quarta-feira, 3 de julho de 2013

Afinal

Seleção Brasileira versus Seleção Espanhola é algo como Cairós versus Cronos, mais Clássico que Católico.
 

Somos uns neuróticos!

Alanos, Anglos, Alamanos ou Suábios, Burgúndios ou Borgúndios, Cartagineses, Celtas, Francos, Frísios, Germanos, Godos, Ostrogodos, Visigodos, Hérulos, Hunos, Lombardos, Lusitanos, Rúgios, Saxões, Suevos, Tribos Teutônicas, Vândalos, Vikings do mundo, uní-vos!!!!

Mais no sentido de que prefiro os bárbaros ao Império Romano inteiro!

Compreensão

Cara, estou evitando falar do que eu não entendo, está difícil, andei descobrindo que não entendo nada, mas acho isso normal.

Alienação

Cara, talvez eu seja um alienado, talvez não seja possível existir uma ideologia além das existentes, o que é bastante plausível, pois uma ideologia não é uma criação pessoal, mas coletiva. Estou tão perdido quanto todo mundo que não tem mais certeza. Mas não pretendo enlouquecer por isso. Nem apelar.
 

Conta de Fatos

A Classe Média brasileira é como uma Bela Adormecida que carece de um beijo para despertar, mas não do beijo de um Príncipe Encantado, ela carece mesmo é do beijo de um Plebeu. O Gigante é uma outra história que ficará para ser contada em outra ocasião...
 

O Incabível

O ofício da escrita é árduo de passar quase uma hora meditando o remorso de ter esquecido uma vírgula, ou de ter usado o pronome relativo incabível, mas vale quando se sabe que ao final deste agreste há um cajueiro...
 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Volta do Fascismo (Já voltou)

O fascismo não voltará, um fascismo nos moldes do fascismo antigo, que mata as pessoas diretamente (fazer morrer), esse não volta, mas um fascismo do deixar morrer, isolando, impondo a indigência, caso seja desobedecido, fascismo pós-moderno, líquido, em nome do bem, e matando pelo isolamento, dirigido ocultamente pelas corporações, é esse fascismo que está se impondo atualmente sobre a população.

O que se diz, se produz.

E pela dignidade e pelo respeito dos psiquiatrizados que têm doenças de verdade!

Ninguém é menos digno por ter uma doença, qual seja ela.

Contra a Solução Final defendida em relatos de extermínio contra as populações em sofrimento mental.

Não sei se vocês sabem, mas o que se diz, se produz.

Eu protesto sobre tudo ligado à Saúde Mental, pois sou um desses loucos de verdade (com diagnóstico) que sente na pele o que é Poder Disciplinar e Biopolítica, e todas a limitações e impedimentos de algo que é maior e mais grave do que um mero preconceito, pois trata-se de um Cordão de Isolamento com enunciado científico impossível de ser transposto.

Quem não é capaz de entender o vandalismo, não poderá conceber nem realizar uma democracia plena.

Quando da onda de violência de colocar fogo em quem não tem dinheiro para dar ao assaltante, eu vi na TV Cultura um arremedo de auto-crítica sobre o papel da mídia nesse contexto. O que é muito sério, pois os veículos de comunicação podem escolher em fazer sentido ou em criar defesas no público, e, geralmente, criam defesas, com isso reprimem ainda mais o cotidiano violento, precário e deteriorado de quem recorre como últilmo recurso à violência, ou seja, quem não tem como elaborar os petardos ou redirecionar os golpes que recebem vão reagir de que outra maneira? Temos de ser santos, renunciando à tudo, para que uns poucos possam viver em uma abundância aonde se tem muito mais do que se pode tirar proveito em uma só vida?

A simulação de auto-crítica da TV Cultura foram duas, na primeira, foi dito que a crítica aos veículos seria uma forma de censura em que as matéria não deveriam ser noticiadas (desqualificar a crítica), na segunda, se procurou isolar a questão nos programas policiais sensacionalistas (auto-marketing), enquanto os programas supostamente dignos, como o Jornal da Cultura que faria seu suposto trabalho crítico. Nenhuma nem outra. Não se vê na televisão, como produtora de relatos (meio de sair do discurso para entrar na ação), algo que faça sentido em quem está em situação delicada, pois a violência é parte integrante da reprodutividade do capital. O que é mais perigoso ainda, pois esse discurso não é apenas cansativo, como a pequena-burguesia (classe média alta) afirma, e levianamente dá sequência aos discursos produtores de relatos de destruição, é também de uma indiferença ímpar. Claro que não vou recorrer ao exemplo do Nazismo, não por que devamos esquecê-lo, mas por que hoje não se trata de fazer morrer e deixar viver, mas de fazer viver e deixar morrer (Foucault).

Esse discurso de extermínio está produzindo ações de extermínio. É muito mais do que apenas docilizar e disciplinar o apêndice do capital que se tornou o ser humano nos planos e sistemas econômicos. Não se trata de fazer crescer a economia.. De ser um país com PIB assim ou assado.. De educação para o mercado, para uma determinada tecnologia, que será superada por outra tecnologia, e o trabalhador tornado supérfluo perante o progresso tecnológico.. Se trata de comprar um saco de feijão a mais para passar menos fome durante o mês.

Ué, não se trata de transporte, de conseguir se chegar ao trabalho repetitivo e alienante? Ninguém está questionando o sistema, apenas pedindo uma folga no orçamento, um dinheirinho extra no final do mês. Dinheiro que se tem muito pouco, mas que se trabalha demais por ele. Não sei o quê estão reclamando por causa desses protestos, apenas um incomodado ou outro que são repercutidos oportunamente para que a mídia possa relatar: Inimigos do povo! Prendam-nos, batam neles, matem-nos!

Acontece que todo mundo sabe que os transportes são insuficientes, caros e se gasta uma vida neles. No final o tiro deve sair pela culatra, e todos poderemos ver quem são os inimigos do povo. Acontece que os relatos de extermínio já foram proferidos e podem sair pela culatra. Ou alguém acha aí que queimar pessoas vivas não é nada mais que um protesto desarticulado, inconsciente e despolitizado que é disseminado por que nada fez sentido?

Para que mergulhemos em nossas rotinas sem questionamento, aonde questionar só é possível e permitido assim, um palmo à frente do nariz. Não creio que aquele que desabafou por buscar a filha na escola tenha uma realidade diferente daquele que destruiu a guarita da PM. Estamos todos só e no mesmo barco, um calhau a vagar pelo espaço.

Quanto à mídia, ela precisa aprender com urgência a entender outros pontos de vistas e permitir que eles possam existir, pois nesses esquemas de relatos de extermínio, como biopolítica de Estado (Estado sim, a Sociedade se erigindo como um Estado corporativo), tudo só faz sentido realmente para quem domina as cadeias de produção material simbólica, social e física. Aos outros resta uma existencia de mera ferramenta para não virar mera vida (Angamben). Só assim os meios podem dizer que tratam o assunto "violência" de maneira adequada, no mínimo, quando se exigiria honesta.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Trabalho, Sustentabilidade e Capitalismo Predatório.

A lógica errada do capitalismo predatório é de um número menor de pessoas trabalharem além de suas forças, maximizando os lucros, ela dá mais riqueza para menos pessoas, mais aumenta a violência, a desigualdade e o risco de crise econômica. Contradição.

O que propomos é uma economia voltada para o trabalho, desviando do enfoque atual no lucro, sem o objetivo de criar emprego e de ser melhor que o outro, poderemos caminhar em direção à uma sustentabilidade real, não-marqueteira, o planeta se salvará junto.

Alguém acredita de fato que é possível salvar o planeta sem salvar a humanidade junto? Em nosso modelo de capitalismo predatório que vigora em 95% do planeta nada disso será possível, a não ser que o estilo de vida e padrões de consumo sejam questionados.

E não pode se tratar de apenas uma campanha publicitária com dimensões globais, NãO! Tem de fazer sentido para todo mundo, não sendo decisões de escritório com o objetivo não declarado de manipular para manter tudo como está, digo, a sociedade e a economia.

Eu quero distinguir fatos básicos: defesas e sentido. A ideologia predatória impõe defesas para alienar, pois assim pode influenciar, concentrar o poder, e, consequentemente, a riqueza. A tomada de consciência sustentável consiste em fazer emegir sentidos.

Claro que permitir que as pessoas possam tomar as rédeas ou os guidãos de suas realidades é o Satanás dos discursos e tem seu trâsito proibido nas caras avenidas e corredores do poder predatório. Por hora, é uma aconomia sustentável que eu proponho.

Mas que esse sustentável não exclua seres humanos e suas mentes de ricas diversidades. Refuto o argumento automático que afirma a salvação do ser humano automaticamente ao preservarmos a Natureza, evitando falar da extinção do humano pela dominação humana.

O planeta só será salvo se preservarmos também a integridade dos seres humanos, caso isso aconteça, caso o ser humano perceba o sentido de se preservar, vindo de si e não pela imposição externa que procura esconder realidades em mentiras, poderemos viver.

Resumo: o discurso que opera a oportuna separação entre o humano e a natureza, não faz sentido fora da coação do mercado que resiste nele demais para aceitar qualquer modificação. Nada mais é que limpeza da consciência, uma inutilidade na véspera do fim.

Ou seja, não há sustentabilidade que exclua o humano ao ser feita por empresas, o trabalho é necessário ao ser humano para que ele dê sentido a sua existência, não pode haver sustentabilidade em muitos se matando de trabalhar para a riqueza de poucos.

Obs.: A discrepância salarial é causa de injustiça, mas por outro lado é uma condenação ter de viver apenas para trabalhar, em qualquer empreguinho que se arranje hoje, a pessoa tem de dar tudo de si em nome do compromisso, não sobra tempinho pra ela, e se tiver filhos, nem sobra pros filhos também. Parece um absurdo, mas a renda deveria ser melhor dividida com jornada de 20 horas semanais, se a gente fizer as contas tem emprego pra todo mundo com salários decentes também. Isso é sustentabilidade!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

a origem desse blog


Liminar determina indisponibilidade de R$ 10,5 milhões de ex-dirigentes da Bahiatursa

"Ex-dirigentes da Empresa de Turismo da Bahia S/A (Bahiatursa), Cláudio Pinheiro Taboada, Guy Padilha Luz Filho e Paulo Renato Dantas Gaudenzi tiveram seus bens indisponibilizados até o montante de R$ 10.558 milhões, na proporção de 1/3 do valor para cada, por decisão do juiz Ricardo D’Ávila, que se pronunciou sobre ação civil pública por improbidade administrativa proposta pela promotora de Justiça Patrícia Kathy Medrado no ano de 2011. Segundo ela, os réus teriam transferido recursos financeiros do tesouro da Bahia, destinados ao aumento do capital social da Bahiatursa, para municípios, empresas e entidades privadas num montante de R$ 102.496.554,02, mediante convênio firmado para diversas finalidades, o que não foi registrado como despesas no balanço do Estado ao longo dos exercícios financeiros de 2003, 2004 e 1º quadrimestre de 2005.

Ocupando os cargos, respectivamente, de diretor-presidente, diretor de administração e finanças e conselheiro administrativo titular da Bahiatursa nos anos de 2002, 2004 e 2005, eles teriam repassado R$ 10.558 milhões só para a “Oficina de Artes”, uma sociedade civil sem fins lucrativos, constituída por parcela significativa de servidores ligados à Secretaria de Cultura e Turismo, fato constatado em relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), informou a promotora de Justiça. De acordo com ela, o dinheiro chegava até a oficina através da Rede Interamericana de Comunicação S/A, mediante pagamentos à Propeg Comunicação Ltda. Agora, eles podem ser obrigados a ressarcir o erário do Estado. A decisão liminar da Justiça, explicou Patrícia Medrado, busca garantir o efetivo ressarcimento ao tesouro da Bahia, não dando condições a que haja uma dilapidação do patrimônio em caso de eventual condenação final dos acionados.

Ao ingressar com a ação, Patrícia Kathy Medrado também levou em conta o relatório de auditoria realizada pelo TCE e pela Secretaria da Fazenda, dando conta que os acionados infringiram uma série de leis ao desviarem indevidamente R$ 102.496.554,02, provocando danos ao erário, o que a levou a caracterizar a conduta deles como improbidade administrativa. Ao determinar liminarmente a indisponibilidade de R$ 10.558 milhões, o juiz levou em conta que essa é uma medida de cunho emergencial e transitória e esse valor corresponde ao que foi repassado a uma entidade composta por servidores públicos. A ação prossegue na 5ª Vara da Fazenda Pública."

meu depoimento:
estava nessa empresa nesse tempo, e era muito difícil dar duro no trabalho, e ser ridicularizado pela empresa toda, humilhado além do limite da sanidade, porque estavam enriquecendo na corrupção e trabalhar não conferia dignidade, e só eu não sabia dessa farra com dinheiro público, mas sei que, se eu botasse as mão em um real sequer dessa dinheirama, seria o único a ser preso. isso é o DEM, e a Rede Globo (TV Bahia de ACM Neto) acobertou.

primatologia da política externa

em um grupo, o dominante, mais conhecido como primata alpha, mantém seu domínio controlando a aquisição de alimentos, se tudo está como ele gosta, ele adquire alimentos para o grupo todo, se não está como ele gosta, ele faz o restante do grupo passar fome até conseguir a submisssão desejada, esse é o método norte-americano....

neste grupo, o subdominante, o primata beta de primeiro grau, costuma afligir maiores agressões e mais repetitivas aos betas de último grau, como uma maneira de sair da penúria causada pela política infligida pelo primata alpha no controle de recursos, e como uma maneira exempler de manter todo o grupo com medo das retaliações e subjugado, esse é o método europeu...

agora imagine isso tudo ao mesmo tempo na mesma família.
depois querem que o planeta sobreviva nesse hibridismo norte-americano e europeu....

(fechar bibliotecas em época de recessão é como fechar hospitais em época de praga, ou seja, quanto pior a penúria, mais intensas as agressões, justamente quando mais se precisa das dinâmicas de um bem-estar moral e psíquico e de um otimismo)

domingo, 24 de março de 2013

televisão

e seu pensamento único,
seu mundo anacrônico,
se não fosse suas mil bocas
e todas a suas trocas,
seria uma bela porcaria,
e ninguém a ouviria,
veja só essa janela,
ao contrário da paisagem,
por onde se pode ter passagem,
isso não pode nela,
nem seus personagens,
que vistos de perto,
não sao mais que imagem,
pura banalidade,
violência,
pura banalidade,
loucura,
pura banlidade,
morte,
pura banalidade,
miséria,
pura banalidade,
controle remoto,
uma concessão,
vinda de cima,
para a conclusão,
que nunca rima,
aquela janela lacrada,
onde não há diálogo,
a gente se acha inteligente,
mas nunca um pouco mais gente,
desprezamos com quem vivemos,
e adoramos quem nem conhecemos,
naquela janela lacrada,
não há outro lado,
não há brisa noturna,
mas uma fera taciturna,
ninguém pra lhe ouvir,
como um transeunte,
que lhe pergunte,
como foi o seu dia,
mas é ladainha repetitiva,
agressão relativa,
para seus umbigóides ensimesmados,
midiotas vidrados,
acima de tudo, o dinheiro,
da inveja destrutiva,
porta de banheiro,
cultura de expiação,
para descontar em alguém,
e não dar valor à nada,
sem pensar nas consequências,
sem poder ir além,
assim é o personagem,
não a população que entra em seu transe,
mas o público-alvo imaginado por seus gestores,
gestão de símbolos é gestão de corações e mentes,
de corpos pra virar mera-ferramenta,
e enriquecer uns poucos,
para um bando de quero-agoras,
a nova escola de dementes,
a cosmética dos detratores,
a lógica dos torturadores,
a ideologia nojenta,
da submissão imposta,
não passam de rola-bosta,
e não quero ir além,
pra não sofrer mais perseguição,
mais do que essa que sofro, imposta,
e que você, se visse o que vejo,
sofreria também,
assim a televisão,
algo diferente,
com um controle remoto na mão
é ilusão...

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

poli(titica)mente incorreto/correto

o projeto neoliberal se afirma como defensor das liberdades, mas como é curioso que ele sempre tenha vindo com tantas regulamentações legais de todo o tipo para que o corporativismo seja garantido.

um paralelo a essa ideia é o debate entre politicamente correto e o politicamente incorreto como se ambos se opusessem, mas não é isso que ocorre de fato, as medidas politicamente incorretas, ao quebrarem os inevitáveis ovos para o omelete "deles", vêm sempre acompanhadas de justificativas politicamente corretas (!), ou seja, ambos são farinha do mesmo saco, irmãos siameses :O)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

contra ou a favor?

tem gente que é do contra,
mas quando todo mundo é do contra,
eu sou a favor:O)

aleluia


versão para o português
de hallelujah de leonard cohen.
(se é versão, pode ser cantada em português)

aleluia

um secreto acorde soou aos ouvidos meus,
que Davi arpejava e agradava a Deus,
mas você não se importa com música, não é?
e vai assim, o quarto, o quinto,
o menor caindo, o maior subindo.
um frustrado rei compondo aleluia!

aleluia, aleluia
aleluia, aleluia

com a fé tão forte, mas carecia ser provado,
então a viu se banhando do telhado,
sua beleza e a luz da lua lhe traíram,
lhe amarrou humilhado numa cadeira,
lhe deixou lá sem eira nem beira,
e dos seus lábios arrancou o aleluia!

aleluia, aleluia
aleluia, aleluia

você me diz "usou meu nome em vão"
e eu nem sei seu nome, irmão...
mas se fiz, o que isso é pra você?
há uma faísca acesa em cada vogal,
e não me importa se me levou a mal,
o santo ou o esfarrapado aleluia!

aleluia, aleluia
aleluia, aleluia

bem, talvez exista um deus maior,
mas tudo o que eu aprendi do amor,
é como atirar em alguém que lhe ferrou,
não é como um choro em frente à cruz,
nem como alguma alma que se entregou à luz,
mas, é um frio e um despedaçado aleluia!

aleluia, aleluia
aleluia, aleluia

oh, baby, eu já estive aqui,
andando pela terra, e dando voltas nela,
eu vivia muito só antes de conhecê-la,
mas eu vi sua bandeira em um manto de glórias,
além do amor não ser uma marcha da vitória,
não, é frio e abandonado aleluia!

aleluia, aleluia
aleluia, aleluia

havia um tempo em que você me deixou saber,
do que trazia bem dentro do seu ser,
mas agora você não mo mostra mais, não é?
e eu me lembro de quando entrei em si
e o santo espírito também assim
e a cada suspiro era um brilho de aleluia!

aleluia, aleluia
aleluia, aleluia

o melhor que pude não foi o bastante,
não podia sentir, mas tocava o instante,
eu disse a verdade não quis enganar ninguém aqui...
e mesmo assim caído no chão
e bem em frente aos Deus da canção,
não há nada pra cantar só um aleluia!

aleluia, aleluia
aleluia, aleluia
aleluia, aleluia
aleluia, aleluia



quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

leia e chore

versão para o português
respeitando o sentido original
e encaixando na música rigorosamente,
read'em and weep
(jim steinman)

leia e chore

tenho tentado por horas
encontrar um jeito de lhe dizer,
pensei na expressão preciosa,
mais fina palavra,
precisa concisão do bom fim da
melhor conclusão,
tenho morrido aos poucos
buscando um pouquinho de sensatez,
não consegui me acalmar
para meu choro lavar
a mágoa dessas razões,
ou qualquer bagulho pior,
mas lhe dizer "até logo"
ou "vamos nos ver"
é apenas um toque
de sarcástica fé,
saindo da estaca zero,
ou do topo do mundo,
as armas exaustas,
e as balas zunindo
e tudestá acordado!

e se eu pudesse falar,
eu botaria pra fora,
e se eu tivesse a voz
pra dizer,
paira nos olhos,
não me veja assim,
vai, olha pra mim,
leia e chore...

e se eu pudesse falar,
eu botaria pra fora,
e se eu tivesse a voz
pra dizer,
paira nos olhos,
o que posso dizer?
vai, olha pra mim,
leia e chore...

tenho sussurrado suave,
procurando pedaços de um
quebra-cabeças,
lá onde o passado descança,
e o futuro promete,
mas não passa da prisão,
em que meus sonhos me encerram,
tenho morrido aos poucos
buscando um pouquinho de sensatez,
não consegui me acalmar
para meu choro lavar
a mágoa dessas razões,
ou qualquer bagulho pior,
mas lhe dizer "até logo"
ou "vamos nos ver"
é apenas um toque
de sarcástica fé,
com a ruínas vazias,
e as velas acesas,
as armas exaustas,
e as balas zunindo
e tudestá acordado!

e se eu pudesse falar,
eu botaria pra fora,
e se eu tivesse a voz
pra dizer,
paira nos olhos,
direto do coração,
vai, olha pra mim,
leia e chore...

paira nos olhos,
direto do coração,
paira a raiva
em silêncio profundo,
paira nos olhos,
o que posso dizer?
vai, olha pra mim,
leia e chore...

(leia e chore)
por tudo aquilo que jogamos no lixo,
(leia e chore)
pelos sonhos que nos acordam,
(paira a raiva em silêncio profundo)
e todas as promessas que esperamos cumpridas,
todas serão esquecidas...

(leia e chore)
pela magia dos desejos saciados,
(leia e chore)
pelo amor enquanto dura,
(paira a raiva em silêncio profundo)
e todos os segredos que alguém revelou,
é o preço, vamos pagando...

(leia e chore)
pela ideia roubada, morta e finda,
(leia e chore)
por duradouro que seja,
(paira a raiva em silêncio profundo)
e todas as coisas que nunca voltarão,
vai, olha pra mim,
leia e chore...
vai, olha pra mim,
leia e chore...

paira nos olhos,
direto do coração,
paira a raiva
em silêncio profundo,
paira nos olhos,
o que posso dizer?
vai, olha pra mim,
leia e chore...


a canção original é esta:

merdia

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

censura pós-moderna

direito autoral, direito de rico pra rico,
se dizes coisa ruim, és excluído,
se dizes coisa boa, és roubado,
assim se impõe o silêncio,
censura pós-moderna

terça-feira, 6 de novembro de 2012

contradição

a contradição é: o regime de governo é democrático, mas, ao entrarmos em alguma empresa, somos obrigados a consentir com um regime despótico. ou isso, ou se morre de inanição.

assim o capitalismo, automaticamente, não está de acordo com a democracia.

veja só, se faz tanta publicidade para a liberdade de expressão das empresas de comunicação, mas se uma pessoa que trabalha nessas empresas, ou em qualquer empresa, denuncia alguma injustiça, é demitida por justa causa! e com a anuência dos tribunais trabalhistas de origem fascista com suas leis feitas mais pra defender as empresas do que os trabalhadores, isso é liberdade de expressão? ou é melhor chamar de privilégio de expressão?

privilégio de expressão é mais adequado, e, sem dúvidas, menos mentiroso, ou manipulatório.

mia couto no roda viva

Mia Couto, ontem no Roda Viva da TV Cultura, estava tentando explicar a maior curiosidade dos entrevistadores lá presentes, como uma população de cinquenta mil brancos consegue controlar dezesseis milhões de negros em Moçambique, simples, manipulando para jogar uns contra os outros e deixando grande parte dessa população mutilada, acho que querem implantar essa política aqui.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

direito e dinheiro

o jô soares disse:

sobre a questão da democratização dos meios de comunicação o comediante disse:
"para quê discutir a televisão, ela é só um eletro doméstico, ninguém discute a geladeira, por exemplo!"
discute sim,
se ela estiver vazia,
discute sim!

escolhe aí, não ter geladeira ou não ter televisão:O)

dial evangélico

detesto rádios evangélicas que se acham portando algum poder divino para invadir a frequência da estação que estou ouvindo!

figura três

figura dois

figura um

com trastes sessenta

cem trastes cinquenta e nove

com trastes cinquenta e oito

cem trastes cinquenta e sete

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

para com isso,...

o acordo ortográfico é mais democrático que a escrita antiga.
observe a frase:
"o brasil para cristo"
quem quiser lê um verbo,
quem quiser lê uma preposição.

facebook/cristian.korny
website musikisses
myspace/cristiankorny
soundclouds
twitter/qryz

a barbárie não é uma hipótese...

barbárie é o que ninguém quer?
você está tão preocupado com sua posição social que não vê o estado de barbárie no qual muitas pessoas (pobres) se encontram.
por incrível que possa parecer, a barbárie existe, é um fato e está logo ali,
basta abrir os olhos,
e se puder abra o coração sem sentir nojo.
mas, tudo bem, enquanto a barbárie não chegar em você, permanecerá como "preocupante".


amnésia

a impressão que
causa a televisão
é de que quem a
assiste sabe de tudo
o sabe tudo
mas basta desligar
o aparelho um instantinho
que nada é lembrado
tudo esquecido
ilusão de poder
manutenção do poder
"se não aparece na
televisão
não existe"
isto dito por quem
aparece na televisão
isto dito no ar


desarmado

melhor assaltar com arma
melhor que o jeito de roubar
da globo
da tv cultura
da usp
de pseudo-artistas
da almap/bbdo
e do caralho
roubam
assaltar de arma
é mais digno
andando de madrugada
sou abordado
sai sei se está
armado
mas
que diferença
isso faz
que difernça me tirar
a vida ou o relógio de plástico?
quando o que tem importância
mo tiraram rindo
mas ninguém assalta com arma
rindo
um relógio, um carro
se compra novo
já seu conteúdo
anos pra surgir
anos ruminando
anos de vida
seu conteúdo
sua ideia
sua vida
não tem preço


terça-feira, 18 de setembro de 2012

o consumidor



quando um aluno copia da internet um trabalho escolar, recebe zero na nota, mas, quando um publicitário copia algo das redes sociais, é muito bem pago pelo cliente, típico de nossa sociedade... bonito, não?

e sabe como se justifica isto?
assim: "a vida não é justa"

acabei de ver do que se trata, uma vez que todo mundo imita,
os "profissionazis" tão liberados pra copiar tb (vê se pode!)

acho que entendi, o cliente é um trouxa, e não tem direito,

pela fortuna que paga, a algo original e eficiente,
a discussão vai longe, pegar algo testado, maior a certeza...

mas por que se paga uma fortuna por isso?
tá sobrando dinheiro.


meo, vou lhe falar...

com trastes cinquenta e três

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