quinta-feira, 5 de julho de 2012
não obrigatoriedade da OMB, eu comemoro:O)
a opinião de músicos apenas interessados em um corporativismo de quem conseguiu se alfabetizar em música, me faz pensar na obrigatoriedade da OMB, esta, se existisse na Inglaterra na década de 70, nunca permitiria o surgimento do movimento Punk, assim como se existisse nos EUA no início do século XX, nunca permitiria o surgimento do Jazz e do Blues, assim como, no Brasil, em fins do século XIX, e começo do século XX, não permitiria o surgimento do Samba, enfim, é apenas um órgão de controle e corporativismo, e, assim, um órgão de censura que age direto sobre o livre arbítrio de se ter o direito de trabalhar como músico, atinge diretamente a liberdade de qualquer um, estudado ou não, de poder escolher um modo de expressão para mostrar os desajustes do mundo, coisa que apavora muitos eruditos... sou contra que alguma entidade seja capaz de impedir quem quer que seja de exercer uma atividade expressiva, basta lembrar que publicidade, artes plásticas, cinema, e, felizmente agora, jornalismo e música, não têm obrigatoriedade de certificados para seu exercício, e mais, não há relação entre obrigatoriedade de permissão de exercício de uma profissão e representatividade de alguma entidade, quer dizer, o órgão pode representar uma categoria sem julgar quem pode e quem não pode pertencer a ela. é muito poder para uma ordem, basta lembrar que foi criada pela ditadura.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
terça-feira, 19 de junho de 2012
sr. todo-poderoso
com meu dinheiro
eu tenho poder
faço o que eu quero
faço você morrer
maior que o direito
posso corromper
o sacrifício espero
não podem me prender
EST R
as pessoas somem
nada é encontrado
acima do homem
você encurralado
mundo imoral
tudo tem seu preço
quem eu corrompi
pra manter segredo
EST R
nunca saberão
do que me dá prazer
a carnificina
sem sobreviver
apenas outra morte
outro zé ninguém
como eu tenho sorte
como me convém
EST R
nunca descobriram
meu quebra-cabeça
outro corpo caiu
apenas outra peça
e sigo impune
pois ninguém me atinge
porque sou imune
culpa não me impingem
EST R
de qualquer supeita
de qualquer supeita
eu estou acima
cidadão de bem
de boa estima
de qualquer supeita
eu estou acima
cidadão de bem
de boa estima
EST
além de mim
não há mais ninguém
sou como um deus
sou mais de cem
R
deve cair por minhas mãos
sr. tudo-pode
se souber o que posso fazer
então você preste atenção
(pausa)
com todo meu dinheiro
estou acima do direito
ouça bem o que eu digo
então perto do perigo
vou acabar consigo
quem mandou me desafiar
desgraça pouca é lhe matar
antes de tudo lhe arruinar
e vai sofrer como um cão
então ouça, preste atenção
você não pode comigo
pra virar mais um mendigo
a justiça não me pega
nesse mundo de corrupção
porque todo mal não chega
nesse mundo de corrupção
sr. pode-tudo
desiste dessa busca
o que procuras
não existe
desiste da loucura
o que segura
só persiste
desiste desse intento
pois te falta fingimento
o fingir não é ruim
mas não fingas para mim
estás cansado de existir
e sem forças para andar
entristecido, sem porvir
sem dinheiro
para amar
estás com raiva da família
estás com raiva desse mundo
estás virando uma ilha
só mais um
vagabundo
só mais um
vagabundo
eu te disse
pra te renderes
pois que tu não podes comigo
então desiste
de me enfrentar
pra não virar
mais um mendigo
pra não virar
mais um mendigo
cataclisma
de você não vai sobrar
não direi como será
mera-vida vai virar
teu corpo não ficará
no tempo em que morrerá
no mundo não quer viver
raciocínio impedirá
teu ser de sobreviver
já se foi perdido e tenso
de você teu pensamento
não resta de ti história
da boca que te devora
para trás só entropia
de dantesca poesia
a barbárie que venceu
de tudo isto que sou eu
cataclisma
impõe o cisma
da vida banalizada
cataclisma
impõe o cisma
da vida banalizada
nada resta resta nada
nada resta resta nada
sábado, 17 de março de 2012
mais música
agora, mais uma leva de levadas levadas:
sem lavagem cerebral, claro:O)
o site é o mesmo de sempre:
http://www.musikisses.xpg.com.br/
as canções de agora são:
o corvo dengoso
http://www.musikisses.xpg.com.br/cristiankorny-ocorvodengoso.mp3
redação
http://www.musikisses.xpg.com.br/cristiankorny-redacao.mp3
motoqueiro fantasma
http://www.musikisses.xpg.com.br/cristiankorny-motoqueirofantasma.mp3
o mapa
http://www.musikisses.xpg.com.br/cristiankorny-omapa.mp3
abs:O)
quarta-feira, 7 de março de 2012
desabado
o modo de dizer
dizer com modos
modalidades de escrita
tudo isso e nada vai
tenho uma frase presa na garganta
uma frase bombástica
daquelas que merecem a indiferença
o castigo supremo
de quando se pode dizer tudo
e daí?
grandes monstruosidades passam desapercebidas
crimes hediondos não causam espanto
sofrimento silenciado na ponta-da-língua
e mais o quê
seria importante o dizer?
o que me fez pensar?
sei que existem territórios
sei que existem patrulheiros
sei que existem leões-de-chácara
para garantir a ordem
polícia é pros pequenos
e o que eu queria dizer?
queria dizer para não esperar nada de mim
material, espiritual, ou natural
pois nada tenho a oferecer
mas
quem sabe
superada essa fase
da lepra do fracasso
do fim da solidariedade
do cinismo hegemônico
da paranoia desmando
mas
nunca passa
tudo passará
antes passe eu
última punição de não colher o que plantei
pois a terra não era minha
mas de quem?
a quem pertence o tecido que nos une?
falta registrar isso
nos moldes das palavras
ritmo quase dissoluto
andando em cores que desatam flores num tom mais ameno
sem longos presságios de deuses que foram um dia serenos
não ajo mais cego de longe ou de perto de mares revoltos de inverno
mas antes da noite sutil segurança sabendo o amanhecer espero
quem sabe talvez um manto revolto
de fel odioso descendo a garganta tarântula vez
não sei bem por que seu ódio se foi
seu manto sobrou seus ares de amor
sem sono sem dor num dia de abril
que hoje não temo seu tom sedutor seu fácil ardor
em sonhos venenos antigos maus-tratos
levantes estáticos findaram somente
mas digo sem termo meu fruto exerço sem mais ou melhor
orgulho de merda não vê um ao outro nem faz-se maior
acorde sombrio de ranço ou de brio mormente não mais
samba decadente em notas cadentes melodias de abril
ritmo dissoluto
discordo agora você sem demora não diz nunca mesmo
nem quer nunca mais
nem quer nunca assim
não mais
facebook/cristian.korny
website musikisses
myspace/cristiankorny
soundclouds
twitter/qryz
me rendo
se antes eu diria
agora a contento
contendo poesia
andando pelo vento
ventania sussurrante
disse que sou pouco
disse que sou lento
disse eu sou atento
assim quase louco
venho e me defendo
nesse instante
me roendo
sem sofrer
por prazer
de soltar
cordão
caiu
chão
pó
poeira
e carvão
logo alí me rendo
poema experimental
poema experimental
pô experimenta
experiencia mental
espere minta
espere menta
esfera fere
mente põe mais
o tal
perímetro
perna
pena
exprima
esprema a pena
fere a perna
fere o pé
rima
pomar o tal o men ri
experto esperto aperto aporte mental
delícia de menta rima com jornal
olho ogro
caiu no engodo
tá sem rebolado
tá bolado
tá um ogro
as vacas magras
desse severo olho
não são sacrificadas
não dão nem pro molho
não vira piada
por ser gordo
pensa em colosso
mas tá no osso
não tem saída seu olho
inspirar
expirar
respirar
mas não se esqueça
bolha bizoio
de pirar uma só vez
uminha
nadinha
pra sair da ladainha
do ouro-de-tolo
olho almofadinha
perca-se
perca a linha
perca o lenço
seu boné
e até
vire do avesso
fique sem endereço
saia do sossego
do seu abrigo
pra brincar comigo
ao invés de me espetar
com seus espinhos
olho sozinho
olho ogro
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
musikisses ou musiquices
andei gravando, e então, publicando uma músicas:
o endereço do site é:
http://www.musikisses.xpg.com.br/
três das quatro são políticas:
A revolução dos Bichos
(inspirada na leitura de George Orwell)
http://www.musikisses.xpg.com.br/cristiankorny-arevolucaodosbichos.mp3
V de Vingança
(essa psicodélica foi escrita em 1997, mas resolvi gravá-la)
http://www.musikisses.xpg.com.br/cristiankorny-vdevinganca.mp3
Cinema
http://www.musikisses.xpg.com.br/cristiankorny-cinema.mp3
e uma canção de desespero:
http://www.musikisses.xpg.com.br/cristiankorny-dinamorock.mp3
:O) agradeço a atenção, e boa audição!
meus amigos apreciadores do trovadorismo,
publiquei mais uminhas :O)
o site é: http://www.musikisses.xpg.com.br/
agora escolhi as quatro apimentadas, enfim, num vô explicar nadas :O)
Inana:
http://www.musikisses.xpg.com.br/cristiankorny-inana.mp3
Penso em Você:
http://www.musikisses.xpg.com.br/cristiankorny-pensoemvoce.mp3
Arroz:
http://www.musikisses.xpg.com.br/cristiankorny-arroz.mp3
Sem Caô:
http://www.musikisses.xpg.com.br/cristiankorny-semcao.mp3
♪♫♥
:O) boas sortes, deus da canção!
facebook/cristian.korny
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
produtividade
um pouco de ficção à moda de phillip k dick:
as redes sociais existiam antes da internet, e foram otimizadas com os computadores, agora imagine o excedente cognitivo (que sempre existiu na organização do trabalho) todo concentrado no dono da empresa, o que antes era feito por meio da organização social dela, passar a ser feito com um plug na sua cabeça para garantir a transferência do excedente sem intermediários!
por isso sou reticente com experiências como a do miguel micolelis....
as redes sociais existiam antes da internet, e foram otimizadas com os computadores, agora imagine o excedente cognitivo (que sempre existiu na organização do trabalho) todo concentrado no dono da empresa, o que antes era feito por meio da organização social dela, passar a ser feito com um plug na sua cabeça para garantir a transferência do excedente sem intermediários!
por isso sou reticente com experiências como a do miguel micolelis....
agora,
imagine que tipos de pesadelos você teria durante esse processo, e
imagine tb seu estado mental e físico no final de cada jornada de
trabalho, imagine os sonhos que você teria a noite, e como seu corpo
viraria um objeto, escravidão pura para garantir muitos pontos de QI na cabeça do mega-empresário!
e imagine qual seria o processo de seleção, e que isso se iniciaria desde a infância, quando se constatou sua pontuação de QI, e o que aconteceria com seu cérebro, caso o dono da empresa impusesse força demais no sistema, TILT? surto psicótico? avc? coma?
:O) acho que isso pode virar filme:O)
e imagine qual seria o processo de seleção, e que isso se iniciaria desde a infância, quando se constatou sua pontuação de QI, e o que aconteceria com seu cérebro, caso o dono da empresa impusesse força demais no sistema, TILT? surto psicótico? avc? coma?
:O) acho que isso pode virar filme:O)
abriu a porta, "esta é a sala
dos vegetais" ele disse, eu pedi operadores nível 1 e acho que me deram nível 2,
neurônios fritados, estao com SPCSA (síndrome de paralisia cerebral
severa adquirida), os mantenho vivos por que a lei ordena,...
ocorre uma competição entre
operários manuais para a operação de máquinas pesadas e operários com
chips (chips x manos), preferimos os que tenha chips em seus cérebros e
operem essa máquinas por intermédio deles, ao invés de usarem as mãos,
as máquinas não, todas elas são fabricadas com as duas opções, é lei,
mas vc sabe, né? o arco reflexo dos operadores chipados é mais curto,
assim o reflexo é mais rápido, preciso dizer tudo? nem precisa lembrar que ser trabalhador braçal é melhor do que intelectual...
mas, qual a diferença entre paralisia severa cerebral adquirida e morte encefálica? semanticamente nenhuma, mas simbolicamente, muita, acontece que o mundo do trabalho é sagrado e a ele não pode ser atribuída algum signo de morte, só de força, superioridade, então os linguístas da medicina blindaram o mundo do trabalho do sentido de morte, tudo limpo, despoluído, eugenista. a manutenção da vida com paralisia cebrebral severa é lei para que gerar ônus às empresas que provavelmente venderiam os orgãos dos refugos e também banalizariam a fritura de neurônios por sobrecarga, dessa forma, o mega-empresário pensa duas vezes antes de conseguir o êxtase que está acompanhado da fritura. mas, corre uma lei aí na assembléia dos notáveis, essa lei-propaganda visa legalizar a remoção de órgãos dos refugados para salvar crianças que necessitam de transplante...
sábado, 10 de dezembro de 2011
pesquisa honesta
eu tô acho meio brincando,
mas pense numa estatística feita assim
no brasil com brasileiros
ou com quem se considera brasileiro:
a pesquisa faz as duas seguintes perguntas:
1. você se considera corrupto?
2. você considera o brasileiro corrupto?
vai rolar uma puta discrepância!
exemplo:
85% dos entrevistados que não à primeira pergunta
75% dos entrevistados respondem sim a segunda pergunta...
se saia dessa revista veja!
mas pense numa estatística feita assim
no brasil com brasileiros
ou com quem se considera brasileiro:
a pesquisa faz as duas seguintes perguntas:
1. você se considera corrupto?
2. você considera o brasileiro corrupto?
vai rolar uma puta discrepância!
exemplo:
85% dos entrevistados que não à primeira pergunta
75% dos entrevistados respondem sim a segunda pergunta...
se saia dessa revista veja!
ganja
taí,
maconha é proibido,
agrotóxico é legalizado,
não há confusão aí,
maconha se fuma,
agrotóxico se come,
mas nem por isso vou fumar agrotóxico,
pronto, falei:O)
facebook/cristian.korny
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soundclouds
twitter/qryz
maconha é proibido,
agrotóxico é legalizado,
não há confusão aí,
maconha se fuma,
agrotóxico se come,
mas nem por isso vou fumar agrotóxico,
pronto, falei:O)
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Amor Bandido
Escaleta
close em flor sendo despetalada. (corte)
moça chuta a bunda de um
rapaz.
ele se vira violentamente
e levanta a mão com gesto agressivo.
mas quando vê quem é,
muda totalmente a expressão facial. (corte)
ele sentado, ela de pé ao
lado dele.
ela toma o cigarro e lhe
queima a palma da mão.
ela a olha com expressão
cândida, ela passa os dedos nos cabelos dele.
ela sorri
sarcasticamente, enquanto o acaricia. (corte)
som de tiro,
tela escura,
ambiente escuro,
foto de senhora idosa,
respinga o sangue na
foto. (corte)
ele e ela se encontram,
diálogo:
ela: morreu?
ele: sim (voz trêmula)
ele segura uma bolsa numa
mão e na outra um recolver.
segura trêmulo o revolver
pelo cano,
ela sorri, ele joga o
revolver fora.
ele entrega a bolsa com
asco e agitação.
ela pega a bolsa, a abre,
e dá pulinhos ao olhar lá
dentro.
diz em tom muito
prazeiroso:
ela: corre!
ele titubeia,
ela diz: vamos! (corte)
ambos andando em passsos
rápidos em solêncio na mesma calçada.
(corte, avenida, calçada,
eles de costa pra câmera, de frente para a avenida)
ela põe a mão no ombro
dele e diz: vejo você do outro lado!
ela sai correndo de
surpresa.
ele se espanta, mas não
tem tempo de atravessar a avenida.
ele não pode atravessar a
avenida por causa do trânsito.
quando consegue, ela não
está mais lá
ele olha para os lados, e
não vê ninguém.
ele diz: obrigado!
(corte)
close em flor sendo despetalada. (corte)
Fim.
título da postagem
quem não condecora, não proclama,
quem não demora, não brama
quem não senhora, não dama,
quem não ora, não clama,
quem não mora, não chama,
quem não cora, não flama,
quem não explora, não reclama,
quem não demora, não exclama,
quem não aflora, não grama,
quem não trovadora, não declama,
quem não sonora, não fonograma,
quem não aprimora, não fama,
quem não apavora, não difama,
quem não melhora, não afama,
quem não evapora, não chama,
quem não piora, não melodrama,
quem não elabora, não drama,
quem não devora, não cama.
quem não adora, não gama,
quem não namora, não ama,
quem não chora, não mama,
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
ideia de audiovisual para direitos humanos
Título: Vá Procurar sua Turma!
Trata-se de uma animação com bonecos de palitinho, esses toscos, bem fáceis de desenhar, fácil de desenhar por que é fácil de aceitar o que é arrojado, juntamente com aqueles balõezinhos de falar das histórias em quadrinhos. Nosso boneco procura uma turma, deve estar se sentindo solitário, mas não muito, em seu balão, que aparece quando ele fala, contém o sinal de igual. O seu rosto está em branco, nenhuma expressão, em seguida ele caminha e vai se distanciando, olha uma turma ali, também bonecos sem rosto e enturmados, em seus balões, cada um com o seu, as palavras: "blá blá blá", ele se aproxima, para ao lado dessa turma, que fica em silêncio, os murmúrios cessam, os balões se apagam, nosso boneco "tlim", diz pelo seu balão o sinal de igual, "=", os outros respondem em uníssono "humpf", se sentindo rejeitado, mas não muito, nosso boneco vai embora, traça outra caminhada. Avista outra turma, que, dessa vez, estão conversando em dizeres "nhém nhém nhém", mais uma vez ele se aproxima, os outros silenciam, e "tlim" o seu sinal de "=", imediatamente seus interlocutores respondem assoviando e olhando pro alto (é importante que nesse momento ninguém tem rosto, são todos bonecos sem face, mas dá pra perceber pelo voluminho do perfil de uma boca), eles fingem que não veem nosso boneco de palitinho, eles que são bonecos de palitinho também, que segue em frente, fazer o quê? Avista mais uma turma, essa com os balõezinhos preenchidos de "lero-lero", nós nos aproximamos, a turma silencia, e "tlim" nosso sinal de igual dentro de nosso balãozinho, a resposta vem rápido "grrrrr", em um só balão, que significa que foi dito em uníssono. Andamos lentamente, meio que cansados, ao longe do caminho vimos outra turma, em que cada boneco com seu respectivo balão, diz e mostra "v", "e", "u", "o", "c", "e", nosso boneco vai se aproximando, a turma de bonecos varia seus ditos (o som pode ser de coral das vogais): agora dizem "o", "c", "e", "u", "e", "v"... Quando nosso boneco se aproxima desse agrupamento de bonecos todos silenciam, nenhum balão, então ele "tlim" seu sinal de "=" que se encaixa perfeitamente: "eu=você", as letras se encaixam, aparece cada rosto de cada boneco, nos bonecos surgem expressões em suas faces, cada um com a sua careta, vemos cada cara com careta individualmente, um pouco de festa, alegria, destaque para os dizeres, agora, "você=eu", logo após isso todos dizem, com o letreiro, "somos todos diferentes, mas iguais". Fim.
Boneco, rosto em branco avista uma turma que fala “blá blá blá”, se aproxima, diz o sinal de igual “=”, som, “tlim”, ouve “humpf”, se afasta, vai. O mesmo boneco avista outra turma que diz em grupo “nhém nhém nhém”, repete o sinal de igual “=”, som, “tlim”, vê todos virarem a cara e iniciarem um assovio olhando pro lado e/ou pra cima, se afasta, vai. O boneco avista mais uma turma que diz “lero-lero”, tenta mais uma vez e diz o sinal de igual “=”, som, “tlim”, ouve “grrrrr”, desanima, se afasta, vai. Com expressão de cansado avista uma turma que diz "v", "e", "u", "o", "c", "e", nosso boneco se aproxima, a turma de bonecos varia seus ditos (o som pode ser de coral das vogais): agora dizem "o", "c", "e", "u", "e", "v". O boneco diz “=”, som, “tlim”, eis que faz sentido, o igual se encaixa nas letras de cada boneco “eu=você”, varia um pouco, “você=eu”, cada boneco com uma careta, letreiro, "somos todos diferentes, mas iguais". Fim.
a mesma ideia simplificada:
Trata-se de uma animação com bonecos de palitinho, esses toscos, bem fáceis de desenhar, fácil de desenhar por que é fácil de aceitar o que é arrojado, juntamente com aqueles balõezinhos de falar das histórias em quadrinhos. Nosso boneco procura uma turma, deve estar se sentindo solitário, mas não muito, em seu balão, que aparece quando ele fala, contém o sinal de igual. O seu rosto está em branco, nenhuma expressão, em seguida ele caminha e vai se distanciando, olha uma turma ali, também bonecos sem rosto e enturmados, em seus balões, cada um com o seu, as palavras: "blá blá blá", ele se aproxima, para ao lado dessa turma, que fica em silêncio, os murmúrios cessam, os balões se apagam, nosso boneco "tlim", diz pelo seu balão o sinal de igual, "=", os outros respondem em uníssono "humpf", se sentindo rejeitado, mas não muito, nosso boneco vai embora, traça outra caminhada. Avista outra turma, que, dessa vez, estão conversando em dizeres "nhém nhém nhém", mais uma vez ele se aproxima, os outros silenciam, e "tlim" o seu sinal de "=", imediatamente seus interlocutores respondem assoviando e olhando pro alto (é importante que nesse momento ninguém tem rosto, são todos bonecos sem face, mas dá pra perceber pelo voluminho do perfil de uma boca), eles fingem que não veem nosso boneco de palitinho, eles que são bonecos de palitinho também, que segue em frente, fazer o quê? Avista mais uma turma, essa com os balõezinhos preenchidos de "lero-lero", nós nos aproximamos, a turma silencia, e "tlim" nosso sinal de igual dentro de nosso balãozinho, a resposta vem rápido "grrrrr", em um só balão, que significa que foi dito em uníssono. Andamos lentamente, meio que cansados, ao longe do caminho vimos outra turma, em que cada boneco com seu respectivo balão, diz e mostra "v", "e", "u", "o", "c", "e", nosso boneco vai se aproximando, a turma de bonecos varia seus ditos (o som pode ser de coral das vogais): agora dizem "o", "c", "e", "u", "e", "v"... Quando nosso boneco se aproxima desse agrupamento de bonecos todos silenciam, nenhum balão, então ele "tlim" seu sinal de "=" que se encaixa perfeitamente: "eu=você", as letras se encaixam, aparece cada rosto de cada boneco, nos bonecos surgem expressões em suas faces, cada um com a sua careta, vemos cada cara com careta individualmente, um pouco de festa, alegria, destaque para os dizeres, agora, "você=eu", logo após isso todos dizem, com o letreiro, "somos todos diferentes, mas iguais". Fim.
Boneco, rosto em branco avista uma turma que fala “blá blá blá”, se aproxima, diz o sinal de igual “=”, som, “tlim”, ouve “humpf”, se afasta, vai. O mesmo boneco avista outra turma que diz em grupo “nhém nhém nhém”, repete o sinal de igual “=”, som, “tlim”, vê todos virarem a cara e iniciarem um assovio olhando pro lado e/ou pra cima, se afasta, vai. O boneco avista mais uma turma que diz “lero-lero”, tenta mais uma vez e diz o sinal de igual “=”, som, “tlim”, ouve “grrrrr”, desanima, se afasta, vai. Com expressão de cansado avista uma turma que diz "v", "e", "u", "o", "c", "e", nosso boneco se aproxima, a turma de bonecos varia seus ditos (o som pode ser de coral das vogais): agora dizem "o", "c", "e", "u", "e", "v". O boneco diz “=”, som, “tlim”, eis que faz sentido, o igual se encaixa nas letras de cada boneco “eu=você”, varia um pouco, “você=eu”, cada boneco com uma careta, letreiro, "somos todos diferentes, mas iguais". Fim.
a mesma ideia simplificada:
Boneco, rosto em branco, máscara branca (acentuar a característica desumanizada), avista uma turma todos com rosto de máscaras iguais, eles dizem “blá blá blá”, o boneco se aproxima, diz o sinal de igual “=”, som, “tlim”, ouve deles “humpf”, se afasta, vai.
Boneco avista outra turma com outra máscara, todos a mesma máscara, dizendo em grupo “nhém nhém nhém”, repete o sinal de igual “=”, som, “tlim”, vê todos virarem a cara e iniciarem um assovio olhando pro lado e/ou pra cima, se afasta, vai.
O boneco avista mais uma turma, todos com a mesma face, que diz “lero-lero”, tenta mais uma vez, e diz o sinal de igual “=”, som, “tlim”, ouve “grrrrr”, desanima, se afasta, vai.
Com postura cansada avista uma turma (essa com cada um com uma máscara diferente), cada um que diz uma letra, "v", "e", "u", "o", "c", "e", nosso boneco se aproxima, a turma de bonecos varia seus ditos (o som pode ser de coral das vogais): agora dizem "o", "c", "e", "u", "e", "v". O boneco diz “=”, som, “tlim”, eis que faz sentido, o sinal de igual se encaixa nas letras de cada boneco e forma “eu=você”, o dizer varia um pouco, “você=eu”, todos os bonecos tiram as suas máscaras, cada boneco com uma careta diferente em suas caras de gente (humanizados), letreiro, "somos todos diferentes, mas iguais". Fim.
:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:-:
um dia acho que transformo isso num conto, mesmo que fuja do adorado e hegemônico discurso da tevê...
domingo, 4 de setembro de 2011
romance
i.
Você vê? Tem coragem?
Quantos ainda serão atados?
Quando verá, não tem saída.
Controlo a vida, e controlo a sorte.
Não adianta ser forte, eu sou os dados.
Você crê? São paragens.
Sob mia mão serão esmagados.
Qualquer sonho, ou guarida.
Sou quem lida, no cruel fino corte,
Lhe empurrarei à morte, igual soldados.
Você sim, sem mensagens,
sem seus sonhos terminados,
todo poder, toda força, tudo nosso, sou Pollvosoxial, tudo posso.
ii.
Viva a voz ativa,
viva o que nos cativa,
viva o que canta a luz,
viva sem o capuz do carrasco
viva a voz altiva,
viva o som da Diva,
viva os céus azuis,
viva sem sangue, pus, sem asco
mas não viva a dor,
apenas o amor,
desculpe se seu coração,
me priva da dor, constelação de aço,
espaço, gelo, estupor.
Viva sem a raiva,
viva o que criva,
viva o feel blues
viva sem tristeza, viva sem “eu caço.”
iii.
céu, céu de brigadeiro,
estrelas iluminam minha tristeza,
a alma roubada, é seu o brigadeiro,
um doce, uma beleza,
um dia verás no cancioneiro
popular a história da festa.
mel, meu algum dinheiro,
querelas assinam minha tristeza,
a alma roubada, é seu o brigadeiro,
um mote, uma certeza,
e assim se forma um tabuleiro
para algum princípio que resta.
Réu, réu mas está inteiro,
apesar de qualquer a safadeza,
alma roubada, é seu o brigadeiro,
uma venda, que tristeza,
trocar deste modo por dinheiro
pela simples vontade da besta.
iv.
Queria você numa canção,
onde nos tornaríamos um só.
Faria você em uma ação,
e todo este poder dar um nó.
Uma memória de amor,
com flores de cores, capuzes de luzes,
ninhos de passarinhos, qualquer querer
que quer ver de mais uma vez sempre a ti
Daria asas a imaginação,
quando não teria nenhum dó.
Traria de uma longa estação,
como fênix, formar-te do pó.
Uma memória de amor,
com flores de cores, capuzes de luzes,
ninhos de passarinhos, qualquer querer
que quer ver de mais uma vez sempre a ti
v.
Se prenda, se esqueça, a renda é sua cabeça,
não compreenda, nem aqueça, uma esperança,
sua divina contenda é minha extravagância, nunca possuirá-lla, rode, rode, rode, esforço, fique aí no torso, se fores forte, sairá vivo, se fraco fores serás meu cativo...
Caias, sinta a vertigo
Nada para possuir
nada para segurar
não terás nada contigo
um chumbo sorrir
um choro cantar
não tens sequer amigo
para te ajudar
para te acudir
todos serão inimigos
mutilando, ferindo, nem abrigos
nem ir para algum lugar
nem ar para o fogo luzir.
vi.
Amor, quando te encontrar,
não desdenhe meu ingênuo Amor
deixe que desenhe em seu esplendor
o coração.
Alma, quando te encontrar,
sim inspire-se eterna Alma
deixe qual espírito meu que é calma
o coração.
Ama, quando te encontrar,
talvez eu sonhe, sou quem te Ama
deixe quão sem número de um drama
no coração.
No coração.
No coração.
vii.
Se você é inocente, então prove.
Se você é inteligente, então prove.
Se é gente, então prove!
Prove sua limpeza.
Se você não é amado, então prove.
Se você não é um coitado, então prove.
Senão beba do pó, prove!
Prove do veneno de rato!
Prove de todo maltrato!
Prove de fruto proibido!
Prove sim desta libido!
Se fores fingido, então está bom.
Se fores um bandido, então está bom.
Se for crido, então está bom.
Prove do poder total.
Seja bom: seja mal.
viii.
Disque disque disque trim trim
ela diz a ele, ele diz a ela, nada se checa
ninguém algo contesta
bem pregam o mal em qualquer testa
Ti ti ti ti ti ti zum zum
ele fala-lhe, ela venera, tudo é o que era
alguém nada a desdizer
mal, para que o bem quererão fazer
Bla bla bla bla bla bla qua qua
se não existe verdade, a vida é uma festa
não há nenhum compromisso
prosseguindo assim será sempre o que era
e não nos envergonhamos!
o que é uma safadezazinha!
Se não há consequências!
Somente mente com decência!
Apenas penas nós julgamos!
Para as pessoas pobrezinhas...
Disque disque disque trim trim
ela diz a ele, ele diz a ela, nada se checa
ninguém algo contesta
bem pregam o mal em qualquer testa
Ti ti ti ti ti ti zum zum
ele fala-lhe, ela venera, tudo é o que era
alguém nada a desdizer
mal, para que o bem quererão fazer
Bla bla bla bla bla bla qua qua
se não existe verdade, a vida é uma festa
não há nenhum compromisso
prosseguindo assim será sempre o que era
ix.
Meu Líder, sabe o bom, o melhor
sabe separar o joio do trigo
à Cezar o que é de Cézar
à Deus o que é de Deus.
Aos descendentes, os céus na terra.
Tens todos os carinhos meus
Tens todos os carinhos meus
Meu Líder, sabe o tom, sim senhor
sabe retirar dos olhos o cisco
à Cézar o que é de Cézar
ao fisco o que é do fisco.
Condescendentes com paz na terra.
Tens todos os carinhos meus
Tens todos os carinhos meus
x.
Estão correndo os dados,
teu tempo está acabando,
nada és, não tens nada,
nunca serás neste caminho.
Ser não é algo importante,
Ser algo não é importante.
Esta contenda de amados,
conhecer-se mais brando,
tudo és, farás tudo,
construindo com carinho.
Ter não é algo importante,
Importante é algo não ter.
Estar perdendo os jogos,
E segue se superando,
Fogo traz, luz dos fogos,
Até saber o caminho.
Ver tudo que está distante,
Distante está o que se quer.
xi.
Olha para mim e brilha...
@ Aquele que eu amo,
acha dominar a situação,
eu preciso de um acessório,
eu preciso de segurança,
bolsa ou animal de estimação
ele sempre será uma criança,
Olha para mim e brilha...
! Aquele que eu amo,
chega cantando uma canção,
e não me leva nada ilusório,
e não me levando a um encanto,
deixo ele acreditar na ilusão
de me embalar com seu canto.
Olha para mim e brilha...
~ Aquele que eu amo,
presta sempre muita atenção,
e traz enredos, contos simplórios,
sempre coisas alegres, sem pranto,
rio mais dele que da narração,
quero é amar em qualquer canto.
Olha para mim e brilha...
Meu amor poder ser total...
Escuridão assim é fatal,
Eu nunca percorri esta trilha.
xii.
LÁ VAI ELE, O PROSCRITO
FINGE INOCÊNCIA, ESTÁ NA CARA
DESOBEDECEU TODO O RITO
QUIS SER UMA PERSONALIDADE RARA
FEZ POUCO CASO DO MITO
SER ASSIM É COISA MUITO CARA
É CARÍSSIMO, CARA!
LÁ VAI ELE, O PROSCRITO
MISTER A OBEDIÊNCIA, NÃO VIRE A CARA
PARA NÓS ÉS COMO UM MOSQUITO,
QUE QUALQUER MÃO ESMAGARA
NÃO ADIANTA FANIQUITO.
SER ASSIM É COISA MUITO CARA
É CARÍSSIMO, CARA!
LÁ VAI ELE, O PROSCRITO
INFAME IMPRUDÊNCIA, QUE DESMASCARA
NUNCA ALGUÉM FOI MAIS ESQUISITO
DE TUDO ISTO QUEM SARA?
DESMASCARA ESQUISITO!
xiii.
Sem saber veio a fogueira
Para crimes imaginários...
Como podem falar da igreja?
Se igual vocês julgaram?
Como vem falar de justiça,
Se vocês comem carniça,
Se vocês nunca amaram.
ESTOU DE SACO CHEIO DE SANGUE MEU AMOR
EIRA ÁRIOS EJA ARAM IÇA ÇA ARAM OR OR...
Em um papo sem eira ou beira
São sublimes nunca otários...
Pois quando vem a benfazeja,
É a mesma que mataram,
Algo maior em vocês atiça,
Um nova e negra missa,
O cifrão idolatraram
ESTOU DE SACO CHEIO DE SANGUE MEU AMOR
EIRA ÁRIOS EJA ARAM IÇA ÇA ARAM OR OR...
E um dia numa cordilheira,
É certo verei caminhos vários
Minha vontade que deseja,
A mulher que afastaram,
Tua engrenagem enguiça,
Enquanto ela enfeitiça.
Sem saber nos juntaram...
ESTOU DE SACO CHEIO DE SANGUE MEU AMOR
EIRA ÁRIOS EJA ARAM IÇA ÇA ARAM OR OR...
xix.
Aquilo que se quer
Não se consegue sem buscar
mesmo que o acaso traga
o espírito preparado para amar
É nada, não é tudo, falei e fiquei muda
A cada vaga de mágoa ou cada muda de rosa
que mudo você me trouxe em sonhos.
Aquilo que se quer
Não se encontra em um lar
a esmo qual ocaso ou vaga
em coração tão louco por amar
É nada, não é tudo, falei e fiquei muda
A cada vaga de mágoa ou cada muda de rosa
que mudo você me trouxe em sonhos.
Aquilo que se quer
Está na canção que traz o mar
a água ensinando a saga
de se saber no seu interior nadar
É nada, não é tudo, falei e fiquei muda
A cada vaga de mágoa ou cada muda de rosa
que mudo você me trouxe em sonhos.
Você vê? Tem coragem?
Quantos ainda serão atados?
Quando verá, não tem saída.
Controlo a vida, e controlo a sorte.
Não adianta ser forte, eu sou os dados.
Você crê? São paragens.
Sob mia mão serão esmagados.
Qualquer sonho, ou guarida.
Sou quem lida, no cruel fino corte,
Lhe empurrarei à morte, igual soldados.
Você sim, sem mensagens,
sem seus sonhos terminados,
todo poder, toda força, tudo nosso, sou Pollvosoxial, tudo posso.
ii.
Viva a voz ativa,
viva o que nos cativa,
viva o que canta a luz,
viva sem o capuz do carrasco
viva a voz altiva,
viva o som da Diva,
viva os céus azuis,
viva sem sangue, pus, sem asco
mas não viva a dor,
apenas o amor,
desculpe se seu coração,
me priva da dor, constelação de aço,
espaço, gelo, estupor.
Viva sem a raiva,
viva o que criva,
viva o feel blues
viva sem tristeza, viva sem “eu caço.”
iii.
céu, céu de brigadeiro,
estrelas iluminam minha tristeza,
a alma roubada, é seu o brigadeiro,
um doce, uma beleza,
um dia verás no cancioneiro
popular a história da festa.
mel, meu algum dinheiro,
querelas assinam minha tristeza,
a alma roubada, é seu o brigadeiro,
um mote, uma certeza,
e assim se forma um tabuleiro
para algum princípio que resta.
Réu, réu mas está inteiro,
apesar de qualquer a safadeza,
alma roubada, é seu o brigadeiro,
uma venda, que tristeza,
trocar deste modo por dinheiro
pela simples vontade da besta.
iv.
Queria você numa canção,
onde nos tornaríamos um só.
Faria você em uma ação,
e todo este poder dar um nó.
Uma memória de amor,
com flores de cores, capuzes de luzes,
ninhos de passarinhos, qualquer querer
que quer ver de mais uma vez sempre a ti
Daria asas a imaginação,
quando não teria nenhum dó.
Traria de uma longa estação,
como fênix, formar-te do pó.
Uma memória de amor,
com flores de cores, capuzes de luzes,
ninhos de passarinhos, qualquer querer
que quer ver de mais uma vez sempre a ti
v.
Se prenda, se esqueça, a renda é sua cabeça,
não compreenda, nem aqueça, uma esperança,
sua divina contenda é minha extravagância, nunca possuirá-lla, rode, rode, rode, esforço, fique aí no torso, se fores forte, sairá vivo, se fraco fores serás meu cativo...
Caias, sinta a vertigo
Nada para possuir
nada para segurar
não terás nada contigo
um chumbo sorrir
um choro cantar
não tens sequer amigo
para te ajudar
para te acudir
todos serão inimigos
mutilando, ferindo, nem abrigos
nem ir para algum lugar
nem ar para o fogo luzir.
vi.
Amor, quando te encontrar,
não desdenhe meu ingênuo Amor
deixe que desenhe em seu esplendor
o coração.
Alma, quando te encontrar,
sim inspire-se eterna Alma
deixe qual espírito meu que é calma
o coração.
Ama, quando te encontrar,
talvez eu sonhe, sou quem te Ama
deixe quão sem número de um drama
no coração.
No coração.
No coração.
vii.
Se você é inocente, então prove.
Se você é inteligente, então prove.
Se é gente, então prove!
Prove sua limpeza.
Se você não é amado, então prove.
Se você não é um coitado, então prove.
Senão beba do pó, prove!
Prove do veneno de rato!
Prove de todo maltrato!
Prove de fruto proibido!
Prove sim desta libido!
Se fores fingido, então está bom.
Se fores um bandido, então está bom.
Se for crido, então está bom.
Prove do poder total.
Seja bom: seja mal.
viii.
Disque disque disque trim trim
ela diz a ele, ele diz a ela, nada se checa
ninguém algo contesta
bem pregam o mal em qualquer testa
Ti ti ti ti ti ti zum zum
ele fala-lhe, ela venera, tudo é o que era
alguém nada a desdizer
mal, para que o bem quererão fazer
Bla bla bla bla bla bla qua qua
se não existe verdade, a vida é uma festa
não há nenhum compromisso
prosseguindo assim será sempre o que era
e não nos envergonhamos!
o que é uma safadezazinha!
Se não há consequências!
Somente mente com decência!
Apenas penas nós julgamos!
Para as pessoas pobrezinhas...
Disque disque disque trim trim
ela diz a ele, ele diz a ela, nada se checa
ninguém algo contesta
bem pregam o mal em qualquer testa
Ti ti ti ti ti ti zum zum
ele fala-lhe, ela venera, tudo é o que era
alguém nada a desdizer
mal, para que o bem quererão fazer
Bla bla bla bla bla bla qua qua
se não existe verdade, a vida é uma festa
não há nenhum compromisso
prosseguindo assim será sempre o que era
ix.
Meu Líder, sabe o bom, o melhor
sabe separar o joio do trigo
à Cezar o que é de Cézar
à Deus o que é de Deus.
Aos descendentes, os céus na terra.
Tens todos os carinhos meus
Tens todos os carinhos meus
Meu Líder, sabe o tom, sim senhor
sabe retirar dos olhos o cisco
à Cézar o que é de Cézar
ao fisco o que é do fisco.
Condescendentes com paz na terra.
Tens todos os carinhos meus
Tens todos os carinhos meus
x.
Estão correndo os dados,
teu tempo está acabando,
nada és, não tens nada,
nunca serás neste caminho.
Ser não é algo importante,
Ser algo não é importante.
Esta contenda de amados,
conhecer-se mais brando,
tudo és, farás tudo,
construindo com carinho.
Ter não é algo importante,
Importante é algo não ter.
Estar perdendo os jogos,
E segue se superando,
Fogo traz, luz dos fogos,
Até saber o caminho.
Ver tudo que está distante,
Distante está o que se quer.
xi.
Olha para mim e brilha...
@ Aquele que eu amo,
acha dominar a situação,
eu preciso de um acessório,
eu preciso de segurança,
bolsa ou animal de estimação
ele sempre será uma criança,
Olha para mim e brilha...
! Aquele que eu amo,
chega cantando uma canção,
e não me leva nada ilusório,
e não me levando a um encanto,
deixo ele acreditar na ilusão
de me embalar com seu canto.
Olha para mim e brilha...
~ Aquele que eu amo,
presta sempre muita atenção,
e traz enredos, contos simplórios,
sempre coisas alegres, sem pranto,
rio mais dele que da narração,
quero é amar em qualquer canto.
Olha para mim e brilha...
Meu amor poder ser total...
Escuridão assim é fatal,
Eu nunca percorri esta trilha.
xii.
LÁ VAI ELE, O PROSCRITO
FINGE INOCÊNCIA, ESTÁ NA CARA
DESOBEDECEU TODO O RITO
QUIS SER UMA PERSONALIDADE RARA
FEZ POUCO CASO DO MITO
SER ASSIM É COISA MUITO CARA
É CARÍSSIMO, CARA!
LÁ VAI ELE, O PROSCRITO
MISTER A OBEDIÊNCIA, NÃO VIRE A CARA
PARA NÓS ÉS COMO UM MOSQUITO,
QUE QUALQUER MÃO ESMAGARA
NÃO ADIANTA FANIQUITO.
SER ASSIM É COISA MUITO CARA
É CARÍSSIMO, CARA!
LÁ VAI ELE, O PROSCRITO
INFAME IMPRUDÊNCIA, QUE DESMASCARA
NUNCA ALGUÉM FOI MAIS ESQUISITO
DE TUDO ISTO QUEM SARA?
DESMASCARA ESQUISITO!
xiii.
Sem saber veio a fogueira
Para crimes imaginários...
Como podem falar da igreja?
Se igual vocês julgaram?
Como vem falar de justiça,
Se vocês comem carniça,
Se vocês nunca amaram.
ESTOU DE SACO CHEIO DE SANGUE MEU AMOR
EIRA ÁRIOS EJA ARAM IÇA ÇA ARAM OR OR...
Em um papo sem eira ou beira
São sublimes nunca otários...
Pois quando vem a benfazeja,
É a mesma que mataram,
Algo maior em vocês atiça,
Um nova e negra missa,
O cifrão idolatraram
ESTOU DE SACO CHEIO DE SANGUE MEU AMOR
EIRA ÁRIOS EJA ARAM IÇA ÇA ARAM OR OR...
E um dia numa cordilheira,
É certo verei caminhos vários
Minha vontade que deseja,
A mulher que afastaram,
Tua engrenagem enguiça,
Enquanto ela enfeitiça.
Sem saber nos juntaram...
ESTOU DE SACO CHEIO DE SANGUE MEU AMOR
EIRA ÁRIOS EJA ARAM IÇA ÇA ARAM OR OR...
xix.
Aquilo que se quer
Não se consegue sem buscar
mesmo que o acaso traga
o espírito preparado para amar
É nada, não é tudo, falei e fiquei muda
A cada vaga de mágoa ou cada muda de rosa
que mudo você me trouxe em sonhos.
Aquilo que se quer
Não se encontra em um lar
a esmo qual ocaso ou vaga
em coração tão louco por amar
É nada, não é tudo, falei e fiquei muda
A cada vaga de mágoa ou cada muda de rosa
que mudo você me trouxe em sonhos.
Aquilo que se quer
Está na canção que traz o mar
a água ensinando a saga
de se saber no seu interior nadar
É nada, não é tudo, falei e fiquei muda
A cada vaga de mágoa ou cada muda de rosa
que mudo você me trouxe em sonhos.
domingo, 28 de agosto de 2011
molly e o grifo
Uma construção simétrica, concebida em verdades, igual qualquer simetria. Pretendida eternizar um ideal. Algo que só existe no coração, se manifesta pela intuição, mas é intraduzível.
O sol da primavera invadia os recintos obliquamente. No átrio central homens e mulheres comiam, bebiam, falavam, e se fartavam à luz amarelada e intensamente brilhante. Aquele centro de uma antiga idéia agora se tornara vestígio erguido à pedras, argilas e outras matérias.
Molly os servia, e se sentia mal por isto.
Quando em seu coração pressentiu uma intensa emoção, e tomou-lhe o lugar uma visão à noroeste. Um fabuloso Leão Vermelho respirou sem ruído algum, como rugisse mudo. Mesmo com a crueldade daquele olhar, entendeu o recado: "Cale-se, esconda-se, e eu poupo-lhe a vida".
Com o corpo hirto de pavor cambaleou até um cômodo escuro, atrás de si.
Um monstruoso barulho veio lhe preencher os ouvidos, e tomar conta do ambiente. sinfonia de ossos se partindo, gritos humanos, móveis despedaçando-se. Aquele medo em Molly foi se transformando em música que a remetia aos sons naturais, como cachoeiras e canto de pássaros, uma música imprevisível, um jazz.
Os gemidos ainda estavam sendo emitidos quando ela saiu, sentindo a ausência da fera. Tudo ia se tornando silêncio.
No chão muito sangue, em poças, em pedaços de mesa, em pedaços de gente. Só foi devorado das vítimas os olhos e os corações. Abaixou-se e com os dedos cruzados numa das poças provou do sangue fresco. Ouviu uma voz:
"Ouça menina, vá embora, sua vida se renova nesta hora, não existem mais ninguém que lhe possa escravizar, eu trouxe-lhe a salvação. Seu batismo foi de SANGUE"
Assim proverbiou a Águia Dourada, e seu olhar era como se pudesse devorá-la, mais já estava saciada.
A simetria se reconstituiu no tempo, enquanto o espaço se constituiu num templo.
O sol da primavera invadia os recintos obliquamente. No átrio central homens e mulheres comiam, bebiam, falavam, e se fartavam à luz amarelada e intensamente brilhante. Aquele centro de uma antiga idéia agora se tornara vestígio erguido à pedras, argilas e outras matérias.
Molly os servia, e se sentia mal por isto.
Quando em seu coração pressentiu uma intensa emoção, e tomou-lhe o lugar uma visão à noroeste. Um fabuloso Leão Vermelho respirou sem ruído algum, como rugisse mudo. Mesmo com a crueldade daquele olhar, entendeu o recado: "Cale-se, esconda-se, e eu poupo-lhe a vida".
Com o corpo hirto de pavor cambaleou até um cômodo escuro, atrás de si.
Um monstruoso barulho veio lhe preencher os ouvidos, e tomar conta do ambiente. sinfonia de ossos se partindo, gritos humanos, móveis despedaçando-se. Aquele medo em Molly foi se transformando em música que a remetia aos sons naturais, como cachoeiras e canto de pássaros, uma música imprevisível, um jazz.
Os gemidos ainda estavam sendo emitidos quando ela saiu, sentindo a ausência da fera. Tudo ia se tornando silêncio.
No chão muito sangue, em poças, em pedaços de mesa, em pedaços de gente. Só foi devorado das vítimas os olhos e os corações. Abaixou-se e com os dedos cruzados numa das poças provou do sangue fresco. Ouviu uma voz:
"Ouça menina, vá embora, sua vida se renova nesta hora, não existem mais ninguém que lhe possa escravizar, eu trouxe-lhe a salvação. Seu batismo foi de SANGUE"
Assim proverbiou a Águia Dourada, e seu olhar era como se pudesse devorá-la, mais já estava saciada.
A simetria se reconstituiu no tempo, enquanto o espaço se constituiu num templo.
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