segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Bradasco.

Preciso fazer um depósito bancário de baixo valor para participar de um concurso de dramaturgia e é foda ter que implorar para entrar no banco público. Lá querem que eu use os envelopinhos, mas tenho de enviar o comprovante por e-mail. Foda ser pobre.
Hoje, consegui, mas era banco público, nos bancos privados eu nem tento mais. Me dá gosto de ver quebrarem na tevê esse mesmo banco privado de asco e tals...

Uma como qualquer outra.

Para quê se perder em questões pessoais se tua história é apenas mais uma história entre tantas?

Pô, véi, me cansei de palavrório...

Beirando à Podridão.

Se aceitar violência, despotismo, injustiça, covardia, desonestidade, omissão, fraude, etc, é sinal de maturidade, os torturadores são as pessoas mais maduras do planeta, beirando à podridão.

Tristeza.

Triste fim. Pra morar tem de sofrer e tem de apanhar, sacrificar a sua dignidade. Nada de morar sem sofrer ou sem apanhar. Se sofrer não apanha. Parou de sofrer, apanha. E entre o sofre e o apanhar não há espaço para a dignidade Escolha. Ou se mora ou se tem dignidade. Se quiser, vá morar na rua com sua dignidade. Mas na rua não há espaço pra dignidade. Nem há espaço pra "morar" .

Semelhanças e Meras Coincidências.

Jornalismo e Publicidade não tem diferença. Publicidade é conciso. Jornalismo é prolixo. 

Quê?!?


De vez em quando carece tirar a Espada de Dâmocles de cima da própria cabeça para desatar os Nós Górdios como os tais deparados pelas bagaças da vida.

...

...


Um sonho de infância de escrever frases de biscoitinhos chineses da sorte. 


Erra Uma Vez.



Errar sempre o mesmo erro vira um hábito para quem se considera infalível.

errando o mesmo erro é burrice. Errar diferente poder ser erro o criativo das novas descobertas. Saber errar é uma arte.

Entopiu?


Caiu um globo na minha privada e entopiu tudo lá tá cheio de bosta como vou cagar? meu cu é uma metáfora só fora!

As telenovelas da Globo podem ser resumidas em uma frase invejosa e recalcada: Se eu não posso ser melhor que você, vou lhe fazer sofrer. Mas, quem tá preocupado com isto? Eu não sou da competição compulsiva de ver quem mais destrói tudo...


Fazendo Sentido.

As coisas que eu quero fazer estão todas muito além das minhas capacidades. Aí sim! Só agora é que a vida tem sentido.

O Resumo da Ópera.

eleitoreiro de esquerda é populismo
eleitoreiro de direita é demagogia

eleitoreiro de centro é os dois...

Nota sobre o desespero:


Temos a mania de transferir nosso desespero para os outros, não cara, seu desespero é só seu, e fugir apenas piora as coisas. Como dizia sobre a mulher o mano Caetano, existe a dor e a delícia dele também, a dor é óbvia, a delícia é ter acesso ao real. Como dizia Artaud. E isso é um privilégio ao qual poucos tem a coragem de se submeter.


Vomitons

Detesto que me digam para ficar do lado da hegemonia. Hegemonia, vá tomar no meio do seu cu!

Ah, tá, tenho que passar por essa porra toda e ainda fingir que tô amando esta merda... Pois eu sei como a sociedade é, me arrumam um latrocínio, ou um manicômio. Tomar no cu, antes que eu me esqueça. Esta vida não vale ser vivida. Meu cu!

A sociedade é assim, ou você é uma pessoa importante, ou você é desimportante e têm de puxar o saco daqueles, medida de controle social vigente, dentre outras. Se quer ser anarquista, seja de verdade e não adule nem aceite ser adulado. E que se foda

Vou dizer como é a porra da sociedade, para cada informação que me passam, me roubam 70. É certo isto? Vão se fudê!!!

Desencana que a Vida Engana.

Você sabe que precisa desencanar, quando se preocupa demais com tudo aquilo que está se infiltrando... e a televisão...

Não é jornalismo, deve ser hidráulica, não param de falar em "infiltrações". Fico muito encanado. SQN

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Serra Pelada.

por um resto de pó.

descubra resíduos faça
nada não pense em nada
é uma barra mas (costas)
é uma barra em algum lugar
voltando ao barro lugar
(gênese)
esse pastel bege
riqueza desbotada bege
da terra pastel pesada
terra desbotada
o ouro e prata nada
da terra cansada
aziaga da ilusão farta
ocre pastel cobre
cobre de ocre o céu (cubra)
cobre o seu outro (farsa)
da terra chata
fama de chão e nada
lama de chão e nada
sem mundo rotundo
sem fácil e forma
nada não pense em nada
redonda aziaga farsa

:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-

"Não se pode cavar um buraco sem erguer uma montanha" (Chiste 1)

"A fé remove montanhas e faz buracos" (Chiste 2)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Animal.

Dos cachorros aprendi a não aceitar comida das mãos erradas, dos gatos aprendi a esconder o que sinto para evitar mau-olhado, dos peixes aprendi que quem está na chuva é para se molhar e dos pássaros aprendi roques como este a me expressando. Sem pressa.

facebook/cristian.korny

sábado, 5 de outubro de 2013

...

E4

Exercício 4

H.:
Não suporto mais
A vida está pesada
Fazer o que fazer?
M.:
Me abraça, meu rapaz
Que nada temos nada mais

H.:
Você é meu remanso
E nessa madrugada
O que posso fazer?
M.:
Me dê algum descanso
A Vida assim, estou arrasada

H.:
Não te atormento mais
Vem se aportar no meu cais

M.:
Brigar pra que brigar
Correr fugir correr
H.:
Lutar pra se arrasar
O que posso fazer?

M.:
Vem sorver o alimento
E sentir o meu lamento
Vem viver um sentimento

H e M.:
Pois somos poeira ao vento

H.:
Assim que sai um canto
Um novo acalanto
Talvez saber chegar
M.:
Menos medo do futuro
Que há uma brecha neste muro

E3

Exercício 3.

(N=neófito, Mo=monge, Me=mestre)

N.:
Aonde eu vou
Essa montanha me vigia
Ô, montanha, porra!
Para de me vigiar
Nunca cessa de me observar
Está a julgar todos aqui?
Como posso ser espontâneo?
Como posso ser livre?
Para de me vigiar

Mo.:
Meu caro gafanhoto,
Que forma nuvens a devorar a erva
Numa multidão enorme
Só precisa saber
Que a montanha é assim
Basta você aceitar...

N.:
Aonde vou?

Mo.:
Fica a lhe olhar

N.:
Aonde estou?

Mo.:
Está a lhe vigiar

N.:
Tudo o que eu sou

Mo.:
Ela pode adivinhar

N.:
Chega, nunca mais!
Deve haver um jeito
Dessa sensação
Desse aperto no peito
Desse sentimento
Poder escapar

Mo.:
Acalme-se, gafanhoto,
A montanha está
a todos a observar
Do rico ao roto
Do céu ao mar
Da neve ao calor
A tudo isso vigiando
A tudo isso cuidando
A montanha está

Aonde quer que vá
Não há nenhum lugar
Terra, céu e ar,
Fogo, madeira,
Água, terra e ar.
Aonde quer que vá
Consigo ela estará

Pessoas sobem e descem
Ao largo do rochedo
Carregando mantimentos
E calmo o monte
Não sente incômodo
Das formiguinhas a passar
Imóvel como sempre
Nada o pode incomodar

Pois essa solidez
Essa dureza
Essa imobilidade
É o próprio carma
A beleza
A simplicidade
Basta apenas aceitar...

N.:
Estou perdido
Então aceito
Logo de cara
Do fundo do peito
Estou convencido
O carma aceito

Mo.:
Caro gafanhoto,
Não é bem assim
Que bom que decidiu
Mesmo que esteja a fim
Leva tempo
Pra entender o pensamento
Pra antever o sentimento
É preciso muita prática
Mas se está decidido
Eu o levo a um lugar
De madeira de sândalo
Perfeitamente assentado
Aonde tolo como você
Pode ser honrado
Pode se iluminar
Precisará de paciência
E de muita tolerância
Mas o dia chegará
De seu carma
Aceitar

(alguma indicação de passagem de tempo no palco)

N.:
Essa montanha a incomodar
Como pode tão gigante
Não me deixar em paz?
Dúvidas e dúvidas mais!

Mo.:
Cada um que aqui está
Tem seu carma
Em algum lugar
Um num pássaro noturno
Outro na árvore do outono
Ainda um na pequena flor
Mais outro na dor da vida
Tem os mais de mil modos
De ter seu carma em algum lugar
Apenas quando
Com seu carma se fundir
Deixar de lado o medo
Conhecer o grande segredo
Você poderá ir...

N.:
O que é isto em mim?
Depois de anos assim?
Essa paz me amedronta
Será a morte que me ronda?
Será a vida chegando ao fim?
Essa sensação em ondas
E o mundo mudando de cor
E o céu mais vivo
E não me incomoda mais
A dor...

(toca o sino do mosteiro, tlim, todos os monges se reúnem)

Me.:
Hoje é um dia sagrado
Abram seus ouvidos
e os seus corações
Pois leremos o Sutra da Rocha
O sutra do darma
O sutra de aceitar o carma

(tlim)

Leitura do Sutra da Rocha:
Pois quem observa, vigia e cuida
Mil, dez mil, um milhão
Tão extenso quanto o Ganges
Como os grãos de areia no Ganges
E pode proteger o discípulo honrado
Nas dez direções
Leis de Buda
(tlim)
Prática do Dharma
Tudo representa o Carma
e é da Lei do Carma
Acompanhar-nos nas dez direções
Todos os cânticos do mundo
Todos os cantos do mundo
Todas as contas do colar de Shiva
(tlim)
Emergiu da Terra
Desde a eternidade
Das dez formas
Que foram atribuídas ao Ganges
Assim se guarda o tesouro do Nirvana
Com os oitenta tipos de maravilhosas características
Tão numerosos quanto
As pedras, os seixos, as rochas,
Os rochedos e os cálculos
Presentes em cada
Morro, monte, montanha,
Serra, cadeia, cordilheira
Por estar aonde quer que o discípulo vá
E não pode escapar
Apenas tentar
(tlim)
Para ouvir o delicado Buda
Vacuidade e quietude
É toda a forma
Existente
(tlim)
Nenhum sentido
Nenhum pensamento
Nenhuma Percepção
Nenhum cálculo
Nenhum viver
Tudo é vacuidade e forma
(tlim)
Assim pratica o mantra
O Mantra da rocha
Pratica o darma
O Dharma da rocha
Aceita o carma
O Carma da rocha
O seu carma
Se concilia com a montanha
E ela lhe dirá a você
E o seu carma florescer
A frágil flor do Dharma
(tlim)
Sendo um,
Se converte em vários
Sê o Todo
Tão imenso quanto a montanha

(alguma indicação de passagem de tempo no palco)

N.:
Isso foi a tanto tempo
E a rocha ainda lá está
Imóvel à neve
Imóvel ao vento
Assim eu digo a todos
Ao ser parte da montanha
Levo sua parte comigo
A transmito até ao inimigo
o que disse o iluminado

"O Honrado pelo Mundo
Sabendo o que me ia à menta
Me ensinou o Nirvana"

E2

Exercício 2.

Em volta da montanha
Eu caminhava
E onde eu estivesse
Ela me observava
Chegava a ser estranho
E como todo o seu tamanho
Que me abrigar dela
Eu precisava
Num templo, me abriguei
Com todos o seu monges,
Meditei
O medo que me incomodava
Nesse lugar sereno
A montanha
Não mais me olhava
Isso foi no nepal
Sem tempo
Sem espaço
O medo que incomodava

Acabou
Acabava
Como essa história
Que Wallace me
Contava


E1

Exercício 1

(homem carro não é pedestre)

Vrum vrum vrum bi bi fom fom

Homem carro vendendo esmolas
e você, meu senhor?
e você, minha senhora?
comprE uma de mim,
compre alguma agora.

Vrum vrum vrum bi bi fom fom

CRASH

(desafiante se aproxima para socorrer)

Você está bem?

Foi a cidade, eu a conheço,
eu não quis me sujeitar,
agora já era... (morre)

Estou frente a ela
Mas o que acontece
destas teias que tece?

Nunca havia visto
E não desisto
Deste fantasma em mente,
pois sou eu que a vejo.
Talvez queira falar comigo
Não consigo ser diferente,
mas e este castigo?
De ouvir seu coração,
de ouvir seu coração,
De breu e de fel,
e sair do beco,
Dizer que a solidão,
inventa monstros assim.

(pessoas na sala de jantar fazendo cálculos)

Todo dia é assim,
parecer feliz assujeitado
eu queria sair
mas não há lugar
para onde ir

Cuidado, cuidado, ela pode nos ouvir!

Todo dia é assim
seguro correto conformado
pode nos engolir
obediência cega
ficar aqui

Cuidado, cuidado, ela pode nos ouvir!

(desafiante encontra uma senhorinha pequenina)

Não, seu moço,
todos sabem,
mas a raiz do mal,
o seu osso
está escondido
Talvez num poço,
ou num abrigo.
Dizer não posso,
pois soube de ouvido,
quem cavalga o monstro
é nosso inimigo,
não há mais segredo,
agora só o medo
é nosso amigo.

(D=desafiante, S=senhorinha)

D.: Onde está?
S.: Todo lugar!
D.: Estou louco?
S.: Todo mundo está!
D.: Tem saída?
S.: Acho que não há!
D.: E essa vida?
S.: Como está?
D.: Alguém duvida,
dessa prisão,
De onde a prisão,
escapar?
S.:  Você pode tentar
D.: Todos que acordaram
agora mortos estão
e por que não?
por que falhou
a sentença de morte?
Sorte ou ilusão?
S.: Olha, querido,
contam um conto antigo,
que posso lhe contar,
fique aqui comigo
para poder escutar

(senta que lá vem a)

HISTÓRIA

terça-feira, 1 de outubro de 2013

domingo, 22 de setembro de 2013

Atravessando

Acredito ter sido o texto que o Zé Celso leu, mas atribuiu à Carta Capital, procurei no site da revista e não encontrei nada do Bosi.

Nesse texto do Estadão há a ocorrência única da palavra "transversal".

Mallarmé usava a palavra "atravessar" mais ou menos assim:
O que de melhor ocorre entre um encontro de duas pessoas não pode ser visto por elas, mas por quem as vê, pois atravessa ambas. À essa dimensão damos o nome de "transposição", e a tudo isso chamamos de "estrutura". Citando imperfeitamente de lembrança Julia Kristeva em "História da Linguagem".

"(...) a contraideologia: Algumas de suas formas merecem ser contempladas: a crítica, os trabalhos da ciência e da arte, a autorreflexividade e algumas vertentes libertadoras da vida espiritual e religiosa. (...)" (Alfredo Bosi)

"(...) Segundo sua conclusão, o discurso ideológico seria sempre elaborado na chave retórica da persuasão. Como Mannheim, o senhor sugere que se desconfie da ideologia?

O pensamento de Mannheim é rico e diferenciado, não podendo ser reduzido a fórmulas estreitas. Para Mannheim, ideologia não é, necessariamente, produção de ideias por uma determinada classe visando sempre a mistificar o próprio poder sob a máscara de verdades universais. Ao lado dessa concepção fortemente valorativa, que descende de A Ideologia Alemã, de Marx e Engels (e que Mannheim em boa parte acolhe), haveria estilos de pensar vigentes em certos grupos sociais e em certos momentos históricos que moldariam este ou aquele tipo social, sem que se possa acusar neles um caráter intrinsecamente fraudulento e mistificador. Mannheim é um dos criadores da sociologia do conhecimento, mas estava consciente de que, se relativizamos todo o nosso saber condicionando-o à nossa classe, ninguém escapará desse determinismo, a começar pelo próprio sociólogo do conhecimento... Para sair do impasse, Mannheim propõe que o intelectual se dedique à percepção dos limites do seu grupo de origem e se coloque em um ângulo crítico que o livraria dos estereótipos da sua classe. É uma esperança.(...)"



Lógica da Mídia, Lógica do Linchamento.

Eu fecho com a civilidade,

Independente do Genuíno ser culpado ou não, a execração pública não deveria ser utilizada em uma democracia, um julgamento sumário executado por uma massa acéfala que nem por isto é inocente, mas se achando acima do bem e do
mal. Arremedo deplorável de senso de justiça. Linchamento público é manada de imbecis. Não é por que o povão, ou seja, a maioria, faz, que passa a ser correto. Eu gostaria que todos aqueles que impuseram uma pena dessas fossem também vítimas de suas consequências. Nos outros é refresco. Talvez por que a mídia esteja acima de tudo neste país que seus donos se sentem protegidos demais para não viverem essa aberração.

"...E se definitivamente a sociedade só te tem
Desprezo e horror
E mesmo nas galeras és nocivo
És um estorvo, és um tumor
A lei fecha o livro, te pregam na cruz
Depois chamam os urubus..."
(Chico Buarque)

Como chegamos nesse ponto?

O ponto de linchar alguém ser justiça, ou de que quem defende um linchado deve ser linchado junto, ou é o prazer de jogar um paralelepípedo no estuporado?? E nem chegamos nisto, pois esse ponto havia sido previsto já em 2005, quando tudo começou, nós partimos disto, mas ninguém quis ouvir...

Como disse alguém há muito tempo e sem internet em casa num ato de suprema coragem e de suprema abnegação enfrentando a turba irascível:
"Aquele que estiver livre de pecado que atire a primeira pedra"
E eu nem sou cristão, mas reconheço a excelência...

 
Pronto, falei!

sábado, 21 de setembro de 2013

Do pouco Que se Diz.

Resumindo: anustra, mossad, pentágono são a composição dos rebeldes sírios de mercenários bancados pelo grupo Biderberg financiado por EUA, Inglaterra e Holanda, entre outros, de olho no gás fóssil da região e respectivos gasodutos.

Não se trata de suspeita de armas nucleares do Irã, nem apenas de petróleo, mas da imposição da globalização, Paquistão, Afeganistão, Líbano, Iraque, e outros, não baixaram a cabeça e foram destruídos, agora é a vez da Síria.

A preocupação maior é sobre a imposição de globalização à India e à China que não desejam se sujeitar à EUA, CEE e Japão, as sedes desse modelo econômico global.

A globalização vem com urbanização, tecnologia, consumo, mas tudo é simulação. Democracia da mídia e da corrupção, tecnologia normativa apoiada da ciência submetida ao mercado, despótica e sem razão, e consumo de ideologia em informacão e objetos à forca.

Tudo devidamente enfeitado de prosperidade, claro, ninguém costuma de lembrar que para menter essa economia é preciso transforma o planeta num deserto. Claro que os mais prejudicados são os mais pobres, pois essa lógica de consumo tem agravado a escassez.

Daqui a pouco vão competir em quem matou menos crianças, o errado não é matar crianças, ou matar seres humanos, ou mutilá-los, mas a contabilidade desse esporte monstruoso. 

Justiça, Just-in-Time.

Sobre a defesa da tal da celeridade da Justiça. Como sempre o principal interesse é privado. Tem gente, poucos deles, que não moram, só circulam. A estes interessa uma justiça 'just-in-time', como consumo a seus serviços. Como um modo de se locupletar.

O objetivo é de instalar o Globalitarismo na esfera da Justiça, junto com o despotismo daquele.

Agora, sempre que vejo o Fux e o Barbosa na tevê, me lembro de que a Globo emprega os filhos deles... Coincidência?
 

Carro, a Arma Inconsciente.

Sabe como se guia um automóvel?

Se o perigo é contra quem está ao volante ou aos seus, se pisa no freio.
Se o perigo é contra um pedestre, ciclista ou motociclista desconhecidos, se aperta a buzina.

Isso nas raras vezes em que se está em movimento.

Desperdício: o Efeito Colateral da Competitividade.

O número de 35% de rango desperdiçado, notícia sempre reescrita, igual à imobilidade urbana nas grandes cidades, tudo pela comodidade e submissão ao relógio despótico da produtividade. Imagine se pudermos ter mais horas livres: menos trânsito e mais rango.

O Politicamente Correto e os Comediantes Inéptos.

Sobre a coerção entre a comédia e o politicamente correto: não é que antigamente todo mundo era mais tolerante, acontece que o mal-estar causado não pautava nada, nem jornais, nem rádio enem tevê. Hoje existe o que não existia, um canal de manifestação...

Diáblogo.

Um u-mano fala com outro u-mano:
-- Como foi o seu dia?
-- Da hora!
:p 

Criação coletiva.

Isso é coisa de pai, diretores de planejamento publicitários costumam apenas roubar, e aí, nem sonhos, nem dinheiro...

Tem músicos que fazem isso também, como os diretores de planejamento, é claro...

Depois chamam de trabalho em equipe sem autoria individual...

"Capitalismo cognitivo" é um bom nome, mas não entra em detalhes, infelizmente.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

De que preguiça você está falando?

Impressionante como uma sociedade que exige tanto esforço físico se esquece de que existe o esforço intelectual e o esforço moral também, ou seja, educando escravos.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Não aguento quando:

Não aguento quando alguém diz ser totalmente contra algo, mas faz exatamente igual.

Louco bom...

Há quem procure seguir carreira em saúde mental por odiar loucos, do mesmo modo que alguém quer seguir carreira na polícia por odiar bandidos, bandido bom é bandido morto.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Ruído

Então, você já sabe o que eu vou dizer, e eu sei exatamente o que você vai falar. Qual a alternativa? Eu sei dizer outra coisa, mas você consegue ouvir o que não está esperando que eu diga? Impasse, paroxismo e tédio.

Coletivos

Sabe qual a compensação de levar uma vida chata num emprego chato com uma rotina chata em companhia de gente chata? O dinheiro que isso pode render. O FdE conseguiu reproduzir isto sem o dinheiro. Espantado...

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Tentando escrever poema de 256 caráteres

Estou cansado
mas estou vivo
mas despresado
meu artifício
se foi de dia
minha alegria
hoje sou noite
eu sou sangria
momento mudança
sem essa dor
não vou seguir
quero partir
pra onde for
esta cegueira
falta de amor
a vida breve
assim revele
mente que dança

-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:

canção em nova fuga
o sangue escorre em lágrima
chorando fora mágoa
e a mão se esquece
prece se
em nenhum lugar
carece
no altar desaparece
meu amor cantar
o pouco sou existe
sem vida me assiste
outra fuga e fugiste
outro amor é
falta de ar
mar
mão
nave não

sábado, 27 de julho de 2013

Periferia existencial é boa! Daqui à pouco, se não for à missa, não poderá adentrar no refeitório existencial. Dispenso o culto aos deuses da hipocrisia. Prefiro a exclusão existencial a ter de fingir experiência sobrenatural. Auto-sugestão, tô fora!

"Periferia existencial" é um modo de ocultar a maldade e de eximir a responsabilidade daqueles que detém o poder distrital. Periferia social, periferia política, periferia econômica em lugar de apenas a periferia urbana. Uma zona de conforto intelectual.

Quem mais além da Igreja Católica proporia despolitizar a questão da vida nas cidades com um conceito como "periferia existencial"? Mêo koo...  

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Pegadinha

Como funciona: a sociedade organizada age em conjunto para isolar alguém, depois de fazê-lo, acusa-o de ter uma opinião isolada, que significa dizer, opinião ignorável, desprezível, desconsideràvel... Cinismo estratégico total, golpismo social. 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Um pouco ou quase nada sobre mim

Tem uma coisa que de vez em quando eu preciso repetir, pois não é uma mensagem comum, e nem eu sou lá tão digno de atenção assim de acordo com a sociedade organizada:

Minha situação social, meu fracasso absoluto, não o vejo como uma deficiência, graças à ele eu posso ver perfeitamente quem são as pessoas, ninguém precisa me bajular, ninguém precisa fingir para mim. Nada disso, todos, até os indigentes, soltam seus verdadeiros eus frente a mim. Isso dá uma segurança animal! Segurança que eu escondo para que os primatas não me devorem vivo.

É além do que dizem sobre crises e amizades, que são nas crises que conhecemos nossos verdadeiros amigos, não, é mais, nas crises, que podem durar até a morte, sem direito à salvação eterna, nelas vemos quem realmente são nossos pais, parentes, tios, primos, irmãos, amigos, vizinhos, colegas de trabalho ou de maconha, todos, e tudo fica muito claro, coisas, relações, linguagem, propaganda, mentiras, claro, se você conseguir superar (o que nem é difícil) seu próprio umbigo.

Muito natural. Não me envergonho, não compactuo com a lavagem cerebral do sucesso acima de tudo, ou da autopiedade que se desejam ver nos frustrados. Como disse Atreiu no Filme "A Historia Sem Fim" frente a Gmork (o lobisomen) e encurralado por ele: "Se quiser me pegar, tem de me pegar lutando".

quarta-feira, 17 de julho de 2013

"Pimba na gorduchinha!" (Osmar Santos)

Esporte é futebol e futebol é linguagem. Em especial, a dissertação: introdução das equipes e bola em jogo, desenvolvimento: linha de passe, e conclusão: golaço! Eu quero é ver conclusão nessa redondinha gostosa. (Peraí). O assunto é esporte, e sem empate.

Cabeça vazia, oficina do diabo.

Uma verdade bombástica sobre esse grande desconhecido mais conhecido como cérebro. E se cada neurônio é uma forma diferente de pensamento? Se justificaria a máxima zen: mente vazia. Não eleja um modo de pensar antes de precisar dele. Quanto aos 10%, se for pro garçom, tudo bem. Se for pra político, aí tá flood. Se for os 10% de sua cabeça animal, está provado que o ser humano usa dois terços do seu cérebro só pra se movimentar, então, faça as contas...

F.A.M.: A mente é uma função endócrina: é composta da justa mistura dos hormônios melatonina (yin) e serotonina (yang) formando uma bolha invisível ao pet-scan. Apenas com o advento da razão (na adolescência) é criada uma fenda por onde escapa serotonina, alterando a captação do neuro-transmissor dopamina, que migra do lobo temporal esquerdo para o lobo frontal. Todo homem pseudo-civilizado é bipolar, só que com ciclagem rápida e amplitude baixa. A "borboleta da alma" (Santiago de Ramón y Cajal) não está no neurônio, mas no coração.8)

C.K.: A mente e o cérebro eu vejo como conceitos diferentes.

O cérebro é como uma biblioteca de babel, um labirinto minóico, um castelo infinito, que ao abrirmos as portas, encontramos novos cômodos com novas portas, para outros cômodos com mais portas, e d
esse modo trilhões e trilhões de vezes. De maneira que a ponte entre bioquímica e significação é uma hipótese com probabilidade ínfima de ser confirmada.

Outro dia um neurocientista sério, quero dizer, não-ideológico, usou uma explicação semelhante.


F.A.M.: Já está na hora de finalizar a neuro-ciência e começar a hemo-ciência: o que me espanta é a completa negligência à hemoglobina e sua capacidade de reter memória no grupo heme, de ferro. Parkinson é falha no cérebro (sensório-motor), mas Alzheimer é falha no sangue (mnemônico).

C.K.: Sabe o que é? Esse desleixo que com tanta propriedade você se refere, Fábio Aurélio Miranda?

Uma motivação ideológica:

Acreditar que o cérebro é o chefe do corpo todo dá asas ao corporativismo, como alguém que está lá em cima providenciando para que
tudo dê certo pra todos, uma espécies de paradigma associando o corpo humano à sociedade humana dominada por empresas, megacorporações.

Isto vai de encontro ao paradigma do sangue que é mais horizontal, por sua vez mais democrático, baseada na liberdade de movimentação que tem a hemoglobina, imagina se essa organização social baseada no acúmulo de capital vai ficar à vontade com um discurso de horizontalidade e de liberdade de pequenas células que nem núcleo têm...

Não é ciência, cara, infelizmente, é propaganda!


F.A.M.: 8) (Y)

terça-feira, 16 de julho de 2013

Uma questão incômoda:

Quando se faz uso da palavra "acesso", especificamente, em acesso à cultura, costuma ser na conotação de acesso da população à plateia, em papel de público (quase digitei "em papel de súdito").

Eu queria questionar essa rigidez de papeis sociais em nossa vida social!

Existe outro modo de se usar essa palavra, como acesso de artistas aos palcos, não só aos palcos físicos, reais, teatro, dança, música, etc... mas também aos meios de divulgação.

É uma questão delicada, porque envolve em como se dão os processos de legitimação dos criadores em nossa sociedade, o que envolve a permissão destes em criarem e fazerem de sua arte o seu meio de vida, as permissões que isto envolve, a segurança estratégica traçada pelos grupos dominantes (classe artística ou não), e a necessidade de controle instrumental e ideológico daquilo que pode tirar o tão necessário condicionamento da sociedade,

Acontece que esse modo de operar precisa se adequar ao dado novo que é a web.

E, é bom que se diga, a arte quase nunca age em um sentido desagregador, pois que, para se ser desagregador, ninguém precisa ter um trabalhão de construir algo para sê-lo. Ou construir para destruir. Embora eu divide que seja realmente possível uma arte efetivamente desagregadora, apesar dos apelos do politicamente correto, e seu gêmeo, o politicamente incorreto... Mas essa é outra história que deve ficar para outra ocasião.

Então, por que tantas amarras, proibições, controles, tantos proscritos e tantos apócrifos?

Juro por deus

Juro não lhe discriminar por sua aparência, nem ser preconceituoso, seja pela cor da sua pele, seja pelas suas roupas, nem mesmo por aparência, seja ela qual for. Ou mesmo que você use máscara!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Arte de errar do errante virtual

Descobri o segredo de permanecer em redes sociais: o sacrifício da razão, não da racionalidade, mas do ter-se razão, se a gente renunciar a esse poder, a vida virtual terá um brilho à mais. Mais uma da série: fácil de se falar, difícil de se fazer.

Se trata de desencanar com os erros, o que não é errar à vontade, mas errar com critério. Talvez essa seja a única realidade possível do aprendizado contínuo que é a web. Mas, não despreze a herança cultural humana, livros, conhecimento, por exemplo.

Hegemonia só pode a minha

Não venha criticar o discurso hegemônico propondo outro tipo de hegemonia. Sou contra qualquer hegemonia. Observem que qualquer discurso hegemônico, com peso de enunciado, não prescinde da demonização da loucura. Por exemplo.

Gramatemúsica

Entendo quando se diz que música é matemática, eu prefiro dizer que música é gramática, porque não existe uma solução apenas. O que talvez não exista nem em matemática. Mas logo gramática essa coisa chata? Então, aí mora a beleza da criação.

Política tautológica da convivência

Política é a arte da convivência, convívio familiar, convívio social, convívio histórico, casamento, namoro, amizade, trabalho, tudo isso é política. Deriva de polis que também é etimologia de polícia (que zela pela convivência) e de polidez (os hábitos de ouvir e ser ouvido), então o que todos vocês estão fazendo nesta atualização é política, mas o que temos visto, no entanto, seja causado por políticos, ou causado por empresários, é a deterioração das convivências, intencional ou não. Por não termos em mente o que é política de fato, pois política não é uma profissão, é sim algo inerente ao ser humano. Essa deterioração só é boa pra quem tem muito poder, e não quer dividir, nem ser controlado, quem, aliás, costuma conviver muito bem com seus pares.

A questão da direita, da esquerda e do centro, eu prefiro qualificar as ações e não as pessoas. Uma ação de direita procura conservar, manter como está, o que nem sempre é ruim, por exemplo, continuar vivo é bom. uma ação de esquerda procura modificar, alterar, mudar, por exemplo, mais igualdade social é bom. O centro eu não acredito que exista, pois não pode ser associado a interesse nenhum, e em seres humanos não existe esse negócio de interesse nenhum, todos precisamos nos alimentar, nos vestir, morar, etc...

E ideologia é algo que o ser humano também produz, pois ideologia é um campo de negociação dessa convivência (política), mas é essencial que ela não se enrijeça, perca sua capacidade de encampar novidades, alteridades, e modificações. Não há como pensar o real (enunciado), nem como falar (símbolo) sem se usar de uma ideologia. Esse discurso que diz ser a favor de honestidade contra a corrupção, pela racionalização dos gasto públicos, menos imposto, pelo fim das desigualdades, mais liberdade, prisão dos políticos, redução da maioridade penal, contra a política que está aí. Embora se afirme sem ideologia, é ele profundamente ideológico, e até suspeito, pois afirma um desinteresse que não pode existir de fato.

Tudo isso é uma ideologia também, e não é apolítica como quer ser para não entrar no mesmo barco dos "políticos". Essa ideologia foi criada pela mídia, mesmo que pareça estar contra ela! São décadas martelando essa despolitização na audiência, e, pelo que parece, funcionou. Acontece que nem sempre tivemos consciência disto.
 

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