando a vida depois que o Lugar Nenhum se foi.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Com Texto Atual Dois

Meu filho morreu
sinto muita dor
ele morreu em meus braços
tinha sede e tinha dor
me disse que foi o blindado
toneladas de aço
um punhadinho de gente
a comunidade é boa
mas estamos em fogo cruzado
usava uniforme de escola
para quê, meu Deus?
cem tiros de fuzil?
com tiros de fuzil?
sobre a comunidade
e de helicóptero
não somos bandidos
bandido bom
bandido morto
nesta guerra de mentiras
dispararam de um lado
dispararam do outro
a gente bem no meio
deste comércio de armas
e de troca de propinas,
meu filho não é bandido

Com Texto Atual

Mãe, estou com dor,
nunca mais quero sentir esta dor,
mãe, estou com sede,
nunca mais quero sentir esta sede,
ele não viu, mãe,
meu uniforme de escola estou?

e se assinam os papéis
e se assassinam as pessoas
e o que podemos fazer?
os gastos com armas militares
são maiores que os gastos sociais

está na nossa massacrada constituição
e na nossa mais massacrada população
e quem se importa com justiça e paz?

quem tem privilégio não quer perder
quem não tem quer receber
quando poucos têm direito
direito vira privilégio

mataram a vereadora
crime sem solução
cinismo do poder público
um narco-bélico país
uma banana de nação

mãe, bandido eu sou?

Hipotermia

Hoje faz frio
o céu está nublado
há gente que fica sombrio
e gente que fica acordado
gelado até o osso
ou bem agasalhado
alguns com o sono da morte
que é um soninho agradável
e sem a quem recorrer
porque está sozinho desabrigado
tentando sobreviver
mas tem outros, porém
fingindo não saber
não dão valor ao que têm
por estar bem alimentado
comigo acho que foi sorte
não me encontrar neste estado

Sem Título Dois.

Já faz tempo
que não é assim
sentimento
que não tem fim
tá doendo
ansiedade sim
tou sofrendo
e dói demais em mim

outri dia o dia demorou
a acabar
neste minuto segundo
eu estou
a sufocar
ansiedade da maldade
estou perdido
vão me machucar

pensamento
tim tim por tim tim
assim assim
assim assim
o tempo passou
a noite chegou
chegou ao fim


Hómi Bobo

O homem e o meio ambiente
E meio ambiente destruído
O Homem fica doente
E o planeta poluído
e como a gente é inconsequente!
motor barulho
entulho lixo e ruído

Antimanicomial

Era uma vez,
nos anos 70,
um psiquiatra
preso na guerra
fez a experiência
acabar com os manicômios
naquela terra,
seu nome,
Franco Basaglia,
Junto com
Franca Basaglia,
Isso aconteceu
em Trieste na Itália

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Sem título.

Se você está preso
entre fé e razão,
use a imaginação.

Se você se cansou
de viver na solidão,
use a imaginação.

Se este sofrimento
aperta teu coração,
use a imaginação

Preso em pensamento,
tua segura prisão,
solte a imaginação.

Você precisa da chave
para abrir a gaiola
e, como uma ave, voar, ir embora.

use a imaginação,
solta a intuição,
não existe prisão,
voar, voar, querer ir embora
como uma ave.

domingo, 18 de março de 2018

eu agradeço muito aos versos do Chico:

"e todos os meninos vão desembestar!".
Senão, nunca mais esqueceria o sangue, o choque e a inação.

A avenida é movimentada, a uns quinze metros atrás da menina, a vó dela, sem poder acompanhá-la e desesperada. A menininha não viu o ônibus vindo de trás dela e ia correndo desembestada em direção à avenida. O ônibus pegaria a menininha em cheio. Haveria de pensar rápido, pulou na reta da menina com cara de bicho papão, não dava para alcançar a menina, não dava, não pulava 5 metros, não adiantava gritar, ninguém grita mais alto que um ônibus, o motorista freou, buzinou, não tinha visto a garotinha tão pequenina, ela parou no meio do percurso irritada com o bicho-papão, meio metro antes da catástrofe, deu tempo dele voltar para a calçada de maneira que o ônibus não passasse por cima dele por sua vez. É assim, um acidente, quando não ocorre, fica apenas na possibilidade. E a gente chega a pensar que nunca teria ocorrido. Foi muito bom saber antes que menininhas desembestam. E olhar pra avenida com olhos desembestados. Isso preparou o raciocínio rápido que foi necessário naquela hora. Um casal ao lado não viu absolutamente nada e continuou sua conversa informal.

deu pra entender?

sábado, 27 de janeiro de 2018

Jus Primae Noctis (Direito da Pernada).


Era uma vez, um homem chamado Bate-Moço, ele tinha uma esposa linda a Moça-Gato. Um amigo, o Super-Cara, se queixava de não conseguir namorada, sabe daquela lei chinesa, quem muito procura não pode escolher?

Então, Bate-Moço disse que poderia ajudá-lo. O Super-Cara ficou contente com o encontro às cegas arrumado pelo Bate-Moço. Era Moça-Maravilha, lindeza, inteligencia e educação. Super-Cara ficou muito feliz, encantado, mas...

Em pouco tempo, Bate-Moço estava com as duas. Fora apenas uma jogada esportiva, o Bate-Moço usou o Super-Cara para poder trazer para perto a Moça-Maravilha e pegá-la sem que sua esposa, a Moça-Gato, desconfiasse. Como pegou, não sem antes fazer um filho na Moça-Gato. Por garantia.

Super-Cara se desmanchou, quase enlouqueceu, não passava de um corta-luz, um cone-de-treino, um nada...

Não sabia como agir, se dizia à Moça-Gato da traição ou não, afinal, era amigo de todos antes do casamento e tals. Ou era apenas um objeto com o objetivo de virar furúnculo nas mãos do Bate-Moço. Dilema moral de início da idade adulta.

Bate-Moço ofereceu outro encontro às cegas, agora, com Mulé-Anêmona, uma dessas encalhadas do meio social do Bate-Moço que inverte todas as leis do Machismo. E assedia. Enfim, um nojo moral só. 

Chega de encontro às cegas, não é?

Super-Cara teve que fugir. Afinal, tudo o que Bate Moço queria era uma esposa bonita para Super-Cara de maneira que Bate-Moço pudesse dar pernada em Super-Cara sempre que quizesse. Sabe, aquele imposto da Idade Média? O Direito da Primeira Noite ou Direito da Pernada? Em que o Suserano come a esposa do vassalo na primeira noite? Pois é, seria isso e sempre, não apenas na primeira noite, e com exigência de segredo, afinal, toda a vida de Super-Cara estava cercada pelo modo de vida desse poderoso político ou empresário Bate-Moço, e se Super-Cara quisesse viver, seria assim.

Essa é uma fábula vultosa rodrigueana sem nenhum contato com a realidade brasileira da máfia no poder, aonde não existem super-heróis.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Leituras.


Estava tentando entender o verdadeiro sentido do livro na minha vida, no meu mundo. Senti que precisava entender este significado, pois estava deslocado, estava impreciso, estava me enganando. Hierarquizei meu consumo cultura. Se é que dá pra chamar assim. Algo formalista automático. Primeiro, leitura. Mesmo que minha atividade preferida seja composição e interpretação musical. Segunda, ouvir música. Terceira, internet, embora essa não possa faltar, muita coisa hoje é feita pela internet.. Quarta, filmes na tevê. A minha crença ruiu, pois percebi que meus caprichos não estava nos livros, porque raramente eu achava neles aquilo que eu esperava. Geralmente, eu achava algo melhor, às vezes, algo pior. Por isto era um engano. Então, olhei fundo dentro de mim e percebi que o livro deveria ter outra utilidade para mim. Bem, o livro é um caos de celulose e tinta seca quando não é aberto. Ele fechado não é nada. Mas, não era ele que precisava de uma nova significação na minha vida. Mas, eu frente ao livro. Jogo. Transe. Deslocamento.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

ODE AO ÓDIO


Minha família adoeceu de ódio.
Um núcleo familiar ou bolha de ódio.
O antilulopetismo é só um detalhe.
Quanto mais ódio sente,
mais improdutiva fica,
quanto mais improdutiva fica,
mais pobre fica,
quanto mais pobre fica,
com mais ódio fica.
E o ciclo recomeça:
Quanto mais ódio sente,
mais improdutiva fica,
quanto mais improdutiva fica,
mais pobre fica,
quanto mais pobre fica,
com mais ódio fica.
E assim até alguma catástrofe...
Quanto mais ódio sente,
mais improdutiva fica,
quanto mais improdutiva fica,
mais pobre fica,
quanto mais pobre fica,
com mais ódio fica.
Ódio muito bem alimentado pela mídia.
Ódio estratégico para as pessoas não se unirem.
A favor de si, não contra a mídia.
Ódio para dividir e garantir desigualdades...
Se pelo menos esses poderosos virassem o alvo do ódio.
Quanto mais ódio sente,
mais improdutiva fica,
quanto mais improdutiva fica,
mais pobre fica,
quanto mais pobre fica,
com mais ódio fica.
O ódio do pobre contra o pobre.
O ódio do remediado contra o pobre.
O ódio do rico contra o pobre.
A solução que se vende:
Vai vendo:
Quanto mais ódio você tiver, mais prospera!
Mas, como?
Se o ódio não constrói nada?
Eu não aguento mais,
ser inoculado com tanto ódio,
para ficar rico como vocês!!! (?)
E odiar o pobre também!
O ódio ao pobre é o segredo do sucesso!
Não aguento mais!
Seja odioso você também!
E odeie o ódio.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Aparelhamento e Capilaridade do Entorno Social Imediato para Perseguição e Destruição.



Sobre quem teve a vida destruída pelas próprias escolhas é o principal argumento de quem destruiu vidas alheias que não podiam se defender pela diferença de poder entre as partes. Culpar as vítimas sempre será um grande negócio para os perseguidores. Ou, como justificar o matar gente usando apenas a comunicação social. Que virou moda no mundo. Os suicidados pela sociedade. Eu tenho responsabilidade minha sim. Mas, a responsabilidade toda é de todos. No mundo o que há são parcelas de responsabilidade. O resto é frase de efeito de gente corrupta. Não é como eles querem que seja. Que "o prejuízo é seu, mas o lucro é todo meu".

Desabafo.

Desabafo sobre matar sem colocar as mãos em alguém. Cansei de falar nisso neste blogue. Sobre como matar pessoas usando apenas comunicação social. Eu escolhi estudar para passar no vestibular, mas ninguém me perguntou se eu queria ser cobaia do marketing deles.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

MANIFESTO DO NATURALISMO INTEGRAL OU MANIFESTO DO RIO NEGRO



Amazônia constitui hoje, sobre o nosso planeta, o "último reservatório", refúgio da natureza integral.

Que tipo de arte, qual sistema de linguagem pode suscitar uma tal ambiência - excepcional sob todos os pontos de vista, exorbitante em relação ao senso comum? Um naturalismo do tipo essencialista e fundamental, que se opõe ao realismo e à própria continuidade da tradição realista, do espirito realista, além da sucessão de seus estilos e de suas formas. O espirito do realismo em toda a historia da arte não é o espirito da pura constatação, o testemunho da disponibilidade afetiva. O espirito do realismo é a metáfora; o realismo é, na verdade, a metáfora do poder: poder religioso, poder do dinheiro na época da Renascença, em seguida poder politico, realismo burguês, realismo socialista, poder da sociedade de consumo com a pop-art.

O naturalismo não é metafórico. Não traduz nenhuma vontade de poder, mas sim um outro estado de sensibilidade, uma maior abertura de consciência. A tendência à objetividade do "constatado" traduz uma disciplina da percepção, uma plena disponibilidade para a mensagem direta e espontânea dos dados imediatos da consciência. Como no jornalismo, mas sendo este transferido ao domínio da sensibilidade pura, "o naturalismo é a informação sensível sobre a natureza". Praticar esta disponibilidade ante o natural concedido é admitir a modéstia da percepção humana e suas próprias limitações, em relação a um todo que é um fim em si. Essa disciplina na conscientização de seus próprios limites é a qualidade primeira do bom repórter : é assim que ele pode transmitir aquilo que vê - "desnaturando" o menos possível os fatos.

O naturalismo assim concebido implica não somente maior disciplina da percepção, mas também maior na abertura humana. No final das contas a natureza é, e ela nos ultrapassa dentro da percepção de sua própria duração. Porém, no espaço-tempo da vida de um homem, a natureza é a medida de sua consciência e de sua sensibilidade.

O naturalismo integral é alérgico a todo tipo de poder ou de metáfora de poder. O único poder que ele reconhece é o, poder purificador e catártico da imaginação a serviço da sensibilidade, e jamais o poder abusivo da sociedade.

Este naturalismo é de ordem individual. A opção naturalista oposta à opção realista é fruto de uma escolha que engaja a totalidade da consciência individual. Essa opção não é somente critica, ela não se limite a exprimir o medo do homem frente ao perigo que corre a natureza pelo excesso de civilização industrial e a consciência planetária. Ela traduz o advento de um estado global da percepção, a passagem individual para a consciência planetária. Nos vivemos uma época de balanço dobrado. Ao final do século se junta o final do milênio, com todas as transferências de tabus e da paranóia coletiva que esta concorrência temporal implica - a começar pela transferência do medo do ano 1000 sobre o medo do ano 2000, o átomo no lugar da peste.

Vivemos, assim, uma época de balanço. Balanço do nosso passado aberto sobre nosso futuro. Nosso Primeiro Milênio deve anunciar o Segundo. Nossa civilização judaico-cristã deve preparar sua Segunda Renascença. A volta do idealismo em pleno século XX supermaterialista, a volta de interesse pela historia das religiões e a tradição do ocultismo, a procura cada vez maior por novas iconografias simbolistas: todos esses sintomas são conseqüência de um processo de desmaterialização do objeto, iniciado em 1966, e que é o fenômeno maior da historia da arte contemporânea no Ocidente.

Apôs séculos de "tirania do objeto" e seu clímax na apoteose da aventura do objeto como linguagem sintética da sociedade de consumo - a arte duvida de sua justificação material, ela se desmaterializa, se conceitua. Os andamentos conceituais da arte contemporânea só têm sentido se examinados através dessa ótica autocrítica. A arte é ela mesma colocada numa posição critica. Ela se questiona sobre sua imanência, sua necessidade, sua função.

O naturalismo integral é uma resposta. E justamente por sua virtude de integracionista, de generalização e extremismo da estrutura da percepção, ou seja, da planetarização da consciência, hoje ela se apresenta como uma opção aberta - um fio diretor dentro do caos da arte atual. Autocrítica, desmaterialização, tentação idealista, percursos subterrâneos simbolistas e ocultistas: essa aparente confusão se organizará talvez um dia, a partir da noção do naturalismo - expressão da consciência planetária.

Esta reestruturação perceptiva refere-se á uma real mudança e a desmaterialização do objeto de arte, sua interpretação idealista, a volta ao sentido oculto das coisas e sua simbologia constituem um conjunto de fenômenos que se inscrevem como um preâmbulo operacional à nossa Segunda Renascença - etapa necessária para uma mutação antropológica final.

Hoje, vivemos dois sentidos da natureza: aquele ancestral, do "concedido" planetário, e aquele moderno, do "adquirido" industrial e urbano. Pode-se optar por um ou outro, negar um em proveito do outro; o importante é que esses dois sentidos da natureza sejam vividos e assumidos na integridade de sua estrutura antológica, dentro da perspectiva de uma universalização da consciência perceptiva - o Eu abraçando o mundo, fazendo dele um uno, dentro de um acordo e uma harmonia da emoção assumida como a única realidade da linguagem humana.

O naturalismo como disciplina de pensamento e da consciência perceptiva é um programa ambicioso e exigente que ultrapassa de longe as balbuciantes perspectivas ecológicas de hoje. Trata-se de lutar muito mais contra a poluição subjetiva do que contra a poluição objetiva - a poluição dos sentidos e do cérebro contra aqueda do ar e da água.

Um contexto tão excepcional como o do Amazonas suscita a idéia de um retorno à natureza original. A natureza original deve ser exaltada como uma higiene da percepção e um oxigênio mental: um naturalismo integral, gigantesco catalisador e acelerador das nossas faculdades de sentir, pensar e agir.

Pierre Restany (1930-2003)
Alto Rio Negro, quinta-feira, 3 de agosto de 1978.
Na presença de Sepp Baendereck e Frans Krajcberg.
[Sepp Baendereck (1920-1988) e Frans Krajcberg (1921-2017)]

domingo, 12 de novembro de 2017

Destruição Planejada de Pessoas II.

Muito cínico esse trabalho jornalístico, não é de se estranhar que saiu na Veja. Faz toda uma manipulação muito bem-feita para liberar a mídia da responsabilidade que ela tem. Se a mídia não tivesse força, não iria cobrar uma nota para anunciarem nela. A mídia e a PF têm responsabilidades iguais sobre o caso deste suicídio. Não é por que o Cancellier não estava assistindo televisão que os desafetos produzidos por ela não chegariam nele, a maioria dos desafetos chegava sim nele, mesmo que não tenha chegado no garçom Zé, chegava em todo o redor dele, em todo o entorno social imediato do reitor, chegava no induzido ao suicídio por todos os cantos e isto o ser humano pode sentir em seu peito, mesmo que não possa dizer, pois é novo demais e abstrato demais, acabou de ser inventado, tudo o que não pode ser dito. Eu repito, inventaram uma forma de matar as pessoas usando apenas a comunicação social.

O texto da revista Veja: Crônica de um Suicídio

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Destruição Planejada de Pessoas. Ou Dossiê Oral do Matuza.

O Sérgio Cabral colocando em funcionamento a destruição de pessoas usando de força e de comunicação sociais. Cercando os vizinhos, a família e os amigos do Bretas. Um juiz tem proteção institucional contra isso, garantias e coisas assim, mas seus parentes, amigos e vizinhos não têm. Eu chamo esse fenômeno de aparelhamento e capilaridade do entorno social imediato para perseguição e destruição. Não vou explicar em detalhes agora, quem entendeu, entendeu que não, que pena. Se um juiz pode se proteger disso, não sei, mas eu e minha família não pudemos, quando a ECA-USP, a Rede Globo e o PMDB-SJC fizeram, esse cerco de marketing, na surdina, sem declarar guerra, ou confessar as ações. E podem fazer com qualquer um. Se você tem uma família disfuncional a culpa não é minha, mas a responsabilidade é sua sim, em explorar a doença e as fraquezas das pessoas. Por isso se protege o rótulo de que ser louco é ser tudo de ruim. Descobriram, fazendo eu e minha família de cobaias, como matar pessoas apenas usando a comunicação social. Assim, mataram a Dona Marisa Letícia, o Cancellier, e podem matar qualquer um, quando quiserem. Todos contra a censura. Você pode dizer que tudo isso é paranoia, e é sim. A paranoia é comum e ocorre quando temos de enfrentar os problemas sem todas as informações necessárias para explicar o fenômeno. Então é. Mas não estou inventando ou mentindo. Estou falando de como funciona o núcleo de poder social do universo, manos.

sábado, 26 de agosto de 2017

Eu tentando me vender.

APRESENTAÇÃO
Queria indicar que tenho o diagnóstico de esquizofrenia, mas não é o diagnóstico que mais me prejudica, é o estigma. A idade e essas dificuldades me impedem de acessar o mercado de trabalho. Aproveito o desemprego para estudar. Ler é meu melhor passatempo. Mas, eu tenho a música, minha chance de ser alguém, estão lá no site qryz.net (http://www.qryz.net). Tenho criatividade, inteligência e sensibilidade, e a capacidade de usar de qualquer forma de expressão para mandar uma mensagem. A propaganda, em geral, está tentando uma ruptura com sua linguagem para melhor atingir seus públicos, tentando se valer da poesia para vender alguma ideia, produto ou serviço,  e reconquistá-lo, pois, foi mesmo sobre isso o meu TCC, em 1998, pelo curso de Publicidade e Propaganda da ECA-USP. Estudei também por quatro anos Arquitetura na FAU-USP. As duas referências que estou oferecendo são meu último trabalho com renda e meu único trabalho formal assinado que estão na seção REFERÊNCIAS, abaixo, neste documento.

MOTIVAÇÃO
Quase 70 anos depois, a Declaração Universal dos Direitos Humanos é quase uma poesia. Para quem é demasiado humano ou não.

Entendo a ênfase na comunicação para direitos humanos como marketing social, visando a preservação da sociedade a longo prazo. Não é ela apenas benéfica, como também é recomendável. Temos, hoje, uma dificuldade que  também é uma oportunidade: O público está sensível às questões de preconceito, e pouco importa qual a orientação individual de cada um, ou, isso é, ao mesmo tempo, tudo o que mais importa. As discussões sobre preconceito, esse grande debate nacional, por mais exacerbado que esteja, é ainda a demonstração real e efetiva de que há uma oportunidade viva. A questão dos Direitos Humanos está espontaneamente em pauta nas discussões sobre preconceito, sobre inclusão social, sobre valores humanos. Trata-se de uma oportunidade histórica que está sendo nos dada pelas internet e pelas redes sociais.

É para todo mundo... Um fato curioso é a crença da maioria na manipulação como forma de comunicação, essa manipulação de todos contra todos, seria a solução para se conseguir o que se quer, o desejo de satisfazer a sua necessidade de compartilhar a própria existência.

Aprendemos, sem querer, com a grande mídia corporativa, que manipular seria a solução, embora seja, tal forma de comunicação, uma instrumentalização perigosa da vida do outro. Não podemos enganar a todos todo o tempo. Ninguém gosta de perceber que foi manipulado. Na maioria das vezes, esclarecer é o suficiente, a partir daí, cada um tem a liberdade de escolher seu próprio caminho. Ser honesto e claro é o melhor caminho. Promover o encontro com o outro, com aquele que foi excluído, é o caminho que podemos escolher.

O pensamento único, impor um único padrão de comportamento, por mais bem intencionado que seja, leva à falência da comunicação, esvazia as palavras e, como consequência, leva ao conflito generalizado. Eu prefiro confiar nas pessoas. O encontro com o outro nunca é confortável. Mas, se o ser humano necessita naturalmente deste encontro, é um novo mundo de verdade que está aí. E pode ser aqui e agora, com base na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Vamos nos lembrar, a declaração foi feita em 1948 como esperança e otimismo para que os horrores da Segunda Guerra Mundial não se repetissem, horrores como as bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, os campos de extermínio Nazistas, o Fascismo, o Stalinismo, as milhões de mortes, as cidades destruídas, a fome, a doença, os refugiados, enfim, quem não conhece a história está condenado a repeti-la.

A situação de nossas discussões públicas é talvez calamitosa, mas é justamente por este motivo que se trata de uma oportunidade, pois não é estritamente necessário que o ambiente virtual crie um ambiente real a sua imagem e semelhança. Neste ponto, entra a comunicação, criar uma demanda simbólica pelos Direitos Humanos. Assim, a discussão com o acento que vemos em preconceitos é bastante oportuna, porque traz nela a demanda por esclarecimento. Esclarecer é dar significado, é fazer sentido,  propondo uma comunicação transparente nessa direção, confiando na capacidade de cada um, sem manipulação ou paternalismo, e, nem mesmo, se gabando pela iniciativa.

Uma estratégia que faça desta oportunidade uma realidade se faz, hoje, necessária, a História urge por ela. O argumento pode se espalhar por si só.

Mexplicando.

Aceitar as pessoas como elas são, algumas são mais fáceis de serem aceitas do outras, quero aceitar todas, sem exceção. Sou. Valente como um panda. Meu achado é o seguinte, achismo é bom, melhor achar do que seguir procurando sem encontrar, e de modo algum meu achado é melhor que o seu. Mas, procuro abstrair-me de mim mesmo. Amizade não tem prazo de validade, mas eu aceito que para algumas pessoas ela se arrefece, e não fico mais chateado com um "não", mas confesso que exista singela expectativa. Sou alguém inquieto e curioso, e procurando me manter atento. Não tenho dente-de-ouro e adoro fazer música, que também se faz com palavras! Não gosto de gente axiomática! aprendi a apreciar minha própria estranheza. Sou louco lúcido:O)

sexta-feira, 19 de maio de 2017

PEC 257 uma bomba suicida.

Sugiro a imediata derrubada da PEC do teto da morte, a PEC 257.

Uma corretora brasileira ganhou 8%, em uma noite, de lucro na manobra dos irmãos JBS ontra os curruptos no poder.

Acontece que essa PEC foi projetada para isso, para dirigir os índices de maneira que tudo, PIB, comércio, indústria, imóveis, emprego, etc... ficasse bonito nas tabelas, mas muito feio na vida diária e cotidiana do cidadão.

Seria uma economia de faz-de-conta.

Se não fosse essa corretora, seria outra, acho até que ela se adiantou antes de uma concorrente mais endinheirada.

Isso foi no que deu amarrar toda a economia às bolsas de valores.

Agora vai virar rotina derrubar o país para se obter lucros imediatos. Estava tudo muito bonito, mas era uma mentira.

Sugiro a imediata derrubada da PEC do teto da morte, a PEC 257.

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domingo, 14 de maio de 2017

Esforço de Mídia. O Custo Lula pra Globo.

O Jornal Nacional veiculou 18 horas e 15 minutos contra o Lula nesses 12 meses passados. Sendo que 30 segundos de anúncio no JN custa R$ 708.000,00. O desinvestimento da Globo na imagem do Lula foi de R$ 1.550.520.000,00. A desesperadora quantia de 1,5 bilhões de reais!!! Imagina esse dinheiro gasto pra construir e não para destruir algo...

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domingo, 9 de abril de 2017

versão de Whiskey in the Jar (Canção Tradicional Irlandesa)

quando eu estava andando
na serra da Mantiqueira
eu vi o capitão Ferri
contando o seu dinheiro
primeiro arrumei a arma
depois municiei as balas
e disse:
espere e escolha,
ou o diabo levará sua alma

peguei todo dinheiro
cédulas, centavos
peguei todo dinheiro
p´ralimentar a Molly
disse que meu amor
pra sempre
o diabo deixará
o diabo a pegou
pra mim será mais fácil

catando uva na chuva vavá
esperando mia morte ô
esperando mia morte ô
c´o Uísquei na jarra...

aqui bebo e rico
carregano tambor de Molly
levo Molly comigo
e não conheço perigo
já faz seis ou sete
que matei capitão Ferri
foi só minh´arma
que fez alguns buraco

catando uva na chuva vavá
esperando mia morte ô
esperando mia morte ô
c´o Uísquei na jarra...

alguns curtem pescar
alguns curtem brigar
outros curtem ouvir
ouvir o som dos canhão
eu aqui drumino
juntinho da minha Molly
mas eu aqui presídio
preso na algema corrente...

catando uva na chuva vavá
esperando mia morte ô
esperando mia morte ô
c´o Uísquei na jarra...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Vacina.

Para quem tem ódio de alguém.
O ódio não é do alguém.
O ódio é seu.
Viva com isso.

Trumpadilhos

Atenção para um novo trocadilho: presidente destrumpelhado.

Sr. Donald, o trumpalhão :p

Trump e suas trumpalhadas :p

Esta presidente is an estrumpício :p

Nós tumpica, mas num cai :p

"Quem não se comunica, se estrumpica" (Crakinha) :p

Essa Porraaqui....

"E o Jornal da Globo fica por aqui", estou por aqui do Jornal da Globo.

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domingo, 15 de janeiro de 2017

PEC do Teto e da Morte.

Um cálculo que ouvi no rádio, feito por algum especialista amestrado, que a taxa de juros é se 13%, mas a taxa real seria de 7%, pois é subtraída a inflação do cálculo, isso mesmo sub TRAÍDA, pois a subtração só pode ser feita para aqueles que têm investimento nos títulos do tesouro, 30 mil famílias mais ou menos, e que morem no país.

A conta certa, para o povo que trabalha para pagar, com seus impostos, os lucros dos credores dos títulos públicos, deveria ser o contrário, 7% de inflação MAIS 13% de selic, que é igual a 20% de taxa real.

Essa PEC do teto de gastos apenas será atrativa para o povo brasileiro, caso seja negativa, isso mesmo, menor do que ZERO por cento.

Anonimo disse no Blogue do Altamiro Borges:
"Quem quiser saber para onde vai o seu rico dinheirinho, acesse o Portal da Auditoria Cidadã da Dívida Pública (e ESTUDE o assunto):

Obs.: O roubo é de somente R$ 1.000.000.000.000,00 (R$ 1 TRILHÃO) por ano, ou seja, a METADINHA do Orçamento Geral da União (= Brasil)."

Se é assim, quem com uma dívida e que poderia estabelecer os juros dela continuaria devedor? Uma instituição contra si mesma? Nem nos piores pesadelos conservadores e/ou liberais.

Ou seja, taxa de juros negativa de -100% transformaria o estado brasileiro de devedor para credor da noite para o dia.

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