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quarta-feira, 20 de julho de 2011
será que existe inspiração no sonho
fruto proibido
v - uma maçã
bc - uma maçã eu quero não
v - uminha
frutinha
bc - está me enganando
v - eu estô a te lograr? isso eu não
bc - você é esperta
v - não sou não
bc - não é não! como assim não é não, hein!
como assim não é não? diga:
eu não quero: não é não é sim!
não é mais não é igual a sim!
v - como assim eu não estou entendendo?
bc - eu vou querer!
v - então morde!
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acorde
só nos resta o perdão
daqueles que são urdidos
na corda, acorda coração
nesse cordão
bem perto da partida
aonde a saudade alcança
levamos a nossa lida
não cansa nem espanta espera
nossa esperança
e você me leva no infinito
você me traz bondades
você me deixa aflito
nesse grito que feito apito
faz do peito um granito
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sem violência
porrada é nada
ira descolorirá
para nascer do amor
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versos de profecia
Por que seu príncipe de mães, vai precisar,
Mas o prímcipe em seu ovo vai guardar
Outro príncipe que virá nos acolher.
Quando outra vez este novo príncipe vier
Vai tentar muito além do diabo para escolher
A boa nova que por fim virá nos ver,
E outrora nova aurora vai surgir.
A brilhar, a brilhar vermelhecer,
Novo sol, novo sol virá surgir.
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domingo, 17 de julho de 2011
motoqueiro fantasma
comendo espaço pelo chão
a morte, o fogo rondando as ruas
um gárgula, uma assombração
mas não pode suportar o que é covarde
a caça disso patrulha a cidade
as rodas de fogo, cabelos de fogo
olhos brilhantes feito a chama
o engenho de prata, as farpas de prata
e o rastro deixado sua flama
vinga a iniquidade ao se ver
a si mesmo no mal que o faz sofrer
um coração turbado de espinhos e longe
disso faz sufocar
no fogo daquele que não deve, e quem o sabe?
ressuscitar
nem hoje, nem nunca o poderá
nem hoje, e quem o saberá?
motoqueiro fantasma
a fuga do inferno
motoqueiro fantasma
é o caçador eterno
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diálogo insólito
-tô
Mas não era para entender
-desculpe
Me explica o que você entendeu?
-explico
Mas explica bem rápido
-não enche, to saind...
Fica mais um pouco
-não quero
Só mais um pouquinho
-não
Por quê não? Sou feia?
-não
Hã?
-não vou embora não
Então tchau!
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sábado, 16 de julho de 2011
O Relojoeiro dos Infeernos!! bakshish (shhhhhhhhhhhhhhhhhhhh....)
Como Montar uma Laranja Mecânica.
Estas são as linhas-base para empreender um julgamento social informal e adquirir, sem mérito legítimo, um atestado de idoneidade.
1. Coloque-a (a laranja que vai se tornar mecânica) em uma posição bastante vulnerável, embora ela não perceba, é preciso parecer uma equipe unida.
2. De forma alguma, lha forneça informações relevantes, estratégicas ou referenciais, mas é só para simular a participação da laranja no esquema, ou seja, o futuro suco precisa acreditar, concordando ou não, que faz parte daquilo.
3. Recorra ao nome da laranja toda vez que algum assunto se tornar conflituoso (primeira fase, assédio básico, para irritá-la, afinal o fruto cítrico tem de parecer culpado, mesmo antes de o ser de fato: cultura atual e suspeita da sociedade).
4. Sempre que houver alguma irregularidade consciente, faça com que a laranja participe de uma forma alienada, mas crie alguma prova circunstancial de sua participação, assim se pode criar um Bode Expiatório, pois, como ele pode se defender de algo que não tem conhecimento. Manobra de distração.
5. Enquanto a irregularidade estiver inconsciente para o dispositivo mecânico (é... a laranja mecânica não pode se considerada uma pessoa, ficando na condição de homo sacer, vida-nua, caso contrário, a tentativa de defesa feita por ela pode se tornar eficiente, e então ninguém se locupleta, ninguém ganha, que chato, né?...), apenas aponte em direção à laranja, pois assim sua alienação (vide outros tópicos) se incumbirá da segurança do fabricante. Fabricante é aquele que vai lucrar com a operação de distração, mesmo que só reste o bagaço...
6. Negue-lhe seus sentidos humanos: negue ao alvo que possa sentir as pessoas, que possa raciocinar, que tenha moral ou honestidade (isso, presuma culpa, e não presuma inocência), na verdade isso já é característica de vida-nua, de homo sacer. Presuma culpa, pois desse modo não há como se defender, presumir inocência é coisa de "gente diferenciada". Espalhe pelos quatro cantos que ele é o "malefício", assim todo mundo vai tratá-lo como homo sacer. "Malefício" é a senha.
7. Acima de tudo: sonegue a ele informações para que seja incapaz de pensar com lucidez, clareza e/ou sensatez. É salutar que levante dúvidas sobre sua sanidade mental. Aproveite o estigma da loucura. É aconselhavel, por isso, realimentar o estigma da loucura como um hábito. E forjar alguma prova de sua suposta loucura, maluquice e/ou insensatez. Serve também o depoimento de algum psiquiatra de ocasião, sempre se encontra desses por aí...
8. Lembre-se de que se o momento de se entrar em um estado de alerta (cor: laranja), um suicído (pq lava as provas com sangue), um assassinato (pq a laranja assume a culpa, quer dizer, todo mundo esquece todos os outros crimes de colarinho na oportuna ocorrência de um assassinato, o nome disso é cinismo), e uma internação (pq aí a criatividade no peculato pode correr solta! bem como injeções de sossega-leão no elemento-chave alaranjado), não são só bem-vindos e desejados como são as próprias metas almejadas. Assim ninguém suja as mãos...
9. Assassinato, Suicídio, Internação e Acidentes são formas de se desviar do foco dos crimes de colarinhos com inteligência (obscura, mas inteligência), porque, mais chamativos que a gravidade criminal dos delitos de colarinho praticados pelo Fabricante, é o atentado à vida mesma e humana.
10. "Prepare o terreno" em volta da laranja (o laranjal), saiba aonde mora, sobre sua família e seus amigos, e compre desses elementos que sempre estão oferecendo uns favores aí, para no momento exato retirar a razão da fruta cítrica. Momento-chave em que a laranja deixa de ser gente e passa a ser coisa. Espalhe boatos sobre o laranja no meio aonde ele vive, sempre a boca-pequena, um colarinho branco sempre tem alguém em todos os meios sociais, isso se chama "bom realcionamento".
11. Perceba que não há Operação Abafa eficiente sem veneno verbal, envolvido em calúnia, injúria e difamação de alguém. Afinal, com sobriedade e moderação é que se resolve esses casos, mas ninguém quer que se resolvam, não é mesmo?..
12. Crie armadilhas para o laranjito de forma a ele produzir provas contra si mesmo (o que será conveniente na Operação Abafa e Envenena).
13. Se não houverem delitos graves, invente ou até exagere, afinal você (sr. Fabricante) não comprou o círculo da vizinhança, até o terceiro grau, de graça... E está manipulando todos tons-das-palavras que chegam do dispositivo para as autoridades. Tais círculos, os que o cercam, e o fazem, porque são subservientes a você, não é, Fabricante? Capilaridade.
14. Cuidado para não escolher aí um cabra inteligente!
15. Fique rico, governe pela força política e social (coerção), evite governar pela força física, e, quando o laranjinha se desmanchar, acuse os seus adversários (aqueles que querem acabar com sua Operação Abafa e Locupleta), acuse-os exatamente daquilo que querem provar a seu respeito. Se você rouba, acuse seus adversários de ladrões. Se você mata, acuse seus adverásrios de assassinos. E assim por diante. Bem por quê, são crimes que você conhece melhor que eles, mas não admite. E isso cola perfeitamente com o fato instituído de que é o acusado que deve provar a própria inocência, e não acusador.
16. Abra um crediário de matérias pagas na imprensa dos grandes veículos de comunicação do país, mas tenha o domínio da arte nos diagramas, ou no editar das imagens, viu! para não parecer o que é, falcatrua! Quer dizer, mostre aos jornalistas, aos que se submetem, como devem ser feitas as matérias, o que mostrar e o que esconder, saiba também que os donos dos jornais não lhe desejam mal, e não iriam lhe denunciar como o fazem com os desafetos. No máximo, umas matériazinhas aí só pra constar...
17. Não se esqueça que existem milhões de formas de fazer o capital do investimento do ítem 16 sair ao seu 'colaborador'(empresas de comunicação) para retornar ao seu 'investidor'(sr. Fabricante), quer dizer, que o capital circule, mas em ciclo fechado.
18. Desonre, desqualifique, a laranja totalmente, pq essa é a forma de matar-sem-matar, e sem nem sequer tocar, (isto já foi descrito).
19. Você precisará de agentes próximos à laranja para lhe sondar as vontades e os desejos e tornar sua manipulação mais eficiente para os outros verem que o sacrosanto sr. Fabricante não está mentindo, bem como "é inocente", e está "defendendo a justiça" (mas não diga nunca que é a SUA justiça). Círculos no ambiente do laranja, já citados.
20. Esses agentes devem ser pessoas "de bem" por que aparência é tudo hoje-em-dia, mas instrua-os de modificarem seus comportamentos em caso de existirem testemunhas oculares, por que senão como você vai poder continuar dizendo que tudo isso é normal? mostre como se faz, quando forem pegos, disfarcem, e finjam que não é com eles, manobras de distração são sempre convenientes.
21. Acima de tudo o laranja deve permanecer sempre em descrédito., vai que ele sabe de alguma coisa e põe a Operação Abafa, Envenena e Locupleta em perigo...
22. Sempre afirme, você e seus agentes "de bem", seu suposto apreço incondicional pelo mecanismo, e, depois da tragédia, afirme não saber o que está ocorrendo! Bem como é imperativo afastar a laranja de seus objetivos, e de seus convívios sob o argumento do apreço afetivo mais que verdadeiro (mais que justo existe?). Depois diga que ele se isolou. Que é solitário por causa da loucura. E, sr. Fabricante, você não teve nada a ver com isso...é genético, cerebral, coisa assim...
23. Regra de ouro (de tolo): Negue ou afirme tudo até o fim, e se lembre de Goebbels: uma mentira repetida 1000 vezes pode se tornar uma verdade. Assim como uma negação repetida 1000 vezes pode se tornar um atestado de idoneidade. Claro, você não precisa provar que que é inocente, só o seu adversário.
24. Para você se sagrar um relojoeiro assim, se invista de autoridade, ou busque apoio em alguma instituição para ter credibilidade, e sua palavra deve ser socialmente mais forte que a da laranja. Sim! existem instituições que operam para esses fins! Não podia, mas operam! Feliz aniversário! Ganhou um presente! isso não é para qualquer um!
25. Se bem que a desonra forjada da laranja mecânica será muito útil em algum embate num determinado, previsível e esperado momento derradeiro! É mais ou menos assim, "ele não é ninguém", ou "ele é louco, ninguém vai acreditar nele", etc...
26. Use e Abuse de seu poder econômico, o que é uma mísera vida em relação às suas vantajens políticas, econômicas e sociais? Ou seja: como no antigo faroeste da terra-sem-lei, dissemine boatos e ordens de alerta em relação ao laranja (do tipo "procura-se"), para manter anticorpos de sua comunicação, e preservar o controle social que impede a emersão dos seus erros para a luz do dia, tão bem e caramente ocultados, ou seja, ative o alerta laranja, e aonde o malefício (olha a senha aí!) estiver buscando auxílio, use dos seus créditos sociais em forma de favores para impedi-lo de prosseguir... ...e se defender. Ah, e não esqueça de que é tudo por apreço à laranja, não deixe perceberem que não há apreço nenhum aí, só dissimulação.
27. Quando o poder público vier lhe questionar sobre essa sua engenharia, seja a polícia, seja a justiça, não vacile, seja tautológico (afinal ninguém sabe o que é isso). Quer dizer. Afirme sobre o "oranje juice" aquilo que é inerente à fama dele (a que você construiu nele, e ele nem sabe, fama que é como um dado da realidade), veja como nesse caso é útil que ele seja considerado louco! Ou seja, transforme a acusação em prova! Genial, não? Pq assim você se livra das acusações que poderiam ser formuladas à seu respeito: Manipulando o poder público instituído na justiça e polícia formal e legalmente estabelecidas! É grave...
28. Insista até só restar o Bagaço Sangrento!
Metas do projeto:
1. Transferir o ônus de seus próprios crimes
2. Desviar a atenção da opinião pública no corpo da sociedade instituída.
3. Instigar o "escolhido" à um suicídio, um assassinato ou um colapso nervoso emocional (mais conhecidamente conhecido como S.U.R.T.O.)
4. Enquanto isso prossiga modificando os testemunhos, manipulando o ambiente com a mídia, e destruindo as provas, evidências, indícios e sinais.
5. Fique tranqüilo, que uma vítima de Induzimento ao Suicídio, não pode testemunhar!
Objetivo do projeto:Parecer Idôneo.
Dividendos: Temor dos adversários e opositores emergentes... imagina se o Relojoeiro fizer isso contigo? ou com seu pai? ou seu irmão? E se ele quiser lhe traçar.
(equivalentes: escárnio, maldizer, bullying, assédio - moral, sexual, econômico-, bode expiatório, manipulação, mentira, "estavamos brincando", terrorismo, isso é normal, etc...)
Advertência: Subjugar alguém para torná-lo um indigente, não é um método perene. Ainda mais pq existem armas por aí...
O.o Burguês
Eu digo: O Brasil ainda será a Nação da Felicidade!
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mac donald's
Muito bom, muita imaginação,
Mac Donald's e idéias de monte (na mente)
Para melhorar a situação
Inventar algum invento
Encontrar uma solução
Esteja sempre atento
Use a imaginação
É bom lapis e papel na mão
É bom lapis e papel na mão
Para anotar pensamento
Pára e anote observação
Ouça a voz que vem do vento
Sinta bem seus pés no chão
É bom lapis e papel na mão
É bom lapis e papel na mão
É bom ter conhecimento
É bom ter boa intenção
É melhor usar o talento
Do fundo do coração
É bom lapis e papel na mão
É bom lapis e papel na mão
Mas se vier algum jumento
Dizendo que você é doidão
Pense assim "eu não esquento"
Mas se lembre da anotação
É bom lapis e papel na mão
É bom lapis e papel na mão
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pepsi
Do dia que ficou comigo
Fica quase doido
Se falo com um amigo
Banho após a cama,
É coisa muito normal
Sou eu que crio caso,
E não vê que eu 'tô meio mal
Vai na geladeira,
Meu time 'tá no canal
Me diz o bobão...
Pepsi 'tá na hora
Pepsi não pode ser depois
Pepsi tem que ser agora
Pepsi 'tá na hora
Vai na geladeira
Meu time 'tá no canal
Me diz o bobão,
Mas eu 'tô afim de algo mais animal
Pepsi 'tá na hora
Pepsi não pode ser depois
Pepsi tem que ser agora
Pepsi 'tá na hora
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coca-cola
Não te conhecer e não saber sua proporção
Te cantarolar e te escutar o coração
Te cocacolear o teu sabor, coração
Eu não te entendo,
Eu não sou bitola,
Mas te dou uma coca-cola
Não te quero fórmula, isto eu não quero não,
Que ninguém formula, que ninguém faz não,
Pode não ninguém faz isso igual, faz não,
Pode não, ninguém faz isso igual, coca-cola,
coração
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harley davidson
Estou leve
Vôo baixo
Como se deve
Vou ouvindo o som bonito
que está no meu ouvido a roncar
Em um cavalo de aço te levar
Cospe fogo, cospe som,
Ronca forte, ronca alto,
Voa reta a Harley Davidson.
Muita moto em qualquer asfalto.
É meu passo
Na estrada
Rodo vivo
Penso em nada
Pego o caminho e vou deixando
meu destino em qualquer lugar
Em um cavalo de aço te levar
Sei que caço
Mas vou indo
Meu sorriso
Vou sorrindo
É a marca que o asfalto aceita bem neste meu rodar
Em um cavalo de aço te levar
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na estrada
Eu sei do tanque cheio pela resposta do acelerador
Eu sei dos pneus aos cruzar os buracos, que já sei de longe
e é sempre atitude
e é sempre ilusão
e é sempre paixão
e é sempre razão
Mas no asfalto eu salto aos sonhos que solto ao céu
Mas de assalto eu saco as entranhas dos outros ao léu
e é sempre arcanjo
e é sempre arranjo
e é sempre harmonia
e é sempre agonia
Mas no asfalto eu salto aos sonhos que solto ao céu
Mas de assalto eu saco as entranhas dos outros ao léu
e é sempre diabo
e é sempre irado
e é sempre atado
e é sempre odiado
Mas no asfalto eu salto aos sonhos que solto ao céu
Mas de assalto eu saco as entranhas dos outros ao léu
e é sempre estrada
e é sempre nada
e é sempre tudo
e é sempre mudo
o céu, as montanhas, os casebres que nos cercam
a rua, as artimanhas, todas as grades que nos cercam
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o salto
selva, seiva, sílvo,
mato de verdes sonhos
mato antigo de fragrâncias
mato meus sonhos
medonhos
medonhos
onde num pulo
mergulhei e morri
como você quer sorry?
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moto yamaha
ficar em casa
como moto yamaha
você arrasa
para só
no sinal vermelho
com moto yamaha
você arrasa
fica difícil
ficar mais velho
como moto yamaha
você arrasa
ronco só
ronco do motor
com moto yamaha
você arrasa
é liberdade
paz e amor
com moto yamaha
você arrasa
pague menos
na manutenção
vai mais longe
vai, meu irmão
agarra asfalto
e você se amarra
com moto yamaha
você arrasa
terra e moto
moto e garra
com moto yamaha
você arrasa
muita moto para quaquer asfalto
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o aniversário do cachorrinho
Num dia de sol teve um piquenique com todos eles, do Luiz de Luz eu ganhei uma coleira que veio da cidade, aliás, eu nem sei o que é cidade.
O castorzinho Henrique Cimento fez uma casinha de tijolos para mim com móveis de madeira, a ursinha Úrsula me deu uma bola de couro para mim brincar, da colméia comilona eu ganhei um vidro de mel, uma delícia!
No piquenique teve bolo-de-mel e flores para as abelhas, o bolo de mel estava na bandeja de madeira, e pó de carvão para Luiz de Luz, porque no carvão tem energia elétrica para ele acender a luzinha, as abelhas gostaram das rosas e margaridas, e a Úrsula comeu bolo-de-mel até morrer, e o Henrique Cimento comeu a bandeja, porque ele é castor.
Eu comi carne em bife. A festa foi um barato.
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quarta-feira, 13 de julho de 2011
arroz
para que não
fique muito carinho
se eu tenho pro gostinho
muito puro de carinho
não deixo o feijão sozinho
boto carne no feijão
eu quero ele sozinho
assim tenho mais carinho
fica muito gostosinho
por farinha no feijão
assim dá mais gostinho
feijão, amor e carinho
não quero ele sozinho
vou comê-lo com feijão
(slap)
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minhas férias
o sol vive atravessando o céu
a casa vive aberta com música dentro
a árvore dá bons frutos no verão
minhas férias de verão foram boas
fim
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mudez
estava vazio
sem nada
me esqueci
de ser algo
para mostrar-te
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terça-feira, 12 de julho de 2011
fora do inferno
no inferno da
noite e o
fogo cai sobre
tudo
igual a um morcego do inferno
terei ido ao
amanhecer
sou desnaturado e
filho do fantasma
incandescente
minha alma danada
meu espírito certo
nada para
escapar
a alma se foi
o espírito certo
nada me para
escape
eu vou arrancar
mais rápido do que
qualquer um jamais
sonhou
coração morcego
as asas
arrebenta o peito
e sai a
bater bater bater
as asas
eu morri no chão
sob o sol a pino
turbilhão no alto céu
igual ao demônio
às portas do céu
eu voltarei a você
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loco
no coração que vistes
mas saibas que sempre arde
o cavaleiro que investisteis
ciúme tragédia angústia
esta na voz aberrante
destes nós de intantes
que cravaste-vos no dia
o fogo queima tua orgia
não sobra a vós o dizer
de uma nova melancolia
temo por dizer que sofres
do mesmo fogo que ardia
mas são almas que pobres
voz ouvisteis
vos viste
mas não via
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ícaro
se ergue
suave sua luminosidade pura
granito pesada sua luz dura
sobre a asa pesa a espada se ergue
queda chamam
do nada a queda gera
estupefato no chão
de fato um homenzarrão
horrorizado
pelo sol
por ter
pensado
tocá-lo
o sol
era
bonito
que pena
será que a cera
cai com a pena
ou apenas
caem as penas?
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laraiála
pra dizer
que saber
é sonhar
vá dizer que ali
outro dia
eu dizia da solidão
do coração
do cigarro
e agarro o que quiser
quando quiser sem sofrer (eêr)
só
só pra ver
por só ver
por sorvete
prá olhar
pra cantar (laraiála)
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admiração tosca
e virasse sereia na praia à beira do mar
rolando na esteira com o sol a bronzear o seu corpo
cantiga morena, e siamesas bonitas com a pele a dourar
morena ao sol se expondo
loirinha quer mudar de cor
trazendo uma flor no biquini
siamesa é também amor
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sábado, 9 de julho de 2011
fácil ovo
para encontrar
eu fuço, fuço, fuço
faço, faço, faço
até conseguir
eu faço, faço, faço
procurando outro segredo,
encontrei um segredo de ouro
nada de mais sabia
no entanto, tudo fazia,
toda magia
das cinzas assim,
pássaro de fogo
alçou o mesmo voo
novo
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o aprendiz e o bruxo
um bruxo tomou conhecimento de tal jovem e resolveu exterminar nua mágica embrião.
este lhe apareceu em um sonho, ou pesadelo, no olhar do aprendiz.
este com sabedoria rara lhe respondeu perguntas eternas com inacreditável serenidade, paz e sabedoria.
assim o bruxo foi levado às nuvens dos dragões de tesouros e desapareceu das terras e ares. sua mágica fora extinta.
o jovem tornou-se de brusco um grande sábio e eternizou no reino dos sóis aquilo que o bruxo apenas não exprimia bem.
o legado do bruxo permaneceu por toda a eternidade
o amor é cego...
imagina se
por que amor não tem motivo
explicar o inintelegível
o coração, cor e som
imagina uma nova canção
imagina a ação, imaginação
imagina-se
imagina se eu lhe esqueci
imagina só
imagina que
agora, você aqui
você é que me faz feliz
imagina quando você quiser
imagina quando eu puder
imagina se você quiser
imagina se eu poderia
imagina quando você quiser
se eu disser o quanto lhe gosto
sem fazer você ficar distante
ainda mais distante ainda
ainda mais impossível
o amor não tem motivo
ele é assim inintelegível
poderia explicar
fazer tratados
bolar mil manifestos
pois não seriam apenas os restos
daquilo que ele realmente é
é mais que eu
é mais que você
é mais que qualquer um de nós
chega bem pertinho de citar seu nome em vão
minha senhora
meu senhor
ele, às vezes, traz alguma dor
meu amigo
minha amiga
mas ele sempre encontra saída
às vezes, até, à nossa arrevelia
ele traz também alegria
ele, às vezes, traz concórdia
a esperança em um novo dia
e a poesia que se queria
e quem lhe esqueceria
o amor é o maior cego
cego mor
tipo morcego
para voar usa os seus dedos
ele é assim meio esquisito
pois olha com seus ouvidos
ele ouve o seu caminho
um caminho novo suspenso no ar
é estranho, vai acreditar
bichinho feio e pequenino
que vai voltar pro seio-caverna
o coração não está perdido
quando está cego de tanto amar
meu coração é um morcego
que vai bater bater as asas
e voará em alguma direção
e qual será a do seu coração
porque amar não tem motivo
é algo assim inintelegível
que simplesmente não pode ser visto
e é muito muito mais que isto
qualquer poema vale a pena
se a alma não é pequena
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o brilho do sol
e eu sorrindo
o sol brilha em meus olhos,
e me faz chorar
o sol brilha sobre as aguas,
e é tão lindo
o sol brilha sobre a rua,
e me faz corar
e se eu tivesse um conto, para você eu o contaria,
contaria o conto para lhe alegrar
e se eu tivesse uma canção, para você eu a cantaria,
cantaria a canção para lhe encantar
o sol brilha sobre os dias,
e me faz voar
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inspirado na canção "sunshine on my sholders" de john denver
quarta-feira, 6 de julho de 2011
v de vingança
por que você me traz tanto assim?
o lança-perfume do portal do cais,
por que você me faz tanto assim?
é o nosso perpétuo eterno vai e vai
é o ir e voltar sem nunca vir
numa noite entre começo e século
para esse começo não voltar
eu sei, trago em mim alguns eternos "ais",
mas é assim que eu sempre vou cantá
assim é o nosso v de vingança
assim você não v de vingança
assina o nosso v de vingança
assim
assina o nosso v de vingança
a sina é o nosso v de vingança
ensina o nosso v de vingança
assim
você não vê que é só criança?
você que ainda não tem esperança?
você que vive sempre nessa mesma dança
vá-se
vá traço se
vá-se
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deserto
um perigo ou algo mais
marcou de dores todo nosso coração, meu irmão
como se fôssemos soldados
com nosso destino traçado
na dura intenção da guerra: a arte de deus marte
vagueamos pelo deserto
vaguear é destino incerto
caminhamos procurando os acenos de vênus
pois de amor não estamos plenos
pois de amor não estamos plenos
canção, um coração enfermo
o certo, um deserto ermo
a luta, a força bruta, o filha da outra não escuta
um berro que vem do fundo da gruta
um grito que vem do antro do inferno
deuses, estão também perdidos
deuses, não faço
nenhum pedido,
só digo que um amigo, ás vezes, precida de ajuda,
mas, minha alma se cala, muda
mas, minha alma se cala, muda
encontrar-te-ei frente a frente
verei o que se passa em sua mente
macabro, diabo te convido para esse jogo
uma luta ferro e fogo
prazer eu sinto quando te ferro
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hai kai (quatro)
ninguém sorri, ninguém mais vê
mais nada ali
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sou assim
o rapaz é persistente
chega, o coitado, a ser inconveniente
sequer possui algum requinte
a real é me afastar
daquilo que me consome
não quero saber se ele chega, some
ou se quer meu desarmar
na real, que coitado
bom eu ficar afastada
tão doida aquela pindaíba atrasada
me livrar daquele fado
me causa enfado
é fato o rapaz
é pobre e coitado
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instante
quando os sonhos são apenas sonhos vãos
quando não resta a menor dúvida
a nós a vida traz a imensidão
a imensidão de cores na retina
a imensa sedução feminina
a força de jasão e o velocino
capaz de olhar como um menino
capaz de portar o santo Graal
capaz de praticar o bem e o mal
capz de fazer você feliz
e até escapar da morte por um triz
estar cônscio, cordial e muito são
estar de corpo fechado ao ódio e a traição
estar com muita emoção
nesta hora nova imensidão
nesta hora tudo muda, mas algo não
e só isto que se vê
o presente é só viver cada situação
o passado e o futuro, imensidão
quando não já não pudermos ser o que quisermos
quando cada um de nós for apenas o esperado
quando não restar a menor dúvida
de que cada um
de que cada qual é inacabado
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terça-feira, 5 de julho de 2011
hai kai (três)
só que menos amarelo
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a terra
talvez eu esteja errando
todo mundo erra
a vida, chegou a vez de tirar o valor desta
é melhor investir em bombas
uma pergunta nos resta
quem se alimenta de bombas?
mesmo a vida sendo a flor
que homens estão a menosprezar
abrirão outra flor para um jardim queimar
mal sabem eles que a sua flor também irá murchar
acenderão uma luz para outra apagar?
derrubam muros mesmo tendo que outros levantar?
muros da ciência derrubados
porém, muros do amor reconsolidados
comendo a maçã
eles esquecem a própria irmã
o jornal comenta
o oriente está lutando
isto é a dose lenta
do que está nos esperando
não quero instituir o medo,
mas haverá esperança?
nem tirar conclusões muito cedo,
mas haverá mudança?
estamos presos em lodo,
mas haverá fiança?
talvez possam se comover
talvez nas lágrimas de uma criança
mas onde está deus?
providenciando sua mudança daqui
pode não ser esta a verdade
mas só eu não posso mudar o mundo
só que posso dizer o que sinto
que está tudo imundo
mas espero que este grito louco, triste, porém sincero
possa fazê-los ver quem pode mudar o mundo
senão não haverá esperança
senão será tarde demais
(meu pêsames, FDPs)
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na morte (ii)
pois tua vida assim não será garantida
não entres, mas se entrares
não saia, não poderás, e o odiarás
o mais profundo ódio está nele
se tentares reagir morrerá
e se tentares ajudar também
prestes atenção no que vês
para que nunca mais vede de novo
tu sabes, talvez, do que estou falando
mas esquece esses pensamentos doentes
e viva para e a favor do bem
senão seu fim será hediondo e tétrico
e trás o mesmo fim que ele
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na morte
sei que já estou nela
pois já estou sentindo maravilhas
pois já estou ouvindo os sons do silêncio
pois já estou vendo as cores da escuridão
pois já não estou sentindo nada e
a vida para mim agora é só uma
sombra do passado e que por minha
vontade será esquecida
não sei o que foi
mas foi o jogo que eu joguei
o preço que eu paguei
e as chances que desperdicei
nunca mais a terei de novo
por sorte ou azar meu
nunca a terei de novo
mas espero ser feliz aqui
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era uma vez um porquinho
sabia qual era seu lugar
mas não se contentava em sonhar
não se contentava com seu lugar
achava que havia algo errado
e lutava contra o destino traçado
sentia falta em seu peito de algo arrancado
era como um passarinho
que queria mais que voar
queria mais do que lhe foi dado
mas sabia que era tudo jogo arranjado
mas sabia que era tudo jogo arranjado
observava os outros porcos
enxergava a felicidade que possuíam
achava que tinha menos do que tinham
queria apenas mais do que eles queriam
e seu querer era era só amor
sentia sozinho assim sua dor
que era dor de amor
se entristeceu pelos outros porcos
felizes pelo amor que possuíam
mas o que possuíam não era amor
mas era nojento materialista e sem pudor
mas era nojento materialista e sem pudor
teve vontade de tudo abandonar
todas as pessoas e seu lar
não haviam pessoas para amar
pois amor as pessoas não queriam
sabia que disso elas até riam
e sua imagem distorciam...
de muitas formas
amando uma vez
desejando muitas vezes estar amando
estava triste por sua condição
as pessoas não tinham sensibilidade
para reconhecer um amor de verdade
e de algo que não conheceu, sentiu saldade
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portas fechadas
as terras alimentam máquinas
as máquinas se alimentam de fome
e nós construímos as máquinas
hoje, se alimenta a máquina e não o homem
no fogo da fornalha se vê o amor da vida
a fábrica parece o inferno
ela e sua fornalha
o amor maior da sobrevivência
está no dia a dia da fábrica
e a morte que mata aos poucos
está na fábrica
a vida vivida sem sabor
está na fábrica
mundo sem sentido onde
se dá valor ao não sofrido
ao não-lutado
e quem luta pela sobrevivência
é explorado pelo "herói"
portas fechadas, saídas trancadas
não dá pra ficar conformado
não dá pra ficar parado
tiraram os degraus da escada
os famintos ficarão famintos
como mortos-vivos, ficarão mortos
vamos derrubar as portas juntos
vamos fazer tremer os cadeados
quem precisa de você está esperando
sua recompensa virá
com o tempo
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hai kai (dois)
um conto novo,
com um novo encanto
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segunda-feira, 4 de julho de 2011
a gata borralheira (operetinha:O)
marla: a fada
ariela: a borralheira
lerna, selda e tlena: as irmãs malvadas
dramasta: a madrasta
fedro: o pássaro de fogo
======================================
abertura
não se sabe se é verdade,
ou se o mundo esqueceu,
uma lenda tão antiga
que um dia aconteceu,
não esqueça que pode até ter
acontecido com você,
quem sofre perde o brilho
e só quem sofre não pode ver,
ora, a vida é tão bonita
que, surpreendentemente,
a circunstância toda muda
isso acontece a toda a gente
recupera-se o brilho,
pois é assim que deve ser
brilhando em quem a conta
brilhando em vocês
======================================
ii - borralheira limpando (situação inicial)
lava daqui, lava de lá
tento sorrir,
me ponho a cantar
me sinto cansada
e começo a chorar
é muita louça, é muita roupa,
lixo pra fora, faço a faxina,
que pena, menina,
ninguém me ajuda
falo sozinha, ou fico muda,
trabalho me agrada,
mas isso não,
só eu sozinha
na solidão
fico com medo, tenho cansaço,
ninguém nem liga
para o que sinto,
queria carinho
e compreensão
mas se eu paro, não deixo pronto,
então apanho
que nem te conto,
queria carinho
e compreensão
menina,
não fique assim
um dia isso tudo terá fim
ariela:
limpa daqui, lava de lá
nada de obrigado, um carinho, um abraço,
poxa, que vida chata
já já estão de volta,
preciso terminar rápido
======================================
iii - judiando
lerna: não terminou ainda?
selda: isso está demorando!
tlena: vou pegar a cinta!
dramasta: sua preguiçosa, você não presta pra nada, imprestável e sem vergonha, quero isso limpo hoje!
lerna: feiosa!
selda: nem se compara com a gente
tlena: você é uma coisa feia, suja e horrorosa!
dramasta: e não vai sair de casa até o próximo inverno! e se sair não volte! senão vai apanhar como nunca antes!
ariela: estou terminando (sussurro)
todas: cala a boca!
======================================
iv - sonhando
meus trapos tão sujos
talvez não revelem
que trago aqui dentro uma roupa de luz,
um raio de sol me conduz
para longe e tão perto assim,
a beleza se esconde dentro de mim
sei que sim
sei que sim
a poeira na pele
talvez não revele
o brilho dos olhos que trazem estrelas,
numa noite escura ir vê-las,
lá fora e tão presas a mim,
a beleza se esconde dentro de mim,
sei que sim
sei que sim
os pés marcados
talvez alados
consiguam um dia levar-me daqui,
e no céu, um dia, então, vão sorrir
para cima e tão perto dos deuses,
a beleza se esconde dentro de mim,
sei que sim
sei que sim
======================================
v - quando não se pode ser feliz
dramasta: o que é isso, ô feiosa, cantando? agora virou cantora? vamos parar e vai preparar o banho das suas irmãs, hoje tem festa!
borralheira: ?
dramasta: é, mas a feiosura mais horrenda não vai alugar nenhum!
borralheira: mas...
todas: vai apanhar se der mais um pio!
======================================
vi - a fuga
sem medo e nada a perder,
na noite de lua em segredo, fugiu,
estrelas e nuvens no céu a luzir,
na terra, a floresta a podia esconder
ariela, que triste, de casa partiu,
chorando, mas sem sodade sentir,
as lágrimas que lhe estavam a escorrer
pra terra seca e de onde surgiu,
uma fremosa flor vermelha a se abrir,
um belo amor como nunca se viu,
antes, na terra, onde estava a sofrer,
antes do tempo de nunca sorrir,
estava contente como nunca sentiu,
pois o tempo chegara: de tudo esquecer!
======================================
vii - a floresta, que linda floresta!
o verde, o canto da floresta,
me diz alguma coisa,
─os pássaros em festa─
me diz, como estou feliz,
eu não estou sozinha,
longe de quem não me quis
às vezes, é necessário estar sozinha pra pensar
às vezes, é necessário estar sozinha e sozinha ficar
a selva, as folhas caídas,
os pássaros brincando,
brincando na relva,
quem sabe eles sejam os meus amigos,
aqui não corro perigos,
aqui sei pra onde ir
de repente, vejo alguma coisa,
quem será essa senhora
comigo aqui e agora...?
olá, como vai você!?
e quem será você!?
meu nome é ariela!
======================================
viii - o encontro com a fada
meu nome é marla,
sou a luz desta floresta,
sou a vida destes animais,
sou a brisa leve que encanta as almas sedentas de amor,
sou um pequeno momento na emoção de qualquer um,
posso lhe dizer...
se sente pequena e pobre,
mas respire fundo, sinta seus pés no chão,
o calor do seu corpo, e sua mente flutuar,
encontre você mesma no céu azul e na luz do luar,
seja feliz por dentro,
deixe desabrochar,
deixe a chama acesa
que é certo que encontre
sua própria beleza.
======================================
ix - a luz
estou aqui,
estou em mim,
estou mais forte,
eu tenho sorte,
vou passar lá,
não vou perder,
o que está aqui,
brilhando em mim,
depois de tudo de tudo sofrer,
a vida encontrar,
a vida viver,
eu sou eu mesma,
eu sou bem forte,
eu sou aquilo,
que lhe trará sorte,
eu sou mais eu,
o mundo está aqui,
estou no mundo,
isto é viver
======================================
x - aconteceu o quê? a ela ariela?
todas:
feiosa, o que aconteceu?
será que mais ninguém ninguém lhe bateu?
será que ninguém mais a ofendeu?
pois, se isso ocorreu
voltou para nunca mais sair,
estamos aqui para lhe ferir,
e, você, nunca mais vai esquecer,
mas, antes, diga de onde surgiu
a beleza que em você apareceu?
ariela:
ora, não digo se me machucar,
está aqui, pois, se o fizer,
e, por mais que o faça, vou me calar,
e a dor me fará, tudo esquecer
todas:
sem graça, me convenceu,
por enquanto, não vai apanhar,
mas diga logo e sem mentir,
de onde vem a beleza a luzir?
a beleza que em você apareceu!
ariela:
veio da fada da floresta senhora,
mas há um segredo a ser feito na hora,
que em frente dela estiver!
todas:
temos pressa, não podemos esperar,
quero saber, e vai me contar,
para quando, na floresta encontrar,
desejo tal beleza possuir!
a beleza que em você apareceu!
ariela:
façam naquela fada, exatamente,
tudo o que em mim querem fazer,
e, intantaneamente, esta beleza em vocês vai aparecer!
todas: quando a encontrarmos,
lerna: vou espancá-la
selda: vou machucá-la e xingá-la
tlena: vou esquecer o respeito, bater-lhe o peito,
queimar-lhe as mãos, e gargalhar até rolar no chão!
dramasta: vou fazê-la chorar, pelo prazer de vê-la sofrer!
pois desejamos co'esta beleza ficar,
a beleza que em você apareceu!
não deixarei que fique mais bela que eu!
tlena: nem eu!
selda: nem eu!
lerna: nem eu!
======================================
xi - o encanto
todas:
vamos atrás
desta senhora,
já está na hora,
de nos transformar
vamos bater
nesta senhora,
pois é agora,
eu quero pra já
fedro:
vejam vocês,
bateram na fada
que ficou zangada
fada:
você, donzela,
lhe faço amarela,
com bolinhas rosas,
com a face horrorosa,
você vai ficar
você, rapariga,
lhe cresco a barriga,
coloco um bigode,
com rosto de bode,
você vai ficar
você, megera,
lhe deixo uma fera,
toda peluda,
cheia de lombriga,
você vai ficar
você, madrasta,
lhe deixo nefasta,
toda gosmenta,
ninguém aguenta,
seu rosto fitar
fedro:
assim ficaram,
não mais molestaram,
a linda, ariela,
e acabou-se a história
======================================
xii - seu brilho
um dia depois do outro,
nada melhor pra esquecer,
a mesquinharia, egoísmo e inveja,
não sei pra quê
um amigo e também outro,
tudo melhor pra se lembrar,
a alegria, felicidade e companhia
de quem se quer
======================================
xiii - primeiros motivos
quando acordares,
e tirar dos ares,
a dormência que a está atordoando,
cantarás mais alto,
pois darás um salto
sobre aquilo que a está encarcerando,
do nada ao cheio,
estarás em meio,
a alguma intuição que vem voltando,
menina cantarias,
novas harmonias,
vencerias o vazio que está rondando
para amar
para brilhar
pra onde foi teu sentimento?
para amar
para brilhar
pra onde foi teu sentimento?
se não puderes,
não te apavores,
pois é algo que se pode estar prevendo,
tua inspiração,
vem do coração,
só que, às vezes, ela está se escondendo,
parece pecado,
mas é um recado,
verdadeiro amor que vive sempre ardendo,
surpreenda-te
só nunca se ate,
à razão de um ser se contorcendo
para crescer,
para viver
pra onde foi teu sentimento?
para crescer,
para viver
pra onde foi teu sentimento?
e, em nossos dias,
o que tu farias?
contra o medo que vem nos engolindo?
um conto de fadas,
com almas podadas,
poderoso, escabroso e infindo,
te voltes contra isso,
faça algum feitiço,
tão ameno, tão sereno e tão lindo,
verás o vazio,
mas trarás o fio,
pra a saída de todos os labirintos
para sentir
para sorrir
pra onde foi teu sentimento?
para sentir
para sorrir
pra onde foi teu sentimento?
"xiii - primeiros motivos" foi originalmente composta por mim e um amigo da editoração, o Paulinho Godoy, e mais tarde (uns três anos depois) resolvi incluí-la nessa opereta, para terminar em grando estilo...
grato, paulinho!
hai kai
o baixo, grave,
abaixo a gravidade
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sábado, 2 de julho de 2011
isto não queria
mas fatalmente vem a tardinha,
eu lhe disse tudo o que poderia ser
e não há mais diferença aqui baby,
posso chorar semanas
para arrebentar as correntes
que me prendiam
e a canção do ar que me envolveu
não me deixou esquecer minha vida
eu disse tudo e retirei a palavra,
eu causei mesmo,
mas não soube ser outro
e as palavras que falaram gritei,
explosão, fogo, insônia, choro seco
e as, minhas lagrimas de areia
e tudo o que faço é revelar que:
te amo
te adoro,
mas não há mais como lhe possa amar,
agora, não entristeça,
pois dois fora três não é mau
você nunca se machucou na areia da praia,
nem nunca se arranhou no negrume da rua,
eu sei você é o sol, e sou eu que sou a lua,
mas não há como sair
da base da quebrada dessa isca em que estou
não vou brilhar nem confessar que
algo corrói e por mais que eu tente,
eu nunca serei capaz
de ter política, ou mesmo de ser tal bom rapaz,
mas foi você a jovem que me despedaçou
e foi há tantos outonos atrás,
e eu sei, eu sei,
nada nada no coração para amar,
ou mesmo para perdoar
e eu me lembro de ter partido intempestivo
sem beijo, abraço ou lembrança,
eu sei, eu parti sem aviso, pergunta ou destino,
mas nunca mais consegui te esquecer
esquecer esquecer
esquecer é uma arte
e tudo o que faço é revelar que:
te amo
te adoro,
mas não há mais como lhe possa amar,
agora, não entristeça,
pois dois fora três não é mau
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Autor: Jim Steinman (Two Out of Three ain't Bad)
Versão para o português: Cristian Korny
wolverine
sua treta, sua sina,
sou eu quem lhe ensina
aos outros respeitar
sou sua cena,
sua coça, sua pena,
sou eu quem lhe condena
pelos outros se lenhar
sou sua cana,
sua cela, sua grana,
sou só eu seu sacana
e eu vou lhe detonar
não faço o que há de melhor,
mas só o melhor no que faço.
não faço o que há de melhor,
e não vou deixar de barato.
não faço o que há de melhor,
mas sou o melhor no que faço.
não faço o que há de melhor,
e não vou deixar de barato.
se enfrentei leão e elefante,
estou muito vigilante,
quero ve me aguentar
se enfrentei urso, jibóia e gente,
estou muito mais contente,
e quero ver só goelar
cicatrizou corte, faca, bala, enxada,
palavra mal falada,
mentira e tudo mais.
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galáctica
lucidez,
seu equilíbrio perfeito:
orbital total,
galáctico total
olhos de rapina,
olhos de menina, visão pura, intacta, cristalina
fuça feito gata,
é fato a audição,
o cheiro do céu, o silêncio do chão
forte feito vaca,
firme feito som,
ritmo inalterado, pulsa à perfeição
são suas palavras que podem dizer
o que é mais forte, está em você,
a solidez que vemos é total,
parece que vem lá do espaço sideral
sobre as palavras que nós todos precisamos
para terminar o que começamos
e sobre aquelas que nós todos tanto queremos
para sanar os nossos desenganos
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a beleza
quando você se lembrar de mim,
quando se apaixonar,
quando me olhar e sorrir,
quando souber por onde andei,
quando você perguntar por mim,
quando você me abraçar
e disser que o amor é mesmo assim
vai ter bandeira,
vai ter bandinha,
vai ter beleza,
vai entrar pra história,
quando o dia chegar,
quando o dia chegar,
quando o dia chegar,
quando a gente se encontrar
pra se olhar a conversar
se beijar e namorar
meu mundo por inteiro vai mudar
vai ter bandeira,
vai ter bandinha,
vai ter beleza,
vai entrar pra história,
se esse o dia chegar,
se esse o dia chegar,
se esse o dia chegar,
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queria lhe falar
tiradas do ar,
escondidas na noite, à luz do luar,
são muitas palavras
nem sei como falar
alguma palavras
para você viver,
espalhadas em tudo que você quiser,
algumas palavras
não quero esquecer
quâo belas palavras
quando você ouvir
de dia, de noite, sei que vão lhe sorrir,
quão belas palavras
por que resistir?
em poucas palavras
repletas de amor,
oh, deus! tenho medo, como eu temo a dor!
em poucas palavras
que não sei de cor
queria lhe falar
queria lhe dizer
tudo aquilo que eu já não posso esconder
queria lhe falar
queria lhe dizer
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um dia amor
terá transcorrido
será transformado
e modificado
com muito cuidado
será sabido
inexorável
trará consigo
o inesgotável
o inacabado
e o inacessível,
mas não terá
nenhum sentido
indivisível
como o espaço
sideral
ser astral
acima do bem
acima do mal
bem mais além
em nome da paz
pra sempre jamais
AMOR
Um dia, um dia, quem sabe
terá transcorrido
será transformado
e modificado
com muito cuidado
será sabido
será saudade
será feliz
talvez por um triz
talvez por talvez
mais de uma vez
arrebatamento
sem fingimento
no pensamento
e no coração
na situação
na falta de pão
desse planeta
planeta sem nome
planeta fome
planeta água
planeta
AMOR
quinta-feira, 30 de junho de 2011
o morcego e o graal
de beber chumbo quente
comer na prata da casa
a asa de um morcego
morcego
morcego
tenho costumo no duro
de retirar do escuro
noturno centro da noite
um pote de ouro puro
morcego
morcego
hey, sr. fanta
o porrete
a intimidação
quando vale-tudo
quando a competição
extrapola a esfera
do trabalho
do serviço
do produto
e passa a ser
pura e simplesmente
intriga,
ou, para os expertos:
relacionamento
assim se comemora
a dessagração de famílias,
a desintegração de pessoas,
a destruição de instituições,
tudo por que existem
berços, bens e brigas
nada a declarar
sou maluco
sou bandido
sou vagabundo
sou puta
no bom e no mal
sentido
que o só-coisas-boas
não me venha
restringir
com sua
insuficiência
eu
daquilo que você mesmo fez surgir
nada agora nos restou
e o que era pouco já se acabou
não diga que não há caminho para seguir
porque sempre uma nova idéia irá surgir
no mesmo horizonte estranho
em que um dia você se perdeu
quem sabe é nesse lugar
que se conhece o seu próprio eu
quem sabe é nesse lugar
que se conhece o seu próprio eu
segunda-feira, 27 de junho de 2011
o idiota vidrado
lhe digo, minha amiga, meu amigo,
não seja um midiotizado,
mais um hipnotizado.
ser e nada
adversários
mergulho no silêncio profundo e fecundo,
para a morte que aduba a terra na qual nasce a planta,
o coletivo de um mito
tudo é uma mentira,
que eu minta também
o medo, a raiva e a tristeza
de dimensões alucinantes
só a humildade pode com ela,
uma humildade que de tão imensa não pode ser humilde...
aquela de que nunca serei capaz.
adeus, heróis mortos,
mártires do nada
satanás pede asilo,
que não seja entre os monoteístas,
os reis da derrogação
sexta-feira, 8 de abril de 2011
a vida rola, a vida louca, a vida agora.
queria só avisar, o assédio moral me fez surtar um surto devastador, mas nada irei apagar.
abs!
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
"Mind Games Forever"
Pensei em fazer uma música que usasse a palavra "tevilusão" uma fusão entre tevê e ilusão, que conserva angum sentido transparente, mas não começou daí, estava conversando com deus, ou talvez delirando como esquizofrênco que sou (talvez possa ser o diabo, sei lá), e se ele enviaria uma chuva em cima de mim, claro, chuva pode purificar, mas pode também destruir os documentos que eu carrgava, ou causar resfriado, romanticamente, chuva é legal, faz chhhhiiii, faz vir, faz chatear, chiiii, e faz onomatopéia também.
mas eu fiquei filosofando em cima de unidades discretas, universo contínuo, e realidade descontínua, ora, quer dizer, então, Ô QUÊ? brother, vc pensa nisso? que utilidade tem isso? simples, dá sentido à minha insanidade e só, por isso já bastava.
então, eu pensei em probabilidades, vou a sp na segunda e pensei, se deus quiser ser cruel comigo vai chover hoje e segunda na minha cabeça e me deixar enxarcado, seria assim num universo de 4 possibilidades, chuva segunda e hoje, chuva só hoje, chuva só segunda, e pronto lá vai, são quatro (pra que um supercomputador no INPE, oras:O), então fui além, pois já caiam raras gotas do céu, um chuvisco tenso daqueles que a gente fica esperando o pior, cara eu tinha guarda chuva, mas sabe que esses eficiente instrumento só nos protege do cinturão pra cima, né... alterei a leitura para um universo maior, o chuvisco aumentava hoje, o chuvisco diminuia hoje, o chuviso ficaria igual hoje, quer dizer, andar pode estimular o cérebro, diz a pesquisa dessa entidade abstrata e autônoma no nosso corpo, né, tevilusão?o cérebro. o universo voou para seis unidades, aí eu compliquei, pensei no limite em algum ponto do meu percurso, haveria lá uma unidade discreta em que eu e a chuva nos encontraríamos? unidade discreta é o instrumento principal pelo qual o ser humano interage com o mundo para transformá-lo, quer dizer que não dá pra encontrar o ponto zero, mas dá para medi-lo e chegar perto, pois o universo é um contínuo, não veio numerado, sabe aquele teorema do carinha atleta que perde uma corrida para a tartaruga? então, esse, ele aceita a condição de correr sempre a metade da distância percorrida, e de metade em metade ele entra numa espiral e nunca chega ao final do percurso...
o que isso tem a ver com a loucura? olha a loucura só atinge quem tem medo dela, viu? quem não consegue imaginá-la, sacou? é que a realidade é composta de espaçoes descontínuos, nós não podemos saber tudo, alguém aí sabe quando irá morrer? sabe? aí por causa disso muitos são os que fazem de conta que sabem tudo, preferem ignorar as descontinuidades, por não conseguirerm administrar os fluxos do pré-consciente, aí é mais saudável se defender e criar a ilusão de segurança, simples não?
mas, e a música? não vai sair hoje,.. estou em bloqueio compositivo, quer dizer, eu fugi do fato de que não dá pra determinar o ponto exato em que a chuva ia me pegar, ainda aqui do lado um sertanejo ficou rindo do meu cabelo, que é longo, e eu ainda uso piranha, não é cor-de-rosa, não tem brilhinhos, mas é uma piranha, e sabe como esses sertanejos são preconceituosos, quase fiquei nervoso, pensei em ou nunca mais me irritar com isso ou cortar o cabelo, é mais fácil nao me irritar com isso:O) no caso ele fuugia do fato de que a obra em que ele trampava arrebentou o cano da sabesp e água limpa aos montes desperdiçada, como agua da chuva, tipo assim, não sou comediante, mas não vou me incomodar com isso de rirem do meu visual, tinha um rio na minha rua, sem chuva, xii:O)
segunda-feira, 1 de março de 2010
Taça Acústica
Música juntos?
Músico quero,
Música fé,
Música já,
Música pra saborear
Nesse cálice tropical.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Dois Humores
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Editorial de Paulo Leminski (1979)
Nem Tudo Foi Feito para Ser Dito
O fim da censura é o fim da arte me explico a morte da censura representa a morte da arte da literatura do teatro do cinema me explico a expressão artística é sempre a superação de obstáculos falta de tempo falta de papel preço de filme virgem ausência de bons profissionais burrice de editores sub-desenvolvimento da população analfabetismo toda a sorte de barreiras a expressão artística é uma corrida com barreiras quanto mais barreiras mais sublime a performance do criador é contra as pedras do caminho que o criador afia suas armas aprimora seus truques jorge luís borges disse brincando uma coisa muito séria ao dizer que era a favor da censura porque ela obrigava os escritores a serem sutis está tudo aí nos longos dec~encios da ditadura de salazar os jornalistas portugueses desenvolveram técnicas maravilhosas de dar notícias nas entrelinhas havia até um periodista luso que conseguia condensar artigos de fundo numa simples reticência outro concentrava sua malícia no ponto de interrogação do qual extraía todos os efeitos que queria hoje com a abolição da censura essa idade de ouro estilística do jornalismo dalém-mar acabou com apermissão de dizer tudo abertamente muitos dos melhores profissionais portugueses perderam seu emprego para reles escrevinhadores que falam tudo pão-pão-queijo-queijo obstáculos são necessários para o florescimento da arte e do pensamento e para que maior obstáculo que a censura? um obstáculo real palpável como um cassetete um par de algemas uma mordaça uma venda nos olhos não um obstáculo subjetivo abstrato como uma dor de cabeça um desânimo uma mediocridade ao instituir a censura os estados autoritários estão pensando no futuro da arte dando aos artistas um motivo para viver e criar superar os obstáculos impostos pela censura eis a mais alta tarefa a que pode se propor um criador e como fazê-lo sem censura? um verdadeiro criador não se contenta apenas com a censura externa essa irrelevante a censura que se manifestasob a forma de cortes nos filmes apreensão de edições prisões
a verdadeira cesura é a censura interiorizada chamada auto-censura além de poupar trabalho aos censores profissionais a auto-censura dá ao artista a deliciosa sensação de estar burlando a lei e de estar dizendo mais quando diz menos o verdadeiro criador deve portanto já levar a rádio-patrulha no coração é o maior dom que um estado ordeiro pode ofertar a seus súditos
a censura traz ainda outros benefícios estéticos o silêncio por exemplo os artistas amantes do barulho e do ruído vão protestar mas o silêncio além de demonstração de sabedoria é um dos mais belos momentos da criação pode haver música sem silêncio? impossível o silêncio é a metade de toda a melodia som silêncio som silêncio som silêncio os sons são imperfeitos uns feios outros desarmônicos outros estridentes só o silêncio é perfeito inalterável eterno como um diamante quanto mais silêncio na música de um povo mais bela sua música agora me digam quem pode produzir um silêncio tão integral quanto a censura? só os ingratos não enxergam nem ouvem
obrigando os criadores aos silêncio a censura lhes proporciona mais tempo para refletir meditar amadurecer há muitos artistas afobados que têm uma idéia e já querem mostrá-la a todo mundo sob a forma de canção livro filme a censura está aí para ajudar esses artistas imediatistas a dar tempo ao tempo rever posições podar arestas dessa forma a censura evita que obras menos acabadas saiam à luz dando uma falsa impressão da arte do país mesmo que a obra demore a aparecer que são quarenta anos na vida da arteque é eterna e se projeta em direção ao infinito?
os artistas reclamam da censura como pretexto para não produzirem obras válidas e fortes não só não entendem de arte tanto quanto a censura mas o que é pior não entendem as implicações sociopolíticas da criação artística o artista é responsável perante seu povo representá-lo pelo aparato estatal que garante a estabilidade das instituições
como governar e administrar bem um país com um bando de intelectuais e artistas sem trato com as sutilezas da vida pública gritando filmando escrevendo que vivemos sob uma tirania que o país é o quintal das multinacionais que tem gente morrendo debaixo do pau nas cadeias que o país é um campo de concentração que a miséria dos operários serve para financiar a prosperidade o whisky escocês e o caviar dos ricos que os índios são mortos para abrir caminho ao investidor estrangeiro que a especulação imobiliária degrada o espaço vital e a qualidade de vida das cidades e outras balelas que só servem para denegrir no exterior a imagem do país que no fundo só busca um caminho autônomo para desenvolver uma democracia relativa sob o sacro binômio desenvolvimento e segurança? só uma arte sob a censura severa é verdadeiramente participante e engajada porque responsável social e coletivamente
agora vá embora o doutor vem vindo e se eu não esconder essa papelada toda ele vai ver que eu ando lendo jornais de novo
P. Leminski
Sanatório São Judas Tadeu Pavilhão ********
Editorial Classificado como Ouro no 4o. Anuário do Clube de Criação de São Paulo (1979)
Diretor de Arte: Oswaldo Miranda
Redator: Paulo Leminski
Fotógrafo: Arquivo
Veículo: Diário do Paraná
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Biopoder e Psiquiatria hoje
OBS.: Compilação de tweets da série "Biopsiquiatria Hoje"
1. restabelecer a saúde está em desuso, vender, comprar e fazer consumir medicamentos é só o que se faz...
2. qualquer um pode ser internado por quebrar um copo, melhor maneira de censurar hoje, não é "não tenho nada com isso"
3. a prática psiquiátrica é tão secreta que é impossível questionar uma internação fútil, também não há como defendê-la
4. violência (nos outros) é valida em nome da "saúde" e da "ciência"
5. o garoto vai mal na escola, não estuda com mais afinco, toma ritaline, não é mais questão disciplinar, é genética(!)
6. tratamento = comprimidos
7. a história da pessoa entra por um ouvido e sai pelo outro do psiquiatra
8. a vida que era domínio dos artistas e poetas agora é dos psiquiatras, aqueles estão ensimesmados no próprio umbigo
9. nenhum compromisso com o aperfeiçoamento da comunidade humana (valores humanos, vida e voz interior)
10. não considera a função da linguagem na existência da loucura, falsa projeção de que remédios dão conta de tudo
11. a situação psicossocial é ignorada
12. remédios como instrumento de controle social
13. poderosos interesses da indústria farmacêutica
14. tendência de se medicalizar tudo
15. gestão faramacológica de problemas em pessoas comuns
16. criação de tendência de consumo desecessários de medicamentos
17. novo colonialismo, colonizando o corpo humano, agora se colonizam as pessoas, crianças e adultos
18. utopia da saúde pefeita
19. categorização das pessoa pelos gens que possui
20. total apoio da mídia corporativa
21. pessoa que age pelos própios referenciais se vê órfã de apoio social, ou se sujeita às padronizações, ou se está só
22. não conseguindo atender emocional/te às situações se recorre às drogas que são soluções (lícitas ou não e médicas)
23. fantasia (sensação) de domínio de si perante os desafios do cotidiano
24. irresponsabilidade da sociedade em relação à doença mental (contexto psicossocial)
25. transferência da responsabilidade da sociedade em relação a doença mental para os fármacos
26. anulação da espontâneidade
27. incapazes agora são os que não têm saúde
28. a perda da saúde é culpa da pessoa que a perdeu, ela é a única responsável por não ter podido mantê-la
29. quem não se encaixa nos padrões de perfeição corporal e espiritual é considerado "de vontade fraca"
30. acredita-se que as pessoas merecem as doenças que contraem (!)
31. doentes são alvo de repulsa moral e ostracismo social
32. ninguém tem mais sentimentos, agora o que se tem são serotonina, dopamina, dosagem de medicamentos, etc..
33. remédios para se ter e manter a identidade pessoal (!)
34. tentativa de impedir a profusão de novos territórios existenciais (controle)
35. interrupção dos processos de subjetivisação
36. identidade não pode mais existir
37. as pessoas não são mais pessoas, na psiquiatria genética, elas são apenas sintomas: o doente passa a ser a doença
38. biopoder, individualizar de acordo com a exigência do poder ou dar uma indentidade preconcebida, um rótulo
39. a indústria farmacêutica cria um medicamento, então a Sociedade Americana de Psiquiatria cria uma doença para ele
40. psiquiatras se gabam de recursos bioquímicos, mas não possuem um exame bioquímico que verifique a doença mental
41. a psiquiatria biológica não considera o aperfeiçoamento e auto-aperfeiçoamento da pessoa, só o medicamento corrige
42. direitos à personalidade são atropelados na prática desses consultório e na economia dessa indústria farmacêutica
43. psiquiatras em nome da saúde e da medicina têm carta branca para ferir direitos à personalidade
44. não sustenta a democracia
45. drogas que prejudicam o pensamento interior, os loucos não têm o direito de pensar, para os médicos isso não existe
46. o risco da eugenia
47. analfabetismo das emoções, remédios cuidam de tudo
chamar os outros de louco dá a ilusão ao agressor de ser dono da outra pessoa.


