Tudo bem, mas estou desistindo de provar que sei parecer intelectual falando coisas inteligentes, cada vez mais me afasto desta atitude, um caso concreto é mais importante do que uma racionalização vazia que está afastada dos referentes reais dela. Saca?
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Impitimá
Então, Golpe de Estado pra se safar de condenação por corrupção, sim, Marx estava certo, primeiro como tragédia, depois como farsa, o que acontece é reclicar a farsa de novo e de novo e de novo.
Globalheira XI
Tudo bem, tem gente contra o que a mídia faz, mas não conhece os métodos dela em profundidade, ou podem estar guardando para o futuro, ou podem estar se utilizando dos mesmos métodos secretamente.
Mas, viu?
Sabe como é: Uma vida nua apenas não faz nenhuma diferença, não causa comoção, nem desperta atenção.
Mas, viu?
Sabe como é: Uma vida nua apenas não faz nenhuma diferença, não causa comoção, nem desperta atenção.
Mesmo que seja um monstro que esteja se criando, mas não é esse o engano, não é o monstro em si, mas quem o esteja manobrando.
Globalheira X
é poisé, de vez em quando me desespero, mas, não me arrependo, tudo que estou dizendo é verdade, e uma verdade não deixa de ser verdade, mesmo que ninguém acredite nela, bjs
Globalheira IX
Eu marquei pra tentar LOAS, e minha mãe não quis me dar o comprovante de renda dela, agora, me ligaram da prefeitura me dizendo que, para eu conseguir passe de ônibus para esquizofrênico, eu teria de ir no exame com algum parente, não há ninguém que fosse comigo, simplesmente, não há. O lance é que aqui em casa todos querem me ver ferrado, inclusive minha mãe, e não há ninguém que possa me dar qualquer tipo de apoio. Aí, o funcionário da prefeitura disse que o problema sou eu, que houve falta de comunicação, e um abraço!
O funcionário me responsabilizou pelo modo brutal de ser da minha família.
Existem leis de seguridade social, mas os burocratas inventam regrinhas para limitar sua aplicação, assim vemos muita gente nas ruas em necessidade concreta de seguridade que não podem ser atendidas.
Disse ele que era impossível a comunicação, deixa eu ver, o conceito de comunicação para o Estado é: Eu mando e você obedece.
O PT até oferece ajuda, mas só pra famílias convencionais.
Tem de ser alguém certinho e comportado, se há anomalia, anomia, a anormalidade na tua família, foda-se, sua única saída é virar bandido.
Ah, sim, eu ia esquecendo do que a Globactéria tem a ver com isso: é que a GloboNews, parece que sabendo que eu tinha marcado na previdência pro LOAS, fez com uma campanha pesada contra tudo que é seguridade social, inclusive LOAS; bolsa-família, aposentadoria, licença-médica, seguro-desemprego, enfim...
Globalheira VIII
facebook limitando todas minhas postagens com "Rede Globo"
decidi, no lugar de "Rede Globo" usarei o nome de algum programa, ex.: "Jornal Naiciona", ou "Império", aleatóriamente, ou algum canal a cabo, ex.: Futura", ou "Viva", posso usar tb: "Fundação Roberto Marinho", ou "Telecurso", tem tb: "Galvão Bueno", "Faustão", "Ana Maria Braga", só não usarei Big Brother Brasil, pois já existem reclamações específicas, ainda tem: "Som Livre", "O Globo", "CBN", "Revista Época", enfim, tenho ódio o suficiente pra usar tudo disponível e ainda faltar...
posso ainda trocar/substituir/acrescentar lerrtras e/ou sinais: "Globo-", "Faustãop", posso usar clássicos como: "Fora Rede Globo", "Cala a Boca, Galvão", tem tb "Globosta", "Globbels", "Rede Troço de Televisão", "Gloaca", "Rede Esgoto de Televisão"
sim, tudo começando com "b"
Globoçal Globichada Globandida Globoato Globasta Globizarra Globesteira Globalela Globocilga Globolinando Globobagem Globode-espiatório Globedelho Globodum Gloglobofetada Globolada Globoicote Globolor Globolota GloGlobocejo Globabaca Globordéu Globotulismo Globovino Globurro Globaderna Globandidagem
tem um dicionário inteiro!
de "B.O."
Globalheira VII
Escreva aí, de fato faço música, e seria uma grande oportunidade na carreira aparecer na televisão, mas farei pior que o Mano Brown, pois nem na fascista da TV Cultura eu iria. A Rede Globo me condena enquanto grupo, pois sou de esquerda e tenho diagnóstico de esquizofrenia, mas sabe quem eu sou e me bloqueia a vida individualmente. Tenho constatado que essa empresa quer me roubar as canções e entregar ao Michel Té Logo, ou outra merda dessas, pois após a morte, sem registro em gravadoras, ficará muito fácil roubá-las.
Gobalheira VI
Minha mãe é burra, tem orgulho de ser burra e espanca criança inteligente.
é cultura familiar, bater na inteligência, a condenação deles será na hora de necessitarem da inteligência, pois essa hora sempre vem,
pior de tudo é suportar as ironias de como a porrada é superior à inteligência,
aliás, isso resume todo o relacionamento com família burra, orgulhosa de ser burra
(público-alvo da Globordéu)
Globalheira V
Tô ferrado mesmo, separei roupas boas que vou tentar salvar com meus livros, mas emprego está difícil, principalmente se quem está contra você é a Rede Globo. Morro como indigente, sem nada, mas com dignidade.
Acontece que haverá reintegração de posse, a sociedade prometeu a minha família que, dando um fim em mim, será recompensada, acontece que a morte é irreversível, as promessas não são.
Globalheira IV
O objetivo da RedeGlobichada é incitar minha família a me matar. Desta acho que escapo. Mas não escapo de ser morto por playboy de classe média alta, quando estiver na condição de morador de rua.
Globalheira III
Aqui nessa casa é assim, os irmãos vão para as academias de lutas para agredir dentro de casa, pois na rua é com a polícia. Mentalidade UFC. Detalhe, todo mundo tem mais de 40.
Globalheira II
Não sou jornalista, mas como ando falando mal da vizinhança cruel, andei ouvindo ameaças, sigo ignorando-as, mas a grande mídia está incluída entre os denunciados que andam me ameaçando, e esconde o fato, pois, se a grande mídia é corrupta também,..
A Globirra é violenta, desonesta, desviante e perigosa. E pode matar sem tocar no assassinado.
Anomia é o que escapa à jurisdição da norma.
Anomia planejada pelo congresso que tem 190 integrantes que são também empresários de comunicação social.
Globalheira I
Essa mentalidade da propaganda de televisão, em que basta você tentar para conseguir, aqui não é assim, a Globandidagem decidiu que devo ser morto discretamente, sem espetáculo é claro, e na indigência, e não há ninguém que acredite, e a Globaderna não só sabe disso, como é quem fomenta o caso, não há ninguém que acredite nesse fato, e se há, não há quem tenha coragem de enfrentá-la, pois me fizeram surtar algumas vezes e é difícil acreditar em quem surtou um dia. E todas as emissora, sem exceção, dependentes todas da Globocalidade se juntam para conseguir isto. Liberdade de expressão, ou uma maneira de mata usando apenas a comunicação.
Essa mentalidade invadiu tudo quanto é espaço no mundo, e não há como sair dela. Tem outro fato, como o mundo ficou monótono de tão organizado, e com todos os postos sociais garantidos do início da vida a té a morte, todos os postos garantidos para as classes mais altas, enquanto nós aqui vivemos na base dessa gestão de penúria, enfim, resumindo,a sociedade não quer reconhecer esse fato, pois assim eu deixaria de ser um zé ruela, como eles dizem, para passar a outra condição.
Fora, ainda, que é melhor que eu esteja morto, depois de ter visto tudo o que eu vi, nem esquerda, nem direita suportariam minha existência digna, manifesta e expressa. É um típico caso de reserva de poder.
Coisa que bunda-mole nenhum, de classe média alta teve coragem de enfrentar.
Essa mentalidade invadiu tudo quanto é espaço no mundo, e não há como sair dela. Tem outro fato, como o mundo ficou monótono de tão organizado, e com todos os postos sociais garantidos do início da vida a té a morte, todos os postos garantidos para as classes mais altas, enquanto nós aqui vivemos na base dessa gestão de penúria, enfim, resumindo,a sociedade não quer reconhecer esse fato, pois assim eu deixaria de ser um zé ruela, como eles dizem, para passar a outra condição.
Fora, ainda, que é melhor que eu esteja morto, depois de ter visto tudo o que eu vi, nem esquerda, nem direita suportariam minha existência digna, manifesta e expressa. É um típico caso de reserva de poder.
Coisa que bunda-mole nenhum, de classe média alta teve coragem de enfrentar.
Obs.: Eu não sou importante, e todo esse aparato comunicativo-belicoso está montado, justamente, para que eu continue zé roela.
Quer que desenhe?
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Uso das Câmeras de Segurança em Condomínios II
Imagina só, uma ditadura num país com as empresas de segurança aliadas dos militares com todas as suas câmeras de segurança. Nem precisamos de golpe de estado.
Assim, o zelador lhe vê saindo do edifício pela câmera de seguranças, ou algum outro desafeto lhe vê saindo, então avisa o assassino de aluguel que lhe esperará na rua de mutuca.
O assassino de aluguel já sabe quem é você, pois lhe apontaram na rua um dia destes.
As câmeras de segurança conhecem meus hábitos.
Eu não confio em segurança privada, já é difícil confiar na polícia. Veja só.
Ainda mais comigo exibindo os podres deste inferno e ligado a mais responsáveis externos, como a Globo, por exemplo. Hoje aconteceu algo que me fez temer pela minha segurança. Só digo isto.
Lembrando que apenas 1% dos homicídios são investigados, e eu não sou nem importante o suficiente para isso, nem seria selecionado pelo Datena ou Marcelo Resende para fazer a investigação andar.
Na cadeia só crime contra o patrimônio ou tráfico de drogas, e cheio de moleque primário.
Alguém aí duvida que vivemos uma ditadura?
Daqui a pouco a Globo e seu jornalista investigativo/seletivo vai exibir programa (Profissão Repórter) sobre homicídios, despolitizado, é claro.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Bando de Alguém...
Minha mãe estava bem, parou para assistir televisão, e ficou amarga de novo, o problema é que eu, no topo de meu fracasso profissional, não tenho reconhecimento social para convencê-la do mecanismo operatório da televisão... (ainda)
Desconfio até de que a Globo sabe disso e o faz deliberadamente, fui produzido para 'bando' na ECA-USP e eles têm pânico de eu me soltar, já me soltei, na verdade, mas não consigo vencer a hegemonia da televisão e seu discurso de sucesso material.
Bando é, segundo Agamben, uma condição do líder de um grupo, no topo do social, que, para manter sua força no mesmo grupo, precisa de uma espécie de bode expiatório social, alguém no fundo do mesmo social, para estruturar a ordem deste grupo. Bando é um termo germânico para nomear, ao mesmo tempo, o líder grupal e o fudido grupal lá de baixo.
Baudrillar deu uma pista do jeito irônico dele: Organização Contratual de Gestão de Interesses do Grupo, ou, Gestão da Penúria. Para ele, é uma estrutura condenada...
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Marte, Deus da Luta, Companheiro!
Luz da manhã que arde,
Na alvorada de Marte,
Acorde, antes que tarde,
E vê essa obra de arte!
Atitude de Gente.
atitude de dono
deste funcionário
é o que me dá sono
a cara de otário
atitude de dono
foi deslocupletado
é o que me dá sono
tá fodido e mal-pago
atitude de dono
neste desgoverno
é o que me dá sono
com gravata e terno
atitude de dono
acaba no abandono
é o que me dá sono
e nas quadras detono
Falando com Propriedade.
Meu amigo de web, você nunca mais vai ouvir de mim metáforas mais enriquecidas ou diretas tais quais: "meu cu", "tô cagando pra isso", "um bosta".
Não será por falta de senso de 'humour', mas será por serem tais linguajares típicos de playboyzadas-filhinhos-de-papai-classe-média-alta-branca que tem morada garantida, não têm nem ideia do que é estar desabrigado...
Pois, eu nunca defecarei na calçada nem na moita da praça, não sou um 'pet' (sou bem mais que isso) e tenho muito respeito pela oportunidade de ter um sanitário para usar, e respeito não só pelo banheiro da casa em que habito, como por qualquer banheiro público, e uso ambos com o mesmo respeito.
Ao contrário dos playboyzinhos em questão, me preocupo com um mundo muito além do meu próprio quintal e do meu próprio W.C.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Uso das Câmeras de Segurança em Condomínios.
O zelador aqui do prédio se liga nas câmeras de segurança para ver como estou e assim me surpreender com alguma provocação, como ficar me encarando, por exemplo, fiz um cartaz com a escrita enorme: "Tá olhando o quê?", para o momento da filmagem, em que ele me vê e eu não o vejo, de modo a ser avaliado para ser provocado por meio de uma câmera de segurança...
(ele faz isso com minha mãe também, mas eu percebi a molecagem)
(ele faz isso com minha mãe também, mas eu percebi a molecagem)
Câmeras de segurança usadas não para a defesa de moradores, mas para atacar!
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Anjo de Klee.
eu freudianamente estou vendo um falo em direção a um útero,
a sombra do nariz é o falo, as bolsas escrotais estão acima dos olhos, bem desenhinho de banheiro escolar mesmo, e a vulva é aquilo que se parece com a cauda é a vulva, o coito está representado como uma vista aérea, talvez seja um anjo invejoso olhando todo esse negócio errado aí na Terra.
esse Paul Klee fica fazendo mensagem subliminar em obras-primas, é um abusado mesmo!!!
os testículos, são os olhos!
(acho que virei tarado, pois vejo falos em tudo que é canto!)
os cabelos os pentelhos!
(Klee e eu, tarados!)
você pode até ver as pernas abertas ao redor da cauda/vulva!
Klee #profeta
é a concepção!
(pq ele naum usa camisinha, claro!)
rsrsrs
"Controle" da Mídia.
o termo "controle" é inadequado, a proposta não toca em conteúdo, é uma medida econômica de descentralização da propriedade para aumentar o número de donos, aumentar a competição e distribuir a propriedade empresarial.
a medida objetiva é proibir a propriedade cruzada de meios de comunicação
não é censura, é uma medida exclusivamente administrativo-econômica.
NINGUÉM QUER INTERFERIR EM CONTEÚDO!
deem uma busca em Expressão: http://www.paraexpressaraliberdade.org.br/
Fórum Nacional de Democratização da Comunicação
tá explicadinho lá
(e não é uma proposta da Dilma, é uma proposta da sociedade civil que está recolhendo assinaturas para transformá-la em lei, pois se for pra esperar os políticos... Já viu... a Dilma apenas apoia a proposta)
NÃO É CENSURA O QUE BUSCAMOS.
É NÃO SER CENSURADOS POR UMA MEGA-CORPORAÇÃO.
Escolha as Armas.
O nome do míssil-derruba-rede-globo, mais conhecido como anti-cristo é "proibição de birôs de mídia".
Hoje, o Jornal Nacional estava bonzinho recheado de bajulações nova iorquinas e tudo mais.
Eu sou astrólogo, e toca Raul.
Estou aguardando de camarote a Rede Globo, do alto da fortuna de 66 bilhões de dólares das três marinhas, alegarem "censura econômica" à Rede Globo pelos sei-lá-quem e mimimimi. Lembrem-se da senha de volta para o futuro: PROIBIÇÃO BIRÔS DE MÍDIA. Sem mais.
O cinturão de Valium.
Quando o FDP da TV tem mais crédito que VC na sua família.
Ontem discuti com minha mãe, ela e meus irmãos, de tanto verem televisão, ficaram iguais à maquina que os embrutece.
Só falam e não ouvem.
No futuro a televisão será lembrada pelos historiadores como a responsável pela Segunda Idade das Trevas.
plim-plim
Existência.
Minha atitude em relação ao Mercado Publicitário mudou totalmente depois que soube que a Globo é despóstica na publicidade brasileira, e a mantém refém, e como essa área é estratégica, então toda o mercado criativo está comprometido gravemente. Agora faz sentido, a Globo quer provara à Sociedade, a fim de intimidá-la, que pode MATAR ALGUÉM usando COMUNICAÇÃO SOCIAL COMO ARMA.
E eu fui o escolhido, como EXEMPLO E EXCEÇÃO.
REDE GLOBO, VÁ TOMAR NO CU,, ANTES QUE EU ME ESQUEÇA!
Desabafo Desabado.
eu li recentemente o absurdo que está rolando na mídia brasileira, vou tentar lhe informar um resumo:
as organizações Globo mantém refém todo um setor da economia, o mercado publicitário.
e assim, mantém dependente todo o mercado criativo brasileiro, música, vídeo, cinema, teatro, jornais, etc...
numa economia saudável os clientes, as empresas, pagariam as agências de publicidade, e estas repassariam para o anunciante, a Globo, o valor devido.
não é assim que se dá, os clientes pagam à Globo, e esta, se quiser, repassa às agências de publicidade uma tal de BV (bonificação de volume), além de, centralizando todo o capital, ainda decide sobre a produção do material veiculado, filmes, anuncios de rádio, etc...
no governo FHC (tinha de ser) foram proibidos os Birôs de Mídias, escritórios de comercialização de espaço publicitários em todos os veículos, o que criaria concorrência e descentralizaria a publicidade.
o Grupo Abril é contra, mesmo afundando por causa da Globo.
gente, governo nenhum pode viver sem anunciar, nesse sentido, até a comunicação social do governo é refém desse "escândalo das BV (Bonificações de Volume)"
quem fala uma asneira dessas não conhece comunicação social, no mínimo, pra essa pessoa, fazer uma crítica à mídia é analizar o que vê na TV...
mas o aspecto econômico não tem relação com o criativo, embora o condicione.
também acho que falta conteúdo,
como a Rede Globo, com essa prática imposta das bonificações de volume, centraliza todo o capital da comunicação social do país, ela tem o poder de decidir o que pode e o que não pode ser divulgado, ser distribuído, o que pode e o que não pode sobreviver econômicamente.
então, tudo relacionado a conteúdo está dependente da Globo: música, séries de tevê, jornalismo, cinema, teatro, sites, blogues, shows.
ou seja, tudo ligado à audiência está severamente comprometido.
depois, o Brasil é um país com ZERO inovação, e ninguém explica.
ninguém explica por medo dessa ditadura das Organizações Globo.
e, as três marinhas do cinturão de valium, so não mandam no país por que há distância entre intensão e ato, entre o fazer e o falar, pois nem tudo que é comunicado é obedecido, ainda bem!
concordo com tudo o que você disse, queria só acrescentar algumas informações:
a atividade de Birô de Mídia proibida só favorece esse mercado viciado que você descreveu com detalhes aí.
a coisa toda não anda, pois a Globo sempre empurra a discussão para o congresso, onde sempre vence, quando deveria a discussão ir para a Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, ou para o CADE (Conselho Administrativo de Direito Econômico).
para piorar, todos sabemos como se consegue uma concessão de televisão ou de rádio no país, não é?
...
"Você vai gostar do que eu vou lhe mostrar, por que eu quero que assim seja, e não se atreva à desobediência por que você gosta assim que eu sei." (The Big Broder)
...
"Obedecemos no trabalho, obedecemos em casa, sempre aos mesmos amos, e gostamos." (Jornadas do Jornal)
Relíquia Danada.
Dizem os antigos que a gente só tem duas chances na vida: quando nasce e quando casa, eu acrescentaria mais três: mega sena, corrupção política e o estudo.
a última, na minha opinião, é a mais digna de todas, embora, as outras sejam mais socialmente reconhecidas. Desde que você não seja descoberto.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
sábado, 10 de janeiro de 2015
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Civilização.
O planejamento do apocalipse. Primeiro você difama alguém, uma família, um grupo social, cresce zoom. Então, primeiro difama X até X virar "gente má", depois X de virar "gente má", você toma tudo o que for simbólico e/ou material dessa "gente má", pois ninguém se importará com X porque é o que "gente má" merece mesmo. Mas, peraí, como X virou "gente má"? Shhhh não lembre que primeiro ninguém era "gente má", e isso foi fabricado com o objetivo de desapropriá-los de tudo. Escolhidos a dedo segundo suas vulnerabilidades. Planejamento estratégico da destruição de vidas. O centro de política apartidária em nossa sociedade. O jeito de reproduzir poder em tempo tecnológico. Amém. Publicidade.
(comentário)
Isso é despersonalização do sujeito... Goebbels, usou desse estratagema!. Chama-se a quebra do ALEF (!), Depois a desmatematização (substitua o numero da propriedade pela Swástica). Lembre-se, o sujeito já foi despersonalizado, começa-se a retirada dos bens, da "res"; e simultaneamente, após a despersonalização do sujeito, do nome, de sua identidade, ganha-se o numero...e assim vai amigo! Abraços!
(ou seja)
Aqui a desmatematização será a troca do número da casa pelo sinal de coração no lugar da cruz suástica...
(ou seja)
Aqui a desmatematização será a troca do número da casa pelo sinal de coração no lugar da cruz suástica...
Civilidade.
Aqui, perdemos o apartamento. Eu estava louco. Minha mãe, sem noção do perigo, pois toda vez que veio o oficial de justiça, o porteiro, a mando do zelador, disse ao oficial de justiça que não tinha ninguém em casa. Mas tinha sim! E foi assim, a outra parte era o condomínio, e o condomínio venceu essa causa no tapetão. Condomínio venceu, condomínio, a outra parte, o zelador obedeceu o condomínio. Condomínio, zelador, porteiro, oficial de justiça, ausência da parte e senteça. Sacou? E ninguém nesse prédio se importou com nada disso. Sim, profa. Marilena, disse tudo, são fascistas, violentos e ignorantes. Armaram essa ao perceber nossa vulnerabilidade. Obs.: A renda do zelador é maior que a nossa, e ele não paga aluguel nem condomínio. Começou com difamação, depois de difamados, viramos "gente má", depois de virar "gente má", passamos a merecer as arbitrariedades, sabe como é, gente má não merece nem viver, merece pobreza e miséria e morte. Naturalizando a barbárie. Palavrões. Esta é a classe média e a mídia...
Desabafo.
Nem acredito que vou rever e reaver meu violão roubado em algumas horas, infelizmente nunca ganhei dinheiro com música para indenizar a quem eu afanei o instrumento, é, gente, eu confesso, sou um corrupto...
infelizmente o PMDB e a Globo naum me deixam prosperar, acho graça qdo um PSDB fala em "aparelhamento" como se apenas acontecesse no governo (e federal)
minha ideia de indenização era pagar em dobro com qualidade superor e com cases, mas, sabe como é a vida de um pária, né?
Queria dizer que esse aparelhamento e essa perseguição não acontecem por que eu sou importante, mas sempre ocorreu para que eu nunca pudesse me tornar importante.
Hoje, PMDB e Globo nem precisam fazer muita força pra me detonar...
E sabem disso.
O ponto chave dessa dominação foi me alijar do regime de direito autoral para me jogar no regime de domínio público desde a origem.
E tudo o que deixei de aprender e de ganhar é a raiz da minha loucura.
Estou no fundo do poço, saco sem fundo, vertigem de queda-livre,
Nome, é como dizem os anglo-saxões, se pelo menos uma pessoa me ouviu, já terá valido a pena tentar falar do impossível...
Credo!
Roubo de ideias, os deuses da publicidade nem se importam. Mas, mandar recadinhos para os desafetos com o dinheiro dos clientes, bom, ex-amigo... Espero que o cliente não o descubra.
Nenhum Recreio.
Um dia destes escrevo um monólogo de uma faxineira, mas não como o fariam esses humoristas da moda que até aparecem na TV com todo o desrespeito que têm. Seriam palavras de uma pessoa com vida interior muito rica, mas a quem ninguém dirige sequer uma palavra. Eu faria assim.
Artistas Fazem Dinheiro.
Para quê alguém vai pagar jornalistas se podem pagar artistas pois estes últimos dão mais impressão de informar?
isso mesmo
só ordem das aparências
e, pior,
todos, hoje, são propagandistas, os administradores, os jornalistas e os artistas, mas poucos ou conseguem ou admitem isso...
Recreio.
Agora que deve rolar uma onda de legalização do espinafre nos EEUU, vocês vão ver como toda a mídia e seus partidos políticos adestrados vão mudar de ideia rapidinho e virarem a favor da legalização do espinafre....
Como a Pluma.
Pegando mais leve com a Publicidade e Propaganda. Eu vou revelar o grande segredo da criação e do planejamento publicitários. A criação pega para si algo interessante que viu em algum lugar, enrola o cliente com algum discurso incompreensível que parece justificar a ideia. O papel do planejamento é de fazer um acervo adquirido do mesmo modo que a criação e ajudar no embromachion. Depois, os resultados não aparecem e troca-se de agência. Mas os métodos não mudam. E, pra piorar, esse métosco passa a ser o tudo de bom dos RH para contratação de picaretinhas. Ué, o país e a economia não prosperam. Muuuuiiito estranho, né?
Gosto sem Rosto.
Os publicitários "gostam" de ficar atrás das câmeras, no bastidores. São humildes? São discretos? São desinteressados? Nada disso. É que se o publicitário começar a aparecer todo mundo começará a saber quem roubou quem. Tudo planejado, nada espontâneo, aliás, espontaneidade, sinceridade e honestidade estão proibidas nesse meio.
Maínha.
Minha mãe gosta dessas coisas de mulher. Sapatos, bolsas, óculos, roupas, colares, ela é assim. Mas renuncia a tudo para, por exemplo, ter comida em casa, ou para que eu possa continuar meu tratamento psiquiátrico. Nem falo que preciso de óculos de grau. Nem falo quando tenho fome, para que ela não pegue um consignado no banco para comprar comida. Ela precisa de dentista e de óculos de grau também. Nessas horas uso de todas as minhas forças para silenciar o nome dos picaretas pseudo-criativos que mais me roubaram e estiveram à frente deste aparelhamento de matar à míngua pela comunicação. Arma de grosso calibre simbólico. E muito contemporânea.
O Físico.
O Stephen Hawkins, físico inglês de Cambridge, afirmou temer pelo futuro da humanidade com o desenvolvimento extremo da Inteligência Artificial. Procede. Caso o ser humano se torne uma máquina, como vemos por aí, ele será superado facilmente pela máquina, pois esta está mais próxima da essência-máquina do que aquele. A tese pode ruir caso o ser humano deixe de medo do sofrimento e se assuma humano demasiado humano. Isto a máquina não pode tirar dele e nem superá-lo. Como falta conhecimento de Ciências Humanas para os físicos... Eu NÃO estou falando de Inteligência Emocional, esse programinha. Antes que lembrem dessa fraude!
Musiquinha Inocente.
Não adianta por um montão de criancinhas cantando um hino fascista, que continuará sendo um hino fascista.
O Imparcial.
é assim mesmo,
quando não é o ponto-de-vista dos EUA,
é o ponto-de-vista de Isreal,
ou ainda o ponto-de-vista Rio-SP,
tem tb ponto-de-vista Avenida Paulista.
é bairrista.
Filosofia Velha.
:p conhece essa?
Socrates: "to do is to be"
Sartre: "to be is to do"
Sinatra: "do be do be do do do be do be do"
rsrsrs
Política da Boa Vizinhança.
Se alienígenas viessem me visitar, e agissem eles pacificamente, eu guardaria os encontros com segredo. Sei do risco diplomático, mas sei como as autoridades padecem de alguma loucura perigosíssema. Eu também compreenderia quem assim agisse em secreta cumplicidade interestelar.
Sadismo dos Políticos.
eu queria morrer logo, não queria passar por tudo isso a que os desonestos me destinaram passar e sofrer, e será terrível, para encontrar a morte depois de tudo no fim das contas, por que não matam logo?
para se divertir?
:/
Saudosismo.
Que saudade de quando estava descrente da política, pois haviam outras crenças. No momento, só restou o ceticismo, se é que isto é crença ou fé. Má fé ainda é fé, mas nem isto.
Os Donos dos Conceitos.
Sobre a diferença entre o "tentar" e o "conseguir". Quem promete que irá "conseguir" o faz por que está repetindo uma ação, é um mero executor, pois conhece o resultado de saída. Quem afirma que irá "tentar", já o faz assim por inovar, e sabe como são inovações: É da natureza delas não terem sido nem conseguidas, nem tentadas, antes. Mas tem um povo burro com muito dinheiro por aí com preconceito contra essa ou aquela palavra, como "tentar", por exemplo. Esses nem tentam, nem conseguem, só enchem o saco!
O Bom Ouvinte.
Sobre a fábula de termos duas orelhas e uma boca para falar menos e ouvir mais. Ele era tão bom, mas tão bom ouvinte, que se soubesse de uma garota a fins de seu amigo, ou se soubesse de uma boa oportunidade profissional para esse mesmo amigo. Ele não falava, ele não o informava, mas sonegava a informação, porque era um bom ouvinte. Muito bom ouvinte.
Viandante.
Nem ativo, nem passivo, nem passado, nem atuante, sempre presente em cada instante. Vamos, levante, que o presente é o seu presente e que lhe leva adiante.
Não é?
Chuva por quarenta dias e quarenta noites. Não precisamos de um milagre, precisamos de um dilúvio.
O Mercado Inexistente.
"igualdade de oportunidades", "livre iniciativa", "trabalhe e conquistará", "o mundo reconhece a competência", "estudando você chega lá", "quem batalha se estabelece", "dinheiro não traz felicidade", "me fiz sozinho", "o talento acompanha o trabalho", "quem se esforça é reconhecido" etc etc etc é tudo mentira...
livre aí é a liberdade da ideologia liberal que foi criada para concentrar riquezas, ou seja, quanto mais rico, mais livre, e é a liberdade de fazer o que bem entender impunimente, pois livre pra fazer o que quiser, sem lei, sem ordem na terra de ninguém!
dumping, newsmaking, é tudo palavra bonita pra fazer safadeza e se safar...
Compre Apenas Produtos Originais.
Maior hipocrisia apreensão de produtos piratas, vou dizer porque:
Só uma minoria vive em regime de direitos autorais, a maioria acachapante da população vive em regime de domínio público, isso significa que tudo o que alguns destes últimos produzem em matéria de ideias não resultam em renda para si, mas para aqueles primeiros, apenas têm acesso à riqueza quem desapropria dos criadores anônimos que vivem em regime de domínio público. E têm o direito legal de desapropriar, pois não é contra a lei...
Assim, os criadores anônimos são explorados por quem tem acesso à Industria Cultural.
Ou seja, um grupinho explora a grande maoria da produção intelectual que monopoliza toda a riqueza simbólica e material.
Direito autoral é direito de rico para rico, e que quase nunca têm talento real, plagiam, e ganham grana para plagiar.
Ou todos em regime de direitos autorais, ou todos em regime de domínio público, pelo fim do direito autoral como privilégio. Pelo fim dessa mentira!
Isso que eu acho.
A Publicidade.
Eles estão na viagem deles. O proprietário do veículo garante que influencia. O publicitário garante ao cliente que vende produtos e estilo de vida. O cliente tem medo de ser esquecido. O jornalista puxa-saco não tem cultura suficiente, nem tempo, para oferecer um artigo completo. O leitor é cada vez mais raro num mundo aonde todos são escritores. Talvez seja melhor ser analfabeto, ou exigir ser pago para ler algo. Muita coisa escrita para muito analfabeto funcional que acha que entende e está evocado que tem opinião. Desde sempre, Nelson Rodrigues, afirmava que os classificados eram a única parte do jornal digna de leitura. Hoje, nem isso. Nem Nelson Rodrigues, nem algo digno de ser lido além dos clássicos ou dos livros técnicos que não dependem da publicidade para se manterem. Felizmente.
O Jornalismo.
O dono do veículo quer puxa-sacos que influenciem e não que informem, perderam as eleições, mas não largam o método, então demitem os jornalistas puxa-sacos para contratar novos jornalista puxa-sacos
Só o método não muda, deixa essa bolha da pseudo-informação estourar, quando todo mundo perceber que todo esse chamado conhecimento não passa de propaganda.
E qualquer um faz propaganda, vide blogues (sujos ou imaculados) ou facebook.
Será um grande tombo.
domingo, 2 de novembro de 2014
Morcego Negro Ltda -- O Reino da Morte da Palavra
Cristian Korny
São José dos Campos, 25 de outubro de 2014.
Personagens:
Ei, Eugênio, o Eleitor Ingênuo
P, Porteiro do Palacete da Meritocracia
B, Bilheteira da Bisbilheteria
Do, Domador
Ma, Mágico
Ba, Bailarina
Pa, Palhaço
ATO UM
CENA I
Toc toc
P: Quem está aí? (Falando através da portinhola no portão)
Batendo no piortão do palacete da meritocracia'
Ei: Sou eu!
P: Eu quem? Tem Senha?
Ei: Não tenho
P: Aqui no Palacete da Meritocracia só entra com senha...
Ei: Não há outro jeito?
P: Não há... Outro jeito apenas para quem tem senha...
Ei: Mas...
Portinhola se fecha, pow...
CENA II
Ei caminhando desconsolado, chutando latas, de repente avista um parque temático:
MORCEGO NEGRO LTDA
e se dirige à bilheteria aonde lê-se "Bisbilheteria"
Ei: Boa Noite!
B: Boa noite, quantos ingressos?
Ei: Um só, quanto é?
B: Depende
Ei: depende do quê?
B:Vária variáveis, estatísticas, expectativas, projeções, câmbios, PIB, PiG, enfim... Você não sabe?
Ei: ? (Atônito)
B: Então, quantos ingressos?
Ei: Um só, já disse...
B: É que, às vezes, é necessário mais de um ingresso para entrar no parque... Mas... Agora, é que transcorreu algum tempo, o cenário muda, o número de ingressos também,..
Ei: Mas, eu continuo sozinho! Quanto é mesmo?
B: Você vai pagar em dollar, peso, rublo, libra, lira, euro, iene, bitcoin, real, títulos do tesouro, títulos da dívida, ouro, ações da Petrobrás, ações da Sabesp, da OGX, PP, OP?
Ei: Só tenho reais, e poucos
B: Então, o preço é determinado pelo logarítmo da expectativa futura de cenário de mercado construída no presente e pela média do limite do nível intelectual que você está usando agora...
Ei: Mas eu quero saber o preço, só isso...
B: O preço que você quer saber é determinado pelo mercado com base nas ações de curto prazo a depender do que você espera do futuro e desse prazo em que você estará no parque pelo limite do tempo na cauda longa do parque temático...
Ei: Ah, acho que será bom
B: No começo ou no fim do passeio?
Ei: Ué, deve ser bom, isso não basta? Tem dois preços?
B: Bom no começo é um preço, bom no final é outro preço, temos preço para bom no começo e no final, e para todo ruim
Ei: Deixa eu ver, todo ruim é de graça?
B: Tolinho, nada é de graça!
Ei: Tudo bem, eu quero ingresso para tudo de bom
B: Tudo de bom não tem, ou até tem, mas só para quem tem senha pro Palacete da Meriticracia, você pode escolher outro plano de expectativas
Ei: Caraio!, vocês querem ou não querem vender?
B: Nesse contexto, vender é só um detalhe, e muito desprezível, por sinal, nada determinante (risinhos)
Ei: Tudo bem, quero um deste último
B: Sim, mas vai pagar como?
Ei: Já disse, em reais
B: Mas,.. Reais passando pela Suíça, passando pelas Ilhas Caimãs, por Londres, por Mônaco? Cada histórico financeiro associado ao sistema de segurança e sigilo é um câmbio, em dinheiro ou cartão?
Ei: Peraí, pagar em dinheiro é diferente de pagar em cartão? O preço muda?
B: Claro! Grana viva tem a opção de caixa-dois e a gente tem de lavar, cobramos taxa para lavagem de dinheiro! Dinheiro de cartão já vem lavado...
Ei: Ok, ok, se a meritocracia tivesse me deixado entrar eu não passaria por nenhuma sabatina...
B: Política é só lá dentro
Ei: Tudo bem, nesse momento, quanto preciso desembolsar?
B: (Passa um papel aonde deve estar escrito o valor a ser pago)
Ei: Tá aqui! (Passa o dinheiro)
B: Nosso sistema de rede cibernética está acusando que você é nosso visitante número 1.000.000, e você conquistou o direito de ganhar grátis a entrada para nosso parque em regime de ingresso VIP com guias especialmente treinados...
Ei: (Cortando a explicação) Ufa, tudo isso para nada
B: Nada, nada, informação é de graça (Ironia)
Seja bem-vindo ao
MORCEGO NEGRO LTDA
CENA III
Est.:
Liberdade, liberdade
O que se faz por liberdade?
Segurança, segurança
O que se faz por segurança?
O preço da primeira é a segunda
O preço da segunda é a primeira
Não se pode ter as duas
Liberdade e segurança
Segurança e liberdade
Veja se você alcança
o preço da liberdade
1.
Todos pedem mais mudança
Mas de onde virá ela de verdade?
Quem fala-fala e não se cansa
Daqui só que que se vê é maldade
2.
São poucos que enchem a pança
Porque há miséria na cidade
Trabalho-trabalho e gastança
Sem lugar para a felicidade
3.
Eu queria mais uma dança
Eu queria viver a eternidade
Talvez, voltar a ser criança
E ter em meu viver prioridade
Est.
4.
Meu Brasil, minha esperança
E nele ponho meu melhor sonho
Mais uma ocupação invade
Na hora de leventar do sono
Est.
A CASA DOS HORRORES
Aqui você que entra
Deixe toda a esperança
aqui na Casa dos Horrores
É bem-vinda a matança
Aqui se pratica a gastança
Não é como o nome indica
aqui são bem-vindas as pessoas bonitas
No período eleitoral
Somos abertos e sensíveis
Acabou esse mal
Nos fechamos e dificultamos
E adeus povo
Aqui na Casa dos Horrores
Só crimes não previstos
Só crimes não previstos
Só crimes que não são previstos em lei
CENA IV
Ei se encontra com Ba, Ma, Do, Pa
1.
Nós contra eles
Eles contra nós
Todos contra nós
Todos contra eles
Eu você você eu
Se você acha que já deu
Devia poder fazer diferente
Para tanta gente que já deu
Meu, para tanta gente diferente
2.
Do: Agora diga, minha querida
Ba: Cansada de nivelar por baixo
Ba: Estão pensando que somos burros
Ba: Na nossa era do Conhecimento
Ba: Nem tudo se resolve aos murros
Ba: Botar essa ilusão toda abaixo
Ba: Entenda meu ponto de Partida
Ba: A facilidade descabida
Ba: Escuro é o entendimento
Ba: Luta muito então encontra a saída
Ba: Pois não a acharemos sem sofrimento
b.
Ba: A facilidade descabida
Ba: Escuro é o entendimento
Ba: Luta muito então encontra a saída
Ba: Pois não a acharemos sem sofrimento
1. b.
3.
Ataques pessoais nada mais
Que ataques pessoais
Isto eu sei fazer
Que qualificação é preciso ter
Para fazer ataques pessoais?
CENA V
Ei: aqui o que há
Do: Casa dos Horrores, amigos
Ba: Todas as piores maquinações
Ma: Eu compreendo os truques
Pa: Mas não revela, né?
Ei: Ali? (aponta)
Ma: Ah, ali é a joia da coroa
Pa: Aparelhamento de estado
Ba: E você acha que isso só existe no Estado?
Ma: É, há que se diferir Estado de Governo
Todos: Estado de Governo
1.
Preste atenção
No que vou lhe dizer
Virou um chavão
Para o poder esconder de todos
O que ocorre
Não salva nenhum corre
Quem fala morre
Sem poder se defender
São José dos Campos, 25 de outubro de 2014.
Personagens:
Ei, Eugênio, o Eleitor Ingênuo
P, Porteiro do Palacete da Meritocracia
B, Bilheteira da Bisbilheteria
Do, Domador
Ma, Mágico
Ba, Bailarina
Pa, Palhaço
ATO UM
CENA I
Toc toc
P: Quem está aí? (Falando através da portinhola no portão)
Batendo no piortão do palacete da meritocracia'
Ei: Sou eu!
P: Eu quem? Tem Senha?
Ei: Não tenho
P: Aqui no Palacete da Meritocracia só entra com senha...
Ei: Não há outro jeito?
P: Não há... Outro jeito apenas para quem tem senha...
Ei: Mas...
Portinhola se fecha, pow...
CENA II
Ei caminhando desconsolado, chutando latas, de repente avista um parque temático:
MORCEGO NEGRO LTDA
e se dirige à bilheteria aonde lê-se "Bisbilheteria"
Ei: Boa Noite!
B: Boa noite, quantos ingressos?
Ei: Um só, quanto é?
B: Depende
Ei: depende do quê?
B:Vária variáveis, estatísticas, expectativas, projeções, câmbios, PIB, PiG, enfim... Você não sabe?
Ei: ? (Atônito)
B: Então, quantos ingressos?
Ei: Um só, já disse...
B: É que, às vezes, é necessário mais de um ingresso para entrar no parque... Mas... Agora, é que transcorreu algum tempo, o cenário muda, o número de ingressos também,..
Ei: Mas, eu continuo sozinho! Quanto é mesmo?
B: Você vai pagar em dollar, peso, rublo, libra, lira, euro, iene, bitcoin, real, títulos do tesouro, títulos da dívida, ouro, ações da Petrobrás, ações da Sabesp, da OGX, PP, OP?
Ei: Só tenho reais, e poucos
B: Então, o preço é determinado pelo logarítmo da expectativa futura de cenário de mercado construída no presente e pela média do limite do nível intelectual que você está usando agora...
Ei: Mas eu quero saber o preço, só isso...
B: O preço que você quer saber é determinado pelo mercado com base nas ações de curto prazo a depender do que você espera do futuro e desse prazo em que você estará no parque pelo limite do tempo na cauda longa do parque temático...
Ei: Ah, acho que será bom
B: No começo ou no fim do passeio?
Ei: Ué, deve ser bom, isso não basta? Tem dois preços?
B: Bom no começo é um preço, bom no final é outro preço, temos preço para bom no começo e no final, e para todo ruim
Ei: Deixa eu ver, todo ruim é de graça?
B: Tolinho, nada é de graça!
Ei: Tudo bem, eu quero ingresso para tudo de bom
B: Tudo de bom não tem, ou até tem, mas só para quem tem senha pro Palacete da Meriticracia, você pode escolher outro plano de expectativas
Ei: Caraio!, vocês querem ou não querem vender?
B: Nesse contexto, vender é só um detalhe, e muito desprezível, por sinal, nada determinante (risinhos)
Ei: Tudo bem, quero um deste último
B: Sim, mas vai pagar como?
Ei: Já disse, em reais
B: Mas,.. Reais passando pela Suíça, passando pelas Ilhas Caimãs, por Londres, por Mônaco? Cada histórico financeiro associado ao sistema de segurança e sigilo é um câmbio, em dinheiro ou cartão?
Ei: Peraí, pagar em dinheiro é diferente de pagar em cartão? O preço muda?
B: Claro! Grana viva tem a opção de caixa-dois e a gente tem de lavar, cobramos taxa para lavagem de dinheiro! Dinheiro de cartão já vem lavado...
Ei: Ok, ok, se a meritocracia tivesse me deixado entrar eu não passaria por nenhuma sabatina...
B: Política é só lá dentro
Ei: Tudo bem, nesse momento, quanto preciso desembolsar?
B: (Passa um papel aonde deve estar escrito o valor a ser pago)
Ei: Tá aqui! (Passa o dinheiro)
B: Nosso sistema de rede cibernética está acusando que você é nosso visitante número 1.000.000, e você conquistou o direito de ganhar grátis a entrada para nosso parque em regime de ingresso VIP com guias especialmente treinados...
Ei: (Cortando a explicação) Ufa, tudo isso para nada
B: Nada, nada, informação é de graça (Ironia)
Seja bem-vindo ao
MORCEGO NEGRO LTDA
CENA III
Est.:
Liberdade, liberdade
O que se faz por liberdade?
Segurança, segurança
O que se faz por segurança?
O preço da primeira é a segunda
O preço da segunda é a primeira
Não se pode ter as duas
Liberdade e segurança
Segurança e liberdade
Veja se você alcança
o preço da liberdade
1.
Todos pedem mais mudança
Mas de onde virá ela de verdade?
Quem fala-fala e não se cansa
Daqui só que que se vê é maldade
2.
São poucos que enchem a pança
Porque há miséria na cidade
Trabalho-trabalho e gastança
Sem lugar para a felicidade
3.
Eu queria mais uma dança
Eu queria viver a eternidade
Talvez, voltar a ser criança
E ter em meu viver prioridade
Est.
4.
Meu Brasil, minha esperança
E nele ponho meu melhor sonho
Mais uma ocupação invade
Na hora de leventar do sono
Est.
A CASA DOS HORRORES
Aqui você que entra
Deixe toda a esperança
aqui na Casa dos Horrores
É bem-vinda a matança
Aqui se pratica a gastança
Não é como o nome indica
aqui são bem-vindas as pessoas bonitas
No período eleitoral
Somos abertos e sensíveis
Acabou esse mal
Nos fechamos e dificultamos
E adeus povo
Aqui na Casa dos Horrores
Só crimes não previstos
Só crimes não previstos
Só crimes que não são previstos em lei
CENA IV
Ei se encontra com Ba, Ma, Do, Pa
1.
Nós contra eles
Eles contra nós
Todos contra nós
Todos contra eles
Eu você você eu
Se você acha que já deu
Devia poder fazer diferente
Para tanta gente que já deu
Meu, para tanta gente diferente
2.
Do: Agora diga, minha querida
Ba: Cansada de nivelar por baixo
Ba: Estão pensando que somos burros
Ba: Na nossa era do Conhecimento
Ba: Nem tudo se resolve aos murros
Ba: Botar essa ilusão toda abaixo
Ba: Entenda meu ponto de Partida
Ba: A facilidade descabida
Ba: Escuro é o entendimento
Ba: Luta muito então encontra a saída
Ba: Pois não a acharemos sem sofrimento
b.
Ba: A facilidade descabida
Ba: Escuro é o entendimento
Ba: Luta muito então encontra a saída
Ba: Pois não a acharemos sem sofrimento
1. b.
3.
Ataques pessoais nada mais
Que ataques pessoais
Isto eu sei fazer
Que qualificação é preciso ter
Para fazer ataques pessoais?
CENA V
Ei: aqui o que há
Do: Casa dos Horrores, amigos
Ba: Todas as piores maquinações
Ma: Eu compreendo os truques
Pa: Mas não revela, né?
Ei: Ali? (aponta)
Ma: Ah, ali é a joia da coroa
Pa: Aparelhamento de estado
Ba: E você acha que isso só existe no Estado?
Ma: É, há que se diferir Estado de Governo
Todos: Estado de Governo
1.
Preste atenção
No que vou lhe dizer
Virou um chavão
Para o poder esconder de todos
O que ocorre
Não salva nenhum corre
Quem fala morre
Sem poder se defender
Est.
O aparelhamento de estado
Não levanta suspeitas sobre
O aparelhamento privado
Controlar-controlar
Para não salvar,
mas para submeter dominar
2.
De pulo em pulo
Já tenho o alvo
Quem fala com quem
Meu caros metadados
3.
Que você saiu de casa (eu sei)
Encontrou a namorada (eu sei)
Aí comeu mortadela (eu sei)
Depois mudou o canal (eu sei)
Mais um cara legal (eu sei)
4.
Que você andou de carro (eu sei)
E beijou na boca ontem (eu sei)
Está engordando menos (eu sei)
Omitiu a opção sexual (eu sei)
Não provou o vegetal (eu sei)
Est.
5.
Que fumou mais maconha (eu sei)
Que deixou de fumar (eu sei)
Tudo o que você fez (eu sei)
Ou que deixou de fazer (eu sei)
Tudo hei de saber (eu sei) rubrica: este último com enfado , cansado de saber
Est.
6.
Mas de tudo o que eu sei
Uma coisa não preciso saber (eu sei)
De tudo que eu já sei (eu sei)
Não preciso sabe seu voto
Por que tudo o que interessa (eu sei)
Porque para lhe controlar
Há toda uma rede de informação
Um erro no sistema
Um ponto na curva
Não temos a vista turva
Caso, vire um problema
Haverá condenação
Mas, não irei lhe dizer
O que está na mente do grande Irmão
Est.
7.
Quem desobedeceu (matei)
Todos os dissidentes (matei)
E os retardatários (matei)
Quem ousou pensar por si (matei)
E ninguém notou como eu (matei) rubrica: esse último com mais violência
Est.
CENA VI
Ei: Cara, isso tá mais feio do que eu pensava
Todos: Não há mais vida na Terra arrasada
Você vai se apavorar
Porque seu mundo vai ruir
Faltará chão para seus pés
E faltará pão para sua fome
Faltará sobretudo atenção
Porque você sequer desconfia
Que todo esse discurso bonito
Está ocultando o truque, a intenção
Sucesso para lhe escravizar
Qualidade para lhe julgar
Resiliência para lhe quebrar
Persistência
Para se esforçar
Confiança para se expor
Meritocracia para expulsar
Competência em lhe rebaixar
Competência em lhe rebaixar
Então, muita calma nessa hora
Essa é a cilada de se cair
Para todo lado tem um viés
Mas, para nenhum ali há um nome
Este é o tal do choque de gestão
Porque você sequer desconfia
Que todo esse discurso bonito
Faz um novo estado de exceção
Fracasso para lhe iludir
Competição para lhe destruir
Comentários para lhe banir
Concorrência para lhe mentir
Motivação para lhe sugar
Meritocracia para lhe expulsar
Administração em lhe controlar
Administração em lhe controlar
CENA VII
Ei: Quem são aqueles enjaulados?
Pa: São os que estão fora do esquema
Ba: Iguais a você
Ma: Sabemos que foi barrado no Palacete
Ei: Como sabem?
Do: Forças ocultas sabem de tudo
Ei: E quem é aquele fora da jaula solto e ameaçando os enjaulados que não podem fugir?
Do: É um corrupto, ao qual, não se prova absolutamente nada, pois tem muitos testas...
Ei: Peraí, se esse é o povo, então ele é o dono do espetáculo! Deste parque temático!
Do: Agora você pode entender por que se inventa tanta técnica econômica como a que você enfrentou em nossa Bisbilheteria
Ei: Claaaro, sem todo aquele obscurantismo o povo pode entender o que ocorre
Do: O poooovo
Ei: Não troce!
Ma: Por quê? No fundo são escravos que amam a escravidão, acontece que só veem a escravidão no outro
Ei: Amor fati é uma qualidade difícil
Ma: Mas amor ao destino é válido apenas quando você está consciente dele
Ei: Seu caráter, seu destino
Do: Calma, os horrores nem terminaram ainda
1.
Eu sou uma pessoa de bem
E não tolero esquemas
Quero distância dos problemas
Com minha honra tudo bem
2.
Eu pago meus impostos
Pagos mais que meio mundo
Que não venha vagabundo
Zoar gestos, gastos e gostos
3.
Um errinho todos cometem
Uns poucos são descobertos
Menos ainda são abertos
E essa sociedade, eles refletem
4.
Minha corrupção não é tema
A denúncia para existir
Todos terão que comigo cair
Mas todos estão no esquema
R.
5.
Um caso ou outro vacila
E quem vacila cai no instante
Quem mandou cair o vacilante
Quando tendeu a furar nossa fila?
6.
São poucos pecados
Tudo certinho nada anda
Aqui, até a polícia comanda
Para o leite dos padrinhos
R.
7.
Errado é o que ninguém faz
Passar sinal vermelho jamais
Um empreguinho pro filho apraz
Quem nunca foi disto capaz?
R.
Corruptos são os outros
Os maus devem morrer
Os bons devem viver
Para os amigos tudo
Para o resto a lei
Tudo depende de quem
vai falar bem de você
Tudo depende de quem
vai falar bem de você
CENA VIII
1.
Não falei
Não Ouvi
Não vi
Estou em todos os lugares
E não estou em nenhum
Não estou nem aqui
Sou a bênção sobres meus afetos
E a maldição sobre os malfeitos
R.
Corrupção é só no governo
A empresa privada é honesta
Mas quem mais ganha na festa
É o segredo mais guardado do inferno
Corruptores são lenda urbana
São os caras mais bacanas
Deste nostro conturbérnio
2.
Você não vai ouvir falar de mim
Você nem ousará ouvir de mim
Sequer verá o tudo que vi
Mas saiba logo
Não falei
Não ouvi
Não vi
R.
3.
E a grana corre para quem falar minhas mil línguas
4.
Esqueça que existo, para o seu próprio bem
Ei: E esses quem são?
Todos: Shhhhh (com o dedo nos lábios)
TREM FANTASMA
R.
Um na frente
Outro atrás
E o trem fantasma
Leva-e-traz
Vai-que-vai
Passa pelo motorista
Passa pela secretária
Passa pelo deputado
Passa pelo senador
De favor em favor
A pleno vapor ele vai
De vagão em vagão
Vagando no congresso
E em cada eleição
E ele vai
E a cada fantasma
Uma grana a mais
Pelos tubos dos fantasmas
Ela sai
Cai este, e aquele cai
Mas o trem fantasma vai-que-vai
R.
CENA IX
Ba: Agora Saímos da Casa dos Horrores, mas não pode melhorar...
1.
Alternar, alternar
Para azeitar a máquina
Precisamos fazer mágica
Então vamos mudar
Para que tudo continue como está
2.
Eu saio, não saio
Depende de quem eu traio
Eu caio não caio
Depende do quê eu trago
3.
Antes de mim sou eu
E eu vim comigo
Trouxe comigo meu amigo
E só saio, se caio
Mas é sempre do mesmo balaio
4. 6.
Todos querem derrubar do poder
Derrubar do poder todos querem
Só não quer sair do poder
Quem está no poder não quer
5. 7.
Todos querem se achegar ao poder
Se chegar ao poder todos querem
Sim quem quer cair no poder
Quem está sem poder só o quer
8.
Ninguém quer sair, todo querem ficar
Não poderia dividir
Para todo mundo governar?
Vamos resumir para explicar
Alternância no poder
Só é bom no lado de lá
Só é bom para quem no poder não está...
Pa: Então, gostou da alternância no poder?
Ei: Que alternância? Se é um só poder?
Do: Boa observação...
CENA X
Política Metafísica Dialética
Ética Estética Técnica
O que poderia ser política
Ao olhar pra dentro metafísica
Ao nossos passos seria Dialética
A aparição ah se fosse estética
A nossos costumes com ética
Menos étnica e mais técnica
Assim seria a boa e velha Política
Do: Entendeu?
Ei: Não!
Pa: Podemos repetir de outro jeito
Ei: Tá certo...
1.
A arte do poder é a política
A palavra vem daí
Mas a arte que se faz
No seu jogo me faz rir
2.
O misticismo é a metafísica
A palavra não vem
O silêncio é capaz
De falar a nós também
3.
E quando manjamos dialética
A palavra é parte
Dois pra lá, dois pra cá
Vide-verso, seu aparte
4.
Esta é bela até mais estética
A palavra explode
Ninguém ode escapar
A pega, bate e sacode
5.
Sequência natural é a ética
A palavra é dita
Sendo ela feia ou bonita
Participa desta fita
6.
O elaborar conduz à técnica
A palavra produz
Sentido e faz sentido
No tempo em que ela reluz
7.
Quando faz centro pobre étnica
A palavra segrega
Separa gregos e baianos
Faz-nos todos desumanos
Do: Entendeu?
Ei: Não
Do: Se fosse fácil
Do: Todo mundo era
Do: Se fosse comum
Do: Todo mundo tinha
Do: Se fosse rápido
Do: Todo mundo alcançava
Ei: Velha política
Do: Velha e boa política
Ei: O que seria a Nova Política? Ignorar a Grécia Clássica? Por exemplo?
Do: Esse é o ponto: cancelar toda a história humana em nome de um discurso moralista e midiático...
_______crítica técnica étnica estética
_______política sifilítica raquítica réplica
_______dialética tétrica mórbida lépida
_______metafísica tácita fática fálica
_______diabólica lúgurbe fúnebre tréplica
_______quanto mais difícil a teoria
_______melhor para malhar a poesia
ATO DOIS
CENA XI
Ma: Agora o assunto é sério
Pa: Vamos falar em Deus
Ba: Cuidado, pois a danação na terra começa em transformar alguém am mau, depois saquia-se esse alguém, isso, surge do nada, isso, vem do céu, não tem responsáveis...
Pa: Quando não é a vítima a própria responsável no discurso do individualismo
Do: E nada melhor para julgar e condenar sem direito de defesa do que Deus, ninguém questiona...
Ei: Eu já estou no inferno, já fui saqueado, não tenho nada mais a perder...
Pa: Tem sim, está vivo, por enquanto
Ma: Mas, o dono do circo tem fé
Todos: Ninguém se atreve a heresia, por mais que haja hipocrisia, de um lado, alimentando a histeria, de outro
Ei: Não seria lado de cima e lado de baixo?
1.
Por favor, deus de poder
Que a tudo pode conceder
Minha sincera hipocrisia
Para semear muita histeria
Basta-me dez por cento
Um lícito reconhecimento
De meu próprio enriquecimento
Não deixai, ó todo poderoso
Que eu perca a eleição
2.
Será acusado de heresia
Quem acalmar a histeria
Que eu vejo como fervor
Em adoração ao senhor
Um som pobre num lamento
Oculta um podre entendimento
Promessas pós-sepultamento
Sendo eu tão orgulhoso
Possa eu perder a eleição
R.
3.
Quem ousar renegar a fé
Não conseguirá ficar de pé
Se rendeu à filosofia vã
A não colherá amanhã
De todas essas, a pior heresia
É desmontar a hipocrisia
Que faz do fervor histeria
De todos o mais poderoso
É quem vence a eleição
R.
Bênção para quem é do bem
Pelo senhor escolhido
Para quem é do mal, danação
Deus não mexe com dinheiro
Mas pode deixar no meu tesoureiro
Que ele fará distinção
E adquirir grande poder
O escolhido para vencer
A disputada eleição
CENA XII
R.
De todos, o pior fantasma
São os formadores de opinião
Que lançam essa dúvida
Com o nome de Opinião Pública
1.
Opinião que exige explicação
Desde o cataclisma do clima
A chuva que não vem de cima
Para refrescar do calorão
2.
Eu sei que não é mais que ficção
O jornal escrito não anima
Essa cega busca por uma rima
Que está proibida na televisão
R.
3.
A ficção nossa de cada dia
O povo quer ver é a garantia
Uma mentira mil vezes dita
Para virar a verdade em que se acredita
4.
Este espectro desmaterializado
Sem corpo, indeterminado
Tudo são pontos de audiência
Se pelo menos fossem suturados
R.
5.
No fim das contas, a opinião
E um serviço prestado à Nação
Por pessoas sem noção
Que têm pavor de dar uma opinião
F.
A opinião espectral
Foi a invensão mais legal
Da televisão
Quando não é de ninguém
Aí que tem razão
e todos apoiarão
Quando não é de ninguém
Aí que tem razão
e todos apoiarão
Ei: Tá feio o bagulho
~ôxe~
MONTANHA RUSSA
A toda velocidade
As coisas mudam de lugar
Dão até enjoos
Todos esses voos
E essa falta de ar
Para ninguém entender
O que está acontecendo
Subindo e descendo
Acho que vou vomitar
Um momento sobe
No seguinte desce
Crises e bonanças
Um dia estou bem
Mas nem sempre bem
No outro estou mal
E outro dia também
Quando tudo melhora
Ouvem-se barulhos
Quando tudo piora
Eu sinto engulhos
À toda velocidade
As coisas mudam de lugar
Nessa montanha russa
Da nossa vida
Sofrida sem respirar
CENA XIII
Ei: Bolivarianismo, eu já ouvi falar
Do: Não é perfeito, mas tem gente que precisa para não padecer na fome, na inanição e na miséria
Ei: E por que é tão combatido?
Ba: Porque é combativo...
Do: Simples, para que as pessoas trabalhem mais é preciso coagi-los, não pagá-los, fundamentalismo desenvolvimentista,
Ei: coisas de um histórico escravocrata
Do: Isso
1.
O de cima, sobe
O de baixo, desce
Nessa montanha russa
Do sitema capetalista
Ao apelo populista
Racional irracionalista
Bolivariano parou na pista
R.
2.
O de cima, sobe
O de baixo, desce
Nessa montanha russa
Da nossa servidão diária
É por brigar por migalhas
Por medo de medalhas
Ou sou coxinha, ou sou petralha
3.
O de cima, sobe
O de baixo, desce
Nessa montanha russa
Cada ponto que suba a audiência
Se refletirá na urna
Será melhor voltar à urnas
Por amor ou por impaciência
Est.
É por sentir o sofrimento alheio
Por esse pouco de sensibilidade
Que se defendem programas sociais
Que se possa afirmar sem receio
E sem medo. toda a felicidade
Assim se garantem oportunidades
Não são medidas irracionais
Não é quase nada, nada de mais
Não lhe fará falta, pelo bem que causa
Pelo bem que faz
Do: Sacou?
Ei: Tem gente explorada nesse mundo
RODA GIGANTE
Nessa roda gigante
Em certos momentos
Em que tudo vemos
Belas paisagens
Brisa nos cabelos
Acontece que dura pouco
O belo passeio
Temos de voltar à Terra
Á guerra do dia a dia
O pagar mais uma vez
E seguimos pagando
O preço do brinquedo
Para quem o brinquedo fez
Mas sempre tem um tranco
Para que esqueçamos
Tudo o que vimos
Perdendo dessa maneira
Uma vida inteira
Enquanto subimos e caímos
Bela rasteira.
CENA XIV
Ei: Esse assunto de economia é um saco
Pa: Olha, não faça isso, faça um esforço
Ei: Como assim?
Pa: Conhece a resposta para todas as perguntas?
Ei: Qual?
Pa: A economia, estúpido!
Ei: hmmm, É sua a frase?
1.
Na roda gigante
Da economia mundial
O capital corre solto
E o homem preso num local
Há quem não pare num canto
Outro se desespere num pranto
Para alguns é só um jogo
Com um papo demagogo
Para outros escassez
Encarada com desfaçatez
No vídeo produzido eleitoral
2.
Na roda gigante da economia
Inventaram de nome de glocal
Todos submetidos à normativa
E tomando no orifício anal
3.
Na roda gigante da economia
Muito importa quem tá na linha
Quebrou, joga fora, morta ou viva
A mentalidade mais mesquinha
4.
Na roda gigante da economia
Nada escapa de ser mercadoria
Insalubre, arbitrário e precário
Desde o trabalho até a moradia
5.
Na roda gigante da economia
O segredo é girar no eixo
Para quem está fora de lugar
É como um soco no queixo
Na roda gigante da economia
Nem tem mais graça em falar de mais-valia
Luta de classes é todos contra todos
e a relação de capital e trabalho
é acachapante e sufocante
esmaga as gentes
Na roda gigante da economia
6.
Mas algo de bom que se guarde
Antes que tudo desabe
E que seja tarde
O capetalismo destrambelhado
Sendo salvo de si mesmo
Por bancos de estado
Salvando o capital privado
Sem nenhum segredo
Ei: Como disse alguém, crise é o próprio capitalismo
BARCO DO AMOR
Aquele que rouba
O outro dá boa-ação
com a outra mão
Tem uma bênção
Um outro, traição
Aquele que falta
Tambem armado
Na tensão
O outro cansado
O pai e o irmão
Quem não dirá
Que aquilo que faz
Não o faria por amor?
Ou não faria por paixão?
Estamos todos no mesmo barco
Um barco furado
Com água pelo chão
É o barco do amor
Indo a pique no tufão
Em plena tempestade de verão
CENA XV
Ei: E agora?
Ba: É a ética da coligação
Ei: Isso é bom ou ruim?
Ba: Um mal necessário
Ei: Foi alguém que disse que a democracia nem é boa, mas é o melhor que nós temos, a menos pior...
1.
Eu sou o rei da coligação
Político de fino trato
Junto aliados e oposição
Sempre atento ao fato
De ser da situação
2.
Vamos fazer a coligação
De lá, de cá, governança
Bem juntinhos, transação
Ninguém é mais criança
Pra ser um sem noção
R.
Que Deus abenções essa união
E nossa senhora coligação
É tudo o que desejava a nação
Desde os párias até a televisão
3.
De lá, de cá, a coligação
A governabilidade
Dita a nossa posição
Agressividade
De regra e exceção
R.
4.
Vamos fazendo coligação
Fazendo coligação
E vem, e vai, vai e vem
Para o nosso bem
A nossa solução
F.
Eu já não faço coligação
Governabilidade tem limites
Sou o único que une o país
Saciando apetites
Não sou eu quem diz
É a liberdade de expressão
F2.
Sigamos nesse barco do amor
Que já virou uma bacanal
A suruba pelos privilégios
Da instituição estatal
Na privada não é melhor
Sem corruptores, sem corruptos
100 corruptores, 100 corruptos
É dando que se recebe
E uma mão lava a outra
Quem semeia ventos
Colhe o que plantou...
Ei: Quem semeia ventos, colhe tempestades
Ba: Furacão, tornados, secas, inundações, rsrs
Pa: Quem semeia peidos, rsrsrs
CENA XVI
Ei: Felação premiada, rsrsrs
Ba: Relação premiada, rsrsrs
Ma: É sim...
Ei: Mas por que o áudio nunca aparece?
Ma: Poisé...
R.
Tiro ao alvo
Delação premiada
Briga de foice no escuro
Tiro ao alvo com a luz apagada
1.
Senhor tecnocrata
Sabe lá o porquê
desonrou a gravata
Entrou na deprê
2.
Senhor tecnocrata
A chapa esquentou
Acabou a mamata
E o bico rachou
R.
3.
Senhor tecnocrata
Ontem, queridinho
Ou morre ou se mata
Perdeu o padrinho
4.
Senhor tecnocrata
De tantos segredos
E tantas bravatas
Coleciona medos
R.
F.
Senhor tecnocrata
Tem de se queimar
Não pode recusar
E segue a mamata
O show tem de continuar
E segue a mamata
O show tem de continuar
Acabou teu carnaval
Seleção premiada
Em período eleitoral
Ação orquestrada
Repetida
Esquecida
Pela plebe
Desmemoriada
De uma gravação
Desaparecida (que gravação?)
Ei: Mas a memória está voltando
Ma: Sim, a história nunca chegou ao fim...
CENA XVII
Ei: Bate-bate cabeças
Ma: A mágica da repetição
Ei: repetição para desorientação
Ma: repetição para amnésia
R.
TODOS SOMOS BATE-BATE
FICAMOS NOS BATENDO
PIRULITO QUE BATE-BATE
CARINHO QUE BATE-BATE
CARRINHOS DE BATE-BATE
NUM CERCADO EXTREMO
ACIMA FAÍSCA DE ELETRICIDADE
ABAIXO CIMENTO LISO
PRESOS DE UMA À OUTRA
EXTREMIDADE
FOMOS ÀS RUAS
FOMOS ÀS URNAS
PARA MANTER A APATIA
E A PASSIVIDADE
BATE-BATE CABEÇAS NA ENGANAÇÃO
BATE-BATE CORAÇÃO NA SOLIDÃO
BATE-BATE CABEÇAS NA ENGANAÇÃO
BATE-BATE CORAÇÃO NA SOLIDÃO
1.
Todos somos carrinhos de bate-bate
Bombardeados por luzes faiscantes
E sons muito hipnotizantes
Que a nossas memória abate
2.
Todos somos carrinhos de bate-bate
Presos num espaço pequenino
Tratados todos como meninos
Sinal de carinho a que nos cabe
3.
Todos somos carrinhos de bate-bate
Acabou a diversão com a energia
Durou apenas um breve momento
Amnésia garantida, xeque-mate
Ma: Por isso a memória é importante, para que não fiquemos perdidos, para respeitarmos a nós mesmos também e sobretudo, dividir para governar
Ei: E o áudio nunca aparece, e para uns é dossiê, para outros apenas um mal necessário, ainda podem ser coisas infundadas contra quem quer que seja, é um, perigo, um controle, mas insistimos em achá-las absurdas
Ma: Observo
Ei: Absorvo
SALA DOS ESPELHOS
1.
Não aceite nenhum conselho
Nossa imagem da semana
Está num partido espelho
Que a nenhum de nós irmana
2.
Uma imagem invertida
Num quarto escuro
De uma casa sem vida
Buscando a fresta no muro
3.
Não aceite nenhum conselho
É nossa vida que assim se dana
Nos quebraram nosso espelho
Por um fio pra sair da lama
Est.
A sala de espelhos
É um labirinto
Sem fio de Ariadne
Ou asas de Dédalo
A sala de espelhos
É um labirinto
Que vemos infinito
No fundo do que sinto
Na verdade do que minto
Perdido no meio do recinto
A sala de espelhos
Sete anos de azar
Por setenta anos
Para sair de lá
1.
2.
3.
CENA XVIII
Ma: Desaparecem como que por mágica
1.
Sabemos de toda sua vida
Manter o clima de moralismo
De outro modo não há chantagem
Um dossiê para todo mundo ver
Difamação, fofoca e espionagem
2.
Em breve, você sobrará
Sozinho, vamos lhe tirar tudo
Você no olho da tempestade
Um dossiê para todo mundo ver
Será quebrada essa sua vontade
Est.
Mas, em lugar de um adversário
Estiver algum dos nossos
Não seremos otários
De fazer isso com um dos nossos
Não concederemos espaço
Para mentiras levianas
Então o tempo ficará escasso
Depende de quem se difama
Em breve, também, no seu bairro
A explicação rasa que a todos engana
3.
Nem todos serão destruídos
Somente aqueles que conspiram
Seguindo condenados as penas
Um dossiê para todo mundo ver
Critério, temos para nós apenas
Est.
Ma: Ou são martelados diariamente por anos a fio até serem condenados socialmente, independentemente da sentença, ficam aniquilados
CENA XIX
Ei: É, daqui a pouco proíbem alguns políticos de fazer algo pelo povo, a tirada do rouba mas faz por que apenas querem se eleger
Do: Tem pior, tem o rouba, mas não faz...
Do: Quase conseguiram fazer isso aí no caso dos médicos marcianos, lembra?
Do: Proibir pela lei
Ei: Se as leis foram feitas por políticos, você já viu, isso diz muito sobre elas
R.
Medidas eleitoreiras
Em tempo eleitoral
Seria melhor proibir
Um benefício à população
Em período eleitoral
1.
Quando os mandatários
Acham quem somos otários
E nada fazem por ninguém
Apenas para seu próprio bem
O que é feito é ignorado
Mas no período eleitoral
Passa a ser divulgado
Vem logo a acusação
De ser para ganhar o eleitorado
Ué, teria de ser o contrário?
2.
Quando os mandatários
Feitos beneficiários
Preferem ter uma quadrilha
Ou benefício de sua família
O eleitor então é iludido
Mas isso dito não é legal
Pode ser escondido
Vem logo a acusação
De ser para ganhar a eleição
Ué, vamos assim fazer mal?
CENA XX
Do: Agora você vai saber quem doura a pílula, quem faz parecer bom aquilo que lhe prejudica, quem faz o escravo amar a própria escravisado (cada um no seu quadrado)
Ei: O Marqueteiro
Pa: O Marqueteiro são os outros
1.
Versado nas forças ocultas (Incultas)
Aí vem o rei da bruxaria
Quem os opositores insulta
Sempre em boa companhia
2.
Usa bem a vergonha alheia (tapeia)
Apela sempre para a baixaria
Nunca lhe falta uma ideia
Para perpetuar a patifaria
R.
3.
Veja como a imagem é limpa (tão linda)
Tudo precisamente calculado
Um humor perfeitamente supimpa
Candidato como sempre bajulado
4.
Manter o nível pasteurizado (calado)
Para a sempre boa digestão
Não vamos clarear o eleitorado
Ou abrir as mentes nação
R.
O Marqueteiro e sua habilidade
De aparentar que mostra a realidade
Mas o desafio é de esconder de você
O que realmente ocorre no poder (foder)
Ei: E ele faz tudo por amor a profissão e o mais autêntico profissionalismo
Pa: Isso foi marqueteiro de sua parte...
CENA XXI
Pa: Agora, um privilégio que o marketing transformou em direito:
Pa: A sacrossanta Liberdade de Expressão
Ei: Mas é direito constitucional
Pa: É sim, mas quem tem acesso a televisão?
Ei: Quem tem muito dinheiro ou pouco caráter
Pa: Seu caráter, seu destino
R.
Liberdade de expressão
Trata-se da minha
Não é da sua visão
E não mostre esta razão
A ninguém da população
1.
Estava tudo na sua frente
Nesta sala de espelhos
Vamos evitar mostrar para toda a gente
E dar sempre bons conselhos
2.
Uma ideia diferente
Rejeitamos o vermelho
Nunca nos verão criticar o capital
Mesmo em seu destrambelho
R.
3.
Algumas pessoas são cortadas
Alguns assuntos, proibidos
Muitos esfoques editados
Harmonia e não conflitos
4.
Vamos dizer que são técnicas
O que na verdade é estratégia
Para quem criou as técnicas
Estava pensando em estratégia
R.
1.
2.
5.
Se tudo pode ser dito
Por que só o bonito?
Se nada é proibido
Não vale o sem sentido?
Mas são padrões fixos
E sempre repetidos
Para sermos esquecidos
f.
E é assim que será
A censura é velada
Falsidade revelada
Travestida de razão
Liberdade de expressão
Nunca na casa errada
Ei: E parece tudo tão belo, bom, certo e honesto...
CENA XXII
Ei: Amigos, vi muita coisa suspeita, errada mesmo, mas é melhor do que engavetá-las, ou esquecelas, ou escondê-las, mas prefiro ser ingênuo do que um mala destes engravatados
Ei: Sim, a ingenuidade na malandragem
Todos:
1.
O que devem ser?
Criar é dizer o que não viveu
Falar de alguém além do seu próprio eu
Ter o cuidado de reter
Alguma coisa tem de sobreviver
R.
2.
Criar viver o que não viveu
Vencer correntes bem no centro do eu
Ser um pedaço de seu ser
E outro pedaço de um outro ser
R.
Est.
Encontrar, ver, viver e sobreviver
A beleza na feiura
A alegria na tristeza
A riqueza na pobreza
A doçura na amargura
e a luz na escuridão
sim, meu irmão
e a luz na escuridão
sim, meu irmão
e a luz na escuridão
R.
Assim,
Viver o que não viveu
Reter para sobreviver
E se capaz de ver
A luz na escuridão
e ser capaz de ver
a luz da escuridão
R.
Texto para Oficina Línguas do Poder na OC Altino Bondesan, a pedido de Johana Albuquerque, com base nas matérias da Carta Capital de 24 de setembro de 2014: A Semântica das Urnas (Nirlando Beirão) e Expectativas Irracionais (Luiz Gonzaga Beluzzo).
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