sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Soberania (Resenha).

Xenofobia ou medo de tudo o que é estrangeiro, estranho e de fora. Manipulando as palavras, se manipula a realidade pelo sentido dela. De maneira involuntária por parte de alguns, de maneira calculada e intencional por parte de outros. Criam a confusão entre xenofobia e soberania. Até ser considerado um ato de inteligência passar do primeiro grupo ao segundo, passar de ingênuo a manipulador. País soberano é país que se autogoverna e se autotransforma.

A herança maldita brasileira da imaturidade política, facilidade de ser manipulado, das elites disfuncionais, impedimento de ser um país para todos seus habitantes, e da democracia restrita, mantida para poucos cidadãos, são exemplos.

5% dos economistas dizem, os jornais reproduzem e as televisões ampliam que o Brasil precisa com urgência de uma injeção de capital, mas ele não está doente, nem carece desta poupança, pois já a tem, para cada dólar que entra no país saem três dólares. Isso mesmo, exportamos capital, e estamos prestes a começar a privatizar dinheiro público. O swap cambial é vender dinheiro, ou seja, o dinheiro é comprado caro e vendido barato. Prejuízo. Burrice cambial. Swap significa permuta. 5% dos economistas dizem, os jornais reproduzem e as televisões ampliam que... Mentem. Não precisamos de investimento externo, ele precisa que o nosso dinheiro seja investido aqui. Portanto, cabe sempre a pergunta, quando dizem, reproduzem e ampliam: É verdade? Para quem? De quem? Por quê?

De todo nosso capital, 95% foi exportado e apenas 5% foi importado.

Os lucros abusivos com uma taxa de juros de 400% é corrupção, mas é legalizada. Transformou o país em um cassino internacional, descompromissado com a produtividade da agricultura, da indústria, do comércio e dos serviços.

Nossa mídia bilionária tem o mesmo comportamento em relação à narrativa da corrupção. O papel da imprensa em democracias é decisivo, mas, em todas as nações soberanas, as grandes corporações de mídia são regulamentadas. Não é censura, assim como o capital precisa de freios, a mídia também precisa. Todos estamos sujeitos a leis e regras, assim, não há motivo para dispensar ninguém de limites.

Os sociólogos da hegemonia veem o mundo segundo uma óptica monolítica de países, os de cima e os de baixo, os melhores e os piores, e explicam tudo segundo esta ordem hierárquica. Seguindo essa linha de raciocínio, nos países melhores a corrupção é tópica em casos isolados e nos países piores ela é sistêmica. A mesma óptica se repete em relação aos partidos políticos de nosso país, a corrupção é tópica no partidos melhores e sistêmica nos partidos piores. Basta dar um passinho adiante para notar a distinção.

Não existem conceitos universais quando partimos para a prática. Existe, essa pessoa, esse contexto, essa história, essa estrutura, todos com sua realidade concreta específica. Desta vez, podem nos auxilar muito os brasileiros que pensaram a nação: Hélio Jaguaribe, Florestan Fernandes, Venício Lima, Celso Amorim, Samuel Pinheiro Guimarães, Julia Falivene Alves, Jessé Souza, e Darcy Ribeiro.

Numa perspectiva histórica, soberania é um conceito político, uma forma política, sem subserviência, sem dominação, sem sujeição, sem bajulação, sem corrupção, com autonomia, com segurança, com integridade, com honestidade, com simetrias a serem construídas, conosco, com nós mesmos, uns aos outros. Todos.

Ao longo de 130 anos de história passamos por 30 golpes de estado e vários regimes de governo, dentre eles, monarquia, república, parlamentarismo e presidencialismo. O sistema é estável, os regimes não. Poderiam ser dinâmicos, mas é instável a sequência de regimes brasileiros desde sempre. Poderíamos dizer que nosso subdesenvolvimento é estável. Apesar de o país ter muito o que contribuir ao mundo em diversas áreas, por exemplo, engenharia civil e psicanálise, o Brasil tem características gritantes de subdesenvolvimento. Podemos esquecer um pouco o fato de que fazemos três dólares com cada dólar que cai em nossas mãos.

Então, é útil pensar o subdesenvolvimento, como é útil pensar a morte. Não o morto da funerária, dele nada podemos tirar de provas, nossa convicção é a dialética entre vida e morte, entre desenvolvimento e subdesenvolvimento. É necessário, conforme os caminhos que nossa democracia tem trilhado, voltar a pensar o subdesenvolvimento. De fato, estagnação ou baixo crescimento, marginalidade ou amplas parcelas da população sem direito aos frutos do seu trabalho, da riqueza que produz, elites disfuncionais descomprometidas e divorciadas dos interesses nacionais e populares, incapazes de equacionar um sistema de trocas sociais voltado para a construção de igualdades inerentes às democracias clássicas, incapazes da elaboração de um amplo projeto nacional democrático. O subdesenvolvimento existe, basta nos compararmos a países escandinavos que a realidade pula na nossa frente. Embora seja necessário reconhecermos nossas riquezas antes de as tirarem de nós.

Existem conquistas internas como decorrência de governos populares eleitos pelo voto, como o combate às desigualdades e a promoção da inclusão social, além da manutenção de direitos e do patrimônio do país. Tudo isto está em perigo no momento, se não trancarmos as portas depois de sermos assaltados.

Estamos em uma encruzilhada: a opção é ou entrar no jogo servindo os vencedores, um jogo já vencido de antemão, ou participar da construção do seu próprio tabuleiro com outras nações em condições e interesses semelhantes. Isto significa, ou aceitar docilmente determinações culturais externas, ou resistir construindo e cultivando seus próprios valores sem nenhum complexo de inferioridade.

Darcy Ribeiro: “Preste atenção, nós temos que inventar o Brasil que nós queremos”. Olhando para o espectador que estivesse assistindo O Povo Brasileiro. Um povo misturado, o povo é uma cultura nacional muito diversificada, de imigração europeia e asiática, com negros escravizados e índios. Esse pensador partiu para a ação, não lhe bastou escrever, embora, mesmo muito debilitado por um câncer, não tivesse deixado de colocar seu pensamento em palavras no papel. Foi político, foi exilado, foi esquecido, foi relembrado. Criou leis, museus, escolas, até participou da criação do Sambódromo que é escola também. Sem dúvidas de que nunca foi acometido pelo complexo de inferioridade, mesmo não desprezando aqueles a que se acometeram desse mal psicológico, quase social, ao ponto de lutar para resgatar esses brasileiros. “O que é que todos nós queremos? É fazer um país habitável, em que as pessoas existam para serem felizes, alegres, amorosas, afetuosas, todo mundo comendo todo dia, não é uma alegria? Não é um absurdo que num país tão grande, tão cheio de verde, tenha tanta gente com fome? O Brasil não tem nenhum bezerro abandonado, não tem nenhum cabrito abandonado, nenhum frango, todo frango tem um dono, mas têm milhões de crianças abandonadas. Quando uma sociedade perde o seu nervo ético, perde o seu amor, o seu apego por suas crianças, que é a sua reprodução, é uma enfermidade tremenda”. 

A academia brasileira pouco reconhece o pensador Darcy Ribeiro, talvez por causa de sua ação política, pois a ação revela quem somos e não o que queremos parecer, ninguém é perfeito, assim, em busca do fazer, ele arranhou sua própria imagem, um crime segundo os valores vigentes e amplificados da autopropaganda. Talvez por causa do seu sucesso: “Fracassei na maioria das propostas que defendi, mas os fracassos são as minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”. Práxis é a dialética entre pensamento e ação, e um não exclui a outra, pelo contrário, são dependentes entre si.

Matar e esmagar em vingança de armas no fulgor da luta vitoriosa de terror retumbante aos heróis esplêndidos e bravios em perfeita coragem até o túmulo de nossos inimigos, somos gigantes turbando a terra em desafio contra quem combate nossa idolatrada pátria, morte aos párias!

Dom Pedro I gostava deste estilo poderoso e privilegiado de escrever, pois gostava de escrever hinos. Tais palavras estavam proibidas no edital do concurso de composição de um novo hino nacional, mas são palavras usadas em hinos de todo o mundo, infelizmente. Nós podemos notar que todas elas estão também em qualquer noticiário bélico, e até no noticiário esportivo. Bem como em jornal popular, que, se espremer, pode derramar.

A ideia foi fazer um hino doce, singelo e humano, cantando a fragilidade da vida, que é a força dela, no lugar de um hino que canta o delírio de onipotência que motiva a dominação do outro, e sua aniquilação. E com participação popular, de baixo para cima. A letra do poeta Reynaldo Jardim venceu por voto popular e foi musicada pelo maestro Jorge Antunes que concebeu a ideia participativa e coletiva.

Mas, o maestro desistiu da empreitada, após receber uma ameaça anônima. No entanto, nem tudo foi derrota, a lei que engessaria os símbolos nacionais, como a bandeira insígnia, os selos, o brasão e o hino nacional, foi modificada por unanimidade na constituição de 1988, o que facilitou o acréscimo de uma estrela à bandeira nacional quando da criação do estado do Tocantins.

Quando a economia vai bem, a cultura responde sim, houve uma geração que viveu isto na pele, Cinema Novo, Poesia Concreta, Bossa Nova, uma MPB ativa e inteligente, um teatro inovador e uma universidade comprometida com a  a realidade. Veio o golpe de 1964 para cortar as cabeças destes movimentos a fim de decepar nosso progresso, porque a cultura e a economia podem completar-se. E não há cultura soberana sem economia soberana, e vice-versa.

A cultura sempre responde bem à economia. Ao contrário do que é amplificado, na história do Brasil, ocorrem mais perseguições em função das vitórias e das realizações, do que por causa de vícios e defeitos. Assim sobrevêm os golpes, por armas ou por canetadas, para cortar nossa trajetória quando ela tem de profundo o sucesso. Assim assassinaram Juscelino Kubitschek, Getúlio Vargas e João Goulart.

Nossa Amazônia é a maior reserva biológica do planeta, faz 64% do território nacional ser composto de verde, florestas, é o pulmão do mundo. O Pré-Sal é uma grande reserva de petróleo de boa qualidade, uma grande riqueza do país, uma vez que se estabeleceu que vá para a educação boa parte dos recursos levantados. O Aquífero Guarani está em processo de pesquisa de preço. A Odebrecht está sendo destruída por ser um concorrente internacional muito forte na área de engenharia civil. O IPT pode não chegar a 2022, pois o sistema de ciência, tecnologia e inovação está em situação muito delicada. Fecharam as portas do Ministério da Ciência e Tecnologia. Tudo isto é muito grave e deixa a soberania do país em situação precária. O capital precisa de freios, toda a nação que não colocou freios no capital afundou em crises estruturais, em miséria e em morte de sua população. O Estado Nacional é decisivo para o futuro de um povo.

Diz a constituição no capítulo que rege a ciência e a tecnologia: “O mercado interno integra o patrimônio nacional e será incentivado de modo a viabilizar o desenvolvimento cultural e socioeconômico, o bem-estar da população e a autonomia tecnológica do País, nos termos de lei federal.” (Art. 219, Cap. IV, da Ciência, Tecnologia e Inovação). Deste modo, se conclui que o mercado interno é a maior riqueza de um país. E pertence a todos, ao povo e às elites, não sendo ele propriedade dos meios de comunicação isoladamente, ou sendo ele apenas patrimônio empresarial. Direito de todos decidir pelo futuro do mercado e participar de seu presente, sem exceção.

Ressalta-se que o mercado interno de uma nação é propriedade de todos os cidadãos e deve ser protegido. Conservadores e liberais não têm mais o domínio da realidade e o controle da soberania que tiveram outrora. A luta política se tornou uma causa moral, de acordo com nossa realidade cultural de hoje. O Estado se tecnocratizou e autocratizou, ou seja, a caneta ficou mais poderosa do que a espada. Veja, como exemplo, a importância da justiça, hoje, na vida pública. Quando os incluídos nela estão sob proteção e quem não faz parte do mundo jurídico corre sério risco de morrer.

Não a democracia do capitalismo selvagem, mas a democracia do capitalismo inclusivo, para se estabelecer, precisa associar os interesses entre capital e trabalho. O mercado não é senão a formação social, política e econômica do mercado interno. É o ambiente aonde todas relações entre trabalho e capital se dão. Proteger esse meio é proteger a soberania e proteger o país, sua população e sua cultura. O capitalismo que queremos não implica na morte de nosso concorrente, mas em vencê-lo pelo trabalho, pela ciência, pela inovação e pelo conhecimento, nunca neutralizá-lo pela violência, derrotá-lo pela força em uma disputa que deveria ser leal. O mercado interno é o lugar do bom combate. Talento é para ser reconhecido, é para ser cuidado, não é para ser destruído.

Não se trata de declarar guerra, estamos precisando de agir com a razão, é necessária maturidade política para encarar ao mundo. Trata-se sim da dialética entre soberania e modernização. Sem que um engula o outro. Ou só descanse quando exterminá-lo.

Precisamos fazer tudo isto com muita poesia. O pacto social da constituição de 1988 foi quebrado, e não fomos nós que o quebramos. A mídia é tanto mais forte quanto mais fragilizadas forem nossas instituições. Inteligente seria que nossas empresas de comunicação deixassem seus interesses disfuncionais de lado e lutassem com o povo por um país melhor. Se no lugar de ter os mesmo interesses de Holywood, tivessem sim a mesma atitude.

Nós estamos convidando todos para compor climas, estéticas, magnetismos, carismas, comunicações que anulem o efeito sinistro da hipnose das empresas de comunicação. Então, polinizando o país com uma arte e uma ciência compromissadas com a fragilidade da vida, que não é a morte, mas apenas a possibilidade de conhecer o devir, o limite. O mundo da cultura vai nos unir, do norte ao sul, do leste ao oeste. Mobilização social na prática e na teoria, na ação e no pensamento. Convidamos aqueles que estão com uma espada de Dâmocles sobre suas cabeças, que sambem de lado e deixem, em seus antigos lugares, o nó Górdio que os amarava sob ela.

Uma Logomarca de Ruy Ohtake.

“O térreo é dos meninos que moram lá". Disse, certa vez, esse jovem ancião, quando com muito gosto se referiu a uma obra já pronta. Os apelidados, Redondinhos, lá de Heliópolis. Destacando-se a interação entre a sociedade, sua população, com a sua cidade. Ruy Ohtake é arquiteto formado pela USP e filho de uma reconhecida artista plástica, Tomie Ohtake, da qual herdou a generosa intuição, e admite-o. É necessário olhar para as comunidades. Mas, o caráter simbólico é tão ou mais importante do que o caráter material. Estética é para qualquer um e para todo mundo. Tenha ou não dinheiro. Tenha ou não residência, Tenha ou não emprego. Assim,  matéria e símbolo coabitam em sua obra.

Verdade que vai muito além da obra. Ruy Ohtake fez questão de entrar em contato com as pessoas para quem iria construir uma obra pública de moradia. Como disse, em situação de dupla responsabilidade. E tudo começou com um equívoco de uma revista que tomou a parte pelo todo, quando o arquiteto disse que a coisa mais feia em São Paulo era a desigualdade entre Morumbi e Heliópolis... Não apenas Heliópolis!
Não é suficiente que o projeto esteja detalhado. É imperativo o contato com a comunidade. E ainda hoje é possível encontrar o arquiteto em Heliópolis acompanhando a vida que seu projeto abriga. Obras sofisticadas são relevantes. Mas, a síntese de obras socialmente importantes nunca deve ser relegada a segundo plano.

Símbolo e matéria, em breve vamos a essa simbiose. O ser humano é habitante por natureza. Pode-se dizer que a placenta foi seu primeiro habitat. Aonde adentrou a esfera de existência em indelével convivência. Nunca fomos, nenhum de nós, um só, um único. Já surgimos em dois, e em muitos permanecemos mundo afora. A arquitetura manifesta arte em criar espaços de brincar, de trabalhar, de conviver, de se proteger e de sobreviver. Pode ser difícil, a cidade, pode ser acolhedora, mas a convivência entre as pessoas cria a cidade seja lá como ela for. A qualidade da proteção que uma cidade dá aos cidadãos é proporcional ao cuidado de imunização mútua entre todos nós que damos uns aos outros. Os prédios estão em segundo plano. O ser humano habita de diversas maneiras, mas o importante é o espaço habitável. Tensão de um acorde musical para criar um clima, uma estética, uma possível liberdade. Suas esferas protetoras, aonde se recomporão, se reabilitarão, se prepararão para voltar ao lado de fora, aonde as atividades são vitais, comunicação de símbolos, amor, palavras, roupas, desenhos, pinturas, acervos, modelos, esquemas e de matéria, comida, roupas, dinheiro, pinturas, acervos, tijolos, fontes, água e esgoto.

A palavra “política” vem de pólis, palavra grega para cidade. Ou seja, ao contrário do nosso sinistro tempo, política significa convivência entre cidadãos. Claro, o estatuto do cidadão grego à época não se compara ao estatuto do cidadão de hoje. Mas, convivência é convivência, não guerra, e para conviver é preciso se preparar. Daí a necessidade de materializar em um símbolo esse projeto, Brasil 2022, numa logomarca. Projetada de maneira inesperada por Ruy Ohtake. O homem é um animal político diz uma metáfora consagrada e, talvez, ultrapassada. Inteligência é saber viver em comunidade também. O sentido da comunidade.

“Estética pode ser em qualquer lugar”. O magnetismo de um lugar pode propiciar uma vida melhor ao seu morador. Quando uma casa comunica algo a alguém ela é uma casa mais viva, e todo mundo quer ficar um pouquinho mais vivo. Por isto espalhamos cores por aí, em todas as ruas, de todas as praças. Estética pode surgir das situações mais simples, um aperto de mão, um aceno, um magnetismo de comunicação e prazer. Um gesto de imunização e de comunicação ancestral que carregamos conosco em nossa casa.

O arquiteto assume que passou a lutar por uma cidade mais igualitária. E a logomarca traz consigo a intenção de atenuação das desigualdades observada pelo arquiteto.

A cor é importantíssima para ele, essa coisa simples, de uma demão de tinta, é uma caráter importantíssimo da obra do arquiteto, a primeira comunicação da pessoa e de sua casa ao visitante inesperado ou desconhecido. Convivência, visão pra fora, luz que entra para a pessoa e para a cor na pessoa, cor simbolizando alegria, cor é uma coisa muito brasileira, frutas, comida, tecidos, carnaval, festas, expressão, cor é alegria, cor é mensagem, na logomarca cor é reestruturar o futuro, complementando o passado diante da tradição e da criação de um futuro, cor é uma coisa muito brasileira, cores fortes...cor com compromisso de cor e de coração, cores fortes... Emoções. Calor humano.

A logomarca Brasil 2022 tem uma complementar entre duas condições de cores, laranja e verde são complementares, e passado e futuro também o são. Ela é menos uma casa e é mais uma ágora, menos o lugar do pensador privado, aquele também privado de comunicação simbólica, e mais o espaço do pensador público, aquele capaz de integrar em si até os maiores horrores da humanidade, embora, nem sempre, seja necessário ir a tanto. E, embora, seja necessária a casa.

Vemos o traçado dos jovens crescendo em inteligência em meio a uns devaneios tolos como trajetos de insetos procurando e procurando, mas sempre indo e indo. Temos nela o compromisso de quem chegou antes no balizamento da vida, não no seu controle. Deixa o menino brincar. Mas, em dupla responsabilidade com uma mudança de rumo, pois o devir histórico é sempre mudança de rumo, para a esquerda ou para a direita, para cima ou para baixo, para frente ou para trás, para dentro ou para fora. Sempre para o inesperado de estar lançado ao mundo. Crianças gostam de insetos e de dinossauros.

Os rabiscos que sustentam os dois traços e abrem para o observador a cegueira do presente sempre em projeto, que pode ser documentado, mas perde sua validade na documentação. Um projeto de ir junto. Em comunidade. Na convivência entre as pessoas. Em responsabilidade mútua e compromissada. Surge a questão de quem cuida de quem na verdade. Por isso, toda a arrogância e a presunção se invalidam por si mesmas. Quem cuida de quem? A logomarca não diz, mas nenhuma obra de artes plásticas tem necessariamente de dizer algo, é para ser vista apenas. Colocar tudo dela em um texto é de uma presunção sem limites. Mas, pode ocasionar algumas luzes. Alguma comunicação. Rabiscos de liberdade emoldurados por dois traços, um deles é o plano já feito e outro traço é o plano por se fazer. Imanência, o cotidiano, o dia a dia, nossa esfera principal, e o conceito, o esquema, o sistema, a ideia que nos motiva a ir em frente cegos tal e qual outro como nós.

A escultura aonde o caos sustenta o passado e o futuro. Claro que podemos escolher evitar o caos! Mas, pelo conceito que leva à transcendência. Sim, podemos escolher apenas entre o caos e a transcendência, são conceitos mutuamente excludentes. Sermos espectadores passivos que gostam de olhar o jogo. Ou, podemos jogá-lo também com as ferramentas que temos.

Um pouco menos de estrutura e um pouco mais de história. Em 2022, o Brasil faz 200 anos de fim da submissão material à metrópole, se desfaz o laço legal da forma jurídica nos ligava a Portugal. Em 2022, nosso país rompe os laços de imitação pura e simples dos símbolos estrangeiros que nos ligavam aos países mais, digamos assim, desenvolvidos que nós, e iniciamos a busca de um caminho próprio, são 100 anos de Semana de arte Moderna de 22. Assim, na posse do símbolo e da matéria, sobra inteligência para construir um futuro em comum. Estamos contando história por que a logomarca se recusou a contá-la e alguém tinha que fazer isso. 

Estilo é um pouco de uma época, o estilo são formas artísticas comuns a um tempo específico em um espaço determinado. A logomarca é um elemento de negação do estilo, vive entre a abstração e a concretude de dizer apenas como e onde estamos. A atividade do arquiteto está entre a filosofia e a biologia. Esta logomarca transgride a forma de tal maneira que se vê uma arte propositiva de uma tensão, a tensão necessária à vida, à criação e ao conceito, tarefa que precisamos realizar para escapar do caos, aos pulos por cima do plano da imanência, pela transcendência que nos permite ver todo o cenário, para finalmente estabelecermos nossos papéis, assim que pousarmos. Casa é também para isto.
O bom marceneiro é amigo da madeira. Assim disse o filósofo, para o qual, amiga e amante é a filosofia. A logomarca é amiga sabedoria quando propõe uma forma de olhar o mundo. Somos irremediavelmente livres e rivais. Aceitar essa realidade é aceitar a Pólis e a política necessária para conviver em cidades. Discutir não é se digladiar. Bater à espada é outra época histórica cada vez mais próxima. Descobrir o outro é mais que necessário à convivência, no lugar de negá-lo, ir de encontro a ele, para uma surpresa, tanto um abraço como uma agressão. Não sabemos, esta é a tensão do outro. Somos sempre outros de nós mesmos.

O pensamento é simétrico, mas a realidade é assimétrica. A escolha feliz de uma “assimetria simétrica”, por ser uma simetria longitudinal, causa um espanto e dá uma esperança para vivermos, um dia, um tempo melhor. Mas, quando vivermos um tempo melhor, conforme o esperado, a logomarca poderia ir a um museu para testemunhar a virada de que precisávamos, mas não víamos. Filosofia. Símbolo.

A arte não é um crânio, ela é uma carne preenchida por uma ossatura, e a casa é o cosmos aonde nos recompomos para novas jornadas pela vida. As cartilagens estão lá, estamos em movimento, precisamos descobrir como estas forças e cartilagens se comportam para finalmente aprendermos a andar. Equilíbrio e pé-no-chão. Biologia. Matéria.

Os dois traços definem um plano de imanência, ou melhor, são definidos por ele, os rabiscos são conceitos, preceitos e afetos que estamos apalpando e apalpando para encontrá-los de tanto ir de encontro a eles. Pois, o horizonte também se movimenta junto com nossos passos. O horizonte é nossa utopia. O plano está sendo dobrado e costurado em um tear de retalhos por uma agulha magnetizada, de uma bússola, incessantemente a costurar e costurar. Os rabiscos são os traçados da agulha, e os traços são as lançadeiras que corrigem o rumo do retalho enquanto passa a fazenda. Um bordado mui generoso. O pensamento é aquilo sobre o qual a direção da agulha se volta. Como a agulha da bússola que vai e volta sobre a agulha da máquina-de-costura.

Escurecendo um pouco: Os traços são diagramáticos do movimento infinito das balizas, têm direções absolutas de natureza fractal do plano esfolhado e esburacado. Os conceitos são os rabiscos intensivos em superfícies e em volumes sempre fragmentários. Disse o filósofo. A logomarca é riacho de cujas as margens são o campo transcendental, quase caos, o antes e o depois. E a gente no meio se banhando alegremente com nossas duas  asas-nadadeiras. O caos não é disforme, ele se caotiza, se faz outremforme, modifica todo o cenário, não o acinzenta. Só mergulhando no caos que os possíveis da transcendência surgem. Pois a imanência é perigosa demais, e precisamos driblá-la como meninos jogando bola-esfera. O caos contém tudo. A ordem é criação nossa, quando atribuímos um sentido para existir. Assim, combinamos o movimento dos rabiscos com a potência do horizonte absoluto dos dois sólidos-traços. A história é coexistência transcendências não é sucessão de imanências. Minha transcendência não anula, obrigatoriamente, a de ninguém, nem mesmo a sua, caro leitor. Meus saltos não obrigam que eu lhe amarre seus pés, pelo contrário, leitor, saltos em grupo são mais ornamentais. Chega!

O convívio é uma ocupação da arte do arquiteto, o convívio entre pessoas  e o convívio entre ousadia e inovação. Se as palavras são “ousadia e inovação”, a Brasil 2022 exibe uma bela tensegridade,  palavra difícil para o fato de que na física não existe pressão, isso mesmo, deixa de lado essa concepção antiquada de que trabalhar é aguentar pressão, no lugar da pressão temos uma coexistência ativa de forças de compressão e de tração. Isto é tensegridade. Uma bolha de sabão. A história se move em ziguezague como os vetores tensegrantes. Como as serpentes. Nela, se veem os traços espessos, mas curtos que seriam os limites,  os devires, aquilo que não temos como ultrapassar, um conjunto de valores morais, tecnológicos, técnicos, jurídicos, políticos, sociais, estéticos, culturais, etc... que não podem ser ultrapassados como muralhas protetoras, e os rabiscos, nossa área de ação aonde desenvolvemos os possíveis de nossa criatividade e nosso sentido.

A logomarca informa a liberdade que sonhamos. Precisamos aprender a nos imunizarmos uns aos outros para fins de chegarmos ao futuro com uma sociedade mais igualitária e menos desigual. Nos imunizarmos dos venenos deste tempo sinistro em que estamos presentes, e assim nos destacarmos desta parede simbólica e material na qual estamos presos para fazer dela nosso habitat natural. A ausência de tensões é um privilégio emburrecedor e embrutecido. Pelo contrário, não queremos  espaços de mimo, queremos os desafios.

Então, a marca artística é referência nos dois traços, e é conceito nos seus rabiscos, visando dizer à história: Estaremos aqui, no Brasil, em 2022. Celebração da vida.

Para finalizar, as próprias palavras do arquiteto, Ruy Ohtake: “A mancha verde propositadamente rabisco, porque em meio aos rabiscos, que vamos ter de construir nossos caminhos pelo Brasil e, algumas diretrizes, são os dois traços.”

Agrotóxicos

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Conspirações e Consciência.




eu compartilhei, pois estou tentando entender, essa das roupas e a outra da ausência de sangue no embaixador morto,

é que não dá mais pra confiar na televisão nem na edição dela, também não dá pra confiar nos grandes jornais impressos,

meus amigos do facebook merecem mais confiança, pois são honestos e francos, os que falam, pelo menos.

podem estar errados e/ou cometerem imprecisões, mas não manipulam com inteligência segundo um plano de comunicação visando muuuita grana.

acho que houveram os mortos sim, mas o curioso foi o fato de que tudo foi televisionado, tudo preparado para um show midiático, tudo previamente instalado no local, tudo produzido.

Bananalização ou a Banalização em Bananolândia.

bom contra o preconceito é a conscientização, não a banalização, a massificação pode até levar à conscientização de alguns iluminados, mas, no geral, a banalização serve apenas para instalar na sociedade estratégias de soft power (poder disfarçado), ou seja, tão violento quanto o hard power (poder tirânico), só que com discurso politicamente correto.

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Cada Um na Sua.

Tautologia.

Gente que vê televisão, e se imbeciliza vendo televisão, e, no ato de se imbecilizar, aprende como se imbeciliza alguém, e parte para imbecilizar geral. Disso a televisão tira seu prestigio. E os imbecis saem para viralizar imbecilidade na internet. O Umberto Eco pegou foi leve.

Mistificação.

Uma apresentação musical chamada de ocupação cultural por seus músicos, ou seja, uma ação de marketing e de propaganda de si para chantagear a prefeitura e receber verba pública e outras coisas, mais do que sobreviver, foi um ato político da pior espécie, digno da política corrente de hoje. Anti-ética pré-prêmio de edital e coisa e tal.

Educação vs. Televisão.

O Paulo Freire mandou a real de que se deve sempre saber pouco para se preparar em saber mais. Por isso a televisão atenta contra a educação, pois aquela nos deixa com a impressão de sabermos muito, e assim nunca nos preparamos em saber mais. Ficamos contentes com a ilusão de onisciência, e nos dispensamos da deliciosa aventura do conhecimento. Ou seja, a televisão nos deixou burros, muito burros demais.

Modernos.

Quando uma pessoa preconceituosa resolve deixar de ser preconceituosa e passa a militar nas trincheiras do anti-preconceito radical acaba por se tornar excludente, repetitiva, chata, rasa, artificial e irracional. Essa é a cara do movimento desconstruidão atual. Gente, de nada adianta desistir de preconceitos sem enxergar cada outro do caminho. É mais do que apenas uma troca de sinal. É mais do que uma operação mental. É bem mais do que um discurso correto. Sou eu, sou você e somos nós. Os nós dessa rede que nos enreda. Histórias, estruturas, funções e valores. Paz.

Conservadores Sem Escolha.

O povo brasileiro não é conservador.
O empresário/empregador, ele sim, conservador beirando o fascismo. Até o ponto de que esquerdistas não podem, nem devem, ou merecem, ser empregados e/ou ter seus negócios homologados pelo mercado. Assim, sem acesso a qualquer tipo de sustento, são mortos de miséria. Maneira fácil de matar sem esforço nem consciência ou consequência. Qualquer pobre do povo TEM PÂNICO DE SER CONSIDERADO DE ESQUERDA e morrer de fome. O Brasil reinventou a iniquidade. E o povo só é conservador para poder sobreviver. Eu entendo.

Fome e Mídia.

Eu estava acima do peso. Andou faltando alimento em casa, e, agora, estou no peso ideal. Em breve estarei abaixo do peso. Sabe aquele papo de que a população está engordando. Não somos nós, os pobres. E, quer saber mais? A mídia está tentando encaixar esse enveto de saúde pública como vantagem, fome é bom, evita obesidade. FdPs.

Não É?

Tem quem me persiga, me desrespeite e me exclua, de modo nenhum me prestigia ou ao que eu faço, mas querem que eu lhes ensine. Isto é, no mínimo, suspeito. Vão se danar, se foder e se ferrar. Teus pais nada me ensinaram, tudo me destruíram, então o que devo oferecer aos seus filhos?

Surfistão, Fortão e Valentão.

Lá vai mais uma do cotidiano ingrato e despeitado:

Aqui tem quatro. A comida é pouca. Quatro tem de comer. Mas tem um que come por três. E aos outros três resta comer por um.

Quatro partes. Um com três e três com um. Isto é Brasil.

Trata-se de um metido a atleta cujo único esporte é assistir televisão. E, se questionado, parte logo para a agressão física. Não perdoa nem minha mãe. Televisão no seu domingão.

Sabe daquele papo?

Casa que falta pão, todos brigam e ninguém tem razão.

Virou isso:

Casa que falta pão, todos apanham do valentão.

Não perdoa nem minha mãe.
#FelizNatal

Estresses.

Gente, me deixem estressar no facebook, ou no blogue, eu sou de carne, não de bytes, e destoo dessa ilha-bolha-falha de felicidade e auto-propaganda que é a rede. Meu estresse é quase interessante, não é? Admite vai! #Fui #PartiuSolidãoQuerida

Prosperidade.

Alguém diz para meus irmãos e para minha mãe que prosperidade não se ganha no grito? Porque eu estou cansado de apanhar. Quando acabar o maluco sou eu. #TocaRaul

Mistificação.

Dinheiro não tem importância, o que diz todos que têm como beber, comer, se vestir e morar.

A Globo Não É Minha Mãe.

Minha mâe assiste a Rede Globo e fica amarga qui nem giló. Se fosse minha filha, eu proibia de assistir essa torpeza. O bem, o bom e o belo é o meu, o do outro é o mal, o mau e o feio, meu resumo.

Duvidazinha.

Não Mesmo.

Estou procurando trabalho, não vou me prostituir para conseguir dinheiro, nada contra as putas, mas existe algo que morre na prostituição que eu não desejo matar.

Não quero também trabalho misturado com prostituição, ou prostituição misturada de trabalho, o mesmo para casamento.

putz, deveria ter escrito "nada contra os putos também"

(como o hábito esconde o preconceito, né?)

Digo prostituição disfarçada de trabalho, não a prostituição de verdade, pois esta tem um código de ética muito claro, diferente de muitas profissões mais bem-pagas.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Eles Sabem Disso.

o povo está ocupado demais trabalhando para não morrer,
e o restante do povo está fraco demais sem ter o que comer,
para ter por que lutar.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Politizando o Sexo.

o livro do Thoreau "Desobediência Civil" é um clássico entre os clássicos obrigatório,

minha maneira de desbedecer é sutil, quando a família ou a burguesia me mandam namorar com alguém, eu simplesmente ignoro,

esta foi a lição de outro livro, Gabriela Leite, "Avó, Mãe, Filha e Puta".

como é sua maneira de desobedecer?

pois um protesto só é protesto, e não loucura, no que todos sabem que é protesto,

e prostituição e protesto até rimam.

Jornalões da Telinha.

Comentarista do Jornal da Cultura, Ricardo Sennes, acusando o povo de ser: "esquizofrênico, esquizofrênico, esquizofrênico". Ele sabe muito bem que apenas 51 deputados foram eleitos por voto, os outros 450 foram eleitos por listas. O voto proporcional elegeu esses canalhas do nosso congresso. O Ricardo Sennes sabe muito bem disto, mas está omitindo e encobrindo tudo com a palavra mágica "esquizofrênico". Todo voto deveria ser majoritário. Mais votos, é eleito. A culpa não foi do povo. Não foi o povo que elegeu esta gente, foi o sistema eleitoral brasileiro que os elegeu. Que foi criado para isso.

Televisão e Teleologia.

pode dizer o que quiser, a televisão não se resume a programação de televisão, temos como checar a ação da sociedade televisiva na sociedade civil para vermos o que é dominação hedionda...

e teleologia é a técnica de dar uma notícia em que o telespectador tenha a impressão de que foi conclusão dele próprio, sem perceber que foi incutido.

Simulação.

Uma apresentação musical chamada de ocupação cultural por seus músicos, ou seja, uma ação de marketing e de propaganda de si para chantagiar a prefeitura e receber verba pública e outras coisas, mais do que sobreviver, foi um ato político da pior espécie, digno da política corrente de hoje. Anti-ética pré-prêmio de edital e coisa e tal.

Esse Garotos, Viu!?

os manifestantes são sândalos, perfumam o machado que os ferem :p não são vândalos!

Desconstruidões.

Quando uma pessoa preconceituosa resolve deixar de ser preconceituosa e passa a militar nas trincheiras do anti-preconceito radical acaba por se tornar excludente, repetitiva, chata, rasa, artificial e irracional. Essa é a cara do movimento desconstruidão atual. Gente, de nada adianta desistir de preconceitos sem enxergar cada outro do caminho. É mais do que apenas uma troca de sinal. É mais do que uma operação mental. É bem mais do que um discurso correto. Sou eu, sou você e somos nós. Os nós dessa rede que nos enreda. Histórias, estruturas, funções e valores. Paz.

Povão Conservador.

O povo brasileiro não é conservador. O empresário/empregador, ele sim, conservador beirando o fascismo. Até o ponto de que esquerdistas não podem, nem devem, ou merecem, ser empregados e/ou ter seus negócios homologados pelo mercado. Assim, sem acesso a qualquer tipo de sustento, são mortos de miséria. Maneira fácil de matar sem esforço nem consciência ou consequência. Qualquer pobre do povo TEM PÂNICO DE SER CONSIDERADO DE ESQUERDA e morrer de fome. O Brasil reinventou a iniquidade. E o povo só é conservador para poder sobreviver. Eu entendo.

Sucesso Apenas para Quem Começou Cedo.

Mentira que quem envelhece perde a capacidade de aprender. Esta mentira é controle social. Serve como pré-reserva de mercado para os jovens da burguesia subalterna e distribuição de brindes de reconhecimento para uns poucos jovens pobres de maneira a simular iguadade de oportunidades. Claro, a mentira tem de funcionar.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Amorcego.

Plagio II

este jingle do Bradesco é plágio da minha música que está nos comentários, mas eu não tenho grana pro ônibus, vou ter grana pro advogado?


confira:


Argumento:
se você analisar o ritmo no compasso, você pode constatar o plágio, até as rimas inusitadas utilizadas, terminadas e, "a" foram plagiadas, bem como, qualquer um que seja capaz de fazer uma análise métrica do poema, perceberá que são exatamente as mesmas métricas de ambos.

o plágio do Bradesco:
a gente acorda todo dia vai a luta,
não tem medo da disputa,
a gente quer participar.

ser brasileiro é não perder a alegria,
é cem por cento garantia,
de que a gente chega lá.

minha canção:
se enfrentei leão e elefante,
estou muito vigilante,
quero ver me aguentar

se enfrentei urso, jibóia e gente,
estou muito mais contente,
e quero ver só goelar

cicatrizou corte, faca, bala, enxada,
palavra mal falada,
mentira e tudo mais.

o código de ética da publicidade, olha só, de ética, diz que é proibido plagiar outra peça de publicidade, a gente infere que se for de outra forma de expressão, então pode plagiar...

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terça-feira, 6 de setembro de 2016

Aquarius, filmaço.

Aquarius deve ser um filme despolitizado, porque é uma história de uma mulher de classe-média que mora só ela num edifício todo vendido e vazio. Seria um filme politizado se uma incorporadora tivesse feito generosa oferta para todos os moradores, mas tivesse condicionado o pagamento apenas quando todos eles vendessem seus imóveis, e apenas uma moradora resistisse sem vender seu apartamento. Assim, todo o prédio tentaria convencê-la da venda, primeiramente, de maneira amigável, depois... . Podia mostrar também como se constrói um barraco e se vê ele pegando fogo às margens de uma grande via. Ou, como se sobrevive morando debaixo da ponte. Mas, esta criatividade que exercito aqui não é criatividade de classe-média. Logo, criatividade banida. Faço igual, não assisto, não gosto.

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domingo, 28 de agosto de 2016

Proibidão.

isso faz bem à saúde por que tem tal vitamina, aquilo faz bem a saúde por que tem tal sal mineral, aquilo outro faz bem a saúde por que tem aquilo outro carboidrato, isso ainda faz bem a saúde por causa de seu aminoácido, ora, ora, criança, nada disso faz bem a saúde por que tem agrotóxico!

o vilão não é o ovo, nem o toucinho, nem é a carne vermelha, nem tampouco o sódio é o vilão,

o vilão da alimentação, e está em tudo, desde alimentos industrializados, até carne e leite de animais alimentados a ração que vêm de soja, milho e trigo,

o vilão é o agrotóxico,

o agrotóxico envenena o trigo da bolacha e do biscoito, envenena o lençol freático, envenena a terra do cultivo, envenena o boi e o bezerro, envenena o menino e a menina, envenena o ar,

tudo isto para que apenas 0,1% de praguicida atinja os inimigos públicos número um, os insetos.

deixem os insetos viverem!
(e os pássaros também)

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Plagio I

este jingle da Mapfre é plágio da minha música que está nos comentários, mas eu não tenho grana pro ônibus, vou ter grana pro advogado?

confira:


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O Ciclo da Água e o Aquecimento Global.

O engano dos cientistas, e se me permitirem ser pretensioso mais uminha vez, é que o aquecimento Global acentua e acelera o ciclo da água, aquele, na atmosfera, de evaporação e precipitação, água, vapor, nuvem, chuva, rios, mares, água, o que cria esse clima de extremos, ou seja, esfria mais onde e quando esfria, e também esquenta mais onde e quando esquenta, isso se dá quando esse ciclo da água se torna menor, o ciclo da água completo mais rápido, água, vapor, nuvem, chuva, rios, mares, água em menor tempo, é o clima da terra mais antigo de alguma outra era geológica. Mas, tudo isso que digo pode ser apenas ficção científica.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Oração dos Olhófaros Anônimos.

Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária 
para olhar pras moças que gostam de ser olhadas, 
para não olhar pras moças que não gostam de ser olhadas, 
e Sabedoria para distinguir umas das outras,
de modo a chegar junto :p

Amem!

segunda-feira, 4 de abril de 2016

O Novo Desmando de Sempre. Uma crítica social à televisão.

Vou dizer uma importante diferença entre o PT e a Globo. Hoje, a atriz global Letícia Sabatella disse, face a face, à presidente da república que era oposição, e teve um sorriso da Dilma Rousseff como resposta.

Está aí a diferença, o PT não mata opositores, a Globo mata.

A Globo tem uma lista muito mais perigosa do que tal da lista do Constantino, para a qual ninguém dá a mínima, e não só a Globo, listas negras de proibidos de serem empregados alhures são comuns em nosso mundo dos negócios. Até a polícia tem lista negra.

E são secretas, pouca gente sabe que consta nesse índices, e ninguém admite sua existência, por que é feio e por que é assassino.

O índex do Constantino é abjeto, mas é inócuo também.

E, para piorar o bagulho, autocensura é muito bem-vista no Brasil. Lembre-se disto antes de posar de progressista ao instrumentalizar os anos de chumbo.

Quanto àqueles que lutaram e perderam a luta, em 1964, todos eles têm meu maior respeito, acho que são mais nobres do que eu, pois é muito provável que não tenha golpe mesmo, ou seja, me parece que, hoje, vamos vencer desta vez.

O novo totalitarismo contra o qual ninguém fala, está num tripé, o assédio moral, a autocensura e a prática de listas negras. Não é misturar ideais daqui e dali, é deixar os mortos em paz e partir para novas lutas.

Não Tenho a Menor Ideia do que Estou Fazendo Aqui.

Novo CPC, um Duro Golpe de Jiu Jistu nos Golpistas.

Outra boa notícia, eu descrevo neste blog o assédio moral feito pelo condomínio predial contra toda a minha família que resultou na perda do imóvel, fome e muito sofrimento. A boa notícia é que o novo Código do Processo Civil bloqueia este tipo de golpe na raiz. Por dois motivos, um processo não pode permanecer sem fim indeterminadamente, pois o ônus recai sobre quem o paralisou propositadamente para fazer sangrar moradores, e o outro é por que o recurso a justiça é obrigatoriamente feito logo na primeira taxa de condomínio inadimplente, o que evita entrar em processo de sangria. Eu já citei o ministro Fux aqui neste blog, e foi ele que cuidou desta atualização fantástica do CPC. Creio que haja outras inovações tão supimpas quanto.

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domingo, 3 de abril de 2016

Perguntar Não Ofende.

P.: Qual a diferença entre um marqueteiro, um publicitário e um pastor neo-pentecostal?

R.: Nenhuma, todos prometem uma prosperidade que não tem o poder de entregar.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Verdade Verdadeira.

eu sei que nem todos podem morrer por um ideal, filhos, irmãos, pais para cuidar, eu sou apenas um peso, um excluído, mas por ninguém sentir minha falta, minha presença será um enorme a anônimo "não".

alguém tem de fazer algo contra a tirania que aprisiona e escravisa todos e os obriga ao silêncio e à tristeza.

e à morte.

tenho os dias contados, mas estou feliz por não mais compartilhar com tiranias.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Lex Dura Lex, Tudo por Um Duplex.

é assim:

processo de imóvel posto a leilão por despesas condominiais, e por causa de uma dívida de 10% do valor do imóvel, e sem que nenhum dinheiro tenha sido ressarcido, sem finalizar inventário, corre em trâmite prioritário, rito sumário, mandado de reintegração de posse, requisição de força policial, o oficial de justiça deixa documento subtraído na portaria,

a família não é pobre o suficiente para ser defendida pela defensoria pública, nem rica o bastante para pagar advogado,

e tudo isso começo com difamação macica a ponto de inviabilizar a vida de qualquer um deles tudo por não aceitar humilhação

Vai nendo, na audiência do leilão do imóvel compareceram dois moradores deste prédio, ambos vizinhos, um de porta e outro do apartamento de cima, e este segundo que arrematou o imóve!

a família perdeu tudo e está à beira da indigência...

Do mesmo prédio que esmagou tal família em difamação e um processo formalmente perfeito, mas totalmente injusto!

sem advogado fica fácil

a mídia, a política, o mercado e a universidade gozando suas forças!

mas, gente não é incluída na ecologia nem nos humanistasse não der visibilidade midiática, sabe, aquele apelo emocional, aquela pauta de televisã, aquele dividento político, né naum?

sábado, 19 de dezembro de 2015

Nome aos Boys I.

eu estudei com o Sérgio Cazzo na ECA-USP, achava que era amigo dele, mas ele levou muitas boas ideias minhas para o mercado e sequer teve a decência de mencionar a titularidade dos direitos autorais delas, foi plágio, e pouca gente é capaz de imaginar a violência moral que é e a dor que tudo isso dói, depois se dá a desculpa de que tirou as boas ideias das ruas, mas me tirou, eu, Cristian Korny.

ele é uma fraude.

aposto que ele não tem mais tantas ideias boas como antigamente, não é?

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uma informação: não existe geração espontânea de ideias criativas, se ela brotam, é porque alguém as cultivou, falar que vêm prontas do meio social é justificar o plágio, e plágio é crime indiferente do que diz o código de ética da publicidade, se é que isto é ética.

se ele não gostar, me processe, pois não tenho mais nada, nada mesmo, a perder, bem como estou ansioso a levar tudo isso a público.

(sem descrever até aonde foi a rede de perseguição que foi produzida para que essa verdade nunca aparecesse com minha morte de miséria)

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eu sei que o plágio que o mercado publicitário comete é por estar muito seguro de sua impunidade.

(de qualquer forma duvido que este comentário seja publicado)

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ah, diga mesmo que não adianta ter boas ideias sem uma execução decente, pois sem ideias não há execução possível

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e não foi como a boca-do-povo que minha criação tivesse sido involuntária, sem que eu tivesse consciência dela, o que justificaria o plagio, pois mesmo assim a titularidade deveria ser reconhecida

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plagio, foi uma expressão usada por Martial no Império Romano, e tem em sua etimologia o significado de reduzir um homem-livre à condição de escravo, ou seja, submeter um homem livre a trabalhar como escravo, viver como escravo ou ser vendido como escravo

saca História?

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interessante como no perímetro urbano, e com o tanto de dinheiro circulando no mercado publicitário, seja possível produzir tanta miséria num homem só, como o trabalho escravo discreto e invisível em meio a toda visibilidade da publicidade

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Cristian Korny,
São José dos Campos, 19 de dezembro de 2015.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Pulos, Alvos e Metadados...


pode ser também, alienação e desalienação,ou ainda, epifania e insight, tem mais, isolamento e ação social, mais uma sem querer abusar, inconsciente e significação

(tá bom, parei) 3:)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Ditadura Ideológica não é Ditadura de Fato (Ainda).

No Jornal da Globo, que não apoia o impeachment, mas age como se apoiasse, é, somos todos trouxas, a figura sinistra do jornalista insiste em uma tal "judicialização" da política.

Impressionante que alguém sem dinheiro nenhum como eu saiba mais do que ele, que ganha em um mês o que eu ganho em uma década, sobre questões nacionais:

Primeiro: Numa democracia, isso mesmo, numa democracia, não existe poder absoluto, cada um dos três poderes é regulado pelos outros dois, então o legislativo é regulado sim pelo judiciário. Mas, creio que numa ditadura da ideologia, como a que vivemos hoje no país, isso não deva ter a maior importância. Só que não.

Segundo: Não sei se vocês sabem, mas o domínio dos assuntos relativos à Constituição Federal é todo ele a praia do STF (Supremo Tribunal Federal). Sacou? No caso de o impeachment ser previsto pelo texto constitucional..

"Julgamento político" não está acima das leis e da constituição.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Star Wars VII, VIII, IX e X (ou como eu gostaria que fosse).

Trilogia de trilogias.

Cap. VII
Luke e Leia se aproximam,
se afastam desconfiando de que são irmãos.
Mão-máquina de Luke, e Luke se converte em Sith.

Cap. VIII
Leia é obrigada a se tornar Jedi.
Luke e Leia descobrem que são irmãos.
Yoda a treina.

Cap. IX
Império x Rebeldes.
Duelo final: Luke x Leia.
Depois de uma luta intensa,
Os irmãos desistem de se matar. Paz.
Fim de Guerra as estrelas.

"...ói, ói o Mal,
vem de braços e abraços
com o bem num romance astral..." (Raul Seixas)

Cap. X
Infância e treinamento Jedi de Mestre Yoda.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Perseguição Banal (e Condominial).

estamos esperando receber uma carta da defensoria pública, mas temos medo de que ela seja retida na portaria, como já aconteceu tantas vezes, pois o condomínio tem interesses em que a gente perca as causas...

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Erramos.

Errei, mas não foi calculado, premeditado e intencional como fazem os grandes veículos de comunicação deste país (Brasil).

Na verdade, não iremos para a segunda instância, e o juiz não julgou o mérito da questão, quer dizer que não estamos salvos, apenas ganhamos mais tempo antes de sermos despejados.

Perdoem, não foi por mal.

domingo, 13 de setembro de 2015

Aos Leitores.

Meus leitores deste blogue, sei que incomodo vocês com a questão de uma reintegração de posse minha e de minha família, acontece que o juiz deu ganho de causa pra nóis, então a ação de despejo fica para segunda instância desta vez.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Recessão.

Claro que tem recessão, teu mercado de trabalho é uma fraude.

Há poucos anos aconteceu a corrida pelos postos de trabalho, muitos conseguiram seus espaços com frases feitas de autoajuda, no lugar de conhecimento técnico. Só podia dar errado.

Estou esperando essa bolha estourar faz tempo (uns dez anos ~ 2008 foi só o tira-gosto), pois quem inventa ou descobre é isolado, e quem parasita e rouba fica com o dindin e com o reconhecimento, e tem mais, diabolizar também é antieconômico.

só podia dar no brejo toda essa violência moral.

eu acho 3:)

Melhor começar do zero e rasgar diplomas e queimar curriculos.

Para a Torcida.

Vamos parar com essa briga fingida entre classe média PT e classe média PSDB que tamu venu tudo.

Perseguição, Isolamento e Diabolização de Diferentes.

Como destruir uma família que na real precisava de ajuda nem toda filantropia deve salvar vossas almas.

Hipsteria.

Você pode levar seu skate, sua bicicleta ou seu cachorro para o espaço cultural, mas tente levar um haitiano, por exemplo, pra você ver os olhares atravessados em sua direção.

Andanças.

Vindo para casa, reparei mendigos e mendigas estendendo o raro papelão na calçadas para os cachorros de rua dormirem, estratégia inteligente de sensibilizar uma sociedade que se revolta com a situação dos animais, mas se faz indiferente para a situação dos seres humanos.

Dúvidas.

Desejos Sinceros.

Quero mesmo que ser questionado pessoalmente sobre as barbaridades que publico no mundo virtual, pois eu não estou a 25 anos tentando entender a situação por nada nem por leviandade.

domingo, 16 de agosto de 2015

16/08/2015

sem saco pra micareta picareta, entra coxinha coxinha e sai cocô xixi nhanhá :p e mimimi de micou...

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Eternas Ondas.

Das coisas invisíveis que temos. Raiva, medo, tristeza, alegria, coragem, rancor, culpa e pena são defesas. Você pode senti-las por semanas, meses e anos sem sair do lugar, isso, sem sequer se mover. Deixe a grande onda que vem do outro lhe levar para longe, muito longe. Pequenas defesas versus grandes ondas. Nas pequenas defesas a dor é menor, mas nunca acaba. Nas grandes ondas é muito maior, mas terá fim em breve. E você sai do lugar. Aceite. Pequenas defesas. Grandes ondas. Prazer infantil, cosquinha. Prazer adulto, Tesão.

Pais e Filhos.

Vamos amigos. Se eu tivesse um filho assim lhe diria: "Você pode fazer tudo o que quiser da vida, tenha cuidado com a morte, e a única coisa que lhe cobro é seu estudo". Não tenho filhos, não sou modelo para ninguém, mas acredito que, por gostar tanto de estudar, o exemplo passaria fácil por conexão.

Teorias Parciais.

Os teóricos falam muito em como a informação circula, mas não se dedicam em observar como o dinheiro circula. Hoje, tem muita informação circulando sem dinheiro, e muito dinheiro circulando sem informação. O saudável é informação circulando com dinheiro tudo junto misturado agora. Resumo da operação. Há uma bolha no ar e o Leviatã dará cabo dela. O deus-mercado.

Não Sabemos de Onde Vem essa Raiva?

As pessoas estão muito negativas. Só uma coisa a dizer. Televisão e propaganda demais. O império do desamor e do humor ruim.

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