domingo, 4 de setembro de 2011

romance

i.

Você vê? Tem coragem?
Quantos ainda serão atados?
Quando verá, não tem saída.
Controlo a vida, e controlo a sorte.
Não adianta ser forte, eu sou os dados.

Você crê? São paragens.
Sob mia mão serão esmagados.
Qualquer sonho, ou guarida.
Sou quem lida, no cruel fino corte,
Lhe empurrarei à morte, igual soldados.

Você sim, sem mensagens,
sem seus sonhos terminados,
todo poder, toda força, tudo nosso, sou Pollvosoxial, tudo posso.

ii.

Viva a voz ativa,
viva o que nos cativa,
viva o que canta a luz,
viva sem o capuz do carrasco

viva a voz altiva,
viva o som da Diva,
viva os céus azuis,
viva sem sangue, pus, sem asco

mas não viva a dor,
apenas o amor,
desculpe se seu coração,
me priva da dor, constelação de aço,
espaço, gelo, estupor.

Viva sem a raiva,
viva o que criva,
viva o feel blues
viva sem tristeza, viva sem “eu caço.”

iii.

céu, céu de brigadeiro,
estrelas iluminam minha tristeza,
a alma roubada, é seu o brigadeiro,
um doce, uma beleza,
um dia verás no cancioneiro
popular a história da festa.

mel, meu algum dinheiro,
querelas assinam minha tristeza,
a alma roubada, é seu o brigadeiro,
um mote, uma certeza,
e assim se forma um tabuleiro
para algum princípio que resta.

Réu, réu mas está inteiro,
apesar de qualquer a safadeza,
alma roubada, é seu o brigadeiro,
uma venda, que tristeza,
trocar deste modo por dinheiro
pela simples vontade da besta.

iv.

Queria você numa canção,
onde nos tornaríamos um só.
Faria você em uma ação,
e todo este poder dar um nó.

Uma memória de amor,
com flores de cores, capuzes de luzes,
ninhos de passarinhos, qualquer querer
que quer ver de mais uma vez sempre a ti

Daria asas a imaginação,
quando não teria nenhum dó.
Traria de uma longa estação,
como fênix, formar-te do pó.

Uma memória de amor,
com flores de cores, capuzes de luzes,
ninhos de passarinhos, qualquer querer
que quer ver de mais uma vez sempre a ti

v.

Se prenda, se esqueça, a renda é sua cabeça,
não compreenda, nem aqueça, uma esperança,
sua divina contenda é minha extravagância, nunca possuirá-lla, rode, rode, rode, esforço, fique aí no torso, se fores forte, sairá vivo, se fraco fores serás meu cativo...

Caias, sinta a vertigo
Nada para possuir
nada para segurar
não terás nada contigo
um chumbo sorrir
um choro cantar
não tens sequer amigo
para te ajudar
para te acudir
todos serão inimigos
mutilando, ferindo, nem abrigos
nem ir para algum lugar
nem ar para o fogo luzir.

vi.

Amor, quando te encontrar,
não desdenhe meu ingênuo Amor
deixe que desenhe em seu esplendor
o coração.
Alma, quando te encontrar,
sim inspire-se eterna Alma
deixe qual espírito meu que é calma
o coração.
Ama, quando te encontrar,
talvez eu sonhe, sou quem te Ama
deixe quão sem número de um drama
no coração.
No coração.
No coração.

vii.

Se você é inocente, então prove.
Se você é inteligente, então prove.
Se é gente, então prove!
Prove sua limpeza.
Se você não é amado, então prove.
Se você não é um coitado, então prove.
Senão beba do pó, prove!
Prove do veneno de rato!
Prove de todo maltrato!
Prove de fruto proibido!
Prove sim desta libido!
Se fores fingido, então está bom.
Se fores um bandido, então está bom.
Se for crido, então está bom.
Prove do poder total.
Seja bom: seja mal.

viii.

Disque disque disque trim trim
ela diz a ele, ele diz a ela, nada se checa
ninguém algo contesta
bem pregam o mal em qualquer testa
Ti ti ti ti ti ti zum zum
ele fala-lhe, ela venera, tudo é o que era
alguém nada a desdizer
mal, para que o bem quererão fazer
Bla bla bla bla bla bla qua qua
se não existe verdade, a vida é uma festa
não há nenhum compromisso
prosseguindo assim será sempre o que era

e não nos envergonhamos!
o que é uma safadezazinha!
Se não há consequências!
Somente mente com decência!
Apenas penas nós julgamos!
Para as pessoas pobrezinhas...

Disque disque disque trim trim
ela diz a ele, ele diz a ela, nada se checa
ninguém algo contesta
bem pregam o mal em qualquer testa
Ti ti ti ti ti ti zum zum
ele fala-lhe, ela venera, tudo é o que era
alguém nada a desdizer
mal, para que o bem quererão fazer
Bla bla bla bla bla bla qua qua
se não existe verdade, a vida é uma festa
não há nenhum compromisso
prosseguindo assim será sempre o que era


ix.

Meu Líder, sabe o bom, o melhor
sabe separar o joio do trigo
à Cezar o que é de Cézar
à Deus o que é de Deus.
Aos descendentes, os céus na terra.
Tens todos os carinhos meus
Tens todos os carinhos meus
Meu Líder, sabe o tom, sim senhor
sabe retirar dos olhos o cisco
à Cézar o que é de Cézar
ao fisco o que é do fisco.
Condescendentes com paz na terra.
Tens todos os carinhos meus
Tens todos os carinhos meus

x.

Estão correndo os dados,
teu tempo está acabando,
nada és, não tens nada,
nunca serás neste caminho.
Ser não é algo importante,
Ser algo não é importante.

Esta contenda de amados,
conhecer-se mais brando,
tudo és, farás tudo,
construindo com carinho.
Ter não é algo importante,
Importante é algo não ter.

Estar perdendo os jogos,
E segue se superando,
Fogo traz, luz dos fogos,
Até saber o caminho.
Ver tudo que está distante,
Distante está o que se quer.

xi.

Olha para mim e brilha...

@ Aquele que eu amo,
acha dominar a situação,
eu preciso de um acessório,
eu preciso de segurança,
bolsa ou animal de estimação
ele sempre será uma criança,

Olha para mim e brilha...

! Aquele que eu amo,
chega cantando uma canção,
e não me leva nada ilusório,
e não me levando a um encanto,
deixo ele acreditar na ilusão
de me embalar com seu canto.

Olha para mim e brilha...

~ Aquele que eu amo,
presta sempre muita atenção,
e traz enredos, contos simplórios,
sempre coisas alegres, sem pranto,
rio mais dele que da narração,
quero é amar em qualquer canto.

Olha para mim e brilha...
Meu amor poder ser total...
Escuridão assim é fatal,
Eu nunca percorri esta trilha.

xii.

LÁ VAI ELE, O PROSCRITO
FINGE INOCÊNCIA, ESTÁ NA CARA
DESOBEDECEU TODO O RITO
QUIS SER UMA PERSONALIDADE RARA
FEZ POUCO CASO DO MITO

SER ASSIM É COISA MUITO CARA
É CARÍSSIMO, CARA!

LÁ VAI ELE, O PROSCRITO
MISTER A OBEDIÊNCIA, NÃO VIRE A CARA
PARA NÓS ÉS COMO UM MOSQUITO,
QUE QUALQUER MÃO ESMAGARA
NÃO ADIANTA FANIQUITO.

SER ASSIM É COISA MUITO CARA
É CARÍSSIMO, CARA!

LÁ VAI ELE, O PROSCRITO
INFAME IMPRUDÊNCIA, QUE DESMASCARA
NUNCA ALGUÉM FOI MAIS ESQUISITO
DE TUDO ISTO QUEM SARA?
DESMASCARA ESQUISITO!

xiii.

Sem saber veio a fogueira
Para crimes imaginários...
Como podem falar da igreja?
Se igual vocês julgaram?
Como vem falar de justiça,
Se vocês comem carniça,
Se vocês nunca amaram.

ESTOU DE SACO CHEIO DE SANGUE MEU AMOR
EIRA ÁRIOS EJA ARAM IÇA ÇA ARAM OR OR...

Em um papo sem eira ou beira
São sublimes nunca otários...
Pois quando vem a benfazeja,
É a mesma que mataram,
Algo maior em vocês atiça,
Um nova e negra missa,
O cifrão idolatraram

ESTOU DE SACO CHEIO DE SANGUE MEU AMOR
EIRA ÁRIOS EJA ARAM IÇA ÇA ARAM OR OR...

E um dia numa cordilheira,
É certo verei caminhos vários
Minha vontade que deseja,
A mulher que afastaram,
Tua engrenagem enguiça,
Enquanto ela enfeitiça.
Sem saber nos juntaram...

ESTOU DE SACO CHEIO DE SANGUE MEU AMOR
EIRA ÁRIOS EJA ARAM IÇA ÇA ARAM OR OR...

xix.

Aquilo que se quer
Não se consegue sem buscar
mesmo que o acaso traga
o espírito preparado para amar
É nada, não é tudo, falei e fiquei muda
A cada vaga de mágoa ou cada muda de rosa
que mudo você me trouxe em sonhos.
Aquilo que se quer
Não se encontra em um lar
a esmo qual ocaso ou vaga
em coração tão louco por amar
É nada, não é tudo, falei e fiquei muda
A cada vaga de mágoa ou cada muda de rosa
que mudo você me trouxe em sonhos.
Aquilo que se quer
Está na canção que traz o mar
a água ensinando a saga
de se saber no seu interior nadar
É nada, não é tudo, falei e fiquei muda
A cada vaga de mágoa ou cada muda de rosa
que mudo você me trouxe em sonhos.

domingo, 28 de agosto de 2011

molly e o grifo

Uma construção simétrica, concebida em verdades, igual qualquer simetria. Pretendida eternizar um ideal. Algo que só existe no coração, se manifesta pela intuição, mas é intraduzível.

O sol da primavera invadia os recintos obliquamente. No átrio central homens e mulheres comiam, bebiam, falavam, e se fartavam à luz amarelada e intensamente brilhante. Aquele centro de uma antiga idéia agora se tornara vestígio erguido à pedras, argilas e outras matérias.

Molly os servia, e se sentia mal por isto.

Quando em seu coração pressentiu uma intensa emoção, e tomou-lhe o lugar uma visão à noroeste. Um fabuloso Leão Vermelho respirou sem ruído algum, como rugisse mudo. Mesmo com a crueldade daquele olhar, entendeu o recado: "Cale-se, esconda-se, e eu poupo-lhe a vida".

Com o corpo hirto de pavor cambaleou até um cômodo escuro, atrás de si.

Um monstruoso barulho veio lhe preencher os ouvidos, e tomar conta do ambiente. sinfonia de ossos se partindo, gritos humanos, móveis despedaçando-se. Aquele medo em Molly foi se transformando em música que a remetia aos sons naturais, como cachoeiras e canto de pássaros, uma música imprevisível, um jazz.

Os gemidos ainda estavam sendo emitidos quando ela saiu, sentindo a ausência da fera. Tudo ia se tornando silêncio.

No chão muito sangue, em poças, em pedaços de mesa, em pedaços de gente. Só foi devorado das vítimas os olhos e os corações. Abaixou-se e com os dedos cruzados numa das poças provou do sangue fresco. Ouviu uma voz:

"Ouça menina, vá embora, sua vida se renova nesta hora, não existem mais ninguém que lhe possa escravizar, eu trouxe-lhe a salvação. Seu batismo foi de SANGUE"

Assim proverbiou a Águia Dourada, e seu olhar era como se pudesse devorá-la, mais já estava saciada.

A simetria se reconstituiu no tempo, enquanto o espaço se constituiu num templo.

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o cavalo

O cavalo e seu cavaleiro conversam, que não haja dúvida sobre isto.

Qualquer um que por ausência de palavras demonstre algo, e compreendido o possa dizer.
E mais..

O cavalo tem o perfil de seu dono, é fiel à ele, um gesto entendido pode significar a vida salva.

Quando é de batalha, podemos ver um único ser, no meio do sangue e das mortes é uma só alma.

Os antigos maias acreditavam que se tratavam de Centauros, àquela figura mitológica meio homem meio cavalo, quando viram espanhóis em suas montarias... Uma só alma, em um só corpo dividido.

Os sentimentos são compartilhados, se o animal se fere, que o cavaleiro sinta, que a sua espada defenda a extensão do corpo seu.

Num ferimento o animal sente, mas não pode sair do controle, pode dar um pulo, um "tranco", emperrar como uma motocicleta, a motorcicle, or a Iron Horse. E cabe ao cavaleiro mantê-lo vivo, pulsante.

Domar animais selvagens, sem fugir da sua própria selvageria é o princípio dos oito segundos de uma competição de montaria, de um peão de boiadeiro. Um extremo ferimento do cavalo, reagindo à todo custo contra sua submissão. Quer continuar livre.

O peão age com o braço e com o coração, um Royal S. Flash, com copas e Reis, Rainhas e et coetera...

Os cavaleiros, em conjunto são quadras, como os quatro do apocalipse, um de cada naipe: Fome que um dia fora Ouro, Peste que fora Amor, a Guerra, quando laços eram paus, eram ramificações de um mesmo ideal, e transformou-se na clareza e objetividade da Espada, que invertida pode ser vista como a Cruz. Um lado de Morte, e um lado de Vida.

Somos selvagens por natureza, no xadrez um cavalo é a segunda mais versátil das peças, mas realiza um movimento inimitável, não pode ser perseguido por apenas outra peça, e sim cercado. Um movimento imprevisível. Talvez por isso aprendamos a dominar nossos instintos, em um aprendizado que pode descambar para a indiferença, ou pior ao atavismo.

Como quando o cercamos para capturá-lo, selvagem como nós um dia fomos.

Igual como quando nos percebemos furiosos, e tememos fugir ao nosso próprio controle.

Uma selvageria que se conquistada se transforma numa linda fidelidade.

Se submetida tranforma-se em burrice.


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realidade

Um homem fala ao telefone:
- Estou pisando em ovos
Uma mulher o vê pisando em piso sintético barato.
Uma criança imagina se formigas põem ovos.

A realidade é a base de qualquer coisa, é o chão que se pisa.


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fábula

Você está vendo a luz?
São os olhos de Manhana Régia. Você e eu estamos neles.
Um raio de luz que não que ser nunca absorvido.
A floresta à nossa frente, flores, borboletas, pássaros, e uma voz: "Estou louco por você".
É apenas uma voz na floresta, de onde vem isso?
Estou falando sozinha, tem mais alguém aí?
Estou falando sozinho? Tem mais alguém aí?
"Um pouco eu, e você".
Voz toma mais intensidade, e se nota um descontrole...
"Vamos, ande, venha brincar, o lugar está muito, muito sozinho". Vós começais a não entender? Mã, estais perdida em excentricidade?
Minha alma sã num porvir de felicidade.
"Venha, cante, vamos queimar, estou louco e perto, bem pertinho". Da manhã, vê um Dragão quando já está em uma clareira na mata. Rainha, pagã, uma ilusão diante o fogo que sai em labareda da entranha da morte.
"Está perdida?" diz a voz.
"Estais perdidas? Dize vós".
Manhana olha ao lado, um príncipe ao lado.
Um dragão cravejado na armadura.
E uma candura na voz assustadora.
Não era assim.
Apenas o fim amado.
Nunca houve alguém lá...
Dize vós: Houve alguém lá?

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fábula (dois)

Uma mulher, chamada Manhana Régia, dentro de uma selva, se assusta e sai correndo assustada de dentro da selva, fica branca ao ver um dragão que cospe fogo. Paralisada frente ao dragão alguém lhe toca a cintura, olha ao lado um homem, se tranquiliza. olha à frente, e o dragão já não existe mais, só o homem ao seu lado. Um sonho de fadas se realiza e uma estrela nasce.

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Puzzle

Menina linda, mesmo com seus cabelos raspados entra em um bar. Homens insinuam sobre suas nudezas, e as dela. Até aí nada a se reagir. Estava, Puzzle, resiguinada a ficar só. Um brutamontes agarra a menina Puzzle: Abraça-a contra a vontade.
BAM
O homem cai de costas. "Já ouviu falar em Quebra-Cabeças?" Diz a linda Puzzle, com uma manchinha de sangue em sua testa, linpando-a calmente com um lenço.

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cry wolf

"Queria me expressar sobre este terrível costume dos paulistanos de aplaudir de pé qualquer porcaria"
Era essa a idéia que ouvi numa palestra sobre teatro...

"Cry wolf" é uma situação:

Um menino gritava de um estábulo, dizia estar sendo atacado por um lobo. Vieram acudi-lo e era mentira queria apenas chamar a atenção.

Um dia realmente um lobo apareceu, o menino gritou, gritou, mas ninguém veio em sua ajuda, foi devorado pelo lobo.

"Cry wolf" é o nome desta situação.

Um dia estava no cinema assistindo Mulan/Disney, e em determinadas cenas aplausos bem suaves eram ouvidos. Eu pensava qual a razão destes aplausos? Se no cinema é uma fita que roda? Simples ter começado a aplaudir junto: Existem funcionários no cinema que o mantém limpo, vendem pipoca, recebem os bilhetes ou fazem a fita girar.

Aplausos.

É simples como o tom de voz. A velocidade das palmas, a intensidade das palmas, o ritmo, podem transmitir sentimentos...

Um dia aplaudi uma peça sem me levantar, ninguém se levantou, como apludissemos Mulan, simples e baixinho como se sussurassemos o quanto havíamos gostado.

Outra vez um show em homenagem à Vinícius de Morais, as palmas acompanhavam a canção, aplauso de pé e no ritmo.

Podemos aplaudir em número específico de vezes: Esta peça merece sete palmas, esta merece três, esta merece uma bem forte como um soco, etc...

Também pode-se usar outras formas: bater na mesa, estalar os dedos, assoviar, gritar, urrar, vaiar, etc...

Uma vez vi uma peça, fiquei louco, ou já estava predisposto, levantei aplaudi e quase caí, se fosse mulher desmaiava, saí cambaleando, a peça nem deveria ser tão boa, mas eu gostei.

Se alguém acha necessário aplausos em pé que fique de pé, mas não precisa ser seguido por toda a platéia...

Se for para entrar numa peça já sabendo que no final vou aplaudir de pé mesmo sem entender, ou sentir 'lhufas'. Talvez seja razoavel o aparecimento das claques estampadas: PALMAS.

Por que aplaudir de pé não é nem para todos os espectadores muito menos para toda a obra.

De pé, frente ao final de qualquer coisa é "Cry wolf", um dia alguém verá a peça de sua vida e para demonstrar talvez só trazendo abaixo o teatro. Destruição total. Ninguém tem mais discernimento.

Então vou rir de qualquer bobeira só para variar, ou me sentir normal.

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vande-se

Final da Avenida Paulista: "Viche, 25 metros de mulher..."

A foto começa nas ancas, mas se abstrairmos a proporção, tem-se a mulher em pé como se tivesse 40 m. Ela ainda se dá ao luxo de levantar as mãos... ...para fora do espelho, para baixo seus pés no chão.

Em seu plano horizontal, como um espelho de guarda-roupas iluminado eu me sentiria o próprio Godzilla!

Imagine: a Avenida, a passarela, e as paulistas desfilando nela.

Igual àquele clip de um grupo de rock: LovesStrong, só que era NY.

Aqui, Brasil, sem dinheiro, só se pode imaginar...

Nhem, nhem, nhem.

Mulheres de 40 m com uma coleira escrito Godzilla.

Qual a relação entre os Rolling Stones e a Fórum?


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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Canudos

(o rei)
um rei roto, oprimido
um rei que não será vencido
um rei de palavras tão fortes
pois deus era outra pessoa
faria cicatrizar cortes
palavra nos ares ressoa

(as capelas)
nas capelas a gente rezava
por deus um sino badalava
sabíamos que existia o céu
e o reino daqueles demônios
que venha então o corcel
o espírito santo dos sonhos

antônio conselheiro fora um rei
antônio conselheiro fora um rei
um rei de palavras tão fortes
conduzira-nos pelo sertão

(a vila)
a vila era de paz
de trabalho era capaz
tudo sempre fora para nós
mesmo na escassez do agreste
nunca estiveramos sós
nem na felicidade ou na peste

(o clero)
o clero posuia pavor
por um novo salvador
que poderia não ser mais aquele
que pregado na cruz levaria
todos nossos pecados com ele
condenado por herodes um dia

(o governo)
palavras, nosso destino
um rei ou um deus-menino
um homem tão sábio, tão cabra
não temia pelo governo
e sua sentença macabra
de trazer ao sertão o inferno

(as tropas)
vieram tropas do sul
vieram vestidas de azul
vieram trazendo rajadas
de fogaréis e ventos trovões
mas, pelas montanhas tragadas
sangravam pelos sertões

(os nossos)
vieram tropas do sul
vieram vestidas de azul
valíamos cada para cem
não havia homem que vivo
pudesse ir mais além
que cada um de nós mais ativo

(os jagunços)
vieram jagunços armados
bandidos muito bem pagos
a mando de algum coroné
trouxeram dinamite para a guerra
só eles eram pário para fé
devastaram tod'essa terra

(o frio)
com o sangue viera o frio
com a morte viera o frio
poucas mulheres e crianças
jogados em sujos vagões
mas, como é grande a esperança
soará nos céus dos sertões

(epílogo)
meu bom jesus conselheiro
e que por ser tão sublime
não sabíamos o porquê
de ser aquilo algum crime
por vir somente de vos-mecê
por vir somente de vos-mecê

meu bom jesus conselheiro
e que por ser tão sublime
não sabíamos o porquê
de ser aquilo algum crime
por vir somente de vos-mecê
por vir somente de vos-mecê

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hey, sr. fanta (dois)

ele bate porque é burro?
ou é burro porque bate?
qual o segredo da bolacha?

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

à melhor pessoa do mundo

conto como se fosse
canto como se estivesse
sozinho
nas asas do vento veio
nas asas do vento veio
um recado
que eu não me estritecesse
por que meu amor está
secreto
ainda não existiu
ainda não está aqui
por perto
ouvindo os passarinhos
na manhã que vai surgindo,
desperto
meu bem não quero mais
meu amor não estar aqui
por perto

oh, beija-flor me traga, por favor
a leveza, a doçura, a beleza
que está nos olhos dela

oh, beija-flor
me chegue bem mansinho
com a lembrança de seu canto
do seu nome, oh, bela

suave como a noite e o luar
como você não existe
nada, ninguém ou lugar
vida, oh, vida linda

mas au sinto o seu carinho
ainda
por instantes, o sol raiou
por instantes, o meu amor
sonhou
e desejo de coração
que eu quero é namorar contigo

enquanto espero
sonho contigo
enquanto canto
sonho contigo
enquanto respiro
o amor amigo sonha
contigo

vida, oh, vida bela
pena que não posso estar com ela

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mar ilha

vou
passear pelo ar
pra encontrar
a ilha do mar
na imensidão
verdazul
dos seu olhos,
oh, marília

vou,
vou voar
na solidão
do coração,
verdeazul
de marília

vou
lhe levar
esta canção
a cor
do seu ser
levando fé
na canção
que permanece
sem cartilha

vou,
vou soar
na amizade
de minha mãe
de minha irmã
de minha filha

vou
lhe cantar
lhe soprar
sempre marília

lá lá na ilha
lá vai iria
lá ai íria

laraiaiá
laiará
laiaiá

vou planar
sou albatroz
com ar veloz
bem entre as asas

por detrás
da imensidão
dos seus olhos
que são duas lindas ilhas

vou,
vou perseguir
o sofreguidão
do coração
verdeazul
de marília

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prisão sem celas

a morte não me diz o que eu te digo,
por favor, não deixe que isto ocorra,
estou vivendo como um mendigo,
minha mente e percepção que morram...

este amor vinculado ao acaso.
depende da sorte pra nascer,
só que alguns segundos atraso,
sandra, já não poderei te ver.

ocorre que o que nos une é algo
estranho e que talvez não pereça,
mas talvez um dia desapareça...

em cretinos percalços deságuo,
e como eu espero algum desenlace,
que nos posicione face a face.

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patrícia

Nenhuma noticia interessante
Nada de legal para escrever
Só a tela luminosa adiante
E nenhuma vontade de esquecer

Nem do tom agressivo, lancinante
Nem da solidão que eu ia lhe dizer
Nem do esquecimento itinerante
Que sempre me fazia esquecer

Vaso ruim não quebra, inda mais diamante,
O tapa tem que muito mais que forte ser
Mais se a marreta for um pouco semelhante

Estrago algum talvez possa ela fazer
Mas resiste a uma intencão torturante
Sempre será forte bastante para viver


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taís

acho que não esquecerei jamais
estes teus olhos, dois cristais,
qual me trará muita saudade
sempre transbordante bealdade

acho que este ar amalucado
guarda algum brilho dourado
da grande cúpula celeste
ou uma luz que da vida empreste...

...d'alguma luz que empreste...

...algo que vai além dos mortais
algo que nunca terá idade
algo que me deixa abobado

algo nascente como o leste
algo a mais que a felicidade
algo como esse verso adocicado.

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o casamento

eu não quero,
mas eu digo
aceito
sou agora
teu amigo
aceito
---------
mia senhora
traz consigo
ajuda
---------
nessa hora
teu amigo
ajuda
---------
pois aurora
banho digo
arruda
---------
vou tomar
adeus
tomar
adeus
tomara,
meu deus,
tomara

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mel

com aquela inofensiva abelha
usaste a fumaça da centelha
do cigarro de modo a espantá-la
e então fugiu, sem ar, sem fala

voltou num enxame em esquadrilha
pronta para a batalha, ou guerrilha,
a formação desenhou o horizonte:
um suporto fio bem defronte

ao nosso olhar lenta levantou-se
tal qual uma ponte levadiça
fechou? não, mas abriu o desejo meu

nequela constelação, achou-se,
um nome, que tão bem sábio, à vista
vi apenas que luzia: mel

vário pequenos pontos
zumbizares

mel

(e foi o fogo que me disse!)

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fases

fazes por que fazes?
fazes frases?
apenas fases
por quê?

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

pausas

enquanto eu risk risk risk
ela tsc tsc tsc

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1/2 soneto

eu,
uma árvore,
com bem-te-vis
e colibris

ter de mármore a alma
te enxergar a dor
e com muita calma
te beijar, minha flor

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aurora

Aurora
irradia poesia
vam´bora lá p´ra fora

essa brisa fria anuncia
Aurora
irradia alegria
vam´bora lá p´ra fora

essa brisa fria prenuncia
Aurora
irradia fantasia
vam´bora lá p´ra fora

essa brisa fria inicia
Aurora
irradia melhoria
vam´bora lá p´ra fora

essa brisa fria sinaliza outro dia
lá fora

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êxtase

cocaína
anfetamina
heroína
aspirina
cafeína
adrenalina
endorfina

apenas ti,
minha menina,

me alucina
e altera minha

sensibilidade

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fechadura

amor como meu, não acha
se esqueceu?
me corta?
´tô indo agora comprar uma borracha
e vou fechar a porta

Tchau!

arbeit macht frei

cadáver devora cadaver
caráter fingindo caráter
cidade está para cidade

ar

de

liberdade

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arbeit macht frei = o trabalho liberta

asfixia

sem dúvida
é inóspito
o cheiro cinzento

espessa poeira
paira e margeia

esta
mácula
derradeira

este véu rotundo
este céu de chumbo
este odor úmido
este medo fétido

névoa densa podre núvem
névoa podre densa núvem
densa névoa núvem podre
densa núvem podre névoa

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rap soccer

bate muito bem
desta vez
um porém

pimba!
na baliza

mister dob alina dob dob alina

7o

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as pedras

um tijolo de barro
branco

se eu pudesse
eu faria poesia
como são as pedras

quietude
simplicidade
clareza

como são as pedras

se eu pudesse
apenas
se eu pudesse

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sábado, 6 de agosto de 2011

fundamento

não há como apagar
de volta esse limão
doce como o viver
nada de parada
ainda menos retroceder

vai ter de derrubar
vai ter de derrubar
só ter de derrubar

pesado como o chumbo
não há contramão
duro como sorrir
nada de parada
a bola eu quero de volta

vai ter de retornar
vai ter de retornar
vai ter de derrubar

passe que passa
rápido para a penettração
passe que passa
o instante
sentindo a pressão
sentindo que na corrida
terra tem dono não
sentindo que na corrida
tentativa bem-sucedida
completa sua ação

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lobita

eu não sou para sempre
eu sou toda momento
nos vários tormentos
no turbilhão da mente

eu sou loba menina
na teta amamentada
pois sou eu quem ensina
a chacinar manadas

sinto o cheiro de longe
da pólvora espingarda
pouco caso sobre os monges
e prossigo vida largada

a faísca do teu olhar me conteve

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desenho

em um mesmo instante
eu mesmo em um risco

um traço
um passo
um fisco

no ato da ponta de um lápis
a grafite o rastro

a mágica
o rito

malabarismo estrela no chão não
rima

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fernão

da
árvore
voar
passarear
por aí
pelo mar
penas
só por sonhar
sobrevoar

*

mergulhar
agulhar
o mar
pegar
o peixe
mais profundo
do mar
o sabor
o saber
o som
vou passar

*

saborear
e passear eu vou... ...é o que sou eu.
sou voar

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girassóis

procuro o girassol,
só a cura do mal,
só meu último anzol.
peixe-leão-pássaro
engaiolado.

penso tanto em ti
que já não existe mais simultaneidade

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live!!!

entre o Cristo e a cruz
entre eu e você
entre a cruz e a espada
entre você e a minha luz
eu corro
eu choro
eu morro
imploro
outra chance
a revanche
avante avante avante
entre a batalha e a paz
entre o que eu sou e não sou capaz
entre a vida e a morte
entre a sorte e o azar
a matar
arrancar
a calar
arranjar
a revanche
outra chance
avalanche avalanche avalanche
entre o fixo e o astuto
entre o fisco e o salvo-conduto
entre o riso e o luto
a remoer
a coser
a cozer
a remoer

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joker & batman

um sem o outro
não é nada
quando um arma
outro desarma
alma gêmea
de si mesma
singular
Deus e Diabo
loucos
loucura é lar para poucos
para-quedas
queda livre
queda suspensa
anti-tédio
antítese de pressão

isso aí
só isso

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rainha de gelo!

rainha de gelo!
como cantar o amor?
sendo eu
em tanta
fúria?
o ácido corre em minhas
veias.
aleluia! um dia devorei
tuas teias.
rainha de gelo!

e fazê-la sentir,
quando eu em angústia,
teu coração frio e de
metal.
aranha, só teu veneno me foi
letal.
rainha de gelo!
foste a cura.

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sereia (dois)

sereia
areia
rima fácil
solo mágica
eu figura trágica
sem ela
no ela
no way

simplesmente

metal
sou dúctil
útil

mas também me quebro
enferrujo

como aquilo
atrás do vidro
do espelho

o fundo cego

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sereia

sereia
areia
onde teu corpo
serpenteia
és toda espaço
mágica
tragédia
nunca te alcancei
nunca te abracei
nunca me balancei

em teu colo
rainha
pudera seres
minha

algum dia

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morte

santa te fita acalanto magicamente
górgona já olha a carne no cerne esblástico

e ademais
(mágoa e água na boca)
e ademais
medo horror cegueira mito/morte é não provocar
o borbulhar das coisas (águas) o borbulhar,
mesmo seres cheios de nada, vazios
de vácuo fugidio limite ebulição/vida

t____e____m____p____o
não
tempo
e mesmo assim
t____e____m____p____o
mas efemeridade
do momento
VIDA

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monocórdico

teu coração exibe tantas
tortas mágoas
de um passado tão profundo

onde mágoas por vezes
tão erradas
tanto quanto o abraçar de um mundo

exibindo um tiro contra
um muro de um
passado por vezes tão escuro

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terça-feira, 2 de agosto de 2011

CINUSP "Paulo Emílio"

borboleta psicodélica

cada quadro representa também pensamento
cada fato histórico é também um movimento
cada produção artística é também política
cada coisa dita dita uma nova tática

centopéia autoritária

para cada qualquer coisa tem também uma crítica
para cada cara cresce uma nova estética
porque sempre o senso está muito sedento
porque sempre o senso está muito sedento

elefante que pula-pula

se seu raciocínio está mais para o exdrúxulo
se seu olho está xulo ou muito cínico
se achas que está mais pro símio que pro sapiens
se pensas que isto é loucura ou um delírio

hieninha mentecapta

venha conhecer cinema sem nenhum espetáculo
venha ver não tema não fique estérico
venha ver não paga nada nada é grátis
venha ver pra ver se entende o rap


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rodopio

cada qual está no seu canto
cada um deles está com seu pranto
procurando algo que berre e grite e mostre a proa
posto que justo que será o encanto

muitas portas que não se abrem
muitas cores não se descobrem
aprendemos algo que mande berre e frite: doa!
mas não vemos como se elas encobrem

tontos tantos cavam e cavam
tantos peixes abissais desovam
escondido tudo que fale e cante e brilhe a loa
sem saber bem aonde cantavam

tua vida está por um fio
não encaras o desafio
de tomar as rédeas de tua própria pessoa
para viveres sempre em rodopio

alguma pecinha está ali parada
levando-nos, então, da alma ao nada
fazer brilhar aquilo que em tua alma ecoa
fazer brilhar aquela coisa calada

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espantalho

de uma brincadeira de ensaio,
toco, canto, não me atrapalho,
só faço o que der na telha,
espero mais um soco na orelha.

jogando música
fazendo bola
desaprendendo
o que se faz na escola

(não me amola!)

de uma jogatina de truco,
fazendo é maço no baralho,
e agradeço à santa manilha,
e está formada a nossa quadrilha

cambiar é todo o segredo,
tampouco se encontra algum atalho,
bastas que mastigues o medo,
junto com concreto e cascalho.

montando sílaba
na tua cola
se preparando
para entrar de sola

(sim, senhora!)

não venha com esse papo aranha
onde destilas tua artimanha,
tu não me farás de paspalho,
porque corvo gosta é de espantalho.

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a flecha

assoviou nos ares seta certeiro no corpo
meu corpo

fora aquele teu querubim
com olhos teus seguindo-me assim
encantando-me no vento que eu sou
sei quando o amor entorpece o meu coração
justo por isso serei dono da minha razão

flecha comprida, curta, ou para tiro ao alvo
meu alvo

desta vez tu o serás, enfim
devolverei a flecha que cravaste em mim
e voltaremos ermos ao fogo, querida
água limpa, na tua mágoa, no teu ser
transbordando de flores este teu viver

você deve estar me achando apologético
patético

talvez até mesmo fugaz
mas quando vieres buscar o teu tesouro
verás que joguei por terra todo o ouro
e te tornarás minhas pelos séculos vindouros
ficarás a sonhar sempre querendo mais

se não te vejo
até a neve se torna desejo
estar contigo
querendo ser mais que um amigo
se não te digo
é a esmola que faz o mendigo
estando errante
entre palavras de alguma estante
e vou distante
ah, sim, sei que vou errante
vou elegante
alegrar algum lugar distante

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figura

guardo de ti apenas uma pequena figura
como afrescos de paredes em ruínas
não quero padecer apenas na amargura
que o meu coração explode e chacina

naqueles tempos a vida era tão breve
não havia hora de saborear a minha vida
desejava que o passar dos tempos nos leve
para dias quando a paixão foi proibida

naquelas horas célebres eu estava atento
aos outroras átomos das poesias de dores
havia alguma esperança de catavento
que prodizisse deliciosos algodões doces

rosa
é a tua cor
é o teu sabor
mas não se prova
pois és de açúcar

azul
é o teu dia
é a tua alegria
mas não se sente
pois és uma somente

branca
é a tua dança
é a tua esperança
de algo melhor
que não chegara a ser pior
de tão doce

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excomungado

criei bilhões de versos
sendo rondado por tua loucura
aquela tua promessa
aquela minha cura
para resolver as falhas da vida
nalguma rima fácil
nalguma harmonia fútil
mas por que porras não me ouves?

foste uma harmonia
arvorando milhões de notas
aquela sabedoria
aquela paixão remota
preencheria o vazio da vida
nalguma mentira ébria
nalgum sentimento sóbrio
mas por que porras não me vês?

a canção se expressa
menos com a voz que com o coração
aquela luminescência
aquele lindo clarão
para ninar o cansaço da vida
nalgum ato heróico
nalgum gesto estóico
mas por que porras me espancas?

na ponta do meu grafite
andei de risco em risco
naquele traço sutil
naquele terno rabisco
para pintar esperanças na vida
nalgum segredo visto
nalgum cinza arisco
mas por que porras não te represento?

como eu queria
mátria minha idolatrada
que por um instante fosses minha
apenas minha camarada

como eu queria
pátria minha idolatrada
que por um instante fosses minha
apenas minha namorada

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platônica (dois)

quantos espaços venci,
para vê-la no momento certo.
quantos relogios parei,
para vê-la num tempo cedo.
quantas estrelas luzi,
para vê-la num lamento cego.
eu, um morcego nas trevas,
sonhando com sua luz angelical,
um voo sobre a relva,
que deixava seu perfume natural.
quantos lamentos chorei,
para ver-me num espaço negro
quanto das trevas clamei,
para ver-me, momento de medo.
quantos contratempos errei,
para vê-la, estrela, de perto.

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platônica

e se estava sozinha,
como poderia saber?
e se estava bonita,
como poderia saber?
e se estava contente,
como poderia saber?
tentei ver, minha moscovita,
na linha rente, no horizonte dita,
amo você
amo você
amo você

e se estava distante,
como poderia dizer?
e se estava vermelha,
como poderia dizer?
e se estava zangada,
como poderia dizer?
zanguei ser, minha, um instante,
na diante vaga, no coração, centelha
amo você
amo você
amo você

e se estava honesta,
como podeira morrer?
e se estava sabendo,
como poderia morrer?
e se estava tranquila,
como poderia morrer?
tranquei rei e rainha, na sua festa,
qual esta filha, na vocação morrendo
amo você
amo você
amo você

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ilusão

parece uma mágica espécie
parte da tragédia humana
e não se encontra tão fácil
o que não é ignóbil nem cósmico

e sempre o devir, a mensagem
e como algo efêmero na carne
aonde algo finito encontra
o faminto do homem, sua busca

força, fogo queima, arde, pó
que tudo não arde, laço, nó
também quem não lê, também vê

de si não consome só o dó
entretando o caso não prevê
encontra a tática do nó

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fragmentos de um convite a João Bosco

nossa empresa só tem aluno,
no evento isso será maioria.
não é lucro nossa alegria.
mas o evento mesmo,
todo trabalho, todo o esmo,
todo cansaço, todo aprensizado,
do evento realizado.

(...)

João latino, João do mar primeiro
vem trazendo só o mar mediterrâneo
vem trazendo no pinho o fogo inteiro
vem com timbre divino ou subterrâneo
vem golaço com seu passe ligeiro
vem maneiro, sem pressa e instantâneo
vem rasteiro soando todo o sublime
cavaquinho! tô de frente pro crime!

(...)

o acontecimento será à noite
e durante hora e meia
na segunda ou terceira,
na última ou primeira
semana de março
do ano que veio
junto com todo o contento
e esperamos com anseio


esses são os fragmentos
que sobraram de um convite da eca jr.
para um evento chamado café acadêmico
convidando o João Bosco,
com alguma sorte, ele aceitou o convite

terça-feira, 26 de julho de 2011

a revolução dos bichos

Major, você nos disse os seus sonhos
que de tal sabedoria
nos reconstuiria
toda a nossa integridade
e nós, que não sabemos aonde vamos
ao conhecermos os seus planos
nos pusemos a sonhar
nos pusemos a sonhar
e mais, muito mais que um ledo engano
que mudou a nossa história
que verteu sangue e glória
pouco após a sua morte
que sorte! e vieram outros tantos
com tantos sonhos vários
sem sentido, solitários
que só vêm para escravizar
que só vêm para escravizar
esta terra, sofrendo por tolas guerras
massacrada por suas feras
sem dor, sem compaixão
sem dor, sem compaixão
após toda essa tirania
dia e noite, noite e dia
deixando apenas malassombros
e o planeta em nossos ombros
para nunca mais sonhar
para nunca mais sonhar

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sei

sei que nada é eterno
que nada é meu
sei que eu não tolero
meu apogeu mas
hei de ser mais fraterno
e todo seu
sei que este bolero
terno é o mal
de toda a flor do amor
de Deus

vai abelhinha vai
voa avoando voa
vai zunindo voa
abelha zunindo vai

vai
voa
vai

traz de longe a luz
dos olhos dela
vai voando e conduz
o avris das janelas
vai querendo nascer o
calor da terra
vai afastar-me da guerra
com seu ferrão

viu coração viu
véu celeste véu
céu azulão viu
viu coração o céu

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catavento

o tempo te segue todo o dia
o tempo é tua estrela guia
que brilha em teu viver
te faz sentir e poder

meus sonhos estão na distância
como tua suave fragrância
de secretos contos de fadas
soprando as abas que rangem por nada

catavento, catavento vá girando
mostre o caminho que eu vou andando
catavento, catavento corações sedentos
buscando amor e uma chance de voar

não te sinta só e banida
há alguém na multidão
que aliviará tua dor
tirar-te-á do olho do furacão

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versão métrica de windmill do helloween (michael kiske)

dial

shalalá
onde está
se titubiei
não sei se errei
é rei aquele que fala sem pensar
diz, sem calar o coração

shalalá
onde restar
se alcancei
não errei se sei
e saberei que resta meu oxalá
para dizer numa oração

coração sem dono
não sabe como
fazer oração

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sei lá

não é bom que a gente
troque o que se tem
conhecendo a miragem
pelo que se tem
pelo que não se tem
para preencher um vazio
que aquilo que não se tem
levou do que se tem
levou

e que achamos que não se preenche por mais ninguém

não é bom que a gente
sinta aquilo à frente
conhecendo a coragem
que tudo aquilo tem
que com tudo aquilo vem
simesmado no cio
que se ensina a alguém
em-si

e que achamos que não se preenche por mais ninguém

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o quinto elemento

escondeis vossas coisas
ela vem com o fogo
estais esperando ouro
mas virá a lama, o lodo

corrompeis nossas rosas
ela vem com a terra
estais esperando louro
mas virá o terror, a guerra

reconstrueis vossas casas
ela vem com água
estais esperando porto
mas virá o pavor, a mágua

aprendeis nossas rezas
ela vem com o vento
estais esperando outro
pois virá que ama de todo

esqueçais as tristezas
ela virá como vinho
virá cantando como vim,
compreensão amor e carinho

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me rima

que versos agora?
meus olhos sem por quê
as estrelas de lá
me tingem as lágrimas
de luz
de luz
mas é certo o amor
sem motivo de amar
é certo o chorar
é certo que um sonho alegre
virá
como o sol que
impassível atravessa o
manto noturno e faz
tudo claro pássaros cantos
sonhos beijos nós
quem sabe?
eu você nós você eu
você você você!
tudo dia noite dia noite
para sempre sempre sempre sempre sempre
lhe mando um beijo e uma
esperança verde como a relva :*

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quarta-feira, 20 de julho de 2011

polos segregados

você sabia... que tudo foi tudo armação para você?
e você via, via que tudo estava tão bem para mim?
porque nós contamos que
você foi sempre um menino-de-ouro e que
aquilo era pra você nunca perder a luz do olhar

hei, você... conseguiu sempre o que se propôs
e você via que não era apenas de mim que você corria
sabia o tempo todo, mas isto nunca lhe chateava
comandando tocaias, enquanto eu fugia do fio do olhar

uma chuva amena caiu nos telhados na incerteza
pensei em você, e as gotas e todas malícias que você conhecia

e você sabia...

eu nunca pensei que você perderia a luz no olhar

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versão com rigor métrico de "poles apart" do pink floyd

desenho com letras

dentre podres tantos
num tonto coração
estão presentes
máquina capenga para se expressar
que não teve intenção
de não se fazer amar

uma coisa boa o poderia salvar
uma única
que:
o olho por olho levou
longe
muito longe

o dente por dente
comprimiu suas válvulas
doentes
muito mais doentes
ficaste inalcancável
de vez
muito mais que de vez por todas

depois de lido queimado serás!!!

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será que existe inspiração no sonho

na lei do imaginário, quando costurada pela lei do simbólico não deve existir, obrigatoriamente, conflito na apreensão libidinal. logo não precisa existir embate entre o princípio da realidade com o princípio do prazer, e sim: harmonia, equilíbrio. a imagem da virgília é orientada e preparada pela linguagem dos sonhos. é linguagem dos sonhos. é linguagem em construção: olhar. no entanto o pré-consciente desloca e condensa a fantasia e o imaginário por motivos obscuros e não permite a realidade como ela é, onírica, uma vez que só existe em nossa mente. raramente o inconsciente consegue lidar com o pré-consciente construindo uma melhor realidade representada possível, mais estética e racional. raramente o conflito não se torna guerra. a questão é: se será possível reconstruir o sonho na vigília, para sermos mais completos.

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fruto proibido

bc - se qué vô
v - uma maçã
bc - uma maçã eu quero não
v - uminha
frutinha
bc - está me enganando
v - eu estô a te lograr? isso eu não
bc - você é esperta
v - não sou não
bc - não é não! como assim não é não, hein!
como assim não é não? diga:
eu não quero: não é não é sim!
não é mais não é igual a sim!
v - como assim eu não estou entendendo?
bc - eu vou querer!
v - então morde!

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acorde

quando estamos perdidos
só nos resta o perdão
daqueles que são urdidos
na corda, acorda coração

nesse cordão

bem perto da partida
aonde a saudade alcança
levamos a nossa lida
não cansa nem espanta espera

nossa esperança

e você me leva no infinito
você me traz bondades
você me deixa aflito
nesse grito que feito apito

faz do peito um granito


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sem violência

teu terror é dor
porrada é nada
ira descolorirá
para nascer do amor

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versos de profecia

Um rei de andorinhas vai chegar,
Por que seu príncipe de mães, vai precisar,
Mas o prímcipe em seu ovo vai guardar
Outro príncipe que virá nos acolher.

Quando outra vez este novo príncipe vier
Vai tentar muito além do diabo para escolher
A boa nova que por fim virá nos ver,
E outrora nova aurora vai surgir.

A brilhar, a brilhar vermelhecer,
Novo sol, novo sol virá surgir.

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domingo, 17 de julho de 2011

motoqueiro fantasma

cavalo de aço rasgando o asfalto
comendo espaço pelo chão
a morte, o fogo rondando as ruas
um gárgula, uma assombração
mas não pode suportar o que é covarde
a caça disso patrulha a cidade

as rodas de fogo, cabelos de fogo
olhos brilhantes feito a chama
o engenho de prata, as farpas de prata
e o rastro deixado sua flama
vinga a iniquidade ao se ver
a si mesmo no mal que o faz sofrer

um coração turbado de espinhos e longe
disso faz sufocar
no fogo daquele que não deve, e quem o sabe?
ressuscitar
nem hoje, nem nunca o poderá
nem hoje, e quem o saberá?

motoqueiro fantasma
a fuga do inferno
motoqueiro fantasma
é o caçador eterno

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diálogo insólito

Tá me entendendo?
-tô
Mas não era para entender
-desculpe
Me explica o que você entendeu?
-explico
Mas explica bem rápido
-não enche, to saind...
Fica mais um pouco
-não quero
Só mais um pouquinho
-não
Por quê não? Sou feia?
-não
Hã?
-não vou embora não
Então tchau!

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sábado, 16 de julho de 2011

O Relojoeiro dos Infeernos!! bakshish (shhhhhhhhhhhhhhhhhhhh....)

(este é um tópico que eu reescrevi de 25 de julho de 2005)

Como Montar uma Laranja Mecânica.
Estas são as linhas-base para empreender um julgamento social informal e adquirir, sem mérito legítimo, um atestado de idoneidade.

1. Coloque-a (a laranja que vai se tornar mecânica) em uma posição bastante vulnerável, embora ela não perceba, é preciso parecer uma equipe unida.

2. De forma alguma, lha forneça informações relevantes, estratégicas ou referenciais, mas é só para simular a participação da laranja no esquema, ou seja, o futuro suco precisa acreditar, concordando ou não, que faz parte daquilo.

3. Recorra ao nome da laranja toda vez que algum assunto se tornar conflituoso (primeira fase, assédio básico, para irritá-la, afinal o fruto cítrico tem de parecer culpado, mesmo antes de o ser de fato: cultura atual e suspeita da sociedade).

4. Sempre que houver alguma irregularidade consciente, faça com que a laranja participe de uma forma alienada, mas crie alguma prova circunstancial de sua participação, assim se pode criar um Bode Expiatório, pois, como ele pode se defender de algo que não tem conhecimento. Manobra de distração.

5. Enquanto a irregularidade estiver inconsciente para o dispositivo mecânico (é... a laranja mecânica não pode se considerada uma pessoa, ficando na condição de homo sacer, vida-nua, caso contrário, a tentativa de defesa feita por ela pode se tornar eficiente, e então ninguém se locupleta, ninguém ganha, que chato, né?...), apenas aponte em direção à laranja, pois assim sua alienação (vide outros tópicos) se incumbirá da segurança do fabricante. Fabricante é aquele que vai lucrar com a operação de distração, mesmo que só reste o bagaço...

6. Negue-lhe seus sentidos humanos: negue ao alvo que possa sentir as pessoas, que possa raciocinar, que tenha moral ou honestidade (isso, presuma culpa, e não presuma inocência), na verdade isso já é característica de vida-nua, de homo sacer. Presuma culpa, pois desse modo não há como se defender, presumir inocência é coisa de "gente diferenciada". Espalhe pelos quatro cantos que ele é o "malefício", assim todo mundo vai tratá-lo como homo sacer. "Malefício" é a senha.

7. Acima de tudo: sonegue a ele informações para que seja incapaz de pensar com lucidez, clareza e/ou sensatez. É salutar que levante dúvidas sobre sua sanidade mental. Aproveite o estigma da loucura. É aconselhavel, por isso, realimentar o estigma da loucura como um hábito. E forjar alguma prova de sua suposta loucura, maluquice e/ou insensatez. Serve também o depoimento de algum psiquiatra de ocasião, sempre se encontra desses por aí...

8. Lembre-se de que se o momento de se entrar em um estado de alerta (cor: laranja), um suicído (pq lava as provas com sangue), um assassinato (pq a laranja assume a culpa, quer dizer, todo mundo esquece todos os outros crimes de colarinho na oportuna ocorrência de um assassinato, o nome disso é cinismo), e uma internação (pq aí a criatividade no peculato pode correr solta! bem como injeções de sossega-leão no elemento-chave alaranjado), não são só bem-vindos e desejados como são as próprias metas almejadas. Assim ninguém suja as mãos...

9. Assassinato, Suicídio, Internação e Acidentes são formas de se desviar do foco dos crimes de colarinhos com inteligência (obscura, mas inteligência), porque, mais chamativos que a gravidade criminal dos delitos de colarinho praticados pelo Fabricante, é o atentado à vida mesma e humana.

10. "Prepare o terreno" em volta da laranja (o laranjal), saiba aonde mora, sobre sua família e seus amigos, e compre desses elementos que sempre estão oferecendo uns favores aí, para no momento exato retirar a razão da fruta cítrica. Momento-chave em que a laranja deixa de ser gente e passa a ser coisa. Espalhe boatos sobre o laranja no meio aonde ele vive, sempre a boca-pequena, um colarinho branco sempre tem alguém em todos os meios sociais, isso se chama "bom realcionamento".

11. Perceba que não há Operação Abafa eficiente sem veneno verbal, envolvido em calúnia, injúria e difamação de alguém. Afinal, com sobriedade e moderação é que se resolve esses casos, mas ninguém quer que se resolvam, não é mesmo?..

12. Crie armadilhas para o laranjito de forma a ele produzir provas contra si mesmo (o que será conveniente na Operação Abafa e Envenena).

13. Se não houverem delitos graves, invente ou até exagere, afinal você (sr. Fabricante) não comprou o círculo da vizinhança, até o terceiro grau, de graça... E está manipulando todos tons-das-palavras que chegam do dispositivo para as autoridades. Tais círculos, os que o cercam, e o fazem, porque são subservientes a você, não é, Fabricante? Capilaridade.

14. Cuidado para não escolher aí um cabra inteligente!

15. Fique rico, governe pela força política e social (coerção), evite governar pela força física, e, quando o laranjinha se desmanchar, acuse os seus adversários (aqueles que querem acabar com sua Operação Abafa e Locupleta), acuse-os exatamente daquilo que querem provar a seu respeito. Se você rouba, acuse seus adversários de ladrões. Se você mata, acuse seus adverásrios de assassinos. E assim por diante. Bem por quê, são crimes que você conhece melhor que eles, mas não admite. E isso cola perfeitamente com o fato instituído de que é o acusado que deve provar a própria inocência, e não acusador.

16. Abra um crediário de matérias pagas na imprensa dos grandes veículos de comunicação do país, mas tenha o domínio da arte nos diagramas, ou no editar das imagens, viu! para não parecer o que é, falcatrua! Quer dizer, mostre aos jornalistas, aos que se submetem, como devem ser feitas as matérias, o que mostrar e o que esconder, saiba também que os donos dos jornais não lhe desejam mal, e não iriam lhe denunciar como o fazem com os desafetos. No máximo, umas matériazinhas aí só pra constar...

17. Não se esqueça que existem milhões de formas de fazer o capital do investimento do ítem 16 sair ao seu 'colaborador'(empresas de comunicação) para retornar ao seu 'investidor'(sr. Fabricante), quer dizer, que o capital circule, mas em ciclo fechado.

18. Desonre, desqualifique, a laranja totalmente, pq essa é a forma de matar-sem-matar, e sem nem sequer tocar, (isto já foi descrito).

19. Você precisará de agentes próximos à laranja para lhe sondar as vontades e os desejos e tornar sua manipulação mais eficiente para os outros verem que o sacrosanto sr. Fabricante não está mentindo, bem como "é inocente", e está "defendendo a justiça" (mas não diga nunca que é a SUA justiça). Círculos no ambiente do laranja, já citados.

20. Esses agentes devem ser pessoas "de bem" por que aparência é tudo hoje-em-dia, mas instrua-os de modificarem seus comportamentos em caso de existirem testemunhas oculares, por que senão como você vai poder continuar dizendo que tudo isso é normal? mostre como se faz, quando forem pegos, disfarcem, e finjam que não é com eles, manobras de distração são sempre convenientes.

21. Acima de tudo o laranja deve permanecer sempre em descrédito., vai que ele sabe de alguma coisa e põe a Operação Abafa, Envenena e Locupleta em perigo...

22. Sempre afirme, você e seus agentes "de bem", seu suposto apreço incondicional pelo mecanismo, e, depois da tragédia, afirme não saber o que está ocorrendo! Bem como é imperativo afastar a laranja de seus objetivos, e de seus convívios sob o argumento do apreço afetivo mais que verdadeiro (mais que justo existe?). Depois diga que ele se isolou. Que é solitário por causa da loucura. E, sr. Fabricante, você não teve nada a ver com isso...é genético, cerebral, coisa assim...

23. Regra de ouro (de tolo): Negue ou afirme tudo até o fim, e se lembre de Goebbels: uma mentira repetida 1000 vezes pode se tornar uma verdade. Assim como uma negação repetida 1000 vezes pode se tornar um atestado de idoneidade. Claro, você não precisa provar que que é inocente, só o seu adversário.

24. Para você se sagrar um relojoeiro assim, se invista de autoridade, ou busque apoio em alguma instituição para ter credibilidade, e sua palavra deve ser socialmente mais forte que a da laranja. Sim! existem instituições que operam para esses fins! Não podia, mas operam! Feliz aniversário! Ganhou um presente! isso não é para qualquer um!

25. Se bem que a desonra forjada da laranja mecânica será muito útil em algum embate num determinado, previsível e esperado momento derradeiro! É mais ou menos assim, "ele não é ninguém", ou "ele é louco, ninguém vai acreditar nele", etc...

26. Use e Abuse de seu poder econômico, o que é uma mísera vida em relação às suas vantajens políticas, econômicas e sociais? Ou seja: como no antigo faroeste da terra-sem-lei, dissemine boatos e ordens de alerta em relação ao laranja (do tipo "procura-se"), para manter anticorpos de sua comunicação, e preservar o controle social que impede a emersão dos seus erros para a luz do dia, tão bem e caramente ocultados, ou seja, ative o alerta laranja, e aonde o malefício (olha a senha aí!) estiver buscando auxílio, use dos seus créditos sociais em forma de favores para impedi-lo de prosseguir... ...e se defender. Ah, e não esqueça de que é tudo por apreço à laranja, não deixe perceberem que não há apreço nenhum aí, só dissimulação.

27. Quando o poder público vier lhe questionar sobre essa sua engenharia, seja a polícia, seja a justiça, não vacile, seja tautológico (afinal ninguém sabe o que é isso). Quer dizer. Afirme sobre o "oranje juice" aquilo que é inerente à fama dele (a que você construiu nele, e ele nem sabe, fama que é como um dado da realidade), veja como nesse caso é útil que ele seja considerado louco! Ou seja, transforme a acusação em prova! Genial, não? Pq assim você se livra das acusações que poderiam ser formuladas à seu respeito: Manipulando o poder público instituído na justiça e polícia formal e legalmente estabelecidas! É grave...

28. Insista até só restar o Bagaço Sangrento!

Metas do projeto:
1. Transferir o ônus de seus próprios crimes
2. Desviar a atenção da opinião pública no corpo da sociedade instituída.
3. Instigar o "escolhido" à um suicídio, um assassinato ou um colapso nervoso emocional (mais conhecidamente conhecido como S.U.R.T.O.)
4. Enquanto isso prossiga modificando os testemunhos, manipulando o ambiente com a mídia, e destruindo as provas, evidências, indícios e sinais.
5. Fique tranqüilo, que uma vítima de Induzimento ao Suicídio, não pode testemunhar!

Objetivo do projeto:Parecer Idôneo.

Dividendos: Temor dos adversários e opositores emergentes... imagina se o Relojoeiro fizer isso contigo? ou com seu pai? ou seu irmão? E se ele quiser lhe traçar.

(equivalentes: escárnio, maldizer, bullying, assédio - moral, sexual, econômico-, bode expiatório, manipulação, mentira, "estavamos brincando", terrorismo, isso é normal, etc...)

Advertência: Subjugar alguém para torná-lo um indigente, não é um método perene. Ainda mais pq existem armas por aí...

O.o Burguês
Eu digo: O Brasil ainda será a Nação da Felicidade!

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mac donald's

Melhor, melhor, sempre melhor
Muito bom, muita imaginação,
Mac Donald's e idéias de monte (na mente)
Para melhorar a situação

Inventar algum invento
Encontrar uma solução
Esteja sempre atento
Use a imaginação
É bom lapis e papel na mão
É bom lapis e papel na mão

Para anotar pensamento
Pára e anote observação
Ouça a voz que vem do vento
Sinta bem seus pés no chão
É bom lapis e papel na mão
É bom lapis e papel na mão

É bom ter conhecimento
É bom ter boa intenção
É melhor usar o talento
Do fundo do coração
É bom lapis e papel na mão
É bom lapis e papel na mão

Mas se vier algum jumento
Dizendo que você é doidão
Pense assim "eu não esquento"
Mas se lembre da anotação
É bom lapis e papel na mão
É bom lapis e papel na mão

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pepsi

Ele fala p'ra todos
Do dia que ficou comigo

Fica quase doido
Se falo com um amigo

Banho após a cama,
É coisa muito normal

Sou eu que crio caso,
E não vê que eu 'tô meio mal

Vai na geladeira,
Meu time 'tá no canal
Me diz o bobão...

Pepsi 'tá na hora
Pepsi não pode ser depois
Pepsi tem que ser agora
Pepsi 'tá na hora

Vai na geladeira
Meu time 'tá no canal
Me diz o bobão,
Mas eu 'tô afim de algo mais animal

Pepsi 'tá na hora
Pepsi não pode ser depois
Pepsi tem que ser agora
Pepsi 'tá na hora

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coca-cola

Não te conhecer e entender qualquer canção
Não te conhecer e não saber sua proporção
Te cantarolar e te escutar o coração
Te cocacolear o teu sabor, coração

Eu não te entendo,
Eu não sou bitola,
Mas te dou uma coca-cola

Não te quero fórmula, isto eu não quero não,
Que ninguém formula, que ninguém faz não,
Pode não ninguém faz isso igual, faz não,
Pode não, ninguém faz isso igual, coca-cola,
coração

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harley davidson

É de aço
Estou leve
Vôo baixo
Como se deve
Vou ouvindo o som bonito
que está no meu ouvido a roncar
Em um cavalo de aço te levar

Cospe fogo, cospe som,
Ronca forte, ronca alto,
Voa reta a Harley Davidson.
Muita moto em qualquer asfalto.

É meu passo
Na estrada
Rodo vivo
Penso em nada
Pego o caminho e vou deixando
meu destino em qualquer lugar
Em um cavalo de aço te levar

Sei que caço
Mas vou indo
Meu sorriso
Vou sorrindo
É a marca que o asfalto aceita bem neste meu rodar
Em um cavalo de aço te levar

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na estrada

Eu conheço minha moto pelo som dela
Eu sei do tanque cheio pela resposta do acelerador
Eu sei dos pneus aos cruzar os buracos, que já sei de longe

e é sempre atitude
e é sempre ilusão
e é sempre paixão
e é sempre razão

Mas no asfalto eu salto aos sonhos que solto ao céu
Mas de assalto eu saco as entranhas dos outros ao léu

e é sempre arcanjo
e é sempre arranjo
e é sempre harmonia
e é sempre agonia

Mas no asfalto eu salto aos sonhos que solto ao céu
Mas de assalto eu saco as entranhas dos outros ao léu

e é sempre diabo
e é sempre irado
e é sempre atado
e é sempre odiado

Mas no asfalto eu salto aos sonhos que solto ao céu
Mas de assalto eu saco as entranhas dos outros ao léu

e é sempre estrada
e é sempre nada
e é sempre tudo
e é sempre mudo

o céu, as montanhas, os casebres que nos cercam
a rua, as artimanhas, todas as grades que nos cercam

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o salto

pedra, perda, mato,
selva, seiva, sílvo,
mato de verdes sonhos
mato antigo de fragrâncias
mato meus sonhos
medonhos
medonhos
onde num pulo
mergulhei e morri
como você quer sorry?

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moto yamaha

não precisa
ficar em casa
como moto yamaha
você arrasa

para só
no sinal vermelho
com moto yamaha
você arrasa

fica difícil
ficar mais velho
como moto yamaha
você arrasa

ronco só
ronco do motor
com moto yamaha
você arrasa

é liberdade
paz e amor
com moto yamaha
você arrasa

pague menos
na manutenção
vai mais longe
vai, meu irmão

agarra asfalto
e você se amarra
com moto yamaha
você arrasa

terra e moto
moto e garra
com moto yamaha
você arrasa

muita moto para quaquer asfalto

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o aniversário do cachorrinho

Sou o cachorrinho Safado no meu aniversário eu convidei o vaga-lume Luiz de Luz, convidei o castorzinho Henrique Cimento, ele constrói casas, sabe, convidei a ursinha Úrsula, convidei toda a Colméia Comilona de abelhas.

Num dia de sol teve um piquenique com todos eles, do Luiz de Luz eu ganhei uma coleira que veio da cidade, aliás, eu nem sei o que é cidade.

O castorzinho Henrique Cimento fez uma casinha de tijolos para mim com móveis de madeira, a ursinha Úrsula me deu uma bola de couro para mim brincar, da colméia comilona eu ganhei um vidro de mel, uma delícia!

No piquenique teve bolo-de-mel e flores para as abelhas, o bolo de mel estava na bandeja de madeira, e pó de carvão para Luiz de Luz, porque no carvão tem energia elétrica para ele acender a luzinha, as abelhas gostaram das rosas e margaridas, e a Úrsula comeu bolo-de-mel até morrer, e o Henrique Cimento comeu a bandeja, porque ele é castor.

Eu comi carne em bife. A festa foi um barato.

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quarta-feira, 13 de julho de 2011

arroz

ajunto o arroz no feijão
para que não
fique muito carinho

se eu tenho pro gostinho
muito puro de carinho
não deixo o feijão sozinho
boto carne no feijão

eu quero ele sozinho
assim tenho mais carinho
fica muito gostosinho
por farinha no feijão

assim dá mais gostinho
feijão, amor e carinho
não quero ele sozinho
vou comê-lo com feijão

(slap)

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minhas férias

era uma vez uma casa, um sol e uma árvore
o sol vive atravessando o céu
a casa vive aberta com música dentro
a árvore dá bons frutos no verão
minhas férias de verão foram boas

fim

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mudez

falar o quê?
estava vazio
sem nada
me esqueci
de ser algo
para mostrar-te

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terça-feira, 12 de julho de 2011

fora do inferno

algo grita
no inferno da
noite e o
fogo cai sobre
tudo

igual a um morcego do inferno
terei ido ao
amanhecer

sou desnaturado e
filho do fantasma
incandescente

minha alma danada
meu espírito certo
nada para
escapar

a alma se foi
o espírito certo
nada me para
escape

eu vou arrancar
mais rápido do que
qualquer um jamais
sonhou

coração morcego
as asas
arrebenta o peito

e sai a
bater bater bater

as asas

eu morri no chão
sob o sol a pino
turbilhão no alto céu

igual ao demônio
às portas do céu
eu voltarei a você

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