domingo, 22 de setembro de 2013

Lógica da Mídia, Lógica do Linchamento.

Eu fecho com a civilidade,

Independente do Genuíno ser culpado ou não, a execração pública não deveria ser utilizada em uma democracia, um julgamento sumário executado por uma massa acéfala que nem por isto é inocente, mas se achando acima do bem e do
mal. Arremedo deplorável de senso de justiça. Linchamento público é manada de imbecis. Não é por que o povão, ou seja, a maioria, faz, que passa a ser correto. Eu gostaria que todos aqueles que impuseram uma pena dessas fossem também vítimas de suas consequências. Nos outros é refresco. Talvez por que a mídia esteja acima de tudo neste país que seus donos se sentem protegidos demais para não viverem essa aberração.

"...E se definitivamente a sociedade só te tem
Desprezo e horror
E mesmo nas galeras és nocivo
És um estorvo, és um tumor
A lei fecha o livro, te pregam na cruz
Depois chamam os urubus..."
(Chico Buarque)

Como chegamos nesse ponto?

O ponto de linchar alguém ser justiça, ou de que quem defende um linchado deve ser linchado junto, ou é o prazer de jogar um paralelepípedo no estuporado?? E nem chegamos nisto, pois esse ponto havia sido previsto já em 2005, quando tudo começou, nós partimos disto, mas ninguém quis ouvir...

Como disse alguém há muito tempo e sem internet em casa num ato de suprema coragem e de suprema abnegação enfrentando a turba irascível:
"Aquele que estiver livre de pecado que atire a primeira pedra"
E eu nem sou cristão, mas reconheço a excelência...

 
Pronto, falei!

sábado, 21 de setembro de 2013

Do pouco Que se Diz.

Resumindo: anustra, mossad, pentágono são a composição dos rebeldes sírios de mercenários bancados pelo grupo Biderberg financiado por EUA, Inglaterra e Holanda, entre outros, de olho no gás fóssil da região e respectivos gasodutos.

Não se trata de suspeita de armas nucleares do Irã, nem apenas de petróleo, mas da imposição da globalização, Paquistão, Afeganistão, Líbano, Iraque, e outros, não baixaram a cabeça e foram destruídos, agora é a vez da Síria.

A preocupação maior é sobre a imposição de globalização à India e à China que não desejam se sujeitar à EUA, CEE e Japão, as sedes desse modelo econômico global.

A globalização vem com urbanização, tecnologia, consumo, mas tudo é simulação. Democracia da mídia e da corrupção, tecnologia normativa apoiada da ciência submetida ao mercado, despótica e sem razão, e consumo de ideologia em informacão e objetos à forca.

Tudo devidamente enfeitado de prosperidade, claro, ninguém costuma de lembrar que para menter essa economia é preciso transforma o planeta num deserto. Claro que os mais prejudicados são os mais pobres, pois essa lógica de consumo tem agravado a escassez.

Daqui a pouco vão competir em quem matou menos crianças, o errado não é matar crianças, ou matar seres humanos, ou mutilá-los, mas a contabilidade desse esporte monstruoso. 

Justiça, Just-in-Time.

Sobre a defesa da tal da celeridade da Justiça. Como sempre o principal interesse é privado. Tem gente, poucos deles, que não moram, só circulam. A estes interessa uma justiça 'just-in-time', como consumo a seus serviços. Como um modo de se locupletar.

O objetivo é de instalar o Globalitarismo na esfera da Justiça, junto com o despotismo daquele.

Agora, sempre que vejo o Fux e o Barbosa na tevê, me lembro de que a Globo emprega os filhos deles... Coincidência?
 

Carro, a Arma Inconsciente.

Sabe como se guia um automóvel?

Se o perigo é contra quem está ao volante ou aos seus, se pisa no freio.
Se o perigo é contra um pedestre, ciclista ou motociclista desconhecidos, se aperta a buzina.

Isso nas raras vezes em que se está em movimento.

Desperdício: o Efeito Colateral da Competitividade.

O número de 35% de rango desperdiçado, notícia sempre reescrita, igual à imobilidade urbana nas grandes cidades, tudo pela comodidade e submissão ao relógio despótico da produtividade. Imagine se pudermos ter mais horas livres: menos trânsito e mais rango.

O Politicamente Correto e os Comediantes Inéptos.

Sobre a coerção entre a comédia e o politicamente correto: não é que antigamente todo mundo era mais tolerante, acontece que o mal-estar causado não pautava nada, nem jornais, nem rádio enem tevê. Hoje existe o que não existia, um canal de manifestação...

Diáblogo.

Um u-mano fala com outro u-mano:
-- Como foi o seu dia?
-- Da hora!
:p 

Criação coletiva.

Isso é coisa de pai, diretores de planejamento publicitários costumam apenas roubar, e aí, nem sonhos, nem dinheiro...

Tem músicos que fazem isso também, como os diretores de planejamento, é claro...

Depois chamam de trabalho em equipe sem autoria individual...

"Capitalismo cognitivo" é um bom nome, mas não entra em detalhes, infelizmente.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

De que preguiça você está falando?

Impressionante como uma sociedade que exige tanto esforço físico se esquece de que existe o esforço intelectual e o esforço moral também, ou seja, educando escravos.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Não aguento quando:

Não aguento quando alguém diz ser totalmente contra algo, mas faz exatamente igual.

Louco bom...

Há quem procure seguir carreira em saúde mental por odiar loucos, do mesmo modo que alguém quer seguir carreira na polícia por odiar bandidos, bandido bom é bandido morto.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Ruído

Então, você já sabe o que eu vou dizer, e eu sei exatamente o que você vai falar. Qual a alternativa? Eu sei dizer outra coisa, mas você consegue ouvir o que não está esperando que eu diga? Impasse, paroxismo e tédio.

Coletivos

Sabe qual a compensação de levar uma vida chata num emprego chato com uma rotina chata em companhia de gente chata? O dinheiro que isso pode render. O FdE conseguiu reproduzir isto sem o dinheiro. Espantado...

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Tentando escrever poema de 256 caráteres

Estou cansado
mas estou vivo
mas despresado
meu artifício
se foi de dia
minha alegria
hoje sou noite
eu sou sangria
momento mudança
sem essa dor
não vou seguir
quero partir
pra onde for
esta cegueira
falta de amor
a vida breve
assim revele
mente que dança

-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:

canção em nova fuga
o sangue escorre em lágrima
chorando fora mágoa
e a mão se esquece
prece se
em nenhum lugar
carece
no altar desaparece
meu amor cantar
o pouco sou existe
sem vida me assiste
outra fuga e fugiste
outro amor é
falta de ar
mar
mão
nave não

sábado, 27 de julho de 2013

Periferia existencial é boa! Daqui à pouco, se não for à missa, não poderá adentrar no refeitório existencial. Dispenso o culto aos deuses da hipocrisia. Prefiro a exclusão existencial a ter de fingir experiência sobrenatural. Auto-sugestão, tô fora!

"Periferia existencial" é um modo de ocultar a maldade e de eximir a responsabilidade daqueles que detém o poder distrital. Periferia social, periferia política, periferia econômica em lugar de apenas a periferia urbana. Uma zona de conforto intelectual.

Quem mais além da Igreja Católica proporia despolitizar a questão da vida nas cidades com um conceito como "periferia existencial"? Mêo koo...  

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Pegadinha

Como funciona: a sociedade organizada age em conjunto para isolar alguém, depois de fazê-lo, acusa-o de ter uma opinião isolada, que significa dizer, opinião ignorável, desprezível, desconsideràvel... Cinismo estratégico total, golpismo social. 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Um pouco ou quase nada sobre mim

Tem uma coisa que de vez em quando eu preciso repetir, pois não é uma mensagem comum, e nem eu sou lá tão digno de atenção assim de acordo com a sociedade organizada:

Minha situação social, meu fracasso absoluto, não o vejo como uma deficiência, graças à ele eu posso ver perfeitamente quem são as pessoas, ninguém precisa me bajular, ninguém precisa fingir para mim. Nada disso, todos, até os indigentes, soltam seus verdadeiros eus frente a mim. Isso dá uma segurança animal! Segurança que eu escondo para que os primatas não me devorem vivo.

É além do que dizem sobre crises e amizades, que são nas crises que conhecemos nossos verdadeiros amigos, não, é mais, nas crises, que podem durar até a morte, sem direito à salvação eterna, nelas vemos quem realmente são nossos pais, parentes, tios, primos, irmãos, amigos, vizinhos, colegas de trabalho ou de maconha, todos, e tudo fica muito claro, coisas, relações, linguagem, propaganda, mentiras, claro, se você conseguir superar (o que nem é difícil) seu próprio umbigo.

Muito natural. Não me envergonho, não compactuo com a lavagem cerebral do sucesso acima de tudo, ou da autopiedade que se desejam ver nos frustrados. Como disse Atreiu no Filme "A Historia Sem Fim" frente a Gmork (o lobisomen) e encurralado por ele: "Se quiser me pegar, tem de me pegar lutando".

quarta-feira, 17 de julho de 2013

"Pimba na gorduchinha!" (Osmar Santos)

Esporte é futebol e futebol é linguagem. Em especial, a dissertação: introdução das equipes e bola em jogo, desenvolvimento: linha de passe, e conclusão: golaço! Eu quero é ver conclusão nessa redondinha gostosa. (Peraí). O assunto é esporte, e sem empate.

Cabeça vazia, oficina do diabo.

Uma verdade bombástica sobre esse grande desconhecido mais conhecido como cérebro. E se cada neurônio é uma forma diferente de pensamento? Se justificaria a máxima zen: mente vazia. Não eleja um modo de pensar antes de precisar dele. Quanto aos 10%, se for pro garçom, tudo bem. Se for pra político, aí tá flood. Se for os 10% de sua cabeça animal, está provado que o ser humano usa dois terços do seu cérebro só pra se movimentar, então, faça as contas...

F.A.M.: A mente é uma função endócrina: é composta da justa mistura dos hormônios melatonina (yin) e serotonina (yang) formando uma bolha invisível ao pet-scan. Apenas com o advento da razão (na adolescência) é criada uma fenda por onde escapa serotonina, alterando a captação do neuro-transmissor dopamina, que migra do lobo temporal esquerdo para o lobo frontal. Todo homem pseudo-civilizado é bipolar, só que com ciclagem rápida e amplitude baixa. A "borboleta da alma" (Santiago de Ramón y Cajal) não está no neurônio, mas no coração.8)

C.K.: A mente e o cérebro eu vejo como conceitos diferentes.

O cérebro é como uma biblioteca de babel, um labirinto minóico, um castelo infinito, que ao abrirmos as portas, encontramos novos cômodos com novas portas, para outros cômodos com mais portas, e d
esse modo trilhões e trilhões de vezes. De maneira que a ponte entre bioquímica e significação é uma hipótese com probabilidade ínfima de ser confirmada.

Outro dia um neurocientista sério, quero dizer, não-ideológico, usou uma explicação semelhante.


F.A.M.: Já está na hora de finalizar a neuro-ciência e começar a hemo-ciência: o que me espanta é a completa negligência à hemoglobina e sua capacidade de reter memória no grupo heme, de ferro. Parkinson é falha no cérebro (sensório-motor), mas Alzheimer é falha no sangue (mnemônico).

C.K.: Sabe o que é? Esse desleixo que com tanta propriedade você se refere, Fábio Aurélio Miranda?

Uma motivação ideológica:

Acreditar que o cérebro é o chefe do corpo todo dá asas ao corporativismo, como alguém que está lá em cima providenciando para que
tudo dê certo pra todos, uma espécies de paradigma associando o corpo humano à sociedade humana dominada por empresas, megacorporações.

Isto vai de encontro ao paradigma do sangue que é mais horizontal, por sua vez mais democrático, baseada na liberdade de movimentação que tem a hemoglobina, imagina se essa organização social baseada no acúmulo de capital vai ficar à vontade com um discurso de horizontalidade e de liberdade de pequenas células que nem núcleo têm...

Não é ciência, cara, infelizmente, é propaganda!


F.A.M.: 8) (Y)

terça-feira, 16 de julho de 2013

Uma questão incômoda:

Quando se faz uso da palavra "acesso", especificamente, em acesso à cultura, costuma ser na conotação de acesso da população à plateia, em papel de público (quase digitei "em papel de súdito").

Eu queria questionar essa rigidez de papeis sociais em nossa vida social!

Existe outro modo de se usar essa palavra, como acesso de artistas aos palcos, não só aos palcos físicos, reais, teatro, dança, música, etc... mas também aos meios de divulgação.

É uma questão delicada, porque envolve em como se dão os processos de legitimação dos criadores em nossa sociedade, o que envolve a permissão destes em criarem e fazerem de sua arte o seu meio de vida, as permissões que isto envolve, a segurança estratégica traçada pelos grupos dominantes (classe artística ou não), e a necessidade de controle instrumental e ideológico daquilo que pode tirar o tão necessário condicionamento da sociedade,

Acontece que esse modo de operar precisa se adequar ao dado novo que é a web.

E, é bom que se diga, a arte quase nunca age em um sentido desagregador, pois que, para se ser desagregador, ninguém precisa ter um trabalhão de construir algo para sê-lo. Ou construir para destruir. Embora eu divide que seja realmente possível uma arte efetivamente desagregadora, apesar dos apelos do politicamente correto, e seu gêmeo, o politicamente incorreto... Mas essa é outra história que deve ficar para outra ocasião.

Então, por que tantas amarras, proibições, controles, tantos proscritos e tantos apócrifos?

Juro por deus

Juro não lhe discriminar por sua aparência, nem ser preconceituoso, seja pela cor da sua pele, seja pelas suas roupas, nem mesmo por aparência, seja ela qual for. Ou mesmo que você use máscara!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Arte de errar do errante virtual

Descobri o segredo de permanecer em redes sociais: o sacrifício da razão, não da racionalidade, mas do ter-se razão, se a gente renunciar a esse poder, a vida virtual terá um brilho à mais. Mais uma da série: fácil de se falar, difícil de se fazer.

Se trata de desencanar com os erros, o que não é errar à vontade, mas errar com critério. Talvez essa seja a única realidade possível do aprendizado contínuo que é a web. Mas, não despreze a herança cultural humana, livros, conhecimento, por exemplo.

Hegemonia só pode a minha

Não venha criticar o discurso hegemônico propondo outro tipo de hegemonia. Sou contra qualquer hegemonia. Observem que qualquer discurso hegemônico, com peso de enunciado, não prescinde da demonização da loucura. Por exemplo.

Gramatemúsica

Entendo quando se diz que música é matemática, eu prefiro dizer que música é gramática, porque não existe uma solução apenas. O que talvez não exista nem em matemática. Mas logo gramática essa coisa chata? Então, aí mora a beleza da criação.

Política tautológica da convivência

Política é a arte da convivência, convívio familiar, convívio social, convívio histórico, casamento, namoro, amizade, trabalho, tudo isso é política. Deriva de polis que também é etimologia de polícia (que zela pela convivência) e de polidez (os hábitos de ouvir e ser ouvido), então o que todos vocês estão fazendo nesta atualização é política, mas o que temos visto, no entanto, seja causado por políticos, ou causado por empresários, é a deterioração das convivências, intencional ou não. Por não termos em mente o que é política de fato, pois política não é uma profissão, é sim algo inerente ao ser humano. Essa deterioração só é boa pra quem tem muito poder, e não quer dividir, nem ser controlado, quem, aliás, costuma conviver muito bem com seus pares.

A questão da direita, da esquerda e do centro, eu prefiro qualificar as ações e não as pessoas. Uma ação de direita procura conservar, manter como está, o que nem sempre é ruim, por exemplo, continuar vivo é bom. uma ação de esquerda procura modificar, alterar, mudar, por exemplo, mais igualdade social é bom. O centro eu não acredito que exista, pois não pode ser associado a interesse nenhum, e em seres humanos não existe esse negócio de interesse nenhum, todos precisamos nos alimentar, nos vestir, morar, etc...

E ideologia é algo que o ser humano também produz, pois ideologia é um campo de negociação dessa convivência (política), mas é essencial que ela não se enrijeça, perca sua capacidade de encampar novidades, alteridades, e modificações. Não há como pensar o real (enunciado), nem como falar (símbolo) sem se usar de uma ideologia. Esse discurso que diz ser a favor de honestidade contra a corrupção, pela racionalização dos gasto públicos, menos imposto, pelo fim das desigualdades, mais liberdade, prisão dos políticos, redução da maioridade penal, contra a política que está aí. Embora se afirme sem ideologia, é ele profundamente ideológico, e até suspeito, pois afirma um desinteresse que não pode existir de fato.

Tudo isso é uma ideologia também, e não é apolítica como quer ser para não entrar no mesmo barco dos "políticos". Essa ideologia foi criada pela mídia, mesmo que pareça estar contra ela! São décadas martelando essa despolitização na audiência, e, pelo que parece, funcionou. Acontece que nem sempre tivemos consciência disto.
 

Afinal

Seleção Brasileira versus Seleção Espanhola é algo como Cairós versus Cronos, mais Clássico que Católico.
 

Somos uns neuróticos!

Alanos, Anglos, Alamanos ou Suábios, Burgúndios ou Borgúndios, Cartagineses, Celtas, Francos, Frísios, Germanos, Godos, Ostrogodos, Visigodos, Hérulos, Hunos, Lombardos, Lusitanos, Rúgios, Saxões, Suevos, Tribos Teutônicas, Vândalos, Vikings do mundo, uní-vos!!!!

Mais no sentido de que prefiro os bárbaros ao Império Romano inteiro!

Compreensão

Cara, estou evitando falar do que eu não entendo, está difícil, andei descobrindo que não entendo nada, mas acho isso normal.

Alienação

Cara, talvez eu seja um alienado, talvez não seja possível existir uma ideologia além das existentes, o que é bastante plausível, pois uma ideologia não é uma criação pessoal, mas coletiva. Estou tão perdido quanto todo mundo que não tem mais certeza. Mas não pretendo enlouquecer por isso. Nem apelar.
 

Conta de Fatos

A Classe Média brasileira é como uma Bela Adormecida que carece de um beijo para despertar, mas não do beijo de um Príncipe Encantado, ela carece mesmo é do beijo de um Plebeu. O Gigante é uma outra história que ficará para ser contada em outra ocasião...
 

O Incabível

O ofício da escrita é árduo de passar quase uma hora meditando o remorso de ter esquecido uma vírgula, ou de ter usado o pronome relativo incabível, mas vale quando se sabe que ao final deste agreste há um cajueiro...
 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Volta do Fascismo (Já voltou)

O fascismo não voltará, um fascismo nos moldes do fascismo antigo, que mata as pessoas diretamente (fazer morrer), esse não volta, mas um fascismo do deixar morrer, isolando, impondo a indigência, caso seja desobedecido, fascismo pós-moderno, líquido, em nome do bem, e matando pelo isolamento, dirigido ocultamente pelas corporações, é esse fascismo que está se impondo atualmente sobre a população.

O que se diz, se produz.

E pela dignidade e pelo respeito dos psiquiatrizados que têm doenças de verdade!

Ninguém é menos digno por ter uma doença, qual seja ela.

Contra a Solução Final defendida em relatos de extermínio contra as populações em sofrimento mental.

Não sei se vocês sabem, mas o que se diz, se produz.

Eu protesto sobre tudo ligado à Saúde Mental, pois sou um desses loucos de verdade (com diagnóstico) que sente na pele o que é Poder Disciplinar e Biopolítica, e todas a limitações e impedimentos de algo que é maior e mais grave do que um mero preconceito, pois trata-se de um Cordão de Isolamento com enunciado científico impossível de ser transposto.

Quem não é capaz de entender o vandalismo, não poderá conceber nem realizar uma democracia plena.

Quando da onda de violência de colocar fogo em quem não tem dinheiro para dar ao assaltante, eu vi na TV Cultura um arremedo de auto-crítica sobre o papel da mídia nesse contexto. O que é muito sério, pois os veículos de comunicação podem escolher em fazer sentido ou em criar defesas no público, e, geralmente, criam defesas, com isso reprimem ainda mais o cotidiano violento, precário e deteriorado de quem recorre como últilmo recurso à violência, ou seja, quem não tem como elaborar os petardos ou redirecionar os golpes que recebem vão reagir de que outra maneira? Temos de ser santos, renunciando à tudo, para que uns poucos possam viver em uma abundância aonde se tem muito mais do que se pode tirar proveito em uma só vida?

A simulação de auto-crítica da TV Cultura foram duas, na primeira, foi dito que a crítica aos veículos seria uma forma de censura em que as matéria não deveriam ser noticiadas (desqualificar a crítica), na segunda, se procurou isolar a questão nos programas policiais sensacionalistas (auto-marketing), enquanto os programas supostamente dignos, como o Jornal da Cultura que faria seu suposto trabalho crítico. Nenhuma nem outra. Não se vê na televisão, como produtora de relatos (meio de sair do discurso para entrar na ação), algo que faça sentido em quem está em situação delicada, pois a violência é parte integrante da reprodutividade do capital. O que é mais perigoso ainda, pois esse discurso não é apenas cansativo, como a pequena-burguesia (classe média alta) afirma, e levianamente dá sequência aos discursos produtores de relatos de destruição, é também de uma indiferença ímpar. Claro que não vou recorrer ao exemplo do Nazismo, não por que devamos esquecê-lo, mas por que hoje não se trata de fazer morrer e deixar viver, mas de fazer viver e deixar morrer (Foucault).

Esse discurso de extermínio está produzindo ações de extermínio. É muito mais do que apenas docilizar e disciplinar o apêndice do capital que se tornou o ser humano nos planos e sistemas econômicos. Não se trata de fazer crescer a economia.. De ser um país com PIB assim ou assado.. De educação para o mercado, para uma determinada tecnologia, que será superada por outra tecnologia, e o trabalhador tornado supérfluo perante o progresso tecnológico.. Se trata de comprar um saco de feijão a mais para passar menos fome durante o mês.

Ué, não se trata de transporte, de conseguir se chegar ao trabalho repetitivo e alienante? Ninguém está questionando o sistema, apenas pedindo uma folga no orçamento, um dinheirinho extra no final do mês. Dinheiro que se tem muito pouco, mas que se trabalha demais por ele. Não sei o quê estão reclamando por causa desses protestos, apenas um incomodado ou outro que são repercutidos oportunamente para que a mídia possa relatar: Inimigos do povo! Prendam-nos, batam neles, matem-nos!

Acontece que todo mundo sabe que os transportes são insuficientes, caros e se gasta uma vida neles. No final o tiro deve sair pela culatra, e todos poderemos ver quem são os inimigos do povo. Acontece que os relatos de extermínio já foram proferidos e podem sair pela culatra. Ou alguém acha aí que queimar pessoas vivas não é nada mais que um protesto desarticulado, inconsciente e despolitizado que é disseminado por que nada fez sentido?

Para que mergulhemos em nossas rotinas sem questionamento, aonde questionar só é possível e permitido assim, um palmo à frente do nariz. Não creio que aquele que desabafou por buscar a filha na escola tenha uma realidade diferente daquele que destruiu a guarita da PM. Estamos todos só e no mesmo barco, um calhau a vagar pelo espaço.

Quanto à mídia, ela precisa aprender com urgência a entender outros pontos de vistas e permitir que eles possam existir, pois nesses esquemas de relatos de extermínio, como biopolítica de Estado (Estado sim, a Sociedade se erigindo como um Estado corporativo), tudo só faz sentido realmente para quem domina as cadeias de produção material simbólica, social e física. Aos outros resta uma existencia de mera ferramenta para não virar mera vida (Angamben). Só assim os meios podem dizer que tratam o assunto "violência" de maneira adequada, no mínimo, quando se exigiria honesta.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Trabalho, Sustentabilidade e Capitalismo Predatório.

A lógica errada do capitalismo predatório é de um número menor de pessoas trabalharem além de suas forças, maximizando os lucros, ela dá mais riqueza para menos pessoas, mais aumenta a violência, a desigualdade e o risco de crise econômica. Contradição.

O que propomos é uma economia voltada para o trabalho, desviando do enfoque atual no lucro, sem o objetivo de criar emprego e de ser melhor que o outro, poderemos caminhar em direção à uma sustentabilidade real, não-marqueteira, o planeta se salvará junto.

Alguém acredita de fato que é possível salvar o planeta sem salvar a humanidade junto? Em nosso modelo de capitalismo predatório que vigora em 95% do planeta nada disso será possível, a não ser que o estilo de vida e padrões de consumo sejam questionados.

E não pode se tratar de apenas uma campanha publicitária com dimensões globais, NãO! Tem de fazer sentido para todo mundo, não sendo decisões de escritório com o objetivo não declarado de manipular para manter tudo como está, digo, a sociedade e a economia.

Eu quero distinguir fatos básicos: defesas e sentido. A ideologia predatória impõe defesas para alienar, pois assim pode influenciar, concentrar o poder, e, consequentemente, a riqueza. A tomada de consciência sustentável consiste em fazer emegir sentidos.

Claro que permitir que as pessoas possam tomar as rédeas ou os guidãos de suas realidades é o Satanás dos discursos e tem seu trâsito proibido nas caras avenidas e corredores do poder predatório. Por hora, é uma aconomia sustentável que eu proponho.

Mas que esse sustentável não exclua seres humanos e suas mentes de ricas diversidades. Refuto o argumento automático que afirma a salvação do ser humano automaticamente ao preservarmos a Natureza, evitando falar da extinção do humano pela dominação humana.

O planeta só será salvo se preservarmos também a integridade dos seres humanos, caso isso aconteça, caso o ser humano perceba o sentido de se preservar, vindo de si e não pela imposição externa que procura esconder realidades em mentiras, poderemos viver.

Resumo: o discurso que opera a oportuna separação entre o humano e a natureza, não faz sentido fora da coação do mercado que resiste nele demais para aceitar qualquer modificação. Nada mais é que limpeza da consciência, uma inutilidade na véspera do fim.

Ou seja, não há sustentabilidade que exclua o humano ao ser feita por empresas, o trabalho é necessário ao ser humano para que ele dê sentido a sua existência, não pode haver sustentabilidade em muitos se matando de trabalhar para a riqueza de poucos.

Obs.: A discrepância salarial é causa de injustiça, mas por outro lado é uma condenação ter de viver apenas para trabalhar, em qualquer empreguinho que se arranje hoje, a pessoa tem de dar tudo de si em nome do compromisso, não sobra tempinho pra ela, e se tiver filhos, nem sobra pros filhos também. Parece um absurdo, mas a renda deveria ser melhor dividida com jornada de 20 horas semanais, se a gente fizer as contas tem emprego pra todo mundo com salários decentes também. Isso é sustentabilidade!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

a origem desse blog


Liminar determina indisponibilidade de R$ 10,5 milhões de ex-dirigentes da Bahiatursa

"Ex-dirigentes da Empresa de Turismo da Bahia S/A (Bahiatursa), Cláudio Pinheiro Taboada, Guy Padilha Luz Filho e Paulo Renato Dantas Gaudenzi tiveram seus bens indisponibilizados até o montante de R$ 10.558 milhões, na proporção de 1/3 do valor para cada, por decisão do juiz Ricardo D’Ávila, que se pronunciou sobre ação civil pública por improbidade administrativa proposta pela promotora de Justiça Patrícia Kathy Medrado no ano de 2011. Segundo ela, os réus teriam transferido recursos financeiros do tesouro da Bahia, destinados ao aumento do capital social da Bahiatursa, para municípios, empresas e entidades privadas num montante de R$ 102.496.554,02, mediante convênio firmado para diversas finalidades, o que não foi registrado como despesas no balanço do Estado ao longo dos exercícios financeiros de 2003, 2004 e 1º quadrimestre de 2005.

Ocupando os cargos, respectivamente, de diretor-presidente, diretor de administração e finanças e conselheiro administrativo titular da Bahiatursa nos anos de 2002, 2004 e 2005, eles teriam repassado R$ 10.558 milhões só para a “Oficina de Artes”, uma sociedade civil sem fins lucrativos, constituída por parcela significativa de servidores ligados à Secretaria de Cultura e Turismo, fato constatado em relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), informou a promotora de Justiça. De acordo com ela, o dinheiro chegava até a oficina através da Rede Interamericana de Comunicação S/A, mediante pagamentos à Propeg Comunicação Ltda. Agora, eles podem ser obrigados a ressarcir o erário do Estado. A decisão liminar da Justiça, explicou Patrícia Medrado, busca garantir o efetivo ressarcimento ao tesouro da Bahia, não dando condições a que haja uma dilapidação do patrimônio em caso de eventual condenação final dos acionados.

Ao ingressar com a ação, Patrícia Kathy Medrado também levou em conta o relatório de auditoria realizada pelo TCE e pela Secretaria da Fazenda, dando conta que os acionados infringiram uma série de leis ao desviarem indevidamente R$ 102.496.554,02, provocando danos ao erário, o que a levou a caracterizar a conduta deles como improbidade administrativa. Ao determinar liminarmente a indisponibilidade de R$ 10.558 milhões, o juiz levou em conta que essa é uma medida de cunho emergencial e transitória e esse valor corresponde ao que foi repassado a uma entidade composta por servidores públicos. A ação prossegue na 5ª Vara da Fazenda Pública."

meu depoimento:
estava nessa empresa nesse tempo, e era muito difícil dar duro no trabalho, e ser ridicularizado pela empresa toda, humilhado além do limite da sanidade, porque estavam enriquecendo na corrupção e trabalhar não conferia dignidade, e só eu não sabia dessa farra com dinheiro público, mas sei que, se eu botasse as mão em um real sequer dessa dinheirama, seria o único a ser preso. isso é o DEM, e a Rede Globo (TV Bahia de ACM Neto) acobertou.

primatologia da política externa

em um grupo, o dominante, mais conhecido como primata alpha, mantém seu domínio controlando a aquisição de alimentos, se tudo está como ele gosta, ele adquire alimentos para o grupo todo, se não está como ele gosta, ele faz o restante do grupo passar fome até conseguir a submisssão desejada, esse é o método norte-americano....

neste grupo, o subdominante, o primata beta de primeiro grau, costuma afligir maiores agressões e mais repetitivas aos betas de último grau, como uma maneira de sair da penúria causada pela política infligida pelo primata alpha no controle de recursos, e como uma maneira exempler de manter todo o grupo com medo das retaliações e subjugado, esse é o método europeu...

agora imagine isso tudo ao mesmo tempo na mesma família.
depois querem que o planeta sobreviva nesse hibridismo norte-americano e europeu....

(fechar bibliotecas em época de recessão é como fechar hospitais em época de praga, ou seja, quanto pior a penúria, mais intensas as agressões, justamente quando mais se precisa das dinâmicas de um bem-estar moral e psíquico e de um otimismo)

domingo, 24 de março de 2013

televisão

e seu pensamento único,
seu mundo anacrônico,
se não fosse suas mil bocas
e todas a suas trocas,
seria uma bela porcaria,
e ninguém a ouviria,
veja só essa janela,
ao contrário da paisagem,
por onde se pode ter passagem,
isso não pode nela,
nem seus personagens,
que vistos de perto,
não sao mais que imagem,
pura banalidade,
violência,
pura banalidade,
loucura,
pura banlidade,
morte,
pura banalidade,
miséria,
pura banalidade,
controle remoto,
uma concessão,
vinda de cima,
para a conclusão,
que nunca rima,
aquela janela lacrada,
onde não há diálogo,
a gente se acha inteligente,
mas nunca um pouco mais gente,
desprezamos com quem vivemos,
e adoramos quem nem conhecemos,
naquela janela lacrada,
não há outro lado,
não há brisa noturna,
mas uma fera taciturna,
ninguém pra lhe ouvir,
como um transeunte,
que lhe pergunte,
como foi o seu dia,
mas é ladainha repetitiva,
agressão relativa,
para seus umbigóides ensimesmados,
midiotas vidrados,
acima de tudo, o dinheiro,
da inveja destrutiva,
porta de banheiro,
cultura de expiação,
para descontar em alguém,
e não dar valor à nada,
sem pensar nas consequências,
sem poder ir além,
assim é o personagem,
não a população que entra em seu transe,
mas o público-alvo imaginado por seus gestores,
gestão de símbolos é gestão de corações e mentes,
de corpos pra virar mera-ferramenta,
e enriquecer uns poucos,
para um bando de quero-agoras,
a nova escola de dementes,
a cosmética dos detratores,
a lógica dos torturadores,
a ideologia nojenta,
da submissão imposta,
não passam de rola-bosta,
e não quero ir além,
pra não sofrer mais perseguição,
mais do que essa que sofro, imposta,
e que você, se visse o que vejo,
sofreria também,
assim a televisão,
algo diferente,
com um controle remoto na mão
é ilusão...

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