sexta-feira, 29 de maio de 2015

Lírio dos seus Olhos (Dragostea Din Tei).

Versão de "Dragostea Din Tei" de Dan Bălan

Maia Kin (1 dia)
Maia Tun (1 ano)
Maia Alauton (1 ano platônico - 23.040.000.000 dias)
Maia Yax Yax (duas eras no calendário maia)

Maia Kin
Maia Tun
Maia Alauton
Maia Yax Yax

Eê! Você! Prazer, sou conde!
Por favor, oh maninha receba alegria!
Olá! O-Olá! É você Picasso?
Um sinal em sintonia sem querer quase nada.

Eê! Você! Prazer, sou conde!
Por favor, oh mainha receba alegria!
Olá! O-Olá! É você Picasso?
Um sinal em sintonia sem querer quase nada.

Vai embora, não me, não me leva,
não me, não me leva,
não me, não me, não me leva,
eu sozinho bailando na relva sem o ópio dos seus olhos!

Kadê! Você! Eu sinto um frio!
É o amor que resfriou distante alegria.
Olá! O-Olá! É você meu amor?
Um sinal em sintonia sem querer quase nada.

Vai embora, não me, não me leva,
não me, não me leva,
não me, não me, não me leva,
eu sozinho bailando na relva sem o lírio dos seus olhos!

Vai embora, não me, não me leva,
não me, não me leva,
não me, não me, não me leva,
eu sozinho bailando na relva sem o ódio dos seus olhos!

Vai embora, não me, não me leva,
não me, não me leva,
não me, não me, não me leva,
eu sozinho bailando na relva sem o brilho dos seus olhos!

Am F C G

Aleluia (Hallelujah).

Versão para o português canção de
"Hallelujah" (Leonard Cohen).

Em segredo soa aos ouvidos meus
Davi arpejar agradando a Deus
E você crê em música, não crê?
E vai assim, o quarto, o quinto
O menor caindo, o maior subindo
Um frustrado rei compondo aleluia!

|aleluia, aleluia
|aleluia, aleluia

Sua fé forte será provada
Então a viu nua do telhado
Tão bela à luz da lua o traiu
Humilhado amarrou-o numa cadeira
Deixou-o ali sem eira nem beira
E dos seus lábios tirou o aleluia!

(|)

Não diz "usou meu nome em vão"
Pois nem eu sei seu nome, irmão
Mas, se eu fiz, é o quê pra você?
Há uma faísca em cada vogal
E não me importa se levou a mal
O santo e esfarrapado aleluia!

(|)

Talvez age um deus maior
Mas o que aprendi do amor
Foi atirar em quem me ferrou
Não é um choro em frente à cruz
Nem como se entregar à luz
É frio despedaçado aleluia!

(|)

Não disse "eu já estive aqui"
Pela Terra em volta dela
Eu fora muito só sem sabê-la
Mas vi bandeira em sua glória
E seu amor marchar vitória
Cruel e massacrado aleluia!

(|)

Um tempo em que pude saber
O que trazia no seu ser
Agora não mo mostra mais, não é?
Eu lembro quando entrei em si
E o Santo Espírito também aqui
E a cada sopro um brilho de aleluia!

(|)

O que pude não foi o bastante
Eu nem sentia naquele instante
É verdade, eu não quis lhe enganar
E mesmo assim caído no chão
E bem defronte ao deus da canção
Nada pra cantar, só aleluia!

G Em
G Em
C Am G
G C D
Em C D
D   Em

|C Em C G-D-G

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Minha Estrela Arrebol (Зоре моя вечірняя)

versão para o português de "Зоре моя вечірняя"
tom: G

ff

Minha estrela luz e sombra
Penumbra na montanha
Por favor, fale baixo
Nesta prisão estranha

Vem, estrela, vem me conta
Vem falar do céu poente
Como pode o Danápris
Ceder água a toda gente

ff

Por toda a larga serra
Eu queria estar lá
A raíz presa à terra
Numa certeza lilás

Cordilheira maciça
Sol, solo, raíz e ramos
Somos um salgueiro forte
Sobre a água nos curvamos

água que tanto faltava
Saciou nossa esperança
Como o balanço dos sonhos
De não batizada criança

ff

Perto do campo santo
Sou lobisomem dormindo
Corujinha que me vela
Das aflições que sinto

Sono meu, grama no vale
e quando a noite floresce
Como um rio vai para o mar
Vem o amanhecer me aquece

ff

Sim, eu sei, estrela minha
Só você é minha amiga
Ilumina a tirania
Por qual passa a Ucrânia

Tempo feio, noite em trevas
Nunca mais Guigo dormiu
Por você ainda espera
Talvez, milagre de Deus!

ff

Etiqueta (Price Tag).

versão para o português de "Price Tag"
de Jesse J. feat. B.o.B.
Tom: F

Ok
Cabeça-dura,
Baixo-astral,
E antas,
Preparados?

Parece todos têm seu preço
Eu tento e não adormeço
Quando a venda vem primeiro
E a verdade no bueiro
Me inclua fora dessa

Por que tudo tão sério?
Exibindo esse mistério
Estão vendo o que falta
E vai perdendo a graça
Estão sem tempo

|Os mesmos olham à esquerda
|Os outros olham à direita
|E não terá perda
|Pagamento é amor demais

||Não é sobre grana grana grana
||Não queremos sua grana grana grana
||Queremos um mundo porreta
||Sem preço na etiqueta
||Não é sobre presentes presentes
||Não é sobre carentes carentes
||Queremos um mundo porreta
||Sem preço na etiqueta

Precisamos parar um tempo
Juntos num só movimento
Quando era quase nada
E ninguém desconfiava
Dessa roubada por que

Toda essa insanidade?
Não nos traz felicidade
Aproveitando o destino
Sem garantias no caminho
Lá na frente (|) (||)

yeah yeah (rap)
Então pegue a etiqueta
E tome sua grana
Me dê alguma carga
Junto com seis cordas
Tem o carrão...
...ao lado do salão
E tudo que preciso...
...são cifras pro meu violão
Eu acho que em instantes...
...estarei em Marte
Atravessando essa estrela...
...aterrissando em qualquer parte
Assim a humanidade...
...e o preço da vida
Fazemos por amor...
...buscamos a saída
TODO TEMPO
Então segue-se em frente (p)
Sem cair nunca (não)
Temos algo em mente (p)
Sem sinal de derrota (u-hu)
Mudamos a rota (p)
Seguimos de pé (p)
cantamos até (||)

F Am7 Dm7 Bb

terça-feira, 5 de maio de 2015

Cada Civilização com a Expressão que Merece.

A civilização grega em sua tragédia clássica oferecia em sacrifício um bode vivo a Dionísio. Não me chamem de parnasiano, mas, em nossos dias, a civilização do melodrama oferece em sacrifício vivo seres humanos ao deus do consumo, deidade da chantagem e do moralismo. Ocorrendo em escolas, em favelas, em clubes, em hospitais, em prisões, em condomínios, em vilas, em todos modos urbanos, sem exceção, com exceções. Um dia explicarei a primeira lei da reversibilidade de Baudrillard, como expliquei pro oráculo hoje. Pois eu prefiro estar morto quando todos acordarem para esse holocausto cotidiano e renitente, com seus séculos de sangria para o deleite de infatilóides da dominação. Tudo deve ruir mesmo.

Alegoria.


Vi nesta charge uma alegoria da atual guerra contra o preconceito.

...

"No dia em que comer cocô for reciclar alimento, você poderá dizer que faz tudo sozinho." (Garoto dos Esgotos)

meu site
facebook/cristian.korny
website musikisses
myspace/cristiankorny
soundclouds
twitter/qryz

Oh Céus!

o mundo é injusto, a vida é injusta, todo mundo adoecendo, humilhado e mal-pago, mas ninguém faz nada... (ironia)

Comunicação Oficial.

Toda a ditadura militar, a sociedade organizada, e a mídia junto, lutaram para implantar uma única ideia na consciência das pessoas: "Ninguém dá a mínima."

Bastou isto!

Sociopatia Disciplinada.

Sou sociopata mesmo, e daí? Mas me isolar não por isso, mas por reserva de mercado, é o cúmulo da idiotice... Pois o que estão ensinando aos jovens?

Eu sei me expressar pela arte, mas é por que só filho de pai rico, ou bajuladores podem ser artistas hoje? bem, eu torço para que algo além da compreensão de todos nós me conduza a uma morte não tão infame quanto a que vejo em minha frente.

Vice.

Eu também não esperava tanto, estou triste mas satisfeito. Na próxima, divida o gol em dois quadrantes iguais e mirem no centro de cada quadrante, pois assim é matematicamente indefensável e probabilisticamente otimizadas as chances de gol. Não basta manter a calma, se tiver com medo, faz com medo mesmo.

terça-feira, 28 de abril de 2015

,,,

A censura agora é econômica, não gostam de você, então proíbem qualquer um de lhe pagar ou empregar, é morte certa na indigência...

Fechado para Balanço. Caso Concreto.

Para entender o Drama:

Parei um pouco, não sei se sobrevivo, pois estou indo "morar" na rua por despejo:
Numa Frase.

Os "proibidores":

Doença mental explorada para me prejudicar:

Um pouco de revide, muito pouco, aliás:

Que a rede esteja bem, quando eu voltar, se voltar:

O resumo é assim: me afanaram tanto a autoria, que é melhor me matar antes que eu me assevere do que construí e que a verdade apareça. Ocultando um crime com uma morte. Não são melhores que o ISIS, quando destroem o patrimônio cultural da humanidade.

Sem Água, Sem Esgoto.


"Less is More" (Coco Chanel)
"Menos é Mais" (Cocô Global)

Loucrazies!


"Magic mirror on the wall, who is the craziest one of all?"
Espelho mágico na parede, quem é o mais maluco desta rede?

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Meu Sentimentos, Bruno Pagliasso.


sinto lhe dizer, mas sendo uma concessão pública, a Globo tem responsabilidade para com as famílias problemáticas também, não apenas para com as bem situadas e não pode usar de vizinhança para prejudicar ninguém

domingo, 26 de abril de 2015

Mas Será?

Vou tirar férias de falar mal da Globo, não que ela não mereça, sou eu que cansei dela. Só não sei se terei assunto durante esse jejum :p

sábado, 25 de abril de 2015

Achacadores.

"O Líder do 'vem par rua' não é um cidadão comum,.. É um parasita financeiro."

Eu já estava com birra de rentistas. Agora que vejo o tipo de especulação imobiliária deste distinto cavalheiro, piorou. Pois, é exatamente a legalização da desapropriação de moradia que estou vivendo aqui em SJC. Continuidade do projeto legal do Pinheirinho.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Motivos...

"Boa cena de “Babilônia” chama a atenção pelo motivo errado"
é claro que ferrar a cognição de pessoas desamparadas não é critério para porra nenhuma nessa discussão toda!

nem um beijo comunista livraria tal obra de ficção de seu moralismo dela...

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Corrupção que Pode.

"Aécio e Anastasia serão denunciados ao MPF por rombo de R$ 6 Bilhões em Minas"

vamos tirar o PT antes que prendam os corruptos!

terça-feira, 21 de abril de 2015

Não se Sinta Imbecil, pois esse Jogo não é Mano a Mano.

Igor Fuser: 'A Globo é o principal agente da imbecilização da sociedade brasileira'.

esse pessoal passa anos estudando e se preparando para fazer a gente se sentir imbecil, e, tem, mais, nosso olhar à televisão é individual, enquanto eles fazem isso com uma grande equipe, é como umas 400 pessoas darem uma surra em alguém solitário.

meu site

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Estátuas (que não falam, não ouvem, nem veem) e Cofres....

estátuas
e cofres
e paredes pintadas,
ninguém sabe o que aconteceu,
ela se jogou da janela do quinto andar,
nada fácil de entender
(Renato Russo)
-:-:-:-:-:-:-:
me perdoe o mal jeito,
mas ele via longe,
o Manfredini Jr.
-:-:-:-:-:-:-:
aqui também
nada fácil de entender
o apartamento 52
uma família massacrada
a reforma da paisagem predial
e o coordenador deste terror
de carro novo importado na garagem
por que pau pra toda obra
passa também por uma lavagem de dinheiro
a varejo, claro,
para o país aprender
como lavar bem lavado,
roupa suja se lava em casa
dinheiro também,
pois o país precisa aprender
a lavar para viver,
pois sonegação não é corrupção
-:-:-:-:-:-:-:
mas será?

domingo, 5 de abril de 2015

Um Tempo de Julio Caesar.

Era uma manhã de sábado, e o areal estava vazio, todas as crianças do Conjunto Parque Julio Caesar gostavam de brincar lá na areia, inventavam-se muitas brincadeiras na maciez maleável e esculpível da areia branca, sim, naquela época "condomínio" era apenas a taxa mensal, os conjuntos de residências eram chamados de conjuntos mesmo.

As crianças, e eu com elas, gostávamos de fazer pistas lisas na areias, e, aproveitando a declividade do terreno, para as nossas venenosas corridas de pilhas furiosas e velozes. Todas colhidas do areal também. Pilhas, nada, eram venenosos, furiosos e envenenados dragsters.

 S&W Race Cars Sales Representitive - contact Randy at ext 115

Eu tinha uns 6 anos de idade, e ainda não conhecia a dor de uma cicatriz de vidro. Andava lá aonde faz junção da alameda Paradiso com a alameda Florência. Bem atrás da unidade em que eu morava. E, da qual, não lembro o nome. Hoje está tudo murado, antes não era assim.

O traçado das ruas do Conjunto Parque Julio Caesar tem um formato oval de muitos prédios palitares estreitíssimos de pequenos pra se morar, e com muitos andares, e por isso muito altos, pois finos e compridos parecem bem mais altos do que, na real, o são, altíssimos. Seus prédios coloridos de pastilhas quadradinhas e pequenas todas da mesma cor, Cada uma das várias unidades com sua única e própria cor. Poderiam ser chamados de "prédio amarelo", "torre vermelha", "vestido de azul", "esperança verde", "laranja madura",.. etc. Mas não é assim que a coisas são. E, na época, eram as únicas edificações na área, o resto era mato.

Daí minha fascinação com lápis coloridos. E Hering Haste. Poder reproduzir um lugar de se morar. Por falar em cores. Um dia, vi o arco-íris nascer no mato e fui atrás dele, mas os arco-iris são seres ariscos que fogem da gente quando tentamos nos aproximar deles. Por esse motivo, acho aquela história de pote-de-outro, uma balela....

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=491464

Me disseram que a irmã do Glauber Rocha caiu num fosso de elevadores de um dos seus prédios e veio a falecer.

Senti uma agulhada enorme no pé direito. Haviam cacos de garrafa verde nas bordas do areal. E doeu. Muito. E eu não vi. Pegadas de sangue e areia.

Minha primeira sutura. Meu primeiro corte. Minha primeira atadura. Que garantiu minha claudicância menina. Era o começo da saudade, estávamos de mudança. O areal estava de mudança. Os conjuntos viravam condomínios. A ditadura ia pro brejo junto com a economia. Enfim, assim é a vida.

Em 2005, não sei bem o mês, depois de minha defenestração feroz de um antro de corrupção na Bahia, descrito tão incansavelmente desde o começo deste blogue. Xá pra lá isso... Passei por lá, ontem mesmo, visitei o local com o Google Maps, estive virtualmente em Salvador da Bahia. mas não dava para ver as flores, devido às arvores, mas é possível se ver seus os vestígios, os visgos, os restos, os rastros, a arqueologia do areal.

E o lugar que havia me maltratado com aquela dor lancinante, naquele mesmo lugar aonde pisei no vidro, haviam uma flor amarela, que hoje sei ser venenosa (graças a web!), mas o lugar me disse que fez aquilo por amor ao me oferecer flores após a dor, como fazem nos enterros. Carinho, né?

Como diz a música. "Aê Aê Aê Ô Ô Ô, Salve, Salvador, me bate, me quebra, tudo por amor." (Prefixo de Verão). Aeeeê! é bem o que eu disse quando cortei o pé. E ooooô! bem o que eu disse quando me colocavam os pontos. Muito oooô mesmo, pois eu sempre fui um garoto chorão.

"Com caco de telha, com caco de vidro". Por muito tempo a frase "caco de vidro" foi uma palavra só. Trauma de infância. Caco de vidro verde pintado de vermelho na areia branca e fina.

Todo mundo deve saber que o vidro é feito de areia fina e peneirada derretida, fundida e moldada a sopros, ora, pois, era costume se soprar machucados para aliviar a dor, mas os médicos disseram: "melhor não, por causa das bactérias bucais!".

Estive lá em SSA outros verões também.

Ontem mesmo, eu nem sabia se era uma flor vagabunda (ou graxeira), tudo bem, Florência é uma região da Itália, como todas as alamedas do conjunto, eram, e são, regiões do país latino em que imperou Júlio Cezar. Então, a flor se chama Cambará, Camará, Chumbinho, e vive na caatinga também (Só assim pra suportar a aridez da vizinhança seca de um areal subterrâneo). Lantana Camara L. Ou seja, há parentesco etimológico entre uma câmera e um camarada. Note que cinema é uma arte que não se faz sozinho, são precisos os seus camaradas, e que não basta uma ideia na cabeça e uma câmera na mão, como dizia bem o Glauber, e que sabia muito bem disso. E venenoso era considerado tudo o que questionava a ordem estabelecida de 1977.

Viu que basta um esforcinho para a gente conseguir valorizar o que quer que seja?

 foto de Paulo Schwirkowski

Uma flor amarela nas alamedas do conjunto com meu medo da dor de uma cicatriz maior do que meu pé. Parece que as cicatrizes não crescem junto com nosso pé. Ainda bem. Senão, eu seria uma cicatriz, não um cara aí qualquer. Calcanhares aladas.

Um dia a areia branca foi removida, eu ainda estava lá, vieram tratores e nossa vontade foi de barrá-los nos amarrando com correntes na areia, como fazem, hoje, os ativistas, a vontade era tanta que nos aproximávamos muito das máquinas amarelas num gesto quase suicida que foi proibido pela autoridades condominiais, ou conjunturais, rapidamente. Então, andando pelo areal nas vésperas da proibição por perigo ou por repressão, pois eu era menino, mas não era subversivo, como chamavam àqueles que não pagavam pau pro "regime", me machuquei de um modo adulto, pois minas são usadas para que ninguém ande pelo terreno que parece livre.

"Um dia a areia branca, seus pés irão tocar, e ao se sentir em casa, sorrindo vai chorar." (Caetano Veloso). Era tocar a areia branca exatamente o que eu achava estar fazendo, SQN.

Hoje, só dói, quando eu piso, em uma pedra e a pedra acerta o alvo bem na cicatriz, mas aprendi com a idade a esconder minhas dores. E nunca mais tenho chorado, infelizmente.

Ôxe, esse minino cortou foi o pé!

The color shines for youhoo!

Classe Média Violenta, Ignorante e Fascista.

É antipático bradar contra a classe média, mas é muito pior quando a classe média define com cuidado e com precisão quem deve ser morto em sua teia de gestão da penúria como um sacrifício vivo à ordem social.

(Excluir algo usando como critério sua antipatia ou sua simpatia é tão classe média alta meritocrática e tão objetivo também...)

*ironia*

Uma classe média forte pode indicar o desenvolvimento de um país, quanto maior o desenvolvimento de um país, maior sua classe média.

Mas, no Brasil não se dá desta forma, pois a classe média funciona mais ou menos como um clube, que, para se ter acesso, é preciso passar por algumas provas, mais ligadas à sua capacidade de ser submisso aos integrantes mais antigos, de ser capaz de chantagear, de sua capacidade de reproduzir preconceitos e praticar moralismos. Tudo com etiqueta, é claro.

Tudo isso com finalidade econômica objetiva, no lugar de trabalhar melhor, se arrasa a concorrência em uma competição que inclui destruir a vida de pessoas e isolar até a morte por miséria. Quem não teme isto? O que faz a Luta de Classes parecer um joguinho de escola.

Foram a estas características que a Marilena Chauí se referia, quando chamou esse segmento social de violento, ignorante e fascista. Tese que eu comprei no ato, pois, estou com marcas dessas naturezas, então, tocou meu coração a professora. Disse o que eu sentia.

Devo chamar aqui, essa classe média, de Palacete, com seu histórico de sociedade escravocrata, e, mais tarde, com as ditaduras, com suas características de fisiologia. Dois pesos, duas medidas. Para os amigos, tudo, para os outros, a lei, e por aí vai...

Você pode até dizer que eu sou rancoroso, pode ser, talvez eu não o negue, mas, por outro lado, eu não faço parte da classe média, então, da acusação de hipocrisia, eu me livro. E esta acusação é bem pior do que ser "rancoroso".

O Palacete da Meritocracia

Esse texto se baseou neste outro: A meritocracia na raiz do conservadorismo da nossa classe média. Este autor ignora alguns fatos inconfessáveis de nossa classe média conservadora, que, basta não pertencer a ela, para reconhecer tais características facilmente. O autor do texto é de classe média. Eu não.

O regime da meritocracia alheia funciona para fazer alguém trabalhar, trabalhar, trablhar, trabalhar e no fim nada, ou, talvez, muito talvez, um Papai Noel de consolação no final.

Ele afirma que a classe média alta e a baixa se irmanam. Não é verdade, é como eu disse, se você for de classe média baixa, remediado, terá de abandonar sua dignidade para subir, caso contrário, sempre faltará algum detalhe, criado de última hora, que você precisa atender para passar, e assim sucessivamente, até lhe quebrar a dignidade e lhe desclassificar.

Pois, a superioridade moral da classe média é que garante as chantagens e moralismos que ela aplica, dessa maneira não pode tolerar superioridade moral alheia.

Por isso os reacionários de hoje odeiam o PT. Pois, esse governo, dando condições aos pobres e aos remediados, possibilitou que nós consigamos sobreviver sem jogar no lixo nossa dignidade para satisfazer algum desejo pervertido da classe média alta branca ou de qualquer outra classe social.

Mas, o buraco é bem mais em baixo...

A classe média alta branca parece que é fiel de verdade ao conceito de meritocracia, pois uma das características da meritocracia é o individualismo e a rejeição do coletivo em nome do individual. 

Mas, é exatamente essa a mentira que classe média alimenta para impedir a ascensão do pobre e do remediado. Como se eles estivesse na solidão do individualismo também, mas não estão.

Na verdade a classe meritocrática é muito unida, muito coesa e age em bloco na escolha de quem deve subir e de quem deve descer. Nesse projeto ninguém está de fora, nem executivo, nem legislativo e nem judiciário. Todos de classe média. Na hora H vale mesmo é sua posição, e nenhum deles irá questionar.

Ou seja, individualismo nos outros, coletividade, para nós. Podemos traduzir como "dividir para governar". Ou, "mexeu com um, mexeu com todos".

E a televisão feita no Brasil não tem outra razão de existir que não a de ser porta voz dessa armadilha escamoteada e multifacetada. Plim-plim!

O que acontece é que os valores ferozes da meritocracia individual valem mesmo é para quem não é da classe média. Estão numerados aqui esses valores ligeiramente adulterados do original para fins de compreensão.

As valências individuais, como inteligência, habilidade e esforço são exigências para quem vem de baixo, de fora, de longe, de menos, de pior, não para quem já lá está. Aí, tudo está garantido.

Quem é da classe média não precisa matar um leão por dia e ainda desviar das antas para conseguir seu espaço. Ele já está conquistado e será defendido por seus pares enquanto for necesssário. Agora, querer subir sem se corromper, isso você verá o quão é impossível e quantas provas de renúncia à sua dignidade você terá de dar sem descanso.

Acontece que as valências individuais da meritocracia e as valências sociais da classe média alta branca funcionam como dois pesos e duas medidas, quer dizer que se complementam. Vale o coletivo, ou vale o individual, qual seja mais adequado para manter um concorrente de classe inferior de fora.

Olha, existem provas, provas de concurso, provas de pós-graduação, provas de faculdade, todas com base em critérios cuidadosamente manipulados para resultar na aprovação e destaque já definido de ante-mão. Ver Recursos Humanos 2000.

Não é o caso de "se tornar" reacionária e perversa a meritocracia quando se reserva aos valores individuais em detrimento aos coletivos. Já é ser perversa e reacionária, quando é usado o critério coletivo ou individual de maneira arbitrária para eliminar concorrência futura. Chamam isso de competição, mas pode se chamar também de luta de classes.

Mas, o observado pelo autor tem sua validade no momento em que se coloca tal regime meritocrático de metas cruéis para este ou aquele futuro eliminado que vem de fora, não para quem é de dentro, repito, pros outros a lei, são eles:

1) A meritocracia não se baseia em valores universais, mas em predicados individuais. Como, por exemplo, se sua pele ou se seus ossos são bons. Ou algum comentário não aceitável sobre política, ou o estado de suas roupas, ou não ter automóvel... etc.

2) A meritocracia alheia coloca a culpa no indivíduo de seu fracasso, mas a responsabilidade do seu sucesso recai sobre outra pessoa, mais digna que você, de maneira a lhe manter no seu devido lugar.

3) A  meritocracia gosta de panelinhas, quem gosta de tudo para o mais gente possível é comunista e deve ser ejetado da sociedade.

4) A meritocracia é técnica, ou seja, sempre consegue uma justificativa do tipo embromêichion culto para justificar a exclusão de alguém. Ou basta um gesto apenas, tanto faz.

5) A meritocracia odeia a política, pois, no ato em que se pode, numa discussão livre, conseguir uma vantagem não hereditaria, isso ofende demais. E adquirir espaço político é adquirir espaço de mercado também, e zonas de influência, o que altera toda a previsibilidade desse jogo de cartas marcadas do Palacete da Meritocracia.

6) A meritocracia se protege numa certa ética do desempenho, quem vale mais é quem tem mais, ou quem vende mais, ou quem manda mais, no entanto oculta objetivamente como se chega a essas posições. Geralmente por mainupalação histórica de critérios de ascensão.

7) A meritocracia escamoteia as reais relações de poder, ou seja, os, meios de avaliação de desempenho são criados em relações de poder por quem já está no poder (universidades, escolas, empresas, instituições, estado, classes socias altas, etc). Assim, quem tem poder decide quem terá poder. "...Os poderes econômicos e políticos, não raras vezes, estão por trás dos critérios avaliativos e dos 'bons' desempenhos" (sic.)

"Critérios avaliativos e medidas de desempenho são moldáveis conforme os interesses dominantes, e os interesses são a razão de ser das operações de poder; que, por sua vez, são a matéria prima de toda a atividade política.... ...Então, por trás da cortina de fumaça da meritocracia repousa toda a estrutura de poder da sociedade."

8) A meritocracia dá validade de verdade absoluta à distinções de aparência, de conveniência, de oportunismo e de casuísmo. chamam isso de contemporaneidade nas Academias.

9) A meritocracia faz com que dominação política seja ensinada na escola como se fosse produtiva.

10) A meritocracia substitui as avaliações sérias e fundamentadas por comentários elegantes e permissões passam a ser a principal matéria de julgamento social. A benção coroné...

11) "A meritocracia exige uma complexa rede de avaliações objetivas para distribuir e justificar as pessoas nas diferentes posições de autoridade e poder na sociedade, e estas avaliações funcionam como guiões para as decisões e ações humanas." Quase isso, as redes são de avaliações objetivas, mas não são redes de avaliações concretas. Por isto eu substituo a discussão de conceitos sem referencia às coisas por outro que as inclua.

12) "Por fim, a meritocracia dilui toda a subjetividade e complexidade humana na ilusória e reducionista objetividade dos resultados e do desempenho." Mas dá no mesmo não enxergar o outro, ou pior, temer no outro algo mais que si e ter a necessidade de matá-lo ou torturá-lo para não ver sua inaceitável ascensão. Geralmente, o pobre e o remediado.

Mas não está nada bem, quando temos uma formação leviana e fútil sem a menor objetividade segundo uma lógica apenas da inveja do coxinha de ver alguém que há tanto tempo ele via como "agregado", um dia ter mais dinheiro que ele sem lhe beijar as mão!

Isto é inaceitável

(meritocracia deveria se chamar desempenhocracia, essa eu gostei)

Então, eu discordo de discutir apenas conceitos, pois os métodos valorativos se baseiam apenas em conceitos, prefiro discutir morte e modos de matar pessoas de maneira programada ou em acidentes fatais.

Além do mais, se podem muito bem discutir conceitos sem fundamentá-los em coisas. assim, sem referência é fácil ganhar uma discussão, pois fazer alguém menos culto girar e girar sem parar é o modo de os gestores de massas se manterem como gestores das massas, num processo de retroalimentação entre a classe média alta branca e a mídia, Dançam no Palacete da Meritocracia. Sejam esses gestores da mídia ou do governo, da sociedade ou do estado, da classe média ou da descolagem, dos bancos ou das editoras.

Senão, cada morto precoce, esse que é o destino de quem é barrado no Palacete da Meritocracia, não passa de um conceito estatístico, um índice de avaliação meritocrática.

Queria acrescentar que a meritocracia não avalia com honestidade, ou, se preferir, com precisão, como parece à primeira vista, mas como se deduz a partir de sua prática promíscua com qualquer poder, é obvio que manipula os critérios, e isso é feito nas melhores universidades, empresas e classes sociais.

Qualquer um faz qualquer coisa, hoje, para subir. Todo mundo ter seu preço, hoje, nem se coloca mais.

O Palacete da Meritocracia proíbe a entrada de quem, por ventura, consiga superar, em desempenho mesmo, aqueles que estão lá dentro. bem como o desempenho é construído socialmente numa intrincada rede de aprovações e permissões pelos formadores de opinião, todos da mesma classe social.

A meritocracia mente em seus próprios critérios. lembrem, dois pesos, duas medidas, indignação seletiva, fora a corrupção (só do PT),.. etc.

Existem muitas maneiras de matar a concorrência, o que se chama de competição, só não entendo por que a Academia trocou o conceito de luta de classes pelo conceito de competição. Sendo que matar adversários de miséria e de isolamento é prática comum, bem-vinda e inconfessável.

Competição que não tem nenhum espírito esportivo, aliás, todos sabem o que é uma guerra, e tolos são aqueles que não aceitam a realidade. Dizem assim tantos que estão seguros e terão uma velhice de aposentadoria tranquila. Para tais, todos são reféns, objetivos, talvez, vá lá, mas é assim que dizem quando se dirigem aos reféns concretos que a realidade, prontos para a morte, e a sociedade, produz.

Com indiferença, com comodismo e por omissão.

A meritocracia, nunca a verá separado dos interesses que regem as relações de poder... O pior poder, que faz a pior política, é o que se nega de ser, ele também, poder. Ele que se oculta em conceitos abstratos e estatísticas que servem apenas à especulação abstrata e entretida, enquanto os outros são seres reais e não vivem e pairam nas nuvens.

Meritocracia, assim, é um critério arbitrário aplicável a quem não é de classe média alta branca. Aplicável arbitraria e convenientemente conforme o potencial do adversário. E sob medida.

Mas vamos falar que vale para todo mundo...

Classe média sofre.

Discussões de Entretenimento Consumistas.

"Após matar uma criança de 10 anos, policial militar do Rio de Janeiro diz que matou um vagabundo..."

se tem uma verdade na morte é que ela é irreversível.
não se trata de diminuir a maioridade penal, mas como evitar que meninos caiam no crime.
tanto faz quem vença a questão, a mídia ou a esquerda.
não era o caso do Eduardo, mas e se fosse?
tudo bem?
matar vagabundo,
tudo bem?
matar?

. . . . . . . . . . . . . . .

o pior de tudo é ter o mundo se transformado em entretenimento sem compromisso nenhum com a realidade,

como quando é mais importante se comover com um corpinho numa pocinha de sangue próximo a um muro do que pensar em modos de impedir que algo algo assim aconteça,

trata-se de consumismo imaterial.

. . . . . . . . . . . . . . .

qual a ordem na qual se erige a inteligência, a ordem das coisas, a ordem das aparências ou a ordem dos conceitos?

. . . . . . . . . . . . . . .

entretenimento ou debate?

Ódio Organizado.

Se eu tiver a oportunidade de organizar meu ódio contra a Globo socialmente, assim como a Globo organizou socialmente seu ódio utilitário contra mim, aparelhando minha vizinhança como se fossemos um peoplemeter de gente, suposto aparelho eletrônico que é, na verdade, um aparelho econômico e social urbano (vizinhança). Certamente que eu o faria. Uma coisa inconfessa desta empresa. Cem milhões de reais contra alguém que não tem para se vestir. Nenhum indivíduo pode contra uma corporação inteira. Nenhum.

Obs.: Peoplemeter é um lendário aparelho eletrônico para realizar as pesquisas do Ibope saber o que se passa na cabeça do telespectador. Mas, nunca existiu enquanto transistores, resistores e capacitores... Mas não, aqui é um sistema de dominação brutal feita pela sociedade, de maneira política com embargo econômico. Um aparelhamento, meu mano.

Público-Alvo.

Trabalhar ou consumir.
Consumir ou trabalhar.
Falar ou fazer.
Fazer ou falar.
Depende de quem
Trabalha e/ou consome,
Fala e/ou faz.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Uma História que me Contaram.

Personagens:
Otávio: Garoto de 11 anos que adora se movimentar pela casa pequena.
Mãe de Otávio: Dona-de-casa com aproximadamente 30 anos.
Capitão Drummond: Cirurgião da Aeronautica que estava de plantão na Santa Casa de Anápolis/GO naquele dia.
Mel: Cachorrinha dourada de Otávio.

Ambientes: Tardinha na casinha de Otávio, e noite num consultório hospitalar.

Otávio: Vamos, Mel, entrar em órbita, passar pelo portão transtemporal e entrar no anti-mundo.
Mel: Au-au!
Otávio correndo em círculos pela construção entrando na área de serviço por uma porta e voltando para a cozinha pela outra porta. Mãe cozinhando feijão em frente ao fogão, sem se incomodar.
Mãe: Otávio, já é hora, você precisa dormir, amanhã tem aula. Feche o portão, e a porta da sala...
Otávio: Cuidado, Mel, esse portão é pesado...
Portão faz barulho, quando fechado.
Otávio: Mel, Mel, vem, ué, aonde molhei o dedo? Opa, está pingando... para um pouco, e diz: é sangue!
Ao lado da Mãe que presta atenção no preparo do alimento.
Otávio: Mãe, está pingando!
Mãe: Sim, deixa eu firmar a torneira que para de pingar.
Sem olhar para Otávio que estava calmo.
Otávio: Está pingando aqui do meu dedo...
Mãe: Meeeeeniiiinoooo! O que voceeeeê feeeeez? Ooooh meuuu Deeeuz!
Otávio: Calma, Mãe, não está doendo....
Mãe: Preciiiiisa, iiiiiir paaaaraaaaa aaa Saaaaanta Caaaaasa!

Corte para consultório do hospital, médico chamando paciente:
Dr. Drummond: Otávio Henrique. (pausa)
Otávio: Oi, doutor...
Dr. Drummond: Que corte feio, hein, Garoto?
Otávio: Mas parece que está doendo mais na minha mãe do que em mim...
Dr. Drummond: Aode ela está?
Otávio: Uma enfermeira está dando um calmante para ela... Já vem...
Dr. Drummond ri.
Otávio: Que legal esse botton, bonito, ele... essa espada alada voa do mundo para o anti-mundo também?
Dr. Drummond ri de novo e diz: Não é um botton, é uma insígnia, eu sou cirurgião da Aeronáutica. Voa sim!
Otávio: E esse meu dedo, tem jeito?
Dr. Drummond: Tem, uma anestesia local, e alguns pontos e em umas semanas, e fica novo em folha.
Dr. Drummond: Mas, como você se machucou desse jeito?
O médico puxa assunto enquanto prepara os curativos e inicia a pequena cirurgia.
Otávio: Eu estava em órbita, indo do mundo para o anti-mundo, lá eu cavalgo a Mel, aqui no mundo, eu a alimento, lá ela é um dragão voador, aqui um cachorrinho.
Dr. Drummond: Hum, sei como é que é, quando a gente voa.
Otávio: Aí, eu fui fechar o portão pesado. Estava olhando a Mel que é pequenininha, sabe, para o portão não pegar nela, e esqueci de mim, esqueci o dedo na reta do portão. Mas não está doendo.
Dr. Drummond: Na guerra, às vezes, os feridos não sentem nada, estado de choque.
Otávio: O senhor já esteve na guerra?
Dr. Drummond: Já estive em catástrofes, no Haiti, é semelhante. Me chame de você.
Otávio: Ai.
Otávio sente dor no primeiro ponto.
Dr: Drummond: Não se preocupe, a dor deve passar com a anestesia, garoto.
Otávio: Vai doer?
Dr. Drummond: Deve doer sim... Quando você relaxar.
Otávio: Não diga para a minha mãe que dói, para não preocupá-la.
Dr. Drummond: Você volta aqui na semana que vem para a gente acompanhar seu ferimento interestelar. Só mais uma coisa, Otávio, você é muito novo para que seus ombros suportem o mundo.
Ambos se despedem.

"Sujeira" Fedida.

Ontem eu estava passando fio dental, nos dentes, é claro, e pressenti estar na calçada, logo pensei, como a gente, na calçada, consegue passar fio dental nos dentes?

Aí o burguês pensa, o que tem a ver o fio dental com a calçada?

Simples, só é possível passar fio dental com as mão limpas, e, morando na rua, ninguém consegue ter as mão limpas...

Sem falar ainda que a expressão "mãos limpas" é sinal de honestidade, depois a burguesada em coro me critica por usar a expressão "filha-da-puta", tudo bem, mudarei meu hábito, agora só usarei "filho-do-puto", ok?

Botton of my Heart.



Também são os nossos. Se os esquecemos. Então assim estarão mortos.

Polêmica Varorativas.

é claro que ferrar a cognição de pessoas desamparadas não é critério para porra nenhuma nessa discussão toda!

"Boa cena de “Babilônia” chama a atenção pelo motivo errado"

Famílias Disfuncionais.

O problema não foi ter nascido numa família disfuncional, foi ter essa disfuncionalidade explorada ao máximo por pessoas e famílias funcionais. Isso é o que mais incomoda.

sábado, 21 de março de 2015

Samba da Reversão Temporal.

Na experiência
a partícula
num milímetro
se adianta
no seu tempo
num momento
nos espanta

Olha o bre...
o tempo atravessou
o experimento o antecipou
olha a hora
é agora
olha o breque
eu quer boah lo
o momento atravessou
e o tempo voltou
eu qer boah lo

Nessa ciência
tese quântica
local mínimo
tudo muda
geometria
da teoria
que a estuda

Olha o bre...
o tempo atravessou
o experimento o antecipou
olha a hora
é agora
olha o breque
eu quer boah lo
o momento atravessou
e o tempo voltou
eu qer boah lo

Na aparência
vive a física
modo clássico
no espaço
conhecido
faz sentido
não escasso

A tendência
no minúsculo
um corpúsculo
surpreende
antecipa
porque cliva
o presente

Evidência
tão geométrica
quanto empírica
o humano
preso ao tempo
mesmo atento
sai do plano

Olha o bre...
o tempo atravessou
o experimento o antecipou
olha a hora
é agora
olha o breque
eu quer boah lo
o momento atravessou
e o tempo voltou
eu qer boah lo

a partícula
relativa
dupla vida
matemática
e percebida
duplamente
estatística
e individual

paradoxal

outra lida
não temporal
será melhor
será talvez
tirar o tempo observado
do que é experimental
ser só espaço-espaço
no lugar de espaço-tempo
alguma vez
algum momento
evitando a distorção
que faz confrontamento
do nosso mundo euclideano
com a relatividade geral
estamos presos à percepção
do universo aparente
assim somos ser humano
preso numa prisão
que ascapa à realidade da gente

Olha o bre...
o tempo atravessou
o experimento o antecipou
olha a hora
é agora
olha o breque
eu quer boah lo
o momento atravessou
e o tempo voltou
eu qer boah lo

é uma partícula
num mundo estatístico
que volta no tempo empírico
quase em um milímetro
tal exitência
na física
é só probabilística
a falha ou fato específico
tem consequência
filosófica
que separou a clássica
teoria da teoria quântica
outra lógica
opondo a primeira à última
então a consequência
da experiência factual
da reversão temporal
indica que o tempo
não existe no mundo real
que é o mundo físico
mas é resultado da nossa
percepção animal.

Indignação Global.

"Acusados da morte de cinegrafista no Rio sairão da prisão sem tornozeleiras"

A Globo só se mostra indignada com uma morte "apenas" quando o morto é um dos dela, como o filhinho da Ciça Guimarães, filhinha da Gloria Perez ou o Tim Lopes, mas para essa FDP da Globo matar de miséria um a um, então ela recorre ao argumento da insignificância estatística de "uma vida apenas"...

Os Milhões da Globo.

A Globo disse milhões de pessoas isto, milhões de pessoas aquilo, então, Globo, diga o nome de cada uma delas, se é verdade que você se importa.

meu site
facebook/cristian.korny
website musikisses
myspace/cristiankorny
soundclouds
twitter/qryz

Coincidência?


Creio que a efígie de moedas chinesas que passearam pelo mundo inspiraram ambos os artistas, o egípcio e o inca...

terça-feira, 17 de março de 2015

Recursos Humanos 2000.

Uma instituição que dita as regras para os critérios de seleção empresarial é a FEA-USP, existe outra que dita critérios, é o CRP da ECA-USP. O CRP é o departamento que cuida do curso de Publicidade Propaganda, no qual eu estudei, cuida também do curso de Relações Públicas, profissão que é licenciada para atuar em R.H. e que dita também as regras para os critérios de admissão no mercado de trabalho.

O fato é que em 1999, quando me formei, passaram a valer outros critérios: ter muitos idiomas, ter indicação de alguém, ter riqueza material para compartilhar com a empresa, e ter pós-graduação na área. Bem, com esses critérios, em 1999, de um dia para o outro meu diploma de comunicação social, que nunca valeu muito, passou a não valer nada, o que alavancou as oportunidades dos playbas da USP, pois, segundo esses critérios, tudo o que eu fazia, e sabia fazer, viraram "brinde".

Significa que, por trás da celebrada e intocável objetividade do Mercado de Trabalho na contratação de pessoal, existe uma cuidadosa manipulação de critérios de empregabilidade para beneficiar uns e outros. Ou seja, tudo é política. O trabalho em si é secundário.

Chamo isto de Golpe do Mercado de Trabalho. Pois hoje, a censura, não é na expressão, mas privando alguém de conseguir seu sustento. Fale o que quiser, pode falar, só não conseguirá renda, caso não se alinhe.

Critérios, os quais, devem ter sido corroborados pelos pessoal de Relações Públicas da ECA-USP para serem veiculados massivamente na televisão, assim como o são até hoje. Este é um dos elementos que compõe minha condição de bando da Rede Globo, que proibiu qualquer um na área de comunicação social a me oferecer a mínima oportunidade. Só se for para trabalhar de graça.

meu site
facebook/cristian.korny
website musikisses
myspace/cristiankorny
soundclouds
twitter/qryz

segunda-feira, 16 de março de 2015

quinta-feira, 12 de março de 2015

Input, Output, Comput e Vomit.

Usuário: PC, trouxe um texto aqui, vomitado outro dia, queria reelaborações específicas...

PC: Ok, mestre, mostre texto, data open, insira parâmetros da linguagem

Usuário: Comando input:
...procurando um sentido palavra cabelo tem aquele poema cabeluda descabelada na lua freira de ontem freira da terça-feira das marés assoalho do mundo aonde coelhos desaparecem sem relógios tic tac moeda caiu no tling tlang do chão zang é sino em persa tô com pressa no meu bigode amargo como o mar do mundo vizinhança trabalho e racismo assim diz serviço avô avoou eu vou daqui não estou soldado no chão nem moro nessa moral coisa de pele como dizem lei do racismo eu lembro na torre de livros tinha humanismo alguns sobre modos de escrita minha noiva é a palavra mancha-verde foi rebaixada escada abaixo da classificação geral eu não invento eu tento conforme o vento amar-gura amar-gosa ops falo nisso depois sol mas céu sul água agora cachorro abana o rabo e ama qualquer FDP...

PC: Esperando parâmetros

Usuário: Cachorro, seis meses, branco, recém alimentado (feliz)

PC:
carregando... bip bip
elaborando... bip bip
checando parâmetros..
digite “enter” para ler o resultado:

Usuário: Ok, “enter”

PC: resultado:

balança balança o rabo
abana e ama qualquer sacana

num momento eu invento
eu tento conforme o vento
aromas mil que sinto
seguindo meu instinto

assim cachorro eu vou
desde neto até o avô
aquele pombo avoou
um cão é o que sou

balança balança o rabo
abana e ama qualquer sacana

Usuário: Pow, PC, muito bem elaborado, ah, esse computadores quânticos! FDP

PC: Aguardo novos parâmetros

Usuário: modo, dueto, moça e moço jovens, canção de amor, dois.

PC:
carregando... bip bip
elaborando... bip bip
checando parâmetros..
digite “enter” para ler o resultado:

Usuário: Ok, “enter”

PC:”elaborando”:
cabeluda descabelada
marés assoalho do mundo
amargo como o mar do mundo
moro nessa moral
invento eu tento conforme o vento
sol mas céu sul água... bip bip

PC: resultado:
Oh maninha, não quer o meu amar
Está sozinha, está a desprezar

Nem que o mar do mundo
Nem o abismo mais fundo
Nunca irei a você me entregar

Oh maninha, cê vai me matar
Estás sozinha, e eu a lhe admirar

Que descabelada
Não serei namorada
Inútil é você me amar

E a maré
Assoalho do mundo
Amargo esse amor
Tão amrgo quanto profundo
Quem mora nessa moral
Não faz morada, pois é fatal
O coração para essa malvada
Se afogar na água
Morrer de mágoa
Acabar sem nada
Amor mortal.

Oh maninha, não quer o meu amar
Está sozinha, está a desprezar

Adeus seu abobado
O assunto está acabado
Agora vá passear

O assunto está acabado
Agora vá passear

Pesquisar este blog

 
Licença Creative Commons
Esta obra foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição 3.0 Não Adaptada.