plágio seguido de calúnia e difamação
calúnia e difamação preventiva I
o que eu fiz: eu fumava maconha na doação, no "me-dá-me-dá", nunca comprava (também, se comprasse, seria o único detido). e só maconha.
a calúnia: chefe do tráfico na Cidade Universitária.
a difamação: "ele tá sempre no meio, dizem que é o presidente do negócio".
calúnia e difamação preventiva II
o que eu fiz: passei todo o curso da ECA-USP sem nenhum caso amoroso, e "você sabe como é, né?", segundo os homens, "um homem não pode ficar sem sexo"(!).
uma ou duas vezes por mês, eu tinha muita insônia por causa da fome, não tinha geladeira, então andava do CRUSP até o Pão de Açúcar da Praça Panamericana, uns 40 minutos pra ir e 40 pra voltar a pé. segundo esses mesmos homens do CRUSP, "óbvio que saiu à caça". rapaz, nem cachorro havia nas ruas às duas ou três da madrugada!
um ato irresponsável, pra dizer o mínimo, que cometi na tarde de 9 de março de 1990, banho do laguinho da FAU-USP (que eu não vou dizer; quem estava lá sabe; não vou dizer pela montanha de especulação posterior). até hoje não me perdoei.
a calúnia: estuprador da USP.
a difamação: "ao que tudo indica", "se ele fez isso, deve ter feito mais escondido".
com certeza, esse truque, de acusar alguém de um crime que ele não cometeu, desviou a atenção de muita gente e livrou a cara de outros tantos que cometeram exatamente esses crimes.
nenhum(a) boca de sacola para entregar o plano, nenhum ser humano para ter a dignidade de me dizer o que acontecia.
só filhinho de papai trapaceiro metido a criativo. nem que fosse para me acusar, ou, ao menos, me questionar pelos meus atos.
pois é...
eu catava chumbo no ar para entender. eu era tão invisível e insignificante que ninguém ligava, "ele não é nada".
calúnia e difamação preventiva III
o que eu fiz: não sei o que eu fiz para merecer a esquizofrenia.
mais calúnia ainda: há uma incongruência aí, como pode ser o "estuprador da USP" e ser o "chefe do tráfico na Cidade Universitária"?
a difamação: é "louco", é "esquizofrênico".
o que explicaria muita coisa, pois não são assim os prisioneiros da Casa de Custódia de Taubaté daquela época? onde dividiam o mesmo confinamento, criminosos de alta periculosidade e pessoas com transtorno mental em conflito com a lei. "gente como esse daí...". (eu)
"ahn..." (colou)
bem estranho isso, uma completa incongruência policial.
com certeza, a polícia fez investigação, afinal, "quem seria o tal maluco estuprador e chefe do tráfico?", mas não achou nada, porque não tinha nada.
mais calúnia: "deve ser apadrinhado de alguém".
ECA-USP, segunda metade da década de noventa, tudo para ocultar todo o plágio de tanta coisa que me levaram e que eu não me recordo mais de tudo, dói muito.
não havia redes sociais, nem havia tantas câmeras de vigilância, era no boca-a-boca da boca miúda. a passagem da Cidade Universitária para a ponte Panamericana nem guarita tinha, quanto mais tranca ou vigia.
resultado:
1. quem ouviria e acreditaria em um "criminoso" desses?
2. um "criminoso" desses seria capaz de criar algo de valor?
3. quem daria emprego a um "criminoso" desses?
4. quem quereria casar sua irmã com um "criminoso" desses?
por muito tempo eu levei socos, chutes (e nem sempre essas palavras eram figuras de linguagem) e xingamentos de todo lado, sem saber nem de onde vinham nem por qual motivo apanhava, afinal, não adianta perguntar, pois "todo criminoso diz que é inocente".
fiquei duas vezes em situação de rua, passei por um despejo e duas internações psiquiátricas, após esse assassinato de reputação.
(com diploma universitário)
coisas piores aconteceram. sofro consequências até hoje, consequências dentro e consequências fora.
se eu morasse numa periferia, seria linchado, mas, não era o caso, no lugar em que morava, os granfinos tiraram tudo de mim e da minha mãe, desarmados que estávamos, em todos os sentidos possíveis e imagináveis, destruíram nossa vida.
demorei muito tempo para recuperar a saúde mental destruída, me recuperar da vida material e social destruídas, não sei todos os nomes. muito tempo pra montar este quebra-cabeças.
não há nada escondido que não seja revelado.
era tudo um joguinho muito engraçado para os filhinhos de papai.
depois, virou um experimento de mercado para avaliar como matar alguém usando apenas a comunicação social, claro que sabiam que era mentira, mas e daí? não deu para empreender com essa reputação.
era pra ser só plágio seguido de calúnia e difamação, mas o mercado nunca se satisfaz. o fermento dos perversos.
hoje, dizem que eu parei de fazer tudo aquilo que eu nunca fiz.
a Deus pedi perdão.
glossário
difamação: espalham por aí um erro que você errou e é verdade.
calúnia: espalham por aí um erro que você errou mas é mentira.
calúnia e difamação preventivas: as duas feitas antes o plágio para desacreditar quem foi plagiado, anulando as denúncias dele.
o que eu fiz: não me recordo de tudo, apenas dos piores erros.
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